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  • Arma dos Juízes

    Arma dos Juízes

    Clara Pinto Correia

    6,00 

    A Arma dos Juízes de Clara Pinto Correia.
    Abril Controljonal. Lisboa, 2002, 409 págs. Mole.

    Quase 20 anos passados sobre a publicação de Adeus, Princesa (talvez o maior êxito de Clara Pinto Correia, e que Jorge Paixão da Costa transpôs para o cinema), a autora transportou para os arredores de Lisboa nos dias de hoje os protagonistas daquele livro, as personagens de Bárbara Emília, Joaquim Peixoto e Sebastião Curto. O novo livro da escritora (e bióloga, e professora universitária, e colaboradora da revista Visão, e autora de programas televisivos), o 34º na sua bibliografia, passa-se nos subúrbios de uma cidade que cresceu de forma desordenada, cheia de prédios que mais parecem caixotes ou jaulas a que se regressa após um dia de trabalho, para passar a noite a olhar para outro caixote, a televisão, numa sociedade em que as pessoas não conseguem ser felizes nem sequer já têm o sonho da felicidade, e se viram para os medicamentos como escape mais fácil de uma vida que não sabem, ou não podem, construir. Como disse CPC em entrevista ao JL (6.3.02): “Se com o ‘Adeus, Princesa’ o pano social de fundo era o princípio do esfarelar do sonho comunista no Alentejo, agora será a degradação da qualidade de vida das pessoas e a degeneração completa dos sentidos todos.” E acrescenta: “ (Espero com este meu livro) pôr as pessoas a pensar em coisas sobre as quais elas tendem a andar distraídas.” A “Arma dos Juízes” é ao mesmo tempo um thriller policial, onde corre uma investigação, onde se fala da corrupção e do tráfico de influências, escrito num tom vivo e coloquial.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho

    Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho

    Mário de Carvalho

    6,00 

    Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho de Mário de Carvalho.
    Rolim . Lisboa, 1984, 77 págs. B.

    Uma horda de cavaleiros berberes do século XII vê-se subitamente em plena Avenida Gago Coutinho por incúria da deusa Clio, que se deixa adormecer, enredando na sua tapeçaria milenar os acontecimentos de 4 de Junho de 1148 e 29 de Setembro de 1984.

    Um elevador não pára de subir. Um frade no seu convento resiste ao Dia do Juízo Final. Um homem simples vive um quotidiano dantesco.

    Um chimpanzé é capaz de reescrever a obra Menina e Moça. Um navio negro, desarvorado, muito maltratado pelo mar, dá à costa, trazendo consigo a pestilência. Um padre exorcista tem uma estranha particularidade anatómica.

    📕 2ª Edição.
    📝 Assinatura de posse.

    Um elevador não pára de subir. Um frade no seu convento resiste ao Dia do Juízo Final. Um homem simples vive um quotidiano dantesco.

    Um chimpanzé é capaz de reescrever a obra Menina e Moça. Um navio negro, desarvorado, muito maltratado pelo mar, dá à costa, trazendo consigo a pestilência. Um padre exorcista tem uma estranha particularidade anatómica.

  • Homem Que Não Tira o Palito da Boca de João MeloHomem Que Não Tira o Palito da Boca

    Homem Que Não Tira o Palito da Boca

    João Melo

    6,00 

    Homem Que Não Tira o Palito da Boca de João Melo.
    Editorial Caminho. Lisboa, 2009, 175 págs. B.

    O autor usa uma linguagem magnificamente técnica, semiótica, de lógica formal e jurídica – obsessivamente perfeccionista, requintada, paranoicamente explicativa – para tratar de questiúnculas ou, pelo contrário, explicar formalmente, com uma lógica administrativa, a podridão familiar, política, económica, o quotidiano de miséria, prostituição, indecência, malfeitoria e sacanice (no Sambila e outros bairros) de pobres diabos e cidadãos abandonados pelos coevos.

    Histórias de casais e traições (infidelidades) são uma das obsessões divertidas de Melo. E, depois, há o tema das raças, cores de pele, classes, mas também o do assassinato piedoso, entre tantos.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Rei dos Lumes de Américo Guerreiro de Sousa

    Rei dos Lumes

    Américo Guerreiro de Sousa

    6,00 

    Rei dos Lumes de Américo Guerreiro de Sousa.
    Guimarães. Lisboa, 1985, 258 págs. B.

    Pedro, que nos seus dezoito anos vê no estado geral da escola a imagem dum pais à deriva, encontra Mário Seignobos, empregado bancário, com mulher e filha, um homem que soube desenvolver com a idade uma grande sensibilidade ao sofrimento humano. Deste encontro casual resulta um outro, com Ilda Lisboa, que é mulher sendo cidade, beleza oculta, morte e vida. Isolada num refúgio cheio de objectos com história, ela ressente-se da angústia deste tempo e deste mundo, procurando num espaço todo seu uma realidade imaginária, algum resto de esperança. Talvez o amor a possa ainda chamar à vida o amor, a matéria bruta de que todo o romance é feito. Mas o amor não passa duma miragem breve, e Ilda conhece-lhe a essência porque um dia lhe viu o rosto.

    📝 Assinatura de posse.

  • Poesias de Álvaro de Campos

    Poesias

    Álvaro de Campos

    7,50 

    Poesias de Álvaro de Campos.
    Editorial Ática. Lisboa, 1969, 325 págs. B.

    A produção poética do engenheiro naval Álvaro de Campos encontra-se compilada neste tomo. Sob a chancela da Editorial Ática, esta reedição de 1969 preserva o legado das grandes composições sensacionistas e futuristas do heterónimo. O grafismo da capa reproduz um desenho original de Almada Negreiros. O texto oferece aos investigadores e leitores a totalidade das odes e poemas curtos fixados pelas equipas críticas da editora. A obra permanece como uma peça central no estudo do modernismo nacional.

