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  • Tinha Chovido na Véspera de Fernando NamoraTinha Chovida na Véspera Verso

    Tinha Chovido na Véspera

    Fernando Namora

    4,00 

    O nome de Fernando Namora, excepcional romancista e novelista, destaca-se de entre os prosadores do neo-realismo português a geração que, nos anos 40, optou por uma literatura realmente interveniente e capaz de traduzir as angús tlas do nosso povo, alienado, à força, de uma liberdade construtiva, e, também, alienado da sua voz própria. Na companhia…

  • A Rosa do Adro de Manuel M. Rodrigues

    Rosa do Adro, A

    Manuel M. Rodrigues

    5,00 

    A Rosa do Adro de Manuel M. Rodrigues.
    Ministério da Cultura. Lisboa, 1984, 289 págs. B.

    Numa aldeia minhota, a umas cinco ou seis léguas do Porto, esta é a história das aventuras e desventuras amorosas de Rosa.

    A Rosa do Adro «era a alegria e o enlevo de toda a gente, a rainha, o tudo daqueles lugares». Cobiçada por todos os «moços», é difícil resistir aos seus encantos, que o diga Fernando e António. Constitui-se assim um trio amoroso. Rosa ama Fernando, que a corresponde mas se ausenta para acabar o curso de Medicina no Porto. António ama Rosa, e, sempre atento, quer protegê-la e até deseja vingança. A partir daqui, o enredo está criado e ainda surge Deolinda, a filha da baronesa, uma «alma nobre e generosa»…

    Estamos diante de um dos romances mais vendidos de sempre e, que inexplicavelmente, a crítica ignorou. A Rosa do Adro, romance reeditado milhares de vezes durante o século XX, na actual centúria encontra-se esquecido. Afinal quem é esta Rosa? Quem a conhece nos dias de hoje? Outrora tão comentada, hoje abafada, queremos dar-lhe nova vida.

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  • Mestres do Conto Brasileiro de João Alves das NeveMestres do Conto Brasileiro Verso

    Mestres do Conto Brasileiro

    João Alves das Neves

    4,00 

    Mestres do Conto Brasileiro de João Alves das Neves.
    Editorial Verbo. Lisboa, 1972, 203 págs. B.

    Machado de Assis, Arthur Azevedo, Raul Pompeia, Euclides da Cunha, Léo Vaz, Graciliano Ramos, Luis Jardim, Carlos Drummond de Andrade, Erico Verissimo, Marques Rebelo, Jorge Amado, Josué Montello, Jorge Medauar, Lygia Fagundes Telles, Dalton Trevisan. Clarice Lispector, Ricardo Ramos. É de João Alves das Neves, há muitos anos radicado no Brasil e profundo conhecedor da sua literatura, a presente selecção de Mestres do Conto Brasileiro.

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  • Delfim de José Cardoso Pires

    Delfim

    José Cardoso Pires

    4,00 

    «Mas O Delfim é também o título de um romance, este romance que o leitor vai ler, e onde se fala da vida, e da proximidade da morte, de Palma Bravo. Talvez seja conveniente começarmos por chamar a atenção para o facto de que também o romance, o livro de Cardoso Pires, foi envolvido nessa…

  • Algumas DistraçõesAlgumas Distrações Verso

    Algumas Distrações

    Francisco José Viegas

    2,50 

    Algumas Distrações de Francisco José Viegas. Edições Quasi. Vila Nova de Famalicão, 2007, 222 págs. B.

    O que escrevi aqui é matéria pessoa, quer se trate de política ou de religião, de literatura ou de futebol. São distrações em relação à «vidinha real», portanto, e podem ser coisas incoerentes, ineficazes, impopulares ou até injustas. Mas concordo com quase tudo.

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  • Os Trovões do Antigamente de Rubem Braga2024/04/468085.jpg

    Trovões do Antigamente, Os

    Rubem Braga

    6,00 

    Colecções Livros do Brasil, 88 Recolhem-se neste livro algumas das crónicas mais expressivas e significativas de Rubem Braga. Generosamente dispersas por jornais e revistas, elas têm originado diversos livros que lhes asseguram vida mais duradoura, como é seu direito. Os Trovões de Antigamente é, diga-mos assim, uma súmula de todos os seus livros de crónicas,…

  • Tombo no Inferno de Aquilino Ribeiro

    Tombo no Inferno

    Aquilino Ribeiro

    20,00 

    Desde que mestre Aquilino está publicando toda a sua obra, em edições revistas, por vezes com outro arrumo na composição de alguns volumes de contos, e ainda o renovo do trabalho frutuoso destes aventurados e pródigos anos da velhice, em que se contam porventura já dois ou três dos mais genuínos e vigorosos livros que…

  • Revolta do Sangue de Francisco Costa

    Revolta do Sangue

    Francisco Costa

    8,00 

    Fiel à grande lição do romance naturalista, que trouxe para a ficção o preceito da lealdade à verdade, o autor sentiu de seu dever mostrar as realidades interio- restão esquecidas pelos realistas e neo-realistas portu- gueses precisamente porque tem a lealdade de não es- conder as realidades exteriores, por vezes bem feias e torpes.

