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  • As Mãos de Abraãozacut de Luís de Sttau Monteiro

    Mãos de Abraãozacut

    Luís de Sttau Monteiro

    7,00 

    Uma das mais importantes produções dramáticas de Sttau Monteiro, esta estreada pela Companhia «Teatro-Estúdio de Lisboa» em 1969. Com interesse para a bibliografia de Abraão ben Samuel Zacuto, astrónomo de origem judaica que serviu na corte de D. João II, tendo sido expulso de Portugal por não ter aceitado a sua conversão ao catolicismo.

  • Antes do Dilúvio

    Antes do Dilúvio

    Mário Braga

    6,00 

    Antes do Dilúvio de Mário Braga.
    Portugália Editora. Lisboa, s.d., 193 págs. Mole.

    Mário Braga, com este livro-que vem – recuperar o género picaresco, tão desprezado entre nós- confirmou, mais uma vez, a sua grande capacidade de renovação, não só quanto a temas e ambientes, como a-processos e estilo, característica esta, aliás. comum a toda a sua vasta obra, que abrange contos, novelas, romances, ensaio e teatro. De facto, nesta crónica romanceada das atribulações e das obras de Chiquinho Boavida, o omnipotente barbeiro do reino de Vila Baixa- é toda a sociedade portuguesa, afinal. o alvo da certeira e impiedosa sátira. A propósito dos contrariados amores do ilustre Fígaro, que também era jornalista, orador e magna autoridade local, desfila pelas páginas do livro o secular cortejo dos nossos vícios políticos e atrasos sociais, desde a bruxaria ao caciquismo, da cunha à baixa lisonja, da vaidade administrativa à eloquência balofa. Ao cabo de tantas peripécias e tácticas, de múltiplos sonhos e desenganos, conseguirá o Demóstenes das Beiras, mais a sua Dulcineia, a Laura das mãos-de-fada, ir ou não para Lisboa? Eis o aliciante mistério desta crónica picaresca, que o autor jocosamente ilustrou, onde assopram filarmónicas, desfilam meninos da escola, se deitam muitos foguetes, se descerram várias lápides. se fazem terríveis bruxedos, os padres manobram os fiéis, os deputados intrigam, os presidentes da Câmara ordenam e, antes de sermos encharcados por um dilúvio e agredidos por um discurso académico, sucedem-se muitas outras extravagâncias que irão decerto divertir quem ler Antes do Diluvio.

    📝 Assinatura de posse.
    ✒️ Sublinhados a tinta.
    📷 Ilustrado

  • Boas Intenções

    Boas Intenções

    Augusto Abelaira

    6,00 

    As Boas Intenções de Augusto Abelaira.
    Livraria Bertrand. Amadora, 1978, 272 págs. B.

    Encontramos de novo neste livro de Augusto Abelaira a agilidade dos conceitos, a graça fluente dos diálogos, a subtileza que avultavam já nas suas obras anteriores, e se nos deparam logo com o título -quem sabe se triste, se impertinente deste romance que decorre nas vésperas da implantação da República. Assistimos à aventura espiritual de três jovens e de outros, menos jovens – à procura do sentido da vida e da acção, quer através de uma verdade interior egoisticamente conseguida, quer através de uma alienação lúcida -talvez até demasiado lúcida a favor da comunidade. Estas páginas de invulgar sagacidade exploram, com um sorriso amargo, os pequenos mecanismos da História, os motivos, ambições e esperanças de cada um, o papel subterrâneo da vaidade, do egoísmo e das nossas ilusões, bem como o valor pragmático da intervenção do indivíduo na marcha do mundo. A esperança sempre duvidosa” num futuro melhor embater contra as inúmeras fraquezas humanas, e também contra o fracasso íntimo das personagens, expresso sem ênfase, mas com a tibieza e o desencanto característicos de vidas onde falharam todas as intenções) as boas e as outras.

