Ilustrado por Haroldo Mattos, esta obra de Fritz Teixeira de Salles, profundo conhecedor da História mineira, tem esta obra o condão de fazer remontar o leitor às primeiras manhãs violentas da História das Minas, e em especial de Vila Rica do Pilar. Assim, acompanharemos o nascimento e povoamento de Ouro Preto, a Guerra dos Emboabas,…
Quatro Reis de Mária Braga. Arcádia. Lisboa, 1978, 137 págs. B.
Quatro Reis foi a sólida barca a que me agarrei para resistir, nessa árdua pasagem literária dos anos quarenta, às solicitações de Cila e Cariidas, fechando os ouvidos a tantas e maviosas vozes que nos incitavam a despedaçar o futuro das nossas ingénuas vocações nos escolhos do compromisso fácil e efémero – Mário Braga.
PELE BRANCA DAS ACÁCIAS DE FILIPE LEANDRO MARTINS Editorial Caminho. s.d. 320 págs. B.
Romance de Filipe Leandro Martins ambientado nos anos 60 em Portugal, em que jovens e adolescentes ensaiam a sua relação com um mundo ainda imerso numa bruma densa, pouco conhecida e pouco comunicada. Uma narrativa de aprendizagem e descoberta em que os protagonistas vão conquistando, lentamente, as múiltiplas faces da realidade.
────────────────── Características do Exemplar 📝 Exemplar com assinatura de posse de anterior proprietário. Sem outras marcas.
Peso: 290
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Chega Ai Que Vamos Falar de Amor de Francisco Sexto Sentido. Planeta Editora. Lisboa, 2018. 195 págs. B.
Uma nova voz fresca e provocadora na narrativa portuguesa que destrói algumas mentiras que nos andam a contar sobre o amor e a capacidade de amar num mundo em que tudo é frágil e efémero.
Esquece tudo o que te têm dito sobre o Amor. Eles não sabem o que dizem. Devo gostar de mim, sim, mas antes e mais do que tudo? Não. Se eu não gostar de mim ninguém gostará? Treta. As mulheres são espectaculares, mas nunca vamos perceber como funcionam? Disparate. O Amor requer coragem e um grande coração? Sim. Mas já sabemos que não há almoços grátis. Francisco Sexto Sentido vai guiar-te na viagem mais importante da tua vida: o Amor. Preparado?
«É verdade, amo-te mais do que a mim mesmo. Não sei muito bem qual é a utilidade de vir ao mundo para me amar a mim em primeiro lugar. Sinceramente, acho que é uma actividade bastante desinteressante. Já me conheço. Estou aqui neste corpo e nesta cabeça desde que nasci.»
Lugar da Palavra: Poesia Reunida 1956-2019 de Fernando Guimarães. Edições Afrontamento. Porto, 2019, 615 págs. E.
“Discóbulo
A medir devagar o equilíbrio, livremente persiste no esforço. Só o seu gesso parte. o disco fica junto das suas mãos, recomeçando. Estátua de pugilistas Cansados, separa-os apenas a nudez. Cada músculo se curva e o mar avança nos seus corpos para que a luta principie sempre.”
A Gata e a Fábula de Fernanda Botelho. Livraria Bertrand. 1973. 327 págs. B.
O caso de A Gata e a Fábula implica ainda o regresso a uma obra que tem no seu cerne a própria revisitação das origens, do mundo da infância das suas personagens, representantes, aquando da sua publicação, de uma geração que então se afirmava e questionava no suspenso mundo do pós-guerra português – tal como uma nova geração de escritores que então procurava novos caminhos para a nossa literatura. […]Talvez uma das características fundamentais de todo o percurso de Fernanda Botelho seja a forma como a sua obra sempre conseguiu escapar a rótulos e a apreciações convencionais, revelando uma integridade inexcedível na sua constante e pessoalíssima busca por uma expressão justa da condição humana nesse Portugal da segunda metade do século XX. Reflectindo o carácter inovador da sua escrita, a reacção crítica aos seus romances foi sempre plural, ainda que virtualmente unânime a considerar a autora um talento excepcional no panorama da literatura portuguesa contemporânea. Na sua crítica original a A Gata e a Fábula, Gaspar Simões, com efeito, salientaria a forma como Fernanda Botelho, desde o seu primeiro livro, se apresentara “com os pés bem assentes na terra e os olhos bem abertos para uma condição social da mulher que de maneira alguma se compadece com idealizações”.
A epigrafe é um exemplo claro e inequívoco do destino americano. Os Estados Unidos são um pais de imigrantes e uma miríade de vozes que na sua dissonância ecoam o grito de um povo cuja riqueza alicerça se na sua diversidade. E que a própria palavra diversidade tem uma conotação diferente nos Estados Unidos. Num contexto americano, a variedade de etnicidades, religiões e culturas tornam a terra do Tio Sam num espaço pluralista, distinto, e até mesmo dividido. Mas, e paradoxalmente, tal como acreditava Ralph Ellison, é esta diversidade que torna o pais não apenas único, mas, sobretudo e ironicamente, o que une o povo americano. A presente coletânea de crónicas, publicadas em vários jornais dos Açores e da diáspora açoriana nos Estados Unidos de Junho de 1997 a Janeiro de 2000, tem por objetivo analisar a diversidade americana.
