Maria Sem Deus

«Sem ouvir mais nada, correu a vestir um casaco e saiu com o Sr. Bastos. Só então soube, a caminho do hospital, que a madrinha ingerira um veneno e estava às portas da morte. – Esta terrível notícia fê-la chorar. De repente viu-se só no mundo, pois a madrinha era tudo para ela.»

Também o donjuanismo e o donquixotismo femininos aparecem bem nítidos nos romances de Campos Pereira, no exacerbado anseio amoroso da mulher que procura o amor (Manuela, por exemplo, em «Ingénuas»), e no sonho da mulher que espera o seu ideal (Dulce, também em «Ingénuas»). É claro que nem em Manuela está um donjuanismo feminino puro, nem em Dulce está um donquixotismo feminino puro. As duas tendências eróticas misturam-se, coexistem, embora com predomínio duma delas, como sucede nos personagens masculinos, conforme explicámos acima. Susana e Eugénio, das «Pobres Susanas», na evolução dos seus sentimentos, não são, exclusivamente, ela, uma platónica do amor, ele, um sensual materialista.

7,50 

7,50 

informação do livro

Maria Sem Deus de Manuel de Campos Pereira. Livraria Bertrand. Amadora, 1956, 308 págs. Mole.

[Exemplar por abrir. Assinatura de posse]

Também o donjuanismo e o donquixotismo femininos aparecem bem nítidos nos romances de Campos Pereira, no exacerbado anseio amoroso da mulher que procura o amor (Manuela, por exemplo, em «Ingénuas»), e no sonho da mulher que espera o seu ideal (Dulce, também em «Ingénuas»). É claro que nem em Manuela está um donjuanismo feminino puro, nem em Dulce está um donquixotismo feminino puro. As duas tendências eróticas misturam-se, coexistem, embora com predomínio duma delas, como sucede nos personagens masculinos, conforme explicámos acima. Susana e Eugénio, das «Pobres Susanas», na evolução dos seus sentimentos, não são, exclusivamente, ela, uma platónica do amor, ele, um sensual materialista.

Peso 280 g

sugestões do alfarrabista

0
    0
    Carrinho
    Carrinho VazioRegressar à Loja