    Romance de uma época de crise, esta obra onde por vezes se discute a utilidade da acção, misturada com o acaso para construir a História estrutura-se de um modo muito original e de grande sedução: nela aliam-se o passado, o presente e o futuro, em breves trechos que se respondem uns aos outros, num perpétuo fenómeno de eco que dá às tentativas dos heróis um sentido novo e ines perado de relatividade. Diz uma frase célebre que a som brado futuro se projecta no presente»: é o que parece demonstrar este romance de espelhos, em que se reflecte, de modo perturbante, uma realidade movediça numa perspectiva interior sempre flutuante. Um encanto profundo e estranho depreende-se desta obra perturbadora, terna e cruel, que nega e afirma ao mesmo tempo, mas cujo pessimismo, consequência de um certo presente histórico, não se fecha à esperança de um futuro mais fecundo.

    📕 2ª Edição.
    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Vou Ali e Já Venho de Leonardo Ferraz de Carvalho

    Vou Ali e Já Venho

    Leonardo Ferraz de Carvalho

    3,00 

    “Vou Ali e Já Venho!, título deste livro, retoma o da crónica de 2 de Fevereiro de 1996, em que Leonardo Ferraz de Carvalho suspendeu, então voluntária e temporariamente, os seus artigos em O Independente (concluindo com o agradecimento que acima se lê). E reflecte, como nenhum outro, a nossa convicção de que as ideias…

  • Um Homem Não Chora de Luís de Sttau Monteiro

    Homem Não Chora, Um

    Luís de Sttau Monteiro

    4,00 

    Na obra “Um Homem não Chora”, Luís Sttau Monteiro dá a conhecer a sociedade do Estado Novo. Como lhe é habitual, a partir do conflito interior de um homem, não só em relação ao seu casamento, mas também em relação ao contexto político-social da época, remete-nos para a realidade social do seu tempo.
    Na novela “Pôr-do-Sol no Areeiro”, o mesmo autor enuncia a austeridade dos valores impostos e transmitidos pela sociedade, ao mesmo tempo que denuncia a transigência com que esses mesmos valores são aplicados no dia-a-dia. Ambas as histórias põem em evidência diferentes situações da realidade portuguesa, por um lado a austeridade de costumes e, por outro lado, uma certa libertinagem vivida no quotidiano.

  • Violentar ou Recuperar Menores em Portugal

    Violentar ou Recuperar Menores em Portugal

    João Alves da Costa

    7,50 

    Violentar ou Recuperar Menores em Portugal e Outros Fragmentos Chocantes de João Alves da Costa.
    Livraria Bertrand. Amadora, 1978, 319 págs. B.

    Num país onde as finanças naufragam, o desemprego grassa e as crises sociais atingem o ponto de rebuçado, são as crianças e os adolescentes aqueles que recebem a mais poderosa descarga de traumatização. Em VIOLENTAR OU RECUPERAR MENORES EM PORTUGAL e outros fragmentos chocantes, João Alves da Costa avança, desassombradamente, no seu alucinantinédito estilo de não-ficção, com os relatos portugueses da tenebrosa violentação psíquica, humana e sexual nas mais jovens sensibilidades, coberto de instituições oficiais a meras cúmplices da hipocrisia.

    Os fragmentos chocantes incluem novíssimas experiências ocorridas em três continentes (Europa, América e Africa),

    onde, por exemplo, mães vendem filhos e filhas para, a soldo de bom dinheiro, serem violados nas fitas e revistas porn por artistas de face imprevisível, além de animais.

    São os sectores da prostituição infantil de ambos os sexos, e da droga, em calafriantes peregrinações pela intimidade dos santuários do mal que montam cerco à juventude. Violentar menores é, enfim, um flagelo universal.

    📝 Assinatura de posse.

