Quando um Crocodilo Come o Sol: Memórias do Zimbabué ou a Implosão de uma Nação de Peter Godwin. Editoral Bizâncio. Lisboa, 2008, 360 págs. B.
Conhecemos já todos, minimamente, a situação do Zimbabué com uma inflação de 7500%, sujeito ao regime ditatorial de Mugabe ferozmente repressivo, corrupto e arbitrário. O que o relato de Godwin nos traz de novo é o quotidiano numa economia à beira do colapso e perante uma repressão sem lógica ou sentido. Como sobreviver quando uma ida à padaria representa um gasto de 12 000 dólares (do Zimbabué), meio quilo de carne de porco custa 4000 dólares e um selo de correio 19 000? Como sobreviver quando não se sabe bem quando haverá gasolina e quanto tempo durará o fornecimento de electricidade? Debatendo-se para apoiar os pais que envelhecem acossados pela pobreza e a insegurança, constantemente sujeitos a assaltos e agressões sem sentido, este é o relato ímpar de um homem de origem inglesa que nasceu no Zimbabué, que considera ainda a sua terra Natal.
Obra publicada no âmbito do Programa de Evocação da Segunda Invasão Francesa a Portugal, para a qual contribuíram reputados académicos portugueses, espanhóis, franceses e ingleses.
Privilegiando a posição central que a cidade do Porto ocupou no encadeamento de fenómenos que caracterizaram a Europa dos séculos XVIII e XIX, a obra toma por escopo o enquadramento das Invasões Francesas nas Guerras Napoleónicas e na sua frente Peninsular.
Analisa à luz da historiografia moderna os factores subjacentes à criação da Legião Portuguesa e do movimento de libertação formado no Porto após a Primeira Invasão, o trajecto e consequências da investida francesa dirigida por Soult à cidade, aquando da Segunda Invasão, de que a Tragédia da Ponte das Barcas é expressivo, as peripécias da diplomacia portuguesa de então e o estudo das fontes e principais figuras da época, entre as quais destacamos Gomes Freire de Andrade.
Volume I
I – Antecedentes das Invasões Francesas – Professor Doutor Luís Oliveira Ramos;
II – A Segunda Invasão Francesa no quadro das Guerras Napoleónicas – José Manuel Sardica;
III – Portugal e a Diplomacia Europeia nas Vésperas das Invasões Francesas: «Entre o Martelo francês e a Bigorna Britânica» – Professora Doutora Fernanda Paula Maia;
IV – A Duquesa de Abrantes e Portugal. Algumas Observações – Professora Marie-Hélène Piwnik;
V – Milícias e Ordenanças no Norte de Portugal durante as Primeiras Invasões Francesas – Coronel Nuno Correia Barrento de Lemos Pires;
VI – A Chefias Militares Portuguesas durante a Primeira e a Segunda Invasão Francesas – Maria da Conceição Meireles Pereira;
VII – A Arte da Guerra no tempo de Napoleão – Coronel David Martelo;
VIII – Os mapas da Segunda Invasão Francesa – Professor Doutor João Carlos Garcia;
IX – A Defesa de Braga na Segunda Invasão Francesa: O Combate de Carvalho d’Este – Professor Doutor Manuel da Braga Cruz.
Volume II
X – A Invasão Espanhola da cidade do Porto durante a Invasão de 1807-1808 – Professor Doutor Jorge Manuel Martins Ribeiro;
XI – As Juntas do Norte na Restauração de Portugal de 1808 – José Viriato Capela, Henrique Matos e Rogério Borralheiro;
XII – A Cidade do Porto nos finais de Setecentos e as circunstâncias da Segunda Invasão Francesa – Professor Doutor Manuel Francisco Ribeiro da Silva;
XIII – Através da Guerra – O Impacto das Invasões francesas no estudo das populações – Professora Doutora Isilda Monteiro;
XIV – Rapina e Saques das «Águias Napoleónicas» em Portugal: Dados e Reflexões – Professor Doutor Pedro Vilas Boas Tavares.
