As Areias do Imperador: Mulheres de Cinza.
Editorial Caminho. Lisboa, 2015, 404 págs. B.
Mulheres de Cinza é o primeiro livro de uma trilogia sobre os derradeiros dias do chamado Estado de Gaza, o segundo maior império em África dirigido por um africano. Ngungunyane (ou Gungunhane, como ficou conhecido pelos portugueses) foi o último de uma série de imperadores que governou metade do território de Moçambique. Derrotado em 1895 pelas forças portuguesas comandadas por Mouzinho de Albuquerque, Ngungunyane foi deportado para os Açores onde veio a morrer em 1906. Os seus restos mortais terão sido trasladados para Moçambique em 1985.
Existem, no entanto, versões que sugerem que não foram as ossadas do imperador que voltaram dentro da urna. Foram torrões de areia. Do grande adversário de Portugal restam areias recolhidas em solo português.
Esta narrativa é uma recreação ficcional inspirada em factos e personagens reais.
Serviram de fonte de informação uma extensa documentação produzida em Moçambique e em Portugal e, mais importante ainda, diversas entrevistas efectuadas em Maputo e Inhambane.
📕 1ª Edição. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Mar Morto de Jorge Amado. Publicações Europa-América. Mem Martins, 1971, 194 págs. B.
Colecção: Livros de Bolso Europa-América | 6
Romance de grande força lírica, Mar Morto conta histórias de velhos marinheiros, de mestres saveiros, de pretos tatuados e de malandros que contam e cantam essas histórias da beira do cais da Bahia.
«O povo de lemanjá tem muito que contar», dizia Jorge Amado.
Um dos mais populares romances de Jorge Amado, não só no Brasil como em muitos outros países.
Os documentos, hoje aqui dados a público, são constituídos por dois núcleos cen-trados em dois manuscritos autógrafos, com páginas numeradas pelo próprio autor e todas elas directamente relacionadas com a Revista de Portugal, que Eça fundou e dirigiu e que se publicou entre Julho de 1889 e Maio de 1892.
Babel em Redondilhas de Luís de Camões [et al.] Edições Ática. Lisboa, 2010, 75 págs. Mole.
No limiar do seu trabalho editorial, Babel entendeu editar estas três obras, não obstante todas as diferenças que separam o seu próprio conceito daquela outra Babel que os nossos clássicos abordaram a partir de uma diferente gama de preocupações. Com efeito, a salvação do homem, hoje, está na construção da mais alta torre a partir da diversidade inumerável das línguas e obras de Babel
O Tempo e o Vento: Retrato de Erico Veríssimo. Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 594 págs. B.
Neste volume que conclui a segunda parte de “O tempo e o vento”, Rodrigo Terra Cambará enfrenta as contradições de seus afetos privados e reafirma sua inteireza ética e sua coragem. No fim do Estado Novo e da Segunda Guerra Mundial, a família Terra Cambará não se reconhece no país que ajudou a construir.
A Morte de Carlos Gardel de António Lobo Antunes. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1994, 391 págs. B.
António Lobo Antunes, implacável, dá-nos a conhecer uma família e os que em seu torno gravitam, num retrato árido e cruel, que leva o leitor, pelo menos, a repensar as relações entre os homens num Portugal prestes a entrar no século XX.
Uma Lisboa marginal, decadende, que acolhe um pequeno universo com personagens que giram em torno da sua própria solidão e isolamento.
Um pai ingénuo que acredita que Gardel não morreu naquele acidente aéreo, e uma tia obstinada dirigem-se a um hospital para velar um jovem heroínomano em estado de coma.
Madalena Caixeiro é natural de Coimbra. Licenciada em Filologia Germânica, destaca-se na escrita pela publicação das seguintes obras: “Sementes de só, raízes de mim” (Contos – Prémio Miguel Torga – Cidade de Coimbra, 1986); “Limites” (Romance – Prémio Victorino Nemésio, 1988); “A Pausa” (Contos, 1988); “Os Novelos” (Romance – Prémio Vitorino Nemésio, 1990); “O Declive” (Romance – Prémio Miguel Torga – Cidade de Coimbra, 1998); “Cadeira de Braços” (Romance – Prémio Victorino Nemésio, 2001); “A Porta” (Conto – Prémio Nacional Trindade Coelho / Câmara Municipal de Mogadouro, 2005); Publicação do conto “Ladino” num volume, com a colaboração de vários autores (no âmbito do Centenário do Nascimento de Miguel Torga – “Nós os Bichos”, 2007).
Histórias Que Não Se Contam de Susana Piedade. Oficina do Livros. Lisboa, 2016, 342 págs. B.
