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  • Vento e os Caminhos,, O

    Vento e os Caminhos,, O

    Domingos Monteiro

    10,00 

    O Vento e os Caminhos de Domingos Monteiro. Sociedade de Expansão Cultural. Braga, 1970, 173 págs. B.

    Quem lê Domingos Monteiro, entra em contacto com uma chama acesa que não mais se apagará na sua lembrança. As personagens que ele cria têm carne, sangue, nervos, e vivem ao nosso lado num clima de autenticidade, como se na realidade existissem. Tudo adquire calor humano ao hálito quente da sua pena privilegiada.

    Um extraordinário poder de observação, arte de narrar, expressão natural e comunicativa, concisão de um esboço rápido e exacto, e a capacidade de transitar de uma pauta fortemente dramática para uma suave entoação poética, são, em síntese, os traços característicos da sua personalidade de escritor, A. «Sec», ao apresentar o seu novo livro «O Vento e os Caminhos», transcreve o que, a propósito do anterior, diz João Gaspar Simões no Diário de Notícias em 10-9-970:

    Estamos diante de um dos melhores livros de Domingos Monteiro, florilégio de histórias realmente contadas com imprevisto e emoção, com toda essa gama de efeitos em que eram mestres os abencerragens da ficção mundial não hipotecada aos especuladores intelectuais.

    Quem estiver saudoso da arte de contar de um Camilo, de um Eça, de um Fialho, de uma Teixeira Gomes, de um Aquilino, lela A Vinha da Maldição». Na árida estepe da nossa ficção novíssimas esta ficção velhíssimas é como que uma miragem.»

    📝 Assinatura de posse.

  • Signo Sinal de Vergílio Ferreira

    Signo Sinal

    Vergílio Ferreira

    15,00 

    “E, com efeito, as obras recomeçaram. Outra vez os operários regressavam dos subsídios de desemprego e dos retroactivos salariais, o comércio reanimou, havia putas novas vindas de fora. E imediatamente pás, picaretas e escavadoras, os cilindros de terraplanagem, uma grande rede de trincheiras foi-se abrindo para os alicerces. Um homem desconhecido, vestido de bruto, botas…

  • Prosas Bárbaras de Eça de Queirós

    Prosas Bárbaras

    Eça de Queirós

    7,50 

    Prosas Bárbaras de Eça de Queirós.
    Livraria Lello & Irmão Editores. Porto, 1938, 238. E.
    𓂃🖊 Introdução de Jayme Batalha Reis.

    Volume póstumo que reúne textos publicados em folhetim nos jornais Gazeta de Portugal e Revolução de setembro, durante a década de 60, com uma notável “Introdução” da autoria de Jaime Batalha Reis, em que este evoca o começo da sua amizade com Eça de Queirós e as condições em que foram redigidos os textos incluídos no volume, pertencentes à primeira fase de criação estética de Eça, muito influenciada por leituras românticas de Heine, Hoffman, Baudelaire, Nerval, Poe, “e, envolvendo tudo poderosamente, Vítor Hugo”.

    O ecletismo das influências patenteia-se na heterogeneidade dos textos em questão – sublinhada, aliás, pela “Sinfonia de abertura” – predominantemente narrativos (“Entre a neve”), embora com incursões líricas (“Notas marginais”), memorialistas (“Uma carta a Carlos Mayer”) e ensaísticas (ibidem), onde predomina o romantismo satânico e fantástico (“Os mortos”, “Misticismo humorístico”, “O milhafre”, “O Diabo”). O último texto da recolha, “A morte de Jesus”, distingue-se dos outros por datar de 1870 e ser, portanto, posterior à viagem do autor pelo Egito e pela Terra Santa, introduzindo um tema que reaparecerá em “O suave milagre” e no romance A Relíquia.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Poesias

    Poesias

    Júlio Dinis

    7,50 

    Poesias de Júlio Dinis.
    Livraria Civilização. Porto, s.d., 212 págs. E.

    Júlio Dinis, nunca publicou um livro de poemas em vida, apesar de os escrever esporadicamente para jornais ou folhetins. Não foi, pois, com grande surpresa, que três anos após o seu falecimento, em 1874, tenha sido publicado o livro “Poesias” que reúne mais de 100 poesias escritas por Júlio Dinis ao longa da sua vida, incluindo a juventude.

    🟣 Com uma análise da obra de Júlio Dinis na parte de trás da folha de rosto.

     

  • Em Pleno Azul de Virginia de Castro e Almeida

    Pleno Azul, Em

    Virginia de Castro e Almeida

    7,50 

    Em Pleno Azul de Virginia de Castro e Almeida. Livraria Clássica Editora. Lisboa, s.d., 333 págs. E.

