Feira de Cantigas de Denis de Riba-Douro. Tipografia da Empresa Nacional de Publicidade. Lisboa, 1932[?]., 121 págs. B.
Livro de estreia dado à imprensa sob o pseudónimo Denis de Riba-Douro, com prefácio de Júlio Dantas: “[…] Em quasi todas as composições desta pequena colectânea há originalidade de conceito, expontaneidade de sentimento, graça simples de expressão, por vezes imprevista, e êsse apurado gôsto, êsse delicado toque, êsse sentido da miniatura, que revelam a mão de uma mulher. Ou eu me engano muito, ou Denís de Rida-Douro será «alguém» na poesia portuguesa.” Denis de Riba-Douro é o pseudónimo literário da poetisa portuense Ilda d’Arriaga Correia Leite. Poemas datados na Aguda [Figueiró dos Vinhos], Ventozelo [Mogadouro] e Portelo [Montalegre] entre 1928 e 1930.
📝 Assinatura de posse a lápis. ❗Obra impressa ao contrário.
A Curva da Estrada de Ferreira de Castro. Guimarães Editores. Lisboa, s.d., 328 págs. B.
«… o directório é constituído por arrivistas ambiciosos, que não querem outra coisa senão trepar à custa dos velhos militantes. Não cessam de prometer às massas aquilo que eles sabem muito bem que não lhes podem dar e não hesitam em caluniar aqueles que lhes podem fazer sombra… Para eles, só eles próprios são socialistas verdadeiros; os outros são todos uns reaccionários….» Ferreira de Castro (1898-1974) é um dos mais significativos romancistas portugueses, traduzido e lido em todo o mundo e também dos mais apreciados em toda a vasta comunidade onde se fala a língua portuguesa.
Alguns dos seus romances retratam um Brasil apaixonante, misterioso e revelador, outros penetram no húmus português e outros ainda ocupam-se dos problemas trágicos de um mundo dilacerado que procura descobrir a sua verdade.
O que descobrimos, porém, em qualquer dos romances de Ferreira de Castro é a mesma profunda paixão pelo destino do homem, o seu apego a uma verdade fundamental que se alicerça na conquista de um ideal de liberdade humana.
Não é possível pensar no romance português deste século sem, de imediato nos referirmos a Ferreira de Castro como precursor do neo-realismo, ao seu nome e à sua obra, de tal modo nos surgem como essenciais para a pesquisa do quotidiano.
Clandestinos de Fernando Namora. Círculo de Leitores. Lisboa, 1980, 272 págs. E.
Memória da Resistência através de jornadas que empolgam, descida ao labirinto interior do protagonista num movimento para o regresso ao compromisso político, registo do quotidiano burguês entre vulgaridade, luxo, melancolia, análise também dos círculos oposicionistas sem atos nem horizontes ou, em contraste, num jovem, com o irredutível das opções metamórficas, Os Clandestinos, 1972, pela compleição romanesca – ideoleto, personagens (Vasco e Jacinta desde logo), efabulação, mestria compositiva -, por uma singularidade da escrita a renovar-se, é uma obra no topo do percurso de Fernando Namora e da literatura portuguesa legada aos leitores contemporâneos.
Benilde ou a Virgem Mãe é uma das obras nucleares na produção dramatúrgica de José Régio.
Esta peça de teatro causou grande escândalo na altura da sua primeira encenação, tendo gerando paixões entre os que a criticavam e a aplaudiam.
A crítica, por sua vez, recebeu calorosamente esta obra, tendo mesmo Jorge de Sena considerado que neste tipo de literatura estava o que de melhor José Régio fazia.
Lançado originalmente em 1938, Vidas Secas retrata a vida miserável de uma família de retirantes sertanejos obrigada a se deslocar de tempos em tempos para áreas menos castigadas pela seca. O pai, Fabiano, caminha pela paisagem árida da caatinga do Nordeste brasileiro com a sua mulher, Sinha Vitória, e os dois filhos, que não têm nome, sendo chamados apenas de “filho mais velho” e “filho mais novo”. São também acompanhados pela cachorrinha da família, Baleia, cujo nome é irônico, pois a falta de comida a fez muito magra.
PRIMEIRO AS SENHORAS DE MÁRIO ZAMBUJAL Oficina do Livro. Lisboa, 2006. 150 págs. B.