Ana pergunta-se como seria hoje o seu dia-a-dia se tivesse sabido detetar no namorado os indícios da doença que o levou inesperadamente. Isabel, seis meses depois da tragédia que lhe virou a vida do avesso, ainda se sente culpada por não ter chegado a horas ao infantário naquela tarde de chuva. Marta, que ousou abandonar, ainda adolescente, uma casa onde era maltratada, não tem agora a coragem de confessar que o amor em que apostou tudo está longe de ser um mar de rosas. São três mulheres jovens, com a vida inteira pela frente, mas para quem o presente se tornou um fardo difícil de carregar e o futuro um tempo sem qualquer esperança. Quem poderia entender a sua dor incomparável? Para quê, então, contarem as suas histórias?
El-Rei Junot de Raul Brandão. Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1982, 274 págs. B.
Corre o ano de 1807 e Portugal é invadido pelos exércitos francês e espanhol. À cabeça das tropas invasoras vem Junot, militar francês que sonha com a glória. A Corte portuguesa, com medo, foge para o Brasil, e o país vê-se ocupado durante quase um ano. À volta de Junot agrupa-se uma nova corte, chega-se a projectar aclamá-lo como rei. Às atrocidades dos invasores sucedem-se violações, mortes, roubos. Mas o povo revolta-se e juntamente com forças inglesas, Junot é derrotado.
Esta é a história de um dos episódios mais dramáticos de Portugal, narrado por um dos seus melhores escritores. Mais do que um livro de História, mais do que romance, este é um livro único. Um clássico quase esquecido que importa recuperar.
Alegria Breve de Vergílio Ferreira. Arcádia Editora. Lisboa, 1973, 334 págs. E.
«A sua grandeza é autêntica. Há um apelo pungente que é real, uma desfibradora procura que entra também por nós, uma expectativa tensíssima até ao fecho de sua última frase. Conhecida a sua última frase escrita, Alegria Breve renova-se como um princípio. A sua memória continua (…). É em esperança e em força que se resolve a longa experiência de deserto, de provação, de agonia, que atravessamos com Alegria Breve. (…) Um livro de plenitude.»
Era uma Vez um Alferes de Mário de Carvalho. Edições Rolim. Lisboa, 1984, 38 págs. B.
Mais um passo na picada, menos um passo para Lisboa, dizia o alferes para consigo, convencendo-se de que, a cada passo, deixava para trás um pedaço de Africa. O ritmo do andamento dos homens, dispostos pelos trilhos em duas colunas era, pois, o toque pendular do relógio que assina- lava o tempo do regresso. Entretengas de tropa… modos de não pensar em nada e de ir negaceando os medos.
Cartas de Inglaterra e Crónicas de Londres de Eça de Queiroz Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 348 págs. B.
Neste livro, em que se reúnem as Cartas de Inglaterra e as Crónicas de Londres, Eça de Queiroz dá-nos uma imagem por vezes divertida da vida inglesa e vários comentários de actualidade internacional. Colocado num ponto de observação extraordinário, Eça de Queiroz podia dar largas ao seu génio, comentando livremente e sem rebuços a vida do seu tempo.
Correspondência de Fradique Mendes de Eça de Queiroz. Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 237 págs. B.
O criador literário infunde sempre nas figuras a que dá corpo e consistência alguns aspectos de si próprio. Esta verdade aplica-se também, e plenamente, a Eça de Queiroz. Fradique, até certo ponto, reflecte a personalidade riquissima do seu autor. Mas, como acentua Jong, não é menos verdade que é a imagem das reflexões e aspirações de um grupo de jovens largamente abertos às ideias inovadoras.
Podemos afirmar sem hesitação que O Príncipe com Orelhas de Burro constitui um livro singular, não somente no conjunto da produção literária de José Régio, mas igualmente no conjunto da prosa ficcional em língua portuguesa. Nesta narrativa José Régio evidencia não somente a sua capacidade de narrador extraordinário, como ainda usa os seus vastos recursos de poeta e de dramaturgo.
O Príncipe com Orelhas de Burro é um livro para o nosso tempo: uma alegoria que se pode ler como uma sátira ao poder político e como uma crítica de costumes.
Salvação do Mundo: Tragicomédia em Três Actos de José Régio. Editorial Inquérito. Lisboa, 1954, 304 págs. B.
“Salvação do Mundo” é uma peça relevante para o estudo da literatura portuguesa e da história social e política do país, destacando a capacidade de José Régio de retratar a complexidade humana e os desafios da sociedade com humor e crítica.
📕 1ª Edição.
✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
O mesmo poder de observação, a mesma imparcialidade em registar os acontecimentos, a mesma coragem diante da realidade características de «O Golpe» encontram-se neste novo romance de Humberto Bastos. Os bastidores da sociedade, vivendo um violento estado de transicção, estão retratados na moderna literatura urbana iniciada por Humberto Bastos.
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