O Concerto das Buzinas de Virgílio Martinho. Seara Nova. Lisboa, 1976, 174 págs. B.
«A sala de prisão tem trinta e seis passos por doze de extensão, uma retrete e dois anexos: um grande e outro pequeno. É neste que dormem Passão e Graça. Passão está meio surdo e de vez em quando urina sangue. Graça tem a voz entaramelada e nem sempre encontra as palavras ajustadas para exprimir o que pensa; mas está a recuperar, já consegue ler uma coluna de jornal sem que esta se transforme numa ilegível mancha negra.»
Nos Braços da Exígua Luz de Nuno Júdice. Editora Arcádia. Lisboa, 1976, 70 págs. B.
Integrado na «Colecção Licorne», este livro vem acompanhado de um interessante texto de Gastão Cruz intitulado «O Espírito da Prosa», onde acerca do autor diz: “Os poemas de Nuno Júdice são, frequentemente, histórias curtas cujo tema é o próprio dizer e cujas personagens são todos aqueles que usam as palavras, os teóricos e os professores, os oradores, os filósofos, os poetas, escritores, autores.”
📕 1ª Edição. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Não tenho medo nem sei o que isso seja… Até quando pela calada da noite figuras sinistras que aparecem… Entram-me no quarto, gesticulam, barafustam, remexendo tudo, levam coisas, e até os contos que tenho escrito! Mas não tenho mendo nem sei o que isso seja…
Olá! Eu sou o Gonçalo! E eu a Marta, Hellokitty na net. Amo o Verão Azul e a Abelha Maia (…) Acabaram de ler o meu livro novo da primeira à última palavra. Não perceberam nada? Então vão ter que lê-lo com mais calma… mas em casa. Tem amor, sexo, perseguições, tiros, festas de Verão…
Um homem quer escrever sobre uma revolução que se perdeu a si mesma. Não sabe, ainda, que a História é uma deusa cega, e também desconhece que escreve sobre os desencantos da sua geração. Ele julgou que tudo era permitido, porque tudo possuía à altura dos sonhos dos homens. Escreve a noite, o homem, com…
Contos de Fernando Pinto Amaral. Publicações Dom Quixote. 2009. 208 págs. B.
Fernando Pinto do Amaral nasceu em Lisboa em 1960. Frequentou a Faculdade de Medicina, mas abandonou o curso, vindo a licenciar-se em Línguas e Literaturas Modernas, concluindo o Mestrado e o Doutoramento em Literatura Portuguesa. É Professor do Departamento de Literaturas Românicas da Faculdade de Letras de Lisboa. Publicou, desde 1990, cinco livros de poesia, dois volumes de ensaio e traduziu poemas de Baudelaire, Verlaine, Jorge Luis Borges e Gabriela Mistral.
À Noite Logo Se Vê de Mário Zambujal. Edições Rolim. Lisboa,
À noite logo se vê é o relato hilariante das andanças de Mino, investigador do sobrenatural, na procura de explicações para acontecimentos extraordinários. De passagem, vai-se detendo em não menos fascinantes episódios da vida terrena, como a viagem do narrador e da sua namorada, Natinha, numa noite de denso nevoeiro.
Mário Zambujal prende o leitor à sua escrita ágil em que a originalidade e o humor se unem para o prazer da leitura.
A infinitude do alcance daquele assobio resultava, certamente, de um também enorme conhecimento metafísico da arte de assobiar, que mexesse não só com o ouvido das pessoas, mas alcançasse, de modo incisivo, a profundidade das suas almas, o recôndito canto onde cada um escondia as suas coisas – essa assustadora gruta a que muitos chamam âmago do ser.
As pessoas boquiabertavam-se, incapazes dos mínimos movimentos, comentários, vivências conscientes. Num tom menos exaltado mas com a mesma capacidade hipnotizante, cada um naquela praça sentiu uma mão invisível e assobiada entrar-lhe pela boca adentro, arranhando a garganta da alma, revolvendo as mais delicadas vísceras do passado. Em verdade, era um momento quase bruto, delicadamente bruto.
É bem possível que, depois Jorge Amado, João Ubaldo Ribeiro seja actualmente o escritor brasileiro vivo com maior renome no seu país e no estrangeiro. Traduzido nos Estados Unidos e em bastantes países da Europa, com edições de muitos milhares de exemplares, João Ubaldo Ribeiro merece sem dúvida esta consagração. “Sargento Getúlio” e “Viva o…
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