XV – As repercussões, a reconstrução e a retoma no Porto a seguir às Invasões Francesas – Professor Doutor Francisco Ribeiro da Silva;
XVI – A participação do Batalhão Académico de Coimbra na derrota dos franceses no Porto – Professora Doutora Ana Cristina Araújo;
XVII – Proclamações, Decretos, Ordens, Editais, Instruções – Professor Doutor Eugénio dos Santos.
Volume III
XVIII – A Legião Portuguesa no Exército Napoleónico – Professor Doutor António Ventura;
XIX – A Leal Legião Lusitana, força de cobertura do Exército Aliado – 1808-1811 – Coronel Jorge Pereira de Carvalho.
XX – O Desastre da Ponte das Barcas – Professor Doutor Aníbal José Barreira.
XXI – A Batalha do Porto, de 12 de Maio de 1809 – Professor Charles Esdaile;
XXII – Os Injustiçados das Invasões – Professor Doutor Aurélio Araújo de Oliveira;
XXIII – A Resistência do Clero Nortenho às Invasões Francesas – Professor Doutor João Francisco Marques;
XXIV – A Lenda negra de Napoleão: Panfletos Antinapoleónicos em Portugal – Professor Doutor António Pedro Valente;
XXV – Entre a história e a ficção: Representações do Porto ao Tempo das Invasões francesas em narrativas portuguesas e Britânicas – Professora Doutora Gabriela Gândara;
XXVI – O General Bernardim Freire de Andrade: De Governador de Armas do Porto a vítima da Revolta das Populações – Professor Doutor António Pedro Vicente;
XXVII – Ei-lo! Breve resenha biográfica e Genealógica sobre o Conde de Amarante – Maria Adelaide Cardoso de Menezes Moraes.
Volume IV
XXVIII – A acção do General Manuel Jorge Gomes de Sepúlveda e a Junta de Bragança – Professor Doutor António Pedro Vicente;
XXIX – D. António de S. José de Castro: Dever e Fidelidade nas, e para além das, circunstâncias – Professor Doutor Pedro Vilas Boas Tavares;
XXX – Sir Arthur Wellesley, Duque de Wellington: Uma breve biografia – Professor Charles Esdaile;
XXXI – Lorde Beresford – Professor Malyn Newitt;
XXXII – Breve biografia de Junot – Professor Jean Tulard;
XXXIII – O Marechal Jean de Dieu Soult, Duque da Dalmácia (1769-1851) – Professora Nicole Gotteri;
XXXIV – Ecos da Invasão do Porto na Imprensa de Lisboa – Doutor Mário Matos e Lemos;
XXXV – A memória e a ficção da Segunda Invasão Francesa – Professora Doutora Maria de Fátima Marinho;
XXXVI – Os portugueses na Guerra Peninsular: do Porto ao termo do Império Napoleónico – Professor Doutor Luís Oliveira Ramos;
XXXVII – Las «Invasiones Francesas» en perspectiva española – Professora Elena Hernández Sandoica.
Vida Quotidiana em Portugal ao Tempo do Terramoto de Suzanne Chantal. Livros do Brasil. Lisboa, 2005, 301 págs. B.
No dia 1 de Novembro de 1755, por uma bela manhã de Sol, quando os sinos tocavam para a missa, Lisboa foi sacudida por um violento terramoto. A catástrofe emocionou o Mundo e despertou o País do sonho das suas grandezas: o comércio na mão dos ingleses, os ofícios abandonados, as terras em pousio. Neste panorama sombrio ergue-se a figura de Pombal. A vida organiza-se nas ruínas e o ministro de D. José decide dar-lhe novas bases: libertar Portugal da tutela do estrangeiro, de uma nobreza decadente e de um clero todo-poderoso. O quotidiano permanecia, porém, marcado pela sensualidade, pelas superstições e pelo culto do segredo, sendo uma fonte de admirações para os viajantes. Festas galantes alternavam com intrigas tenebrosas e processos cujas proporções trágicas chocavam as consciências. Contudo, a vida quotidiana seguia um ritmo amável e cerimonioso, despreocupado, contraditório: a maior frugalidade aliava-se a uma gulodice refinada, o fausto adaptava-se também ao desconforto, e a dignidade continuava viva, tanto no coração do nobre como no do plebeu. Quadro colorido e aliciante, esta obra vem descrever, com inteligência, sensibilidade e simpatia o dia-a-dia dos homens de todas as classes e condições, num dos períodos mais fecundos da história portuguesa.