  • Rápida a Sombra de Vergílio Ferreira

    Rápida a Sombra

    Vergílio Ferreira

    15,00 

    Rápida a Sombra de Vergílio Ferreira.
    Arcádia. Lisboa, 1974, 274 págs. E.

    «Vergílio Ferreira assume neste romance os valores e as contradições fundamentais da sua obra anterior; mas este permite-lhe, na compreensão dum fim reconhecido, uma possibilidade de abertura, talvez apenas entrevista, para lá da hipótese dirigista do narrador que, pela primeira vez, pode dar conta de uma aceitação (nunca serena, sublinhe-se) dos caminhos dos outros.» Maria Alzira Seixo, Colóquio/Letras «Bem definido o percurso do seu [caminho], que, do ponto de vista literário, é dos mais firmes que se têm prosseguido entre nós. Como de há muito se sabe.» Maria Alzira Seixo, Colóquio/Letras

    📕 1ª Edição.
    📝 Assinatura de posse.

  • Pontes da NoitePonte da Noite Verso

    Pontes da Noite

    Manuel Fangueiro

    10,00 

    Pontes da Noite de Manuel Fangueiro.
    Grafisintra. Sintra, 1990, 258 págs. B.

    «Acontecimentos e pessoas reais, a montante desse rio frio da memória que desliza no embalsamar dos anos, sob pontes destruídas ao longo duma grande noite.

     

    Rio cada vez mais nítido, agora, sem a neblina das margens onde os tramos mutilados apontam à luz da manhã numa per- manente acusação».

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    Rio cada vez mais nítido, agora, sem a neblina das margens onde os tramos mutilados apontam à luz da manhã numa permanente acusação».

  • Novíssimos Putos de Altino do TojalNovíssimos Putos Verso

    Novíssimos Putos

    Altino do Tojal

    10,00 

    Novíssimos Putos de Altino do Tojal.
    Guimarães & Cª Editores. Lisboa, 1984, 158 págs. B.

    Neste terceiro volume de OS PUTOS, deparamos com um punhado de contos em que a heroína continua a ser a criança, mesmo quando não está presente. A última narrativa, «Cruzeiro no Nilo», é um afresco de casos humanos que se desdobra ao longo de uma viagem de poucos dias pelas ruínas milenárias do Egipto. Conduzido pela mão de Altino do Tojal, o leitor acompanha um grupo de turistas mais ou menos estranhos entre si, que rapidamente vão tecendo situações de conflito. Também de ternura e desencanto. O desencanto de uma excursionista, Sancha Vasconcelos, ao desabafar: «O mal das viagens é esse: quando começamos a dar-nos com as pessoas, quando começamos a descobrir afinidades, quando começam a criar-se laços, pronto, acabou-se o passeio. Trocam-se endereços, trocam-se números telefónicos, há promessas de contactos, muitos beijos e abraços, mas cada um pega nas suas malas e fica tudo em zero.»

    📕 1ª Edição
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  • Noite e a Fuga de Joseia Matos MiraNoite e a Fuga Verso

    Noite e a Fuga, A

    Joseia Matos Mira

    6,00 

    A Noite e a Fuga de Joseia Matos Mira.
    Edições Colibri. Lisboa, 2000, 156 págs. B.

    «O homem saltou lesto do comboio, que logo arranca fumegante como monstro que na sua lentidão procura escapar a um inimigo mais poderoso. O homem relanceou o olhar e viu a minúscula estação e os campos desertos de plantas e árvores; uma leve neblina parecia desprender-se do solo ameaçando adensar-se e já envolvia tudo de inesperada brancura; avançava a custo o homem, porque o Sol não raiava e o nevoeiro era cada vez mais profundo. Cego, tacteando com os pés à procura de terra firme. Um vulto aproximou-se e sofrendo da mesma cegueira vem ao encontro dele. Assim pertinho, era uma mulher, toda de negro vestida. Estava ali, corpo contra corpo quase, bem lhe via os olhos esbraseando como lumes, a idade não conseguia nem discerni-la. «Estranho», disse, «você parece não ter substância», disse-o ela ou ele talvez, ou seria só um pensamento que pairando o homem captou. E a voz dela fez ouvir-se na compacta brancura: «Onde fica a Aldeia das Pedras?» O homem arregalou o olhar. E mirando o vulto que de mulher flutuante parecia, pálida como a Lua, inquiriu numa voz que vibrava naquela atmosfera irreal, quase fantástica: «Onde fica a Aldeia das Pedras?» «Se você também procura siga-me, sou exímia a descobrir caminhos e sempre encontro o que procuro.» «Sendo assim, sigo-a.» E a convicção confirmava-se na voz dele. O vulto flutuante avançou-se-lhe, ele seguiu-o arrastando com os pés calçados de fortes botas as pedras que lhe obstruíam o caminho. Como num sonho, a mulher continuava um pouco à frente, leve, sem substância, o vestido longo e negro mal tocando o solo. Depois de uns minutos de silêncio ela virou-se e perguntou. O homem sentiu um arrepio, ao deparar com aquele rosto espectral.»