  • A Terceira Rosa de Manuel Alegre

    Terceira Rosa, A

    Manuel Alegre

    7,50 

    «Sabia que aquela fraternidade não iria durar sem- pre, a comunhão entre todos iria em breve dar lugar às naturais divisões ideológicas e políticas, à festa sucederiam as tensões, os confrontos, talvez a inevitável frustração»

  • Quatro Paredes Nuas de Augusto Abelaira

    Quatro Paredes Nuas

    Augusto Abelaira

    10,00 

    Quatro Paredes Nuas de Augusto Abelaira.
    Livraria Bertrand. Amadora, 1972, 202 págs. B.

    Único livro de contos de Augusto Abelaira, Quatro Paredes Nuas, ilustra a reiterada afirmação de Abelaira segundo a qual um autor escreve sempre o mesmo romance.

     

    As sete narrativas aqui reunidas fazem eco dos seus livros anteriores, não só pela repetição do nome de personagens e de alguns motivos, como por terem com eles uma clara afinidade temática e de estilo de escrita.

    📕 1ª Edição.
    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

    As sete narrativas aqui reunidas fazem eco dos seus livros anteriores, não só pela repetição do nome de personagens e de alguns motivos, como por terem com eles uma clara afinidade temática e de estilo de escrita.

  • A Paixão de Almeida Faria

    Paixão, A

    Almeida Faria

    6,00 

    A Paixão de Almeida Faria.
    Editorial Estampa. Lisboa, 1976, 163 págs. B.

    Ler Almeida Faria é regressar, de outro modo, a Yoknapatawpha, a criação de William Faulkner para o implacável sul, essa paisagem de morte, infortúnio, exasperação e declínio. A Paixão é a reinvenção desse sul povoado de vozes que se sucedem e se contaminam. Não é por acaso que a stream of consciousness de Piedade anuncia a de João Carlos que anuncia a de Arminda que anuncia a da Mãe que anuncia a de André que anuncia a de Francisco que anuncia a de Jó que anuncia a de Tiago que anuncia a de Moisés que anuncia a de Estela, e assim sempre, com alguns sobressaltos e descontinuidades, num vórtice cruzado de tempos, qualia, experiência. Yoknapatawpha densamente povoada, cingida a uma duração que parece transbordar como negra densidade do tempo: «Manhã», «Tarde», «Noite». Ler Almeida Faria é compreender como só a palavra poderá fazer do espaço tempo, numa modulação do humano que é, afinal, uma lógica do sensível e do concreto em que as ideias são ideias do corpo, ideias no corpo, e em que o brilho metafísico do mundo é devolvido, como um eco sem origem ou cuja origem não poderá sequer ser ponderada. Tudo acaba em morte, mas também em ressurreição, a ressurreição do que não tem nome, ainda. A Paixão será porventura a mais espessa cortina de linguagem que a literatura portuguesa terá produzido na segunda metade do século XX. Podemos dizer, quase nostalgicamente, que já foi grande a escrita em português.
    Luís Quintais

    📝 Assinatura de posse.

  • Maria Sem Deus de Manuel de Campos Pereira

    Maria Sem Deus

    Manuel de Campos Pereira

    7,50 

    Maria Sem Deus de Manuel de Campos Pereira.
    Livraria Bertrand. Amadora, 1956, 308 págs. B.

    Também o donjuanismo e o donquixotismo femininos aparecem bem nítidos nos romances de Campos Pereira, no exacerbado anseio amoroso da mulher que procura o amor (Manuela, por exemplo, em «Ingénuas»), e no sonho da mulher que espera o seu ideal (Dulce, também em «Ingénuas»). É claro que nem em Manuela está um donjuanismo feminino puro, nem em Dulce está um donquixotismo feminino puro. As duas tendências eróticas misturam-se, coexistem, embora com predomínio duma delas, como sucede nos personagens masculinos, conforme explicámos acima. Susana e Eugénio, das «Pobres Susanas», na evolução dos seus sentimentos, não são, exclusivamente, ela, uma platónica do amor, ele, um sensual materialista.