Valorização da Mocidade Portuguesa de Mário Marques de Andrade. Gráfica de Coimbra. Coimbra, 1960, 236 págs. B. Il.
Preço: 10€
Portes: 1,25€
Obra com prefácio do Governador-Geral do Estado da Índia Brigadeiro Vassalo e Silva. Raro relatório das actividades, na Índia Portuguesa, da organização que enquadrava a juventude durante o Estado Novo. É fonte muito importante para o estudo dos últimos dias da presença de Portugal em Goa, Damão e Diu
Terceiro Centenário da Célebre Batalha de Montes Claros (1665-1965) de João Afonso Côrte-Real. Ed. Autor. 1965. 14 págs. B
A batalha dos Montes Claros, em 17 de junho de 1665, é a última de um conjunto de batalhas de grandes proporções, tidas como essenciais para garantir a independência de Portugal durante a guerra da restauração.
As minhas crónicas foram escritas com o olhar cheio de tantas contradições, de grandes e pequenas misérias – do angustioso quadro da vida “Subsídios para a história do teatro”, mal escondem o meu laboratório de ideias. Daí a sua publicação. Quero em demasia do produto do meu labor espiritual, mesmo diluído no vasto falatório do comentário a incidentes som brilho, para o ver a sangue-frio disperso nas folhas de um semanário.
Algumas das Mais Interessantes Relações de Amizade e Alianças Históricas entre Portugal e a Inglaterra de João Afonso Corte-Real.
Associação Portuguesa para o Progresso das Ciências. 1950.
Este pequeno estudo trata apenas de um tentame de ordenação cronológica e exame crítico das mais expressivas relações de amizade luso-britânicas, desde os primeiros tempos da nossa História, em perfeito estado de compreensão política e de assistência mútua, até ao momento actual.
Trono e as Lágrimas de Eduardo Nobre. Quimera. 2008, 159 págs. B.
Neste livro recordam-se princesas e rainhas que não foram felizes para sempre… Princesas que sofreram sequestros e traições, que viveram os pesadelos dos atentados e a pena maior do exílio, que morreram de solidão e de parto.
A História maltratou ou esqueceu muitas destas mulheres, que chegavam e partiam para cumprir em terras distantes o destino de serem esposas de reis e ventre gerador de dinastias.
Nestas páginas se invoca a sua história, o seu percurso de vida, e os tempos, ambientes e personagens com quem compartilharam a sua época.
Dez capítulos e outras tantas figuras ilustram momentos distintos da História de Portugal e da História ibérica. No final, em mais de 30 ilustrações, um anexo iconográfico recorda os rostos destas personagens.
Milénio: a História dos Últimos 1.000 Anos de Filipe Fernández-Armesto. Editorial Presença. Lisboa, 1996, 791 págs. B.
No momento em que nos acercamos do limiar do 3 milénio, tornava-se imperiosa uma obra que lançasse um olhar retrospectivo sobre os últimos dez séculos. O “Milénio” é, de forma incontroversa, essa obra, mas é-o excedendo atá as expectativas mais ambiciosas. Realiza o prodígio de iludir a tirania de Cronos e, liberta das peias, distorções e falácias que a habitual proximidade cronológica necessariamente implica, abre uma perspectiva inusitada, abrangente, unificadora e desapaixonada sobre a história universal do 2 milénio. Entretece os acontecimentos e os movimentos de todas as partes do mundo, desde o Califado de Córdova do século XI até à Rússia do século XV e à América do século XX, sob uma luz surpreendente e inovadora. Privilegia o que não é familiar e reabilita o que passa despercebido, os lugares muitas vezes ignorados, os povos marginalizados, os indivíduos relegados para papéis secundários.
Portugal no Mundo de José Júlio Gonçalves. Sociedade de Geografia de Lisboa. Lisboa, 1967, 265 págs. B. Il.
