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  • Quatro Paredes Nuas de Augusto Abelaira

    Quatro Paredes Nuas

    Augusto Abelaira

    10,00 

    Quatro Paredes Nuas de Augusto Abelaira.
    Livraria Bertrand. Amadora, 1972, 202 págs. B.

    Único livro de contos de Augusto Abelaira, Quatro Paredes Nuas, ilustra a reiterada afirmação de Abelaira segundo a qual um autor escreve sempre o mesmo romance.

     

    As sete narrativas aqui reunidas fazem eco dos seus livros anteriores, não só pela repetição do nome de personagens e de alguns motivos, como por terem com eles uma clara afinidade temática e de estilo de escrita.

    📕 1ª Edição.
    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

    As sete narrativas aqui reunidas fazem eco dos seus livros anteriores, não só pela repetição do nome de personagens e de alguns motivos, como por terem com eles uma clara afinidade temática e de estilo de escrita.

  • A Paixão de Almeida Faria

    Paixão, A

    Almeida Faria

    6,00 

    A Paixão de Almeida Faria.
    Editorial Estampa. Lisboa, 1976, 163 págs. B.

    Ler Almeida Faria é regressar, de outro modo, a Yoknapatawpha, a criação de William Faulkner para o implacável sul, essa paisagem de morte, infortúnio, exasperação e declínio. A Paixão é a reinvenção desse sul povoado de vozes que se sucedem e se contaminam. Não é por acaso que a stream of consciousness de Piedade anuncia a de João Carlos que anuncia a de Arminda que anuncia a da Mãe que anuncia a de André que anuncia a de Francisco que anuncia a de Jó que anuncia a de Tiago que anuncia a de Moisés que anuncia a de Estela, e assim sempre, com alguns sobressaltos e descontinuidades, num vórtice cruzado de tempos, qualia, experiência. Yoknapatawpha densamente povoada, cingida a uma duração que parece transbordar como negra densidade do tempo: «Manhã», «Tarde», «Noite». Ler Almeida Faria é compreender como só a palavra poderá fazer do espaço tempo, numa modulação do humano que é, afinal, uma lógica do sensível e do concreto em que as ideias são ideias do corpo, ideias no corpo, e em que o brilho metafísico do mundo é devolvido, como um eco sem origem ou cuja origem não poderá sequer ser ponderada. Tudo acaba em morte, mas também em ressurreição, a ressurreição do que não tem nome, ainda. A Paixão será porventura a mais espessa cortina de linguagem que a literatura portuguesa terá produzido na segunda metade do século XX. Podemos dizer, quase nostalgicamente, que já foi grande a escrita em português.
    Luís Quintais

    📝 Assinatura de posse.

  • Maria Sem Deus de Manuel de Campos Pereira

    Maria Sem Deus

    Manuel de Campos Pereira

    10,00 

    Maria Sem Deus de Manuel de Campos Pereira.
    Livraria Bertrand. Amadora, 1956, 308 págs. B.

    Também o donjuanismo e o donquixotismo femininos aparecem bem nítidos nos romances de Campos Pereira, no exacerbado anseio amoroso da mulher que procura o amor (Manuela, por exemplo, em «Ingénuas»), e no sonho da mulher que espera o seu ideal (Dulce, também em «Ingénuas»). É claro que nem em Manuela está um donjuanismo feminino puro, nem em Dulce está um donquixotismo feminino puro. As duas tendências eróticas misturam-se, coexistem, embora com predomínio duma delas, como sucede nos personagens masculinos, conforme explicámos acima. Susana e Eugénio, das «Pobres Susanas», na evolução dos seus sentimentos, não são, exclusivamente, ela, uma platónica do amor, ele, um sensual materialista.

    📝 Assinatura de posse.
    📖 Exemplar por abrir

  • Emenda e Soneto

    Emenda e Soneto

    António Faria

    7,50 

    Emenda e Soneto de António Faria.
    Publicações Europa-América. Mem Martins, 1987, 345 págs. B.

    Timor, Angola, Lisboa. O fascínio dos horizontes de sons e perfumes desconhecidos. A Terra Prometida de quantos aí geraram sonhos e mataram revoltas. Amadeu, Eva e Nuno. O triângulo dum passado que se faz comum. A busca dum futuro para lá das deserções e das revoluções. Emenda e Soneto é o primeiro romance de António Faria, um realizador de cinema e de televisão que aqui nos apresenta um texto de fascinante recorte cinematográfico que nos interpela da primeira à última página.

    📝 Assinatura de posse.

  • Crónica de uma Namorada de Zélia Gattai

    Crónica de uma Namorada

    Zélia Gattai

    6,00 

    Crónica de uma Namorada e de um Família Paulista nos Anos Cinquenta de Zélia Gattai.
    Publicações Europa-América. Mem Martins, 1995, 213 págs. B.

