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  • Rio de Memórias de Álvaro Carvalho

    Rio de Memórias

    Álvaro Carvalho

    5,00 

    Rio de Memórias de Álvaro Carvalho.
    Âncora Editores. Lisboa, 2008, 198 págs. B.

    Colectânea de textos onde ao autor evoca a sua vivência nas décadas de 50 e 60 no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, distrito da Guarda.

    Retrato vivo de um modo de vida em vias de extinção, onde se recordam tradições, como a matança do porco, a ceia de Natal, a caça e a pesca, os bailes de aldeia, as vindimas, entre muitas outras vivências comuns nas aldeias de então.

    A obra conta com um prefácio do Prof. José Hermano Saraiva.

    O autor, médico, fez os estudos secundários no Liceu da Guarda e licenciou-se na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Personalidade muito destacada no meio hospitalar e social. É, desde 2002, presidente do Conselho de Administração do Hospital Garcia de Orta, em Almada.

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  • Muros de Júlio Machado Vaz

    Muros

    Júlio Machado Vaz

    6,00 

    Muros de Júlio Machado Vaz.
    Bertrand Editora. Lisboa, 1995, 362 págs. B.

    Vidas. Emoções. Dias que se resolvem, noites que se atrapalham de incertezas. Júlio Machado Vaz, conhecido psiquiatra, especialista em sexologia, experimenta desta feita os domínios da ficção. Uma ficção inundada dos muitos rostos e pessoas que conheceu no trabalho e fora dele. Sem compartimentos estanques, extravasa, a cada página, a sensibilidade de quem sabe ouvir.

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  • Realismo Popular de Manuel António Cordeiro

    Realismo Popular

    Manuel António Cordeiro

    7,00 

    Realismo Popular de Manuel António Cordeiro.
    Ed. Autor. Lisboa, 1983, 201 págs. B.

    Manuel António Cordeiro
    Realista Popular
    Sendo sempre verdadeiro
    Diz verdades a cantar

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  • Folhas Soltas da Seara Nova de Irene Lisboa

    Folhas Soltas da Seara Nova

    Irene Lisboa

    15,00 

    Folhas Soltas da Seara Nova de Irene Lisboa.
    Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1985, 516 págs. B.

    “Uma antologia, qualquer antologia, é um objecto controverso, não apenas não é um produto acabado que o leitor compila, mas, e em primeiro lugar, para quem tem de operar uma escolha dos textos de um corpo vasto, como era o caso dos de Irene. Lisboa, cuja obra, além dos volumes que publicam ou exibem postumamente, se encontra dispersando em várias publicações do seu tempo (…) ”

    Ampla antologia das palavras em prosa e verso de Irene Lisboa,   dispersas nas páginas da Seara Nova , onde é muito mais importante a sua obra.

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  • Via Sinuosa de Aquilino Ribeiro

    Via Sinuosa

    Aquilino Ribeiro

    6,00 

    “A Via Sinuosa”, “Lápides Partidas” e “Sob o Pendão Bárbaro” constituem uma trilogia, de leitura independente, sim, mas de estrutura única, uma vez que liga aos três livros o fio duma vida. ‘A Via Sinuosa’ é a manhã dessa vida, a adolescência. Comprouve-se a crítica em ver neste romance uma auto-biografia.”[…]

  • Sexo Inútil de Ana Zanatti

    Sexo Inútil

    Ana Zanatti

    7,00 

    Este é um livro sobre o que de mais profundo vive no coração da condição humana. Sobre o direito de nos tornarmos, perante nós e os outros, aquilo que somos. Plenamente e sem concessões. Para muitos leitores, estas páginas serão uma revelação, simultaneamente brutal e comovente, carregada de sofrimento, mas portadora também de gestos e…

  • Fora de HorasFora de Horas

    Fora de Horas

    Paulo Castilho

    6,00 

    Fora de Horas de Paulo Castilho.
    Contexto. Lisboa, 1990, 270 págs. B.

    «Aparentemente a estação de caminho-de-ferro do Union Pacific está ainda intacta, tal como descrita em Playback. Estação que eu tinha visitado em filmes sem conta. Mas faltava em tudo aquilo qualquer coisa de essencial. Demasiada luz. Uma inundação de claridade. Era isso. Faltava a noite. Faltavam as sombras. Faltava a chuvada negra do Bip Sleep. Faltava a face obscura com que os homens contagiam as cidades que povoam. Faltava a lucidez gelada da escuridão. Faltava também o Humphrey Bogart. Faltava a Lauren Bacall. Eventualmente faltaremos todos. Permanecendo, porém, como deuses imortais, os sítios para continuarem a prestar o seu indiferente testemunho de silêncio.»