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  • Lourenço Marques de Francisco José ViegasLourenço Marques Verso

    Lourenço Marques

    Francisco José Viegas

    7,50 

    Esta é a história de um homem que sonhava com Lourenço Marques. Não com a Lourenço Marques colonial e militar – apenas com «a cidade das acácias, a pérola do Índico», a cidade onde amou pela primeira vez. Vinte e sete anos depois de ter saído de Moçambique, ele regressa para procurar uma mulher, Maria de Lurdes (aliásSara): de Maputo a Pemba e a Nampula, da Ilha de Moçambique ao Lago Niassa, essa busca transforma- se num discurso iniciático sobre a nostalgia de África, o encontro com Deus, a felicidade, a aceitação, o arrependimento, o amor que se perde e a vida que não se viveu. Ao longo dessa viagem encontra Domingos Assor, um polícia que investiga o assassinato de Gustavo Madane, um ex-combatente nacionalista caído em desgraça – e que tem visões, durante as quais pensa ser um «rabino negro e perguntador», que confunde o monte sagrado dos macuas, o Namuli, com o Sinai do deserto egípcio. Ouve as palavras do xehe da mesquita da Ilha de Moçambique, que lhe recita, de trás para a frente, os versículos do Corão. É tratado pelo último médico branco de Lichinga, no Niassa, que ali aguarda a chegada da morte depois de ter sido abandonado pela mulher e de saber que tem cancro. E recorda a Lourenço Marques dos anos setenta como a metáfora dessa vida interrompida pela guerra e pela felicidade dos outros.

    Uma história inquietante e perturbadora sobre a memória portuguesa de África, longe da guerra e dos complexos de culpa coloniais.

  • Kifófo Hombo: Cabra-CegaKifofo Hombo Verso

    Kifófo Hombo: Cabra-Cega

    Francisco Martins da Silva

    7,00 

    Kifófo Hombo: Cabra-Cega de Francisco Martins da Silva.
    Edições Colibri. Lisboa, 2011, 224 págs. B.

    «– Estás a morar onde? – No bairro do Ferrovia, onde trabalha uma amiga da minha mãe, em casa de um sôringénhéro de lá. Mas, o meu tio Miro e o meu primo Mingas vêm me buscare, hoje de noite. – Vêm buscar-te? Vais sair com eles à noite? – Vão me levare lá na base deles no Mosangoo. – Base? O que é isso? É como a base dum triângulo, que a gente multiplica pela altura e divide por dois, para saber a… – Que triângulo, Xandee? Eh-eh-eh, tão matumbo, eheheh. Deixa… Diz na Dona Armanda que eu… que eu lh’agradeçoo. – o olhar frio hesitou, desviou-se por um instante e humedeceu-se um pouco. O pequeno Alexandre sentiu os olhos encherem-se repentinamente de lágrimas. Um sobressalto agudo fez-lhe disparar o coração que ecoou dentro da cabeça. Concentrou-se no pacotinho de ginguba, levando à boca, rápida e mecanicamente, as sementes envoltas em açúcar.»

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  • Trilhos de uma Vida de Rui Marcelin

    Trilhos de uma Vida

    Rui Marcelino

    5,00 

    Envolto em chamas, logo após o acidente, não tivera tempo para ver nada, senão o rio, que se apresentara ali mesmo, à sua frente, oferecendo-se para o salvar. Ter-se-iam também salvo, os outros? Lembrou, depois, com nostalgia, o tesouro que perdera, talvez para sempre… A verdadeira conquista está no cérebro e não no olhar, que…

  • Retalhos da Vida de um Médico de Fernando Namo

    Retalhos da Vida de um Médico

    Fernando Namora

    5,00 

    Retalhos da Vida de um Médico de Fernando Namora.
    Círculo de Leitores. Amadora, 1977, 254 págs. B.

    Retalhos da Vida de Um Médico é um conjunto de crónicas fundamentalmente acerca da vivência de Fernando Namora na sua atividade profissional enquanto médico de província.

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