    📝 Assinatura de posse.

  • Príncipe dos Regressos

    Príncipe dos Regressos

    Eduardo Bettencourt Pinto

    5,00 

    Eduardo Bettencourt Pinto nasceu na Gabela, Sul de Angola, em 1954. Viveu em vários países após 1975, residindo actualmente no Canadá. É funcionário estadual, consultor informático e editor da revista literária “Seixo review”, na Internet. Escreve para publicações no Canadá, Estados Unidos, Portugal e Brasil. Publicou vários livros de poesia e ficção.

  • Probezinho de Assis de Clotilde Mateus

    Pobrezinho de Assis

    Clotilde Mateus

    10,00 

    Pobrezinho de Assis de Clotilde Mateus.
    Atlântida. Coimbra, 1955, 132 págs. B.

    Livro de poesia cuja temática é sobretudo religiosa.

    ✍🏻 Edição autografada pelo autor.

  • Luuanda

    Luuanda

    José Luandino Vieira

    6,00 

    Luuanda de José Luandino Vieira.
    Edições 70. Lisboa, 1989, 168 págs. B.

    “Luuanda” é um livro de contos do escritor angolano José Luandino Vieira publicado em 1963 pela editora Edições 70 em Lisboa. Este livro é constituído por três estórias: “Vovó Xíxi e seu neto Zeca Santos”, “A estória do ladrão e do papagaio” e “A estória da galinha e do ovo”.Luuanda é uma obra histórica, vista como um autêntico livro de ruptura com a norma portuguesa na literatura angolana. Pelo seu cariz inovador, mereceu o reconhecimento geral e foi galardoado com dois importantes prémios – 1º Prémio D. Maria José Abrantes Mota Veiga, atribuído em Luanda em 1964, e o 1º Prémio do Grande Prémio da Novelística, atribuído pela Sociedade Portuguesa de Escritores, em Lisboa, em 1965. A publicação do livro causou uma grande polémica e represálias na época salazarista.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Diário de um Gajo Divorciado de António Costa Santos

    Diário de um Gajo Divorciado

    António Costa Santos

    2,50 

    Um livro actualíssimo: hoje há mais divórcios do que casamentos. Já tudo nos foi explicado sobre o casamento. Era preciso que alguém nos mostrasse o divórcio: por dentro. • Um livro de ficção? Sim. Mas uma ficção realista que, com ironia, nos faz um retrato vivo de uma sociedade onde: a) A mulher tem ainda…

  • Vinte Horas de Liteira de Camilo Castelo Branco

    Vinte Horas de Liteira

    Camilo Castelo Branco

    5,00 

    «Minúcias. Fome e sede de saber para quem se deita a averiguar, mesmo só ao de leve, como foi, porque foi, quem foi Camilo. É como uma braçada de cerejas puxamos uma e vêm muitas em cadeia. Com Camilo, é assim: relêem-se uns romances, descobrem-se umas cartas, e eis que de repente ele não é apenas o clássico.» – in Prefácio de Hélia Correia

  • Miséria e Grandeza do Amor de Benedita de João Ubaldo Ribeiro

    Miséria e Grandeza do Amor de Benedita

    João Ubaldo Ribeiro

    6,00 

    Miséria e Grandeza do Amor de Benedita de João Ubaldo Ribeiro
    Nelson de Matos. Lisboa, 2009, 146 págs. B.

    Um romance curto, extraordinariamente bem trabalhado do ponto de vista da escrita e da sua arquitectura interna, pleno de ironia e de mistérios, localizado na ilha de Itaparica, local de nascimento do próprio Autor.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Mar ao Norte de Henrique Madeira

    Mar ao Norte

    Henrique Madeira

    6,00 

    «Chegados às praias do Norte.
    Os ares de Ostende
    trazem notícias de aves eremitas
    habitantes de desconhecidas brumas
    olhos de água e terras beijadas
    intactas areias distantes nos tempos.»

  • Hotel Graben de José Viale Moutinho

    Hotel Graben

    José Viale Moutinho

    5,00 

    «Ninguém quis escutar estas palavras do velho Bartolomeu e ele ficou por ali, sem desviar os olhos das três bocas vulcânicas. Desde muito novo que a sua vida era naquele recanto da Ilha, a arrancar pedaços das paredes para a construção de lapinhas, de presépios. Carregava as escoras em pequenas caixas, que transportava para uma arrecadação, perto do Funchal.»

  • Dormir com um Fauno de Madalena Férin

    Dormir com um Fauno

    Madalena Férin

    5,00 

    «O Inverno era medonho. Parece que o vento habitava estas ilhas. Havia sempre uma luz cinzenta, coada através de um céu baixo, enrodilhado, amassado de nuvens pesadas, como crepes de viúva.»

  • Síndroma de Deus de Carlos de Miranda

    Síndroma de Deus

    Carlos de Miranda

    6,00 

    «Ainda com a memória viva dos caminhos das Terras de Aguiar. Pedro Afonso foi informado de que seu pai tinha sentido uma leve dor de cabeça seguida de uma leve indisposição, deitou-se e perdeu o reflexo de deglutição-»

  • Palavras, Musicas e Blasfémias que Envelheço na Cidade de Armando Taborda

    Palavras, Musicas e Blasfémias que Envelheço na Cidade

    Armando Taborda

    5,00 

    «Nevoeiro
    a cinza do céu cai na terra
    nuvens baixas lambem o Homem
    recordam-lhe o feto que foi
    emerso do líquido amniótico.»