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  • Paixões Perigosas de Hermínio Subtil Serra

    Paixões Perigosas

    Hermínio Subtil Serra

    6,00 

    As três histórias que constituem este livro intitulado “Paixões Perigosas”, são tendencialmente thrillers, em que os principais protagonistas ao cederem impulsivamente a paixões arrebatadas são envolvidos em situações de alto risco. A narrativa é de leitura fácil, tem uma sequência fluente, mas o inesperado acontece de maneira a criar suspense e despertar o interesse do…

  • Filme de BrenFilme de Bren

    Filme de Bren

    Luís Vicente

    5,00 

    Filme de Bren de Luís Vicente.
    Publicações Europa-América. Mem Martins, 1997, 142 págs. B.

    No limiar da morte há um momento indeterminado em que nos passa diante dos olhos, com uma precisão penosa mas libertadora, o «filme» da nossa vida, imagens de um rigor extremo mas irregulares quanto a discurso e cronologia. É disto que trata O Filme de Bren, uma trama ficcional em que as idiossincrasias próprias de cada personagem no que respeita a sexo, política, loucura e outros afazeres da vida são vistas por Bren em planos distintos.

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  • Amor Urbano

    Amor Urbano

    José E. Abreu

    6,00 

    Amor Urbano de José E. Abreu.
    Oficina do Livro. Lisboa, 2005, 324 págs. Mole.

    Eduardo é jornalista e tem a responsabilidade de investigar uma sequência de misteriosas agressões a bailarinas. Carolina é filha de Eduardo e tem pelo pai uma admiração sem limites. Madalena é mulher de Eduardo e tem uma vida paralela com Tomás. Este é escritor, e recebe da amante a inspiração e o material com que compõe as suas ficções. É nesta teia de relações em permanente tensão que os personagens se movimentam, comandadas pelos sonhos e vontades de cada um: Carolina deseja a morte da madrasta; Madalena tem os sentimentos divididos entre a paixão e a família; Tomás está refém da escrita; e Eduardo vive obcecado em resolver o seu passado.

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  • Mesopotâmia de António Rebordão Navarro

    Mesopotâmia

    António Rebordão Navarro

    6,00 

    Mesopotâmia de António Rebordão Navarro.
    DIFEL. Lisboa, 1985, 189 págs. B.

    Mudava de vestido (mudar de vestido era um cerimonial delicado de divisão do dia), espalhava o pó-de-arroz na cara, passava nos lábios finos um pouco de bâton, retirava do queixo com a pinça um pêlo enraivecido, com a pinça depilava as sobrancelhas, com o vaporizador derramava perfume sob as orelhas e pelo pescoço, enfiava escravas no pulso esquerdo, colocava e retirava, hesitante. os anéis no anular e no mínimo de uma das mãos e um só, muito discreto ou muito valioso no mindinho da outra. E acertava com as pontas dos dedos o vestido de seda tinha de o mandar brunir, estava castigado da viagem na mala-face ao espelho do imponente, mastodôntico guarda-fato. Reconhecia ainda na imagem devolvida um corpo que sessenta anos não tinham degradado. E a consciência disso era-lhe naturalmente. Era, como o vago aroma da essência que se espalhara peto quarto. Ainda no Inverno anterior descendo a Rua de Santo António, um homem perseguira o seu rastro. E ela, para não quebrar o sortilégio, erguera até ao colossal nariz a gola forrada a astraca do seu casaco comprido. Às vezes, receosa de perigar em imaginação, parava em frente de vitrinas idiotas destituídas para uma senhora de qualquer interesse, máquinas de escrever, artigos desportivos, peças para automóveis, ou, com mais audácia, voltava a cabeça, constatando com gáudio tão adolescente como- pecaminoso que o cavalheiro persistentemente pautava os seus passos pelos dela.

    📝 Assinatura de posse.

  • Homem Que Odiava a Chuva de Guilherme de Melo

    Homem Que Odiava a Chuva

    Guilherme de Melo

    6,00 

    Homem Que Odiava a Chuva de Guilherme de Melo.
    Editorial Notícias. Lisboa, 1999, 187 págs. B.