Mário Zambujal retoma o universo do bom malandro numa narrativa-depoimento em que Edgar, o protagonista, conta a história de um golpe que o levou a passar nove dias sequestrado, a um silencioso inspector da Polícia — e ao leitor. O ritmo veloz e o humor bem calibrados característicos do autor, que a capa anuncia como “o último bom malandro”, atravessam um relato de aventura com fundo crítico.
────────────────── Características do Exemplar 📕 1ª Edição.
✅ Sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Peso: 285g
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Poesias de Sá de Miranda de Rodrigues Lapa. Textos Literários. Lisboa, 1942, 88 págs. B.
Desde o século XIX, na expressão de Almeida Garrett, que é assegurada a Francisco Sá de Miranda a honra de “pai da poesia portuguesa”. Responsável pela introdução de novas formas e novo metro na poesia portuguesa, o poeta quinhentista escreveu vilancetes, cantigas, esparsas, glosas e formas novas como o soneto e a sextina. A presente antologia pretende resgatar das malhas do tempo o autor renascentista ímpar e o seu trabalho poético comprometido com um tempo passado, mas que permanece vivo no presente, capaz de deleitar e instruir.
Pharmacopoeia Colleggi Regalis de Georgius Baker. Laurentium Vasilim. 1784, 242 págs. E.
LACUIT Præfidi & Collegio, novæ inquifitioni fubjicere Pharmacop?jam Londinenfem, quod efflagitare equidem videbatur celebriorum medicorum præ-fcribendi modus fanior & contractior; exigebat præterea inftitutæ focietatis ratio, cui mandatum erat hoc officium a Rege & Regni Senatu, ut publicæ faluti invigilaret.
PAPÉIS DE S. ROQUE: ESCRITOS QUINHENTISTAS DE HENRIQUE LEONOR PINA
Edições Cosmos. Chamusca, 2005. 312 págs. B.
Romance histórico ambientado em 1580, apresentado sob a forma de um maço de cadernos e notas que um servidor dos Senhores do Paço teria depositado na igreja de S. Roque sem conhecimento de ninguém. O narrador fictício descreve pessoas, trabalhos e acontecimentos da vila e do Paço ao longo de várias gerações, desde o bisavô paterno até ao momento em que escreve, compondo um retrato minucioso da vida quotidiana e dos poderes da Ribatejo quinhentista.
────────────────── Características do Exemplar
✍️ Exemplar autografado pelo autor.
Peso: 490g
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Manuseado, Alfarrabista Online – www.manuseado.pt
Um Marido Fiel de João Gaspar Simões. Parceria A. M. Pereira. Lisboa, 2003, 239 págs. B.
O tema central do livro é o adultério masculino. É a estória de Mário, homem carente de afectos femininos, que se sente subjugado e atraído por Regina, a sua secretária, e acaba por, algo contrariado – pois não era essa a sua intenção, casar com ela. Logo contrapõe à fidelidade exigida pela instituição matrimonial um irresistível apelo pelo adultério. E exerce permanentemente uma auto-análise justificativa dos seus desejos e atitudes numa dialética de “culpado/não culpado”. Mas o imprevisível irrompe na sua vida na curva de uma estrada…
Com apenas 7 anos, Maria da Glória torna-se rainha de um reino que não conhecia. Esta é a história de uma mãe dedicada e política de pulso forte que durante dezanove anos comandou os destinos de Portugal.
Acompanhe a vivência e as histórias de André Brun, um português nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial. A Malta das Trincheiras é uma humaníssima abordagem do comportamento humano, feita com raro humor, sensibilidade e respeito pela dor e pela dignidade do ser humano. Poucas narrativas de guerra, nos países que viveram o trágico conflito, têm estas características. Isso deve-se ao facto de André Brun, português de origem francesa e obrigado a combater em território francês, ser um talentoso cronista do quotidiano pequeno-burguês.
Jasper Hobson é o tenente que lidera um regimento com a missão de construir um novo forte no mar Ártico para o comércio de peles. Tudo parece correr bem até que um terramoto separa o território do continente, transformando-o numa ilha perdida no oceano.
Lendas de Portugal de Viale Moutinho. Diário de Notícias. Lisboa, 2003, 308 págs. E.
Colecção editada pelo Diário de noticias com 301 lendas de terras portuguesas, em que muitas delas deram origem aos nomes das cidades, vilas e aldeias e às suas insígnias, desde Abrantes a Vila Velha de Ródão.
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