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  • Drama dos Santos Reis Magos

    Drama dos Santos Reis Magos

    Maria Clara de Almeida Lucas

    10,00 

    Drama dos Santos Reis Magos de Maria Clara de Almeida Lucas [Intro.]
    Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1985, 547 págs. B.

    Ao coligir os textos que agora apresentamos, pretendemos oferecer ao grande público a produção, que o séc. XVIII nos legou, das peças a serem representadas por altura das festividades natalícias.

    Sabemos das vicissitudes que sofreram os Autos populares durante os sécs. XVI e XVII, abrangidos pelos Índices Expurgatórios, abafados pelo advento das tragicomédias escolares, pela admissão da Comédia espanhola, oriunda da escola de Lope de Vega e Calderon, mestres incontestados da arte de dramatizar, e pela comédia clássica da Renascença, que veio substituir a característica redondilha pela linguagem em prosa. Golpe final lhe foi brandido pela introdução da Opera em Portugal, que, com o fascínio das grandes encenações e da música e a sábia adaptação ao gosto do público português, aniquilou ingenuidade dramática do auto tradicional. Sabemos contudo que este tipo de teatro prevalecerá entre o povo, e mormente no Norte do país, ressurgirá em cada Natal, pelos Reis e pela Páscoa.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • I'm In Love With a Popstar de Margarida Rebelo Pinto

    I’m In Love With a Popstar

    Margarida Rebelo Pinto

    5,00 

    I’m In Love With a Popstar de Margarida Rebelo Pinto.
    Oficina do Livro. Lisboa, 2003, 206 págs. B.

    “I’m in Love with a Pop Star” é uma história sobre a capacidade de sonhar. Pam, uma divertida rapariga de 16 anos, apaixona-se por um Pop Star e decide conhecê-lo. Nesta fairy tale dos tempos modernos, Margarida Rebelo Pinto aproveita para reflectir sobre a nova geração que vive confrontada com o comportamento dos pais, eternos adolescentes, e a sede do sucesso, numa sociedade em constante mudança de valores. Conseguirá Pam realizar o sonho? E quem é o misterioso Pop Star que a faz mover montanhas?

    📕 1ª Edição.
    📝 Assinatura de posse.

  • Cidade MalditaA Cidade Maldita de Belo Redondo

    Cidade Maldita

    Belo Redondo

    15,00 

    Ernesto Belo Redondo (12 de abril de 1900 – Lisboa, 9 de abril de 1957), foi um escritor e jornalista português. Fez parte, com Artur Portela e Julião Quintinha, da última direção do Sindicato dos Profissionais de Imprensa de Lisboa, até à sua dissolução pelo regime corporativo do Estado Novo (1933) que, em seu lugar, criou o Sindicato Nacional dos Jornalistas (1934), presidido por António Ferro, simultaneamente diretor do Secretariado da Propaganda Nacional, órgão que funcionava sob a alçada direta de Salazar. Na sua qualidade de dirigente sindical dos jornalistas, Belo Redondo subscreveu em 1932, com os seus colegas da direção, um protesto contra a censura endereçado ao governo.

  • A Intervenção Surrealista de Mário Cesariny Vasconcelos

    Intervenção Surrealista

    Mário Cesariny Vasconcelos

    70,00 

    ’A Intervenção Surrealista’, colectânea devida a Mário Cesariny de Vasconcelos (vulto maior do Surrealismo português), dá a medida exacta do que foi o movimento, explicita, preto no branco, a razão da sua permanência, permite retomar o debate polémico, agita a estagnação intelectual e constitui, para além de valioso elemento de estudo, um imprescindível documento para a história da literatura e de um tempo cultural particularmente significativo”. Com estampas em folhas à parte. Textos dos mais destacados surrealistas portugueses.

  • Casa da Malta de Fernando Namora

    Casa da Malta

    Fernando Namora

    15,00 

    Casa da Malta de Fernando Namora.
    Editorial Inquérito. Lisboa, 1951, 195 págs. B.

    Refúgio de oprimidos, de famintos de pão e calor humano, casa de vagabundos, símbolo de solidariedade, muro por detrás do qual se defende desesperadamente a dignidade humana. Uma obra que marcou definitivamente o percurso de um grande escritor.

    📕 2ª Edição.
    👨🏻‍🎨Ilustrações de Manuel Ribeiro Pavia

  • Vitor ao Xadrez, Do

    Vitor ao Xadrez, Do

    António Torrado

    7,50 

    De Vitor ao Xadrez de António Torrado.
    Livros Horizonte. Lisboa, 1984, 110 págs. B.