    Os noves contos que, sob o título genérico que o primeiro lhe empresta, Guilherme de Melo reúne neste seu novo livro, procuram responder a estas questões. Por detrás da máscara perfeitamente normal de Cláudio, no dia-a-dia aparentemnte anódimo do ex-comando Alberto, da face angélica de Francisca, da infantil inocência daquelas duas amiguinhas daquela escola da aldeia, da existência banal do simpático senhor Figueiredo, da bênção do jovem e solitário padre de uma paróquia de bairro, da paixão homossexual do enfermeiro Jorge, há afinal todo um mundo insuspeitado e perturbador, capaz de levar a duplicidade e à mentira, à destruição, inclusive à morte….

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  • Espelho de Poliedro

    Espelho de Poliedro

    José Rodrigues Miguéis

    6,00 

    Espelho de Poliedro de José Rodrigues Miguéis.
    Editorial Estampa. Lisboa, 1984, 301 págs. B.

    «O Espelho Poliédrico, de José Rodrigues Miguéis (Primeira edição em 1972, pela Estúdios Cor), é um conjunto de textos em que o cronista se assume como “simples narrador de histórias reais e experiências inventadas” (como refere no intitulado “O galo, o estudante e o professor”), embora algumas vezes povoando esses mesmos textos com uma dose de memorialismo, mesmo que tenha registado algo como: “Não escrevo memórias, talvez nunca as escreva: a não ser transpostas em ficção, ou quando um flash de lembrança, como agora, me ilumina.” (em “O Corcundinha”). No final da obra, lá vem a “nota do autor” a explicar que as crónicas são um conjunto vasto e diversificado de “memórias, comentários e ficções” e a indicar a origem – publicadas no Diário de Lisboa, na sua maioria, entre 1968 e 1971, algumas inéditas e outras surgidas em várias publicações periódicas.»

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  • Histórias do Anoitecer

    Histórias do Anoitecer

    Joaquim Pacheco Neves

    5,00 

    Histórias do Anoitecer de Joaquim Pacheco Neves.
    Tipografia A Portuense. Porto, 1966, 269 págs. B.

    Livro de contos de Joaquim Pacheco Neves (Vila do Conde, 11 de junho de 1910 – 19 de janeiro de 1998).  Médico, cronista, romancista, dramaturgo, memorialista e editor português, autor de uma vasta obra galardoada com vários prémios nacionais

    📕 1ª Edição.
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  • Receitas para Marinar Mulheres de Manuel Ribeiro

    Receitas para Marinar Mulheres

    Manuel Ribeiro

    5,00 

    Receitas para Marinar Mulheres de Manuel Ribeiro.
    Editorial Notícias. Lisboa, 2001, 255 págs. B.

    «Este livro constitui um precioso guia para quem se pretende lançar na perigosa aventura de uma relação com um espécime do sexo fraco. Nele poderá encontrar alguns tópicos e contradições da raça feminina que o farão reflectir maduramente sobre o negro futuro que o aguarda. Mas se foi já enredado e tem quem diariamente lhe enfernize os miolos, poderá afinal concluir que não está sozinho no mundo e que muitos sofrem como você em silêncio, expiando o pecado de lhes terem dado trela. As mulheres também encontrarão alguma utilidade neste livro. Em primeiro lugar, dando felicidade e alegria ao seu autor, que desde já agradece. Depois, utilizando-o para fazer de calço da mesa da sala de jantar ou atirando-o, no momento próprio, à cabeça do desgraçado com quem divide os trapos.»

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  • Ontem Não Te Vi em Babilónia de António Lobo Antunes

    Ontem Não Te Vi em Babilónia

    António Lobo Antunes

    15,00 

    Ontem Não Te Vi em Babilónia de António Lobo Antunes.
    Publicações Dom Quixote. Lisboa, 2016, 479 págs. B.

    Primeira edição com fixação do texto  por Eunice Cabral, inserido na colecção Obra Completa, Edição ne varietur, coordenada  por Maria Alzira Seixo

     

    Uma noite ninguém dorme, e durante a meia-noite a as cinco da manhã, as pessoas sonham acordadas no sono: contam e inventam as suas vidas e as suas histórias, ou as histórias em que transformam as suas vidas, ou as vidas que transformaram em histórias. Podem ser vidas cruéis, de medo, de uma cicatriz interior, de algo que talvez fosse o Estado português de outros tempos. Podem ser vidas de amores passados, de lápides varridas, de um desejo de uma vida inteira, de se poder ser feliz sem pensar. Nestas histórias, nestes silêncios destas falas, nos risos e nas traições, vamos identificando a noite de um país, a noite cheia de vozes de todos nós, e a noite silenciosa que é o isolamento de cada um. Como diz o autor – “porque aquilo que escrevo poder ler-se no escuro”.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.