    📝 Assinatura de posse.
    📖 Exemplar por abrir

  • Emenda e Soneto

    Emenda e Soneto

    António Faria

    7,50 

    Emenda e Soneto de António Faria.
    Publicações Europa-América. Mem Martins, 1987, 345 págs. B.

    Timor, Angola, Lisboa. O fascínio dos horizontes de sons e perfumes desconhecidos. A Terra Prometida de quantos aí geraram sonhos e mataram revoltas. Amadeu, Eva e Nuno. O triângulo dum passado que se faz comum. A busca dum futuro para lá das deserções e das revoluções. Emenda e Soneto é o primeiro romance de António Faria, um realizador de cinema e de televisão que aqui nos apresenta um texto de fascinante recorte cinematográfico que nos interpela da primeira à última página.

    📝 Assinatura de posse.

  • Crónica de uma Namorada de Zélia Gattai

    Crónica de uma Namorada

    Zélia Gattai

    6,00 

    Crónica de uma Namorada e de um Família Paulista nos Anos Cinquenta de Zélia Gattai.
    Publicações Europa-América. Mem Martins, 1995, 213 págs. B.

    Deliciosos apontamentos da adolescência contados através da voz de Geana, filha típica de uma família da média-burguesia paulista, Crónica de Uma Namorada é um vivo e colorido repositório de memórias que nos transporta no tempo e nos leva a conhecer a intimidade de uma família e o despertar de uma adolescente.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Casa de Eulália

    Casa de Eulália

    Manuel Tiago

    6,00 

    A Casa de Eulália de Manuel Tiago.
    Edições Avante.
    Lisboa, 2002, 202 págs. E.

    Durante a Guerra Civil de Espanha (1936-1939), três portugueses, homens e jovens, vivem intensamente os acontecimentos gerados pelo conflito. Emigrados em Madrid, relacionam-se cada um à sua maneira com a situação, com a população e as autoridades locais.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Lusíadas em Prosa de Amélia Pinto Pais

    Lusíadas em Prosa

    Amélia Pinto Pais

    7,50 

    «Como interessar os jovens na leitura de “Os Lusíadas”? Qual o melhor modo para os introduzir na frequentação e na fruição desse poema “fundador” que ainda hoje é o poema por excelência da nossa língua, se não mesmo, na nossa língua, o Poema por antonomásia? (…) A solução adoptada por Amélia Pinto Pais nesta adaptação…

  • Cartilha do Marialva ou das Negações Libertinas de José Cardoso Pires

    Cartilha do Marialva ou das Negações Libertinas

    José Cardoso Pires

    15,00 

    Cartilha do Marialva ou das Negações Libertinas de José Cardoso Pires.
    Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1989, 175 págs. E. Il.

    Sétima edição com capas e guachos de Costa Pinheiro.

    Dada à estampa originalmente em 1960 e limitada a escassos quatrocentos exemplares a ‘Cartilha do Marialva’ obteve, ainda assim, uma notória repercussão no meio cultural acanhado da época.

    Diz-nos Alexandre Pinheiro Torres que a «ágil e arguta meditação sobre o medievalismo contemporâneo», permitiu o aparecimento — ou a redescoberta crítica? — de «uma nova figura da sociologia portuguesa: o Marialva» logo gerou, e por bem, uma viva controvérsia, facto mais de salientar atendendo à reduzida tiragem”.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • O Viúvo: Memórias do Fim do Império de Fernando Dacosta

    Viúvo: Memórias do Fim do Império, O

    Fernando Dacosta

    6,00 

    «O Viúvo é um romance diferente. Na sua narrativa, saturada de dor tranquila, caldeiam-se lances de realismo mágico, miúdas observações do quotidiano pobre, reflexões e lembranças de um tempo revoluto, a ditadura, a guerra colonial, as romarias, os carrocéis, os cantores ambulantes, a mudança que chega através da televisão. É um melancólico, lúcido, lento romance,…