O Pesadelo e o Sonho de Costa Barreto. Arcádia Editora. Lisboa, 1962, 162 págs. B.
Com efeito, posto em contacto directo ou epistolográfico, mas de qualquer modo frequente, com o conjunto do nosso escol cultural, Costa Barreto poderá um dia testemunhar, de provas à vista, como realmente é, ou se comporta em relação à publicidade e a outros aspectos da vida de relação, cada uma das personalidades que fez passar pelo seu jornal; a sua impecável correcção e discrição, a sua infinita paciência têm-lhe permitido estar no centro imóvel de muitos torvelinhos, mas os seus “dossiers” e as suas impressões vividas serão um documentário talvez cheio de surpresas para daqui a uma geração. – in Posfácio de Óscar Lopes
Os Putos de Altino do Tojal. Prelo Editora. Lisboa, 1973, 229 págs. B.
Exímio contador de histórias, tal actividade parece resultar de um imperativo que tem dominado a vida de Altino do Tojal e que ele nos revela na comovedora narrativa que abre este livro e a que deu o título de “Que pena!…” A génese do escritor está aí bem definida. É o sonho da tia Emília, distinta professora devotada às letras, que vai fazer do sobrinho o escritor que ela tanto desejava ter na família. A tia Emília, educadora inteligente, sabia chamar a atenção para a beleza das coisas, e a Língua era a primeira dessas coisas. Levou Altino a apreender o significado das palavras e a utilizá-las correctamente. Sob a sua influência tutelar despontava um talento de maravilhoso poder criativo. Mais tarde, adoeceu gravemente e partiu deste mundo, mas o sobrinho estava a caminho de tomar assento entre os maiores escritores portugueses.
📕 1ª Edição. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Morte no Estádio de Francisco José Viegas. Difusão Cultural. Lisboa, 1991, 239 págs. B.
Um famoso futebolista do FC Porto é assassinado num bar irlandês em plena Foz. Para Jaime Ramos, inspetor da Polícia Judiciária do Porto, e Filipe Castanheira, que interrompe um exílio autoimposto nos Açores, há vários implicados no crime: Alexandra, a mulher da vítima, Susana, casada com outro futebolista e amante do morto, Serafim, o amante da amante, e outras figuras mais ou menos sombrias que evocam as relações obscuras do mundo do futebol. Enquanto as investigações decorrem, vão emergindo as muitas paixões que envolvem todas as personagens — a de Jaime Ramos e de Filipe Castanheira pela comida; a de Jorge Alonso, o dono do bar irlandês, pela Irlanda, e de quase todos pelo futebol – suposto móbil do livro. São essas paixões que acabam por dar sentido à falta de sentido da vida.
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Juízo Final de Franco Nogueira. Editora Civilização. Porto, 1993, 230 págs. B.
Mas que Juízo Final? Terá um pouco de muitos ângulos. Um juízo sobre o final da década? Sem dúvida. Sobre o final do século? Decerto. Sobre o final do milénio? Também. Sobre o final de um conjun de valores, de um estilo de cultura, de uma forma de civilização? Igualmente. E sobre os Portugueses e Portugal no dobrar de todas aquelas esquinas e no seu alegre caminhar pela estrada de Bizâncio? Por que não? E por último um juízo de quem porventura julga que publica um derradeiro livro. Todas estas inter pretações são válidas, e outras também. Consente todas as margens a deli berada ambiguidade do título. Tem muito por onde escolher o leitor even tual. Qualquer das escolhas não será certa nem errada,e não lhe fará bem, nem mal.
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Estes Vários Aquários de Afonso de Moura Guedes. Brasília. Lisboa, 1990, 44 págs. B.
Dormi contigo, amor, em pensamento,
Numa cama de sol, de sal e vento
E gerámos um filho, uma semente,
Uma sonata, um rio transparente,
Um livro, um verso, uma oração, um rosto,
Um sorriso, uma flor, o mês de Agosto.
O Homem Disfarçado de Fernando Namora. Editora Arcádia Editora. Lisboa, s.d., 309 págs. E.
«O HOMEM DISFARÇADO é talvez a mais funda e completa descarnação de uma consciência que o nosso século viu em Portugal. Homem enteado nas viscosas “comédias sociais”»
📕 1ª Edição.
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Poemas com Sentido Português de Arnaldo Saraiva [Org.]. Câmara Municipal do Porto. Porto, 2011. B.
Antologia de poemas de Diogo Velho, Luís de Camões, Bocage, Almeida Garrett, António Nobre, Fernando Pessoa, Miguel Torga, Alexandre O’Neill e Ruy Belo.
Edição da Câmara Municipal do Porto por ocasião do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas em 2011.
✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
👨🏻🎨Ilustrações de Lima de Freitas Júlio Resende (Capa) e José Rodrigues (Badana)
Tesouros da Literatura Popular Portuguesa de António Manuel Couto Viana. Editorial Verbo. Lisboa, 1985, 385 págs. E.
Recolha de tão fartas recolhas, selecção de múltiplas selecções, eis, reunidos aqui, quadras, romances, teatro e contos tradicionais, num critério nascido de uma visão pessoal sobre literatura, rejeitando quando pareceu menos de acordo com as principais e originais características do nosso povo que nela se reviu, ajustando o retrato reflectido. Características que são: fé e lirismo, sagacidade e graça, imaginação e aventura. Por isso, neste livro, se guardam e se relevam grandes primores da alma portuguesa”. Edição de luxuosa apresentação gráfica, em papel de qualidade escolhida e enriquecida com belíssimos desenhos e ilustrações a cores com a apreciada assinatura de Júlio Gil.
Amar, Verbo Intrasitivo de Mário de Andrade. Agir. Rio de Janeiro, 2008, 181 págs. Mole.
Preço: 6€
Portes: 0,75€
“Amar, Verbo Intransitivo”, de 1927, marca a estreia de Mário de Andrade como romancista. A originalidade da linguagem, a proximidade da palavra escrita à língua falada e o alheamento das regras gramaticais assinalam o modernismo da obra. A história de Carlos, adolescente numa família burguesa tradicional, e da sua iniciação sexual por Fraülein Elza, contratada para o efeito, chocou a burguesia paulistana da época.
Nos caminhos de um livro de Marlene Gomes Mendes; Posfácio Inédito (de Mário de Andrade) A propósito de Amar, verbo intrasitivo de Mário de Andrade (Artigo) Um ídílio no modernismo brasileiro de Telê Porto Ancona Lopes Fac-símiles de Amar, verbo intranstivo
Auto das Dez Presenças de Miguel Trigueiros. Ed. Autor. 1953, 33 págs. Mole.
Representado nos Claustros dos Jerónimos, aos vinte e nove dias do mês de Agosto do ano da graça de 1953. Em homenagem ao Cruzeiro das Raparigas do Ultramar, de visita à Metrópole. Este espetáculo foi interpretado por filiadas da M.P.F. e Filiados da M.P.
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