«Portugal no Mundo» é tema muito vasto, que exige de quem se proponha abordá-lo, com objectivos menos modestos que os nossos, uma ampla pesquisa documental e, inclusivamente, demorado trabalho de campo. Porém, dada a finalidade deste volume, afigurou-se-nos poderíamos elaborar um trabalho a um tempo útil e despretensioso, sem prejuízo da autenticidade e fundamentação do seu limitado conteúdo.» in Prefácio.
Ensino das Humanidades na Universidade: Actas da Jornada de Reflexão organizada pela Universidade de Évora de Eunice Cabral [et al.]. Ulmeiro. Lisboa, 2000, 107 págs. B.
Os textos que aqui se reunem, num colectivo de actas, resultam de um desafio, da resposta a esse desafio, e do eco que esse desafio teve entre pessoas sensíveis ao problema. Desfiando por sequência, podemos dizer que o primeiro passo, provocatório, amistoso e entusiástico, veio da Professora Maria Alzira Seixo. Justificava-o, de certo modo, a vonta- de de culminar, com uma reflexão conjunta, em acto público, uma com- panhia que teve várias formas, intensidades e desenvolvimentos.
Portugal Histórico-Cultural de Hernâni Cidade. Editorial Arcádia. Lisboa, 1972, 449 págs. E.
Mas tal estreiteza económica, tal isolamento à beira do Tenebroso, dir-se-iam providenciais sacrifícios feitos ao progresso geral do Homem. Houve épocas em que demos a impressão de, nas limitadas possibilidades portuguesas e com as fatais imperfeições humanas, termos realizado uma missão que parece de ordenação transcendente. Tudo correu como se fosse necessária essa distância dos caminhos e das encruzilhadas por onde se expandia o convívio entre as nações, para que pudéssemos abrir as rotas que haviam de estabelecer o convívio entre os continentes.
Índice Geral
I – Portugal na Hispânia Medieval;
II – Portugal no Mundo de Quinhentos;
III – Portugal na Época Barroca;
IV – Portugal Iluminista e Pré-Romântico;
V – Portugal Românico;
VI – Portugal Contemporâneo na Evolução Literária da «Renascença Portugesa» ao «Orpheu».
📕 3ª Edição, Revista e Ampliada ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
AOS PORTUGUESES DA ÍNDIA DE M. M. SARMENTO RODRIGUES Agência Nacional do Ultramar. Lisboa, 1955. 132 págs. B.
Reunião de discursos e mensagens do Ministro do Ultramar, Comandante Sarmento Rodrigues, sobre o Estado da Índia Portuguesa e os seus complexos problemas geopolíticos. O volume reúne as intervenções pronunciadas e enviadas nos anos em que o território era administrado por Portugal, constituindo um relevante documento de época sobre a gestão e a ideologia colonial do Estado Português no Oriente.
────────────────────────────────── Características do Exemplar ✍️ Exemplar autografado pelo autor.
Peso: 260g
──────────────────────────────────
Portugal – Reportagem sobra una Revolução de Gruppe Dr. Katins. TV DDR. Alemanha, s.d., 107 págs. B
Documento propagandístico de grande interesse documental e histórico para o estudo das lutas sociais e políticas em Portugal, no último quartel do século XX. Contém uma reportagem produzida nos estúdios da TV DDR, emissora televisiva da República Democrática Alemã, apresentando, numa tónica panfletária, as ambições do Partido Comunista Português em refundar a sociedade portuguesa debaixo da liderança de Álvaro Cunhal
PREFÁCIO
Por Álvaro Cunhal (Agosto de 1977)
– O 25 de Abril de 1974;
– A resistência contra o ‘estado novo’ pelo PCP;
– A fuga de diversos dirigentes comunistas das prisões do regime deposto;
– Entrevistas com Álvaro Cunhal;
– As organizações sindicais;
– As manifestações;
– O 1.º de Maio de 1974;
– A vida das classe mais pobres;
– As fábricas;
– A reforma agrária;
– Os agricultores;
– O capitalismo nacional e internacional;
Ensaísta, romancista e historiador de arte, ALEXANDRIAN, foