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  • Amor Urbano

    Amor Urbano

    José E. Abreu

    6,00 

    Amor Urbano de José E. Abreu.
    Oficina do Livro. Lisboa, 2005, 324 págs. Mole.

    Eduardo é jornalista e tem a responsabilidade de investigar uma sequência de misteriosas agressões a bailarinas. Carolina é filha de Eduardo e tem pelo pai uma admiração sem limites. Madalena é mulher de Eduardo e tem uma vida paralela com Tomás. Este é escritor, e recebe da amante a inspiração e o material com que compõe as suas ficções. É nesta teia de relações em permanente tensão que os personagens se movimentam, comandadas pelos sonhos e vontades de cada um: Carolina deseja a morte da madrasta; Madalena tem os sentimentos divididos entre a paixão e a família; Tomás está refém da escrita; e Eduardo vive obcecado em resolver o seu passado.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Mesopotâmia de António Rebordão Navarro

    Mesopotâmia

    António Rebordão Navarro

    6,00 

    Mesopotâmia de António Rebordão Navarro.
    DIFEL. Lisboa, 1985, 189 págs. B.

    Mudava de vestido (mudar de vestido era um cerimonial delicado de divisão do dia), espalhava o pó-de-arroz na cara, passava nos lábios finos um pouco de bâton, retirava do queixo com a pinça um pêlo enraivecido, com a pinça depilava as sobrancelhas, com o vaporizador derramava perfume sob as orelhas e pelo pescoço, enfiava escravas no pulso esquerdo, colocava e retirava, hesitante. os anéis no anular e no mínimo de uma das mãos e um só, muito discreto ou muito valioso no mindinho da outra. E acertava com as pontas dos dedos o vestido de seda tinha de o mandar brunir, estava castigado da viagem na mala-face ao espelho do imponente, mastodôntico guarda-fato. Reconhecia ainda na imagem devolvida um corpo que sessenta anos não tinham degradado. E a consciência disso era-lhe naturalmente. Era, como o vago aroma da essência que se espalhara peto quarto. Ainda no Inverno anterior descendo a Rua de Santo António, um homem perseguira o seu rastro. E ela, para não quebrar o sortilégio, erguera até ao colossal nariz a gola forrada a astraca do seu casaco comprido. Às vezes, receosa de perigar em imaginação, parava em frente de vitrinas idiotas destituídas para uma senhora de qualquer interesse, máquinas de escrever, artigos desportivos, peças para automóveis, ou, com mais audácia, voltava a cabeça, constatando com gáudio tão adolescente como- pecaminoso que o cavalheiro persistentemente pautava os seus passos pelos dela.

    📝 Assinatura de posse.

  • Homem Que Odiava a Chuva de Guilherme de Melo

    Homem Que Odiava a Chuva

    Guilherme de Melo

    6,00 

    Homem Que Odiava a Chuva de Guilherme de Melo.
    Editorial Notícias. Lisboa, 1999, 187 págs. B.

    Os noves contos que, sob o título genérico que o primeiro lhe empresta, Guilherme de Melo reúne neste seu novo livro, procuram responder a estas questões. Por detrás da máscara perfeitamente normal de Cláudio, no dia-a-dia aparentemnte anódimo do ex-comando Alberto, da face angélica de Francisca, da infantil inocência daquelas duas amiguinhas daquela escola da aldeia, da existência banal do simpático senhor Figueiredo, da bênção do jovem e solitário padre de uma paróquia de bairro, da paixão homossexual do enfermeiro Jorge, há afinal todo um mundo insuspeitado e perturbador, capaz de levar a duplicidade e à mentira, à destruição, inclusive à morte….

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Espelho de Poliedro

    Espelho de Poliedro

    José Rodrigues Miguéis

    6,00 

    Espelho de Poliedro de José Rodrigues Miguéis.
    Editorial Estampa. Lisboa, 1984, 301 págs. B.

    «O Espelho Poliédrico, de José Rodrigues Miguéis (Primeira edição em 1972, pela Estúdios Cor), é um conjunto de textos em que o cronista se assume como “simples narrador de histórias reais e experiências inventadas” (como refere no intitulado “O galo, o estudante e o professor”), embora algumas vezes povoando esses mesmos textos com uma dose de memorialismo, mesmo que tenha registado algo como: “Não escrevo memórias, talvez nunca as escreva: a não ser transpostas em ficção, ou quando um flash de lembrança, como agora, me ilumina.” (em “O Corcundinha”). No final da obra, lá vem a “nota do autor” a explicar que as crónicas são um conjunto vasto e diversificado de “memórias, comentários e ficções” e a indicar a origem – publicadas no Diário de Lisboa, na sua maioria, entre 1968 e 1971, algumas inéditas e outras surgidas em várias publicações periódicas.»

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Histórias do Anoitecer de Joaquim Pacheco Neves

    Histórias do Anoitecer

    Joaquim Pacheco Neves

    5,00 

    Histórias do Anoitecer de Joaquim Pacheco Neves.
    Tipografia A Portuense. Porto, 1966, 269 págs. B.

    Livro de contos de Joaquim Pacheco Neves (Vila do Conde, 11 de junho de 1910 – 19 de janeiro de 1998).  Médico, cronista, romancista, dramaturgo, memorialista e editor português, autor de uma vasta obra galardoada com vários prémios nacionais

    📕 1ª Edição.
    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Receitas para Marinar Mulheres de Manuel Ribeiro

    Receitas para Marinar Mulheres

    Manuel Ribeiro

    5,00 

    Receitas para Marinar Mulheres de Manuel Ribeiro.
    Editorial Notícias. Lisboa, 2001, 255 págs. B.

    «Este livro constitui um precioso guia para quem se pretende lançar na perigosa aventura de uma relação com um espécime do sexo fraco. Nele poderá encontrar alguns tópicos e contradições da raça feminina que o farão reflectir maduramente sobre o negro futuro que o aguarda. Mas se foi já enredado e tem quem diariamente lhe enfernize os miolos, poderá afinal concluir que não está sozinho no mundo e que muitos sofrem como você em silêncio, expiando o pecado de lhes terem dado trela. As mulheres também encontrarão alguma utilidade neste livro. Em primeiro lugar, dando felicidade e alegria ao seu autor, que desde já agradece. Depois, utilizando-o para fazer de calço da mesa da sala de jantar ou atirando-o, no momento próprio, à cabeça do desgraçado com quem divide os trapos.»

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Ontem Não Te Vi em Babilónia de António Lobo Antunes

    Ontem Não Te Vi em Babilónia

    António Lobo Antunes

    15,00 

    Ontem Não Te Vi em Babilónia de António Lobo Antunes.
    Publicações Dom Quixote. Lisboa, 2016, 479 págs. B.

    Primeira edição com fixação do texto  por Eunice Cabral, inserido na colecção Obra Completa, Edição ne varietur, coordenada  por Maria Alzira Seixo

     

    Uma noite ninguém dorme, e durante a meia-noite a as cinco da manhã, as pessoas sonham acordadas no sono: contam e inventam as suas vidas e as suas histórias, ou as histórias em que transformam as suas vidas, ou as vidas que transformaram em histórias. Podem ser vidas cruéis, de medo, de uma cicatriz interior, de algo que talvez fosse o Estado português de outros tempos. Podem ser vidas de amores passados, de lápides varridas, de um desejo de uma vida inteira, de se poder ser feliz sem pensar. Nestas histórias, nestes silêncios destas falas, nos risos e nas traições, vamos identificando a noite de um país, a noite cheia de vozes de todos nós, e a noite silenciosa que é o isolamento de cada um. Como diz o autor – “porque aquilo que escrevo poder ler-se no escuro”.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • O Mal e o Bem de Domingos Monteiro

    Mal e o Bem, O

    Domingos Monteiro

    6,00 

    Série de novelas onde Domingos Monteiro consegue, pela arte de contar e fina análise psicológica, inquietar o leitor, questionando as suas pautas axiológicas. “Numa literatura em que se fala mais dos movimentos dos corpos do que do da almas, do que é circunstancial e anedótico, do que daquilo que é essencial e perene”, a novela…

  • Podia ser de Outra Maneira de Manuel Costa Alves

    Podia ser de Outra Maneira

    Manuel Costa Alves

    5,00 

    Esta é a terceira obra literária do autor, e desta vez não nos surpreende. Confirma dominar uma escrita que transmite as coisas importantes da vida, do sonho, e até da utopia individual e social, despida de adereços académicos, mas elegantemente revestida da essência de uma cultura estudada, assimilada, frequente e tempestivamente bem exercida. No seu…

  • Oceanografia

    Oceanografia

    Appio Claúdio

    5,00 

    O que será a poesia senão o discurso interior do pensamento que busca, permanentemente, o roteiro do essencial, sem medo do sentimento, da polémica, da irreversibilidade de tornar cúmplice quem a ouve e sobre ela reflecte?!

  • Livro da Rititi, O

    Livro da Rititi, O

    Rita Barata Silvério

    5,00 

    O Livro da Rititi de Rita Barata Silvério.
    Oficina do Livro. Lisboa, 2005, 211 págs. B.

    Quem é a Rititi? O alter-ego de uma histérica menstruada? Uma gaja real que passa os dias ressacada à frente do computador? Em todas as mulheres existe uma Rititi, vaidosa em cima de uns saltos altos vertiginosos mas obrigatórios para o ego, angustiada ante a passagem dos anos e dos escalões que se sucedem no IRS. A Rititi é a voz que diz o que lhe apetece quando quer, exagerada e completamente atacada dos nervos, com os ovários a comandar a vida e atenta ao que contam os telejornais à hora de jantar.

    📝 Assinatura de posse.

  • Isaac

    Isaac

    Manuel Fernando Gonçalves

    5,00 

    Isaac de Manuel Fernando Gonçalves.
    Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1985, 23 págs. B.

    Saindo de haran fiquei
    com o mundo em frente
    súbito o alcancei:
    a palestina era ali
    ao alcance do gesto
    quase me detinha sedento
    junto ao carvalho de moré
    dono do tempo e do tempo
    ansioso escravo
    montei à noite entre colinas
    a tenda e o altar
    não orei nesse crepúsculo

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Poesia e Prosa

    Poesia e Prosa

    Leonel António Ramos

    5,00 
  • Estrangeiro Definitivo de Nídia Battella Gotib

    Estrangeiro Definitivo

    Nídia Battella Gotib

    7,50 

    Estrangeiro Definitivo: Poesia e Crítica em Adolfo Casais Monteiro de Nídia Battella Gotib.
    Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1985, 384 págs. B.

    A produção poética de Casais Monteiro desenha-se num entrelaçar-se de trilhas, provenientes de vários espaços de realizações poéticas que se com- binam no emaranhado bem tecido dos seus respectivos dispositivos de composição. A leitura destas configurações de linguagem poética acontece no acompanhar estas veredas, que ora se cruzam, ora se justapõem, mantendo, contudo, o sulco pertinaz das preocupações reflexivas a respeito do seu próprio traço, no contacto intenso com a prática da metalinguagem.

    A situação da poesia de Casais é, pois, a de um projecto nas suas vinculações com a sua própria crítica de poesia, enquanto representação dos problemas de seu tempo, fora e dentro de Portugal; com o rejeitar forças repressoras em nome de uma liberdade entendida no sentido amplo do livre exercício de energias individuais; com as manifestações humanísticas de respeito e valorização da potencialidade criadora.

    Situar a poesia de Casais é, ainda, tentar estabelecer seus vínculos com os modernistas do grupo do Orpheu e com os que se uniram em torno da revista Presença; com os que anunciavam nos fins da década de 30 uma poesia social e com os ideais surrealistas de conquista da vida em detrimento da própria literatura; com os autores brasileiros e com a própria realidade brasileira de que mais se aproximou por ocasião da sua viagem ao Brasil nos anos 50, iniciando então uma permanência que acabaria sendo ‘definitiva”.

    Neste percurso, delineiam-se as constantes da sua obra reunidas em diversas poéticas ou maneiras de a sua poesia vencer as empreitadas dos seus caminhos e enfrentar as marcas da história.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • A Árvore das Palavras de Teolinda Gersão

    Árvore das Palavras, A

    Teolinda Gersão

    15,00 

    A Árvore das Palavras de Teolinda Gersão.
    Edições ASA. Porto, 2001, 189 págs. E.

    A árvore das palavras é um retrato de Lourenço Marques, antes da guerra colonial e já depois do seu começo. É um livro sobre o fascínio de África e da cultura africana, sobre a mistura e o choque de culturas e também uma história perturbadora sobre o paraíso que se converte em pesadelo. Um livro mágico sobre a infância, à qual não se pode voltar, a não ser através do milagre da literatura.

    🖊️ Dedicatória de oferta

  • Senhor Pessoa, Chegámos a Cascais de José Jorge Letria

    Senhor Pessoa, Chegámos a Cascais

    José Jorge Letria

    6,00 

    Poeta, dramaturgo, ficcionista e ensaísta português nascido a 8 de junho de 1951, em Cascais. Dedicou-se desde muito cedo ao jornalismo, tendo trabalhado como também guionista e autor de programas de televisão. Foi membro da Direção da Sociedade Portuguesa de Autores e vereador da Cultura na Câmara Municipal de Cascais. Colaborou em várias publicações –…