    Deliciosos apontamentos da adolescência contados através da voz de Geana, filha típica de uma família da média-burguesia paulista, Crónica de Uma Namorada é um vivo e colorido repositório de memórias que nos transporta no tempo e nos leva a conhecer a intimidade de uma família e o despertar de uma adolescente.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Casa de Eulália

    Casa de Eulália

    Manuel Tiago

    6,00 

    A Casa de Eulália de Manuel Tiago.
    Edições Avante.
    Lisboa, 2002, 202 págs. E.

    Durante a Guerra Civil de Espanha (1936-1939), três portugueses, homens e jovens, vivem intensamente os acontecimentos gerados pelo conflito. Emigrados em Madrid, relacionam-se cada um à sua maneira com a situação, com a população e as autoridades locais.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Lusíadas em Prosa de Amélia Pinto Pais

    Lusíadas em Prosa

    Amélia Pinto Pais

    7,50 

    «Como interessar os jovens na leitura de “Os Lusíadas”? Qual o melhor modo para os introduzir na frequentação e na fruição desse poema “fundador” que ainda hoje é o poema por excelência da nossa língua, se não mesmo, na nossa língua, o Poema por antonomásia? (…) A solução adoptada por Amélia Pinto Pais nesta adaptação…

  • Cartilha do Marialva ou das Negações Libertinas de José Cardoso Pires

    Cartilha do Marialva ou das Negações Libertinas

    José Cardoso Pires

    15,00 

    Cartilha do Marialva ou das Negações Libertinas de José Cardoso Pires.
    Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1989, 175 págs. E. Il.

    Sétima edição com capas e guachos de Costa Pinheiro.

    Dada à estampa originalmente em 1960 e limitada a escassos quatrocentos exemplares a ‘Cartilha do Marialva’ obteve, ainda assim, uma notória repercussão no meio cultural acanhado da época.

    Diz-nos Alexandre Pinheiro Torres que a «ágil e arguta meditação sobre o medievalismo contemporâneo», permitiu o aparecimento — ou a redescoberta crítica? — de «uma nova figura da sociologia portuguesa: o Marialva» logo gerou, e por bem, uma viva controvérsia, facto mais de salientar atendendo à reduzida tiragem”.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • O Viúvo: Memórias do Fim do Império de Fernando Dacosta

    Viúvo: Memórias do Fim do Império, O

    Fernando Dacosta

    6,00 

    «O Viúvo é um romance diferente. Na sua narrativa, saturada de dor tranquila, caldeiam-se lances de realismo mágico, miúdas observações do quotidiano pobre, reflexões e lembranças de um tempo revoluto, a ditadura, a guerra colonial, as romarias, os carrocéis, os cantores ambulantes, a mudança que chega através da televisão. É um melancólico, lúcido, lento romance,…

  • As Três Mulheres de Sansão de Aquilino Ribeiro

    Três Mulheres de Sansão

    Aquilino Ribeiro

    7,00 

    Constituído por duas novelas, a primeira que dá título ao livro, conta-nos a biografia amorosa do Hércules biblíco, juiz de Israel e vencedor dos Filisteus, afinal vencido por demasiado amar o amor sem asas. Retrata três figuras de mulher que se recortam na sombra gigantesca do vulto de Sansão e formam um tríptico compensar de…

  • Noite e o Riso, A

    Noite e o Riso, A

    Nuno Bragança

    6,00 

    A Noite e o Riso de Nuno Bragança.
    Círculo de Leitores. Lisboa, 1985, 239 págs. E.

    A Noite e o Riso, primeiro romance de Nuno Bragança, afirma-se como uma obra decisiva da modernidade literária portuguesa. Publicado em 1969, conjuga linguagem poética, experimentação formal e traços de surrealismo, dialogando com as experiências do nouveau roman francês. Trata-se de um romance de formação, onde a ironia funciona como princípio estruturante do percurso de crescimento e aprendizagem do protagonista.

    📝 Assinatura de posse.

  • Notícia da Cidade Silvestre de Lídia Jorge

    Notícia da Cidade Silvestre

    Lídia Jorge

    7,00 

    Notícia da Cidade Silvestre de Lídia Jorge. Publicações Europa-América. Mem Martins, s.d., 321 págs. B.

    Trata-se de livro de ambiência urbana, onde alguns locais de Lisboa podem ser reconhecidos, ou mesmo se encontram retratados com pormenor, embora ressalte neste livro, sobretudo, a força da interioridade psicológica das duas personagens principais. Assim, toda a acção de Notícia da Cidade Silvestre decorre entre a estratégia de amor de Júlia Grei e a estratégia de poder de Anabela Cravo. Através da confissão que Júlia Grei faz sem reservas nem inibições – tanto de si como dos outros – tece-se todo um processo de contraposição de afectos, planos e sonhos numa narrativa limpa e de economia simétrica. A figura de Jóia, bem como as de Vítor Selim, Cila e Porquinho, constituem um friso de crianças- vítimas, que só por si põem em relevo o contraste entre o lirismo e a violência.

    📝 Assinatura de posse.

  • Navio dos Mortos e Outras Novelas de Joaquim Paço d' Arcos

    Navio dos Mortos e Outras Novelas

    Joaquim Paço d' Arcos

    7,00 

    Navio dos Mortos e Outras Novelas de Joaquim Paço d’ Arcos.
    Guimarães Editores. Lisboa, 1964, 314 págs. B.