    Autor habitualmente identificado com o livro para crianças, se bem que a sua intervenção literária também abranja a poesia e a dramaturgia, António Torrado não renuncia neste seu primeiro livro de ficções para adultos, ao estatuto singular do contador de histórias. Como assinala a escritora Natália. Nunes, elemento do júri que por unanimidade atribuiu a este livro o prémio José Galeno: “Uma análise mais profunda poderá vir a revelar como o convívio com a literatura infantil influenciou este escritor, tanto quanto à facilidade no manejo da relação autor-narrador-leitor, como quanto à inserção da acção num clima fantástico-simbólico.”

    E acrescenta Natália Nunes: “Ainda que no plano da frase o Autor raramente se sirva da imagem metafórica, os seus contos são todos como que globais metáforas ao nível do sentido.” Para concluir que “os contos de António Torrado preenchem todos os requisitos de habilidade sintetizadora e de economia de palavras, característicos deste género narrativo, e conseguem, tornam-se mesmo excepcionalmente notáveis no primor dos seus fechos semânticos.”

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Viagem ao Fim do Coração

    Viagem ao Fim do Coração

    Ana Casaca

    6,00 

    Viagem ao Fim do Coração de Ana Casaca.
    Guerra e Paz. 2014,  327 págs. B.

    Num romance toda a nossa vida: como a queremos, como às vezes não a queremos.

    Luísa ainda era uma adolescente. Tiago já era um jovem adulto. Conheceram-se na solidão de uma pequena praia, na margem de um rio. Tinham em comum uma relação familiar traumática. Num caso, o trauma do amor dos pais. No outro, o trauma do ódio dos pais. Conheceram-se num dia que pareceu conter uma vida inteira. Mas teriam ficado separados para sempre, se a invisível linha de uma doença que rói o corpo e anuncia a morte não os tivesse voltado a ligar, dezasseis anos depois. Luísa e Tiago podem até redescobrir o amor, mas apenas se a silenciosa presença das metástases não se alastrar aos seus corações.

    Viagem ao Fim do Coração é mais do que uma comovente história de amor. É a recriação de um admirável mundo de pais e mães, filhos e irmãos, ódios e amores. Revela os pesadelos de um cancro injusto, mas não abdica do que é humano e essencial, o sonho.

    📝 Assinatura de posse.

  • Tempo de Angústia de Rogério de Freitas

    Tempo de Angústia

    Rogério de Freitas

    5,00 

    Pintor, desenhador, jornalista e escritor. Filho do actor Eduardo de Freitas, estreia-se no teatro como actor, ainda menino. Foi ajudante no teatro do Bombarral e, a pedido de Assis Esperança, frequentou a oficina do pintor Frederico Ayres. Em 1928 parte para França e fixa-se em Paris como desenhador de máquinas, gráfico de bolsa e decorador….

  • Quadrante Solar de Armindo Rodrigues

    Quadrante Solar

    Armindo Rodrigues

    8,50 

    «Depois de várias tentativas de revisão e apuramento formal sucessivamente falhadas, passados cerca de quarenta anos da sua primitiva redação, conforme apareceu na primeira edição do «Romanceiro», meu segundo livro, afinal uma noite, com alvoroço e quase de um fôlego, a meu pleno contento corrigi o «Romance do Chão Vermelho». Foi talvez disso determinante ter-me…

  • Diálogos com o Meu Tempo de Luís de Sena Esteves

    Diálogos com o Meu Tempo

    Luís de Sena Esteves

    5,00 
  • Com o Coração Cheio de Sopa

    Com o Coração Cheio de Sopa

    Margarida Botelho

    6,00 

    Com o Coração Cheio de Sopa de Margarida Botelho. Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1985, 212 págs. B.

    Com o Coração Cheio de Sopa, título agora inserido na Colecção Plural, é o primeiro romance da autora. Antes desta estreia, Margarida Botelho publicou dois livros de características bem diversas, correspondentes a um trabalho de pesquisa. cujo resultado é uma mão cheia de indicações, recuperadas à memória do tempo, mas bastante úteis e simples para o nosso dia a dia. Primeiro foi Segredos da Minha Avó (1981) e mais recente mente, «Segredos da Minha Mãe» (1983).

    Margarida Botelho há alguns anos que vem desenvolvendo extensa colaboração em páginas de diversas revistas, jornais e na rádio, nomeada mente no suplemento de cultura do Diário de Noticias.

    «Com o Coração Cheio de Sopa», é um livro de magia intimista, de jogos de memórias, texto fértil em imaginários crus e finais desencantados, num universo povoado de estranhas e ambíguas personagens, nascidas da clivagem entre o real e o irreal.

    📕 1ª Edição.
    Capa com falha.

  • O Primo Bazilio de Eça de Queiroz

    Primo Bazilio, O

    Eça de Queiroz

    5,00 

    Escrito em Inglaterra, O Primo Basílio, publicado em 1878, é um romance de costumes da média burguesia lisboeta e uma sátira moralizadora ao romanesco da sociedade da época. Luísa é uma vítima das suas leituras negativas e da baixeza moral do primo, quando a ausência do marido a deixou entregue ao seu vazio interior. É…

  • Escassas Palavras

    Escassas Palavras

    Isabel Ary dos Santos

    6,00 

    Escassas Palavras de Isabel Ary dos Santos.
    Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1987, 48 págs. B.