    Escritora e produtora de cinema, Virgínia de Castro e Almeida nasceu a 24 de novembro de 1874, em Lisboa. Oriunda de uma família de aristocratas, começou a escrever composições dramáticas aos 8 anos e, em 1895, iniciou a sua carreira de escritora, utilizando o pseudónimo Gy, com o livro Fada Tentadora, que foi considerado como obra pioneira da literatura infantil, em Portugal.

    🖊️ Dedicatória de oferta

  • Onde Cai a Sombra de Américo Guerreiro de Sousa

    Onde Cai a Sombra

    Américo Guerreiro de Sousa

    7,00 

    Onde Cai a Sombra de Américo Guerreiro de Sousa. Guimarães Editores. Lisboa, 1983, 203 págs. B.

    A capacidade de adaptação às circunstâncias, que define a inteligência, a apreensão pronta e decidida dos ideais de vanguarda, tanto na política como na cultura, com que esta burguesia lá se vai defendendo através dos anos, uma fleuma céptica mas risonha, e um saber manobrar o barco na água mais turvais em breve resumo as principais virtudes do meu abolório, da minha herança histórica e genética. Que te preste, Julião. É um quadro que me comove um pouco, não sei porquê.

    📝 Assinatura de posse.

  • Viagem ao Coração dos Pássaros

    Viagem ao Coração dos Pássaros

    Possidónio Cachapa

    7,50 

    Viagem ao Coração dos Pássaros de Possidónio Cachapa.
    Assírio & Alvim. Lisboa, 1999, 153 págs. B.

    Viagem ao Coração dos Pássaros remete-nos para um universo único mas que se repete sempre no tempo dos seres humanos. Fala-nos das contradições e dialéctica do mundo, do amor, da vida, mas também dos seus opostos.

    É um livro que se lê num sopro, como se fosse um instante, numa viagem que o leitor faz ao coração, o seu próprio, e o dos protagonistas da história, realista, autêntica e bela.

    Possidónio Cachapa conduz-nos através da sua escrita profunda, revelando-nos os dons que todos temos e as nossas virtudes mas também as nossas debilidades e fraquezas, numa simplicidade narrativa que nos prende da primeira à última página.

    📕 1ª Edição.

  • Para Sempre de Vergílio Ferreira

    Para Sempre

    Vergílio Ferreira

    7,00 

    Para Sempre de Vergílio Ferreira.
    Livraria Bertrand. Lisboa, 1983, 304 págs. B.

    Em Para Sempre, «no final de uma vida, entrando no seu epílogo, um homem já sem destino para cumprir medita sobre o seu passado e o seu futuro, no regresso a uma casa vazia onde passou parte da sua infância, povoada de fantasmas que evocam os momentos-chave da sua existência. Recheado de flashbacks para o passado e para o futuro (!), a antevisão, real e com todos os detalhes, da degradação da sua velhice e do seu funeral urge em Paulo a derradeira tentativa de procura da explicação de um sentido para a vida».

     

    «Contínua e cada vez mais solitária viagem em volta do único ponto do seu universo: o da sua infância como monólogo inacabado e inacabável em torno do milagre ardente e pavoroso da sua própria aparição no meio do mundo – montanha, estrelas, água, vento que é uma resposta antes de ser desesperada e inútil interrogação.» (Eduardo Lourenço)

    📕 1ª Edição.
    📝 Assinatura de posse.

  • Desertores, Os

    Desertores, Os

    Augusto Abelaira

    6,00 

    Os Desertores de Augusto Abelaira.
    Livraria Bertrand. Amadora, 1971, 235 págs. B.

    Em Os Desertores, Abelaira mostra-nos as vidas e aventuras de um grupo de jovens amigos que entre as preocupações quotidianas e a inquietação da procura da felicidade e do amor acabam por desertar, isto é, por se render à rotina, desistir das suas expectativas iniciais ou conformar-se com o status quo.

    📝 Assinatura de posse.

  • Carta do Fim do Mundo de José Manuel Fajarda

    Carta do Fim do Mundo

    José Manuel Fajarda

    6,00 

    Carta do Fim do Mundo de José Manuel Fajarda. Editorial Teorema. Lisboa, 1998, 165 págs. B.