    Em O NAVIO DOS MORTOS E OUTRAS NOVELAS o novelista de AMORES E VIAGENS DE PEDRO MANUEL e de NEVE SOBRE O MAR, o contista de CARNAVAL E OUTROS CONTOS utiliza a sua grande experiência de viajante, a sua extraordinária bagagem de convívio humano para nos apresentar figuras e quadros de nacionalidades diferentes, de países diversos, desde a China à Africa do Sul, da Rússia de ontem à Grã-Bretanha de hoje, do Portugal continental ao Portugal ultramarino, e nos contar, com jeito inigualável, casos a que só a arte e a imaginativa dum grande escritor podem ter dado o cunho pungente duma realidade tão estranha e tão poderosa.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Morrer Devagar de José Martins Garcia

    Morrer Devagar

    José Martins Garcia

    7,00 

    Morrer Devagar de José Martins Garcia.
    Editora Arcádia. Lisboa, 1979, 142 págs. B.

    «Morrer Devagar é um livro de bolinha vermelha para pessoas mais sensíveis ou rabugentas e que já tenham perdido a memória ou para quem não aprecie a ironia, o eufemismo e o sarcasmo. E pecado mortal para beatas de sacristia pequena. Há alguma crueldade na visão da realidade que enforma este livro, há, naturalmente, um fundo real que dá motivo a cada conto, algumas pessoas da ilha ainda poderão fazer leituras de aproximação à matéria narrada, mas a universalidade do viver isolado e ignorante, a valorização do sofrimento sem grande expectativa de se viver dignamente, a ganância e o estratagema, nem que seja com almas do outro mundo, e a penúria, o escárnio e o maldizer a que as pessoas são sujeitas e sujeitam as outras, as crendices e os fanatismos vários, a emigração de sempre, o amor, as infidelidades, a vida airada e os esquentamentos, as cenas de pancadaria com que acabavam todas as festas, o aproveitamento das fraquezas alheias, tirando a já extinta guerra colonial, tudo é picaroto, açoriano, português, universal, actual e as personagens as representantes escolhidas da humanidade que se manifestava na época a que a narrativa se reporta.

    É a condição humana observada pela acutilante crítica de JMG levada ao extremo de um e em um lugar pequeno, uma freguesia rural semi-analfabeta de muitas visões e perspectivas, marcada por certa decadência e de um espírito retrógrado, tanto religioso como social, em que os valores se medem ao ritmo dos desatinos das personagens.»

    Manuel Tomás (José Martins Garcia, O Mito e a Realidade, primeiras palavras para a presente edição de Morrer Devagar).

    📕 1ª Edição.
    📝 Assinatura de posse.

  • Barco Fardado, Um

    Barco Fardado, Um

    Eduardo Brito Aranha

    7,00 

    Um Barco Fardado de Eduardo Brito Aranha.
    Roma Editores. Lisboa, 2005, 194 págs. B.

    Esta é uma narrativa de insatisfação de quem se sente no lado errado de uma guerra ou mesmo de qualquer guerra. Mas é sobretudo a descrição de um humano ambiente militar no qual os actos bélicos, propriamente ditos, são esparsos e frouxos. O tédio assume então um protagonismo paradoxal matizado por uma certa ansiedade, talvez diferente daquela vivenciada nos treinos da recruta ou nas acções de combate que suscitaram vários e importantes estudos psicológicos, permitindo uma melhor compreensão dos comportamentos das pessoas. A espera pela guerra que nunca mais chega, omnipresença angustiante que faz sobressair outros conflitos, estes, íntimos e unipessoais. Ou as atitudes de fingimento e de alienação de juízos da realidade como defesa do próprio, nos quais a ironia se desbraga e a caricatura se farda. Por isto, não é estranho que a literatura publicada seja abundante sobre a praxis militar. Toda ela se debruça sobre aquilo que de mais certo tem a vida: a morte. Esta é a evidência sobre a qual o autor nos fala através de um discurso implícito amenizado pelos factos da realidade portuguesa do final do regime dos anos sessenta do século XX.

    📝 Assinatura de posse.
    ✒️ Sublinhados a tinta.

  • Contos Urbanos de Vícios Privados, 69

    Contos Urbanos de Vícios Privados, 69

    Daniela Oliveira

    6,00 

    69 Contos Urbanos de Vícios Privados de Daniela Oliveira.
    Guerra e Paz. Lisboa, 2010, 198 págs. B.

    Contadas de forma descontraída, mas vividas com uma intensidade inebriante, as 69 histórias de Daniela Oliveira falam das vivências e devaneios característicos de uma sexualidade livre, sem preconceitos.

    Com princípio, meio e fim, homens e mulheres cruzam-se, trocam olhares e conversam antes de partilharem o prazer carnal.

    Um livro para ler com uma atitude positiva, que lhe proporcionará momentos de muito boa disposição ao relembrar um episódio vivido, uma confissão de uma amiga ou, quem sabe, um ímpeto secreto há muito contido.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.