    Nas células da areia havia um lugar pendurado nos azulejos onde se esperava que as crianças voltassem e o silêncio fosse fundo nos olhos daqueles que traziam perguntas. Ao sétimo dia golpeei as mãos de onde o sangue se soltou verde a ressuscitar o tempo. É difícil saber exactamente a forma da fala mesmo que em palavras redondas me lances os peixes soltos. A morte é sempre ligada à vida e estabelece o ritual da violência e do sossego. Acredita que o rosto encobre outro rosto onde acontece sermos nós. Por isso nas células da areia havia um lugar pendurado para as tuas ancas que repeti a adormecer sem pressa.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Cornos de Cronos

    Cornos de Cronos

    Américo Guerreiro de Sousa

    7,50 

    Cornos de Cronos de Américo Guerreiro de Sousa.
    Livraria Bertrand. Amadora, 1981, 171 págs. B.

    Cremos que com Os Cornos de Cronos o leitor com preende algo do que se está a passar na nossa literatura. Elo fluente e enfático, atravessado de uma ironia certeira e de um sentido do humor muito particular, este livro de Américo Guerreiro de Sousa denuncia uma técnica de escrita extremamente desenvolta, numa gama variada e subtil de sentimentos e de ideias. Esta parábola de um português citadino dos nossos dias repetindo (aqui a ironia assume uma grande expressão dramática) O Retrato de Dorian Gray toca várias teclas com o mesmo desembaraço: a ternura, o amor, a desilusão, a esperança, a juventude, a velhice, a vida e a morte.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Último Dia do Mundo, O

    Último Dia do Mundo, O

    Paulo Nogueira

    5,00 

    O Último Dia do Mundo de Paulo Nogueira. Pergaminho. 1997, 228 págs. B.

    Com que majestoso esplendor Lis boa celebrava o último Verão dos anos começados por mil! Nunca a capital portuguesa me parecera tão bela, tão hipnoticamente irresistível – nem mesmo nos tempos da rainha Santa Isabel, que Deus a tenha. A luminosidade do sol, quase ofuscante, banhava a cidade com uma pátina dourada, que reverberava nas vidraças das janelas antigas, nos pára-brisas dos carros diamantinos, nos ramalhetes aquáticos das fontes, até nos meandros negros e prateados dos modernos viadutos. O casario da Baixa Pombalina, avistado do Castelo de São Jorge, assemelhava-se a uma estatuária em topázio, com a graciosidade de um presépio, só que animado pela seiva da vida humana.

    Os lisboetas, mas, oh, louvado seja o Altíssimo e que o Diabo seja surdo, sobretudo as lisboetas!, incomparável mente as lisboetas! – iam e vinham num frenesi benigno e contagiante, as mais jovens com os corpos sinuosos e elásticos bronzeados pelo disco solar e as alminhas febris impregnadas do êxtase da existência, as mais velhas sor vendo sabiamente a taça de mais uma estação e, sem dúvida, admitindo que, afinal de contas, os dissabores não tinham sido assim tão funestos, e que cada segundo, cada ronda do ponteiro, consiste numa dádiva inebriante.

    Em suma, eu, Ariel, este vosso criado, era o anjo certo no lugar certo. Perdão: ex-anjo.

    📝 Assinatura de posse.

  • Quitubia de José Basílio da Gama

    Quitubia

    José Basílio da Gama

    5,00 

    Quitubia de José Basílio da Gama.
    Agência-Geral do Ultramar. Lisboa, 1973, 109 págs. B.

    Poema publicado anonimamente, mas da autoria do poeta luso-brasileiro José Basílio da Gama (1741-1795).

    O poema foi escrito neste Portugal de aquém. E como quer que o autor lusíada seja nado em terras do Brasil, inscreve-se no mare nostrum, marcando os três continentes, o triângulo do luso-tropica lismo, que antes de ser maneira portuguesa de estar no mundo, foi história amassada no sangue dos heróis. Ecumenicamente, sem distinção de raças nem de cores.

    Escrito na corte de Lisboa, o Quitúbia não é bem para Angola o que o Uruguay representa para o Brasil, posto seja o mesmo o autor dos dois poemas. Não é, reconhecemos, nem no merecimento da forma, nem no alcance do tema inspirador. Assenta, porém, nas mesmas bases. E se o coração nos força a depor esta edição nas mãos da juventude de Angola, folgaríamos lhe fosse ofertada pelas mãos entrelaçadas do Brasil e Portugal, em liturgia solene de comunhão lusíada.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.