    Acabado de chegar à América, Colombo tem que regressar a Espanha para dar noticia do Descobrimento. Almirante deixa em La Española 39 homens encarregados de levantarem o Forte de la Navidad e constituirem a vanguarda da evangelização do continente. Vamos conhecer os LAVA acontecimentos do dia a dia dessa gente, as constantes surpresas com que se defrontam e as intrigas e disputas que surgem no seio de tão pequena comunidade, através da carta que Domingo Pérez, tanoeiro, escreve ao seu irmão. Saberemos, também, do seu amor por Nagala, a criatura mais formosa e digna de admiração que viu na sua vida, e da existência, no meio da floresta tropical, de um portugués. Álvaro de Almeyda, que há muitos anos se transformou num Deus, o Yucemi dos indios.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • 13 Contos de Sobressalto de Luísa Costa Gomes

    Treze Contos de Sobressalto

    Luísa Costa Gomes

    7,00 

    Ao dar à estampa este volume de treze contos cuidadosamente seleccionados, a Livraria Bertrand propõe atenção dos seus leitores um nome altamente prometedor no âmbito das coisas literarias. Poderiamos ir mais longe e dizer que, mais do que uma promessa, estamos perante uma realidade da literatura portuguesa. De facto, Luisa Costa Gomes é uma escritora…

  • Via Sinuosa, A

    Via Sinuosa, A

    Aquilino Ribeiro

    30,00 

    A Via Sinuosa de Aquilino Ribeiro.
    Livrarias Aillaud & Bertrand. Lisboa, s.d., 342 págs. E.

    Este é o primeiro romance de Aquilino Ribeiro, que nos introduz progressivamente na personagem de Libório Barradas, um alter ego do autor, aqui em plena adolescência, devidamente acompanhada pelas mudanças físicas, psicológicas e sociais próprias daqueles que se encontram nessa fase da sua vida.

    Um romance de crescimento marcado pela descoberta do amor e pelo despertar para a sexualidade de um Libório Barradas, que, pouco a pouco, vai soltando amarras para se aventurar na via sinuosa, que o mundo e a sua vontade própria, lhe propõem.

    📕 1ª Edição. [?]

  • Putas: Novo Conto Português e Brasileiro de Ana Paula Inácio

    Putas: Novo Conto Português e Brasileiro

    Ana Paula Inácio

    7,50 

    Sob um conceito inovador de agrupamento de textos de escritores portugueses e brasileiros num só tema – Putas – as Quasi Edições prestam uma homenagem às mulheres dos dois países. São 21 contos de novos autores, que abordam o tema de maneiras muito diferentes. A forma de escrever sobre mulheres da vida, do ponto de…

  • Paços Confusos de José Rodrigues Miguíes

    Paços Confusos

    José Rodrigues Miguíes

    6,00 

    Paços Confusos de José Rodrigues Miguéis.
    Editorial Estampa. Lisboa, 2002, 344 págs. B.

    Obra póstuma, “Paços Confusos” reúne o essencial dos textos de ficção de José Rodrigues Miguéis, dispersos por jornais e revistas, e que nunca antes tinham sido publicados em livro.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Ombro Arma! de José Manuel Mendes

    Ombro Arma!

    José Manuel Mendes

    6,00 

    Ombro Arma! de José Manuel Mendes.
    Livraria Bertrand. Amadora, 1978, 229 págs. B.

    «Mafra chegou ao fim, escuro exílio. Mafra, o frio de Janeiro tiritando no corpo, a humidade nas paredes, os corredores soturnos onde moram presságios e maldições. Tudo ali é fugaz, predicação de tormenta, manhãs de incerteza e sobressalto, também júbilo e azul — melodias da esperança — , mas a pedra, a abóbada dos tectos, o sombrio dos claustros, perdido o fulgor de outrora, repassam os dias de um torpor longevo. Tudo ali é breve. Mesmo que as horas pesem, a vida hiberne. Mesmo que haja instantes de cristal e levitação. Agora, ao deixar o Quartel e as suas extensões de beleza ao lusco-fusco, a acridez dos silêncios, as coisas desatam o nó dentro das vivências, que começam já a ser outras, solta-se o fio e nada resta. Nada? Os estigmas, a espessura dos constrangimentos, permanecem. E a atmosfera solidária com que defendemos a nossa humanidade ameaçada.»

    📝 Assinatura de posse.

  • Lusiadas: Explicação, Adaptação, Versos Escolhidos para Crianças de Leonoreta Leitão

    Lusiadas: Explicação, Adaptação, Versos Escolhidos para Crianças

    Leonoreta Leitão

    20,00 

    Era no ano de 1572. Em Sintra, nalguma sala do Paço Real, Camões poeta-soldado, com 45 anos aproximadamente, D. Sebastião, jovem rei de 18 anos desejoso de iniciar-se em lutas e de alcançar glórias como os seus antepassados – encontro de dois homens de condição diferente, mas cuja alma e o coração se tocam.
    Camões vai ler ao rei «Os Lusíadas» e encontrará quem mais atentos ouvidos terá para escutá-lo e a quem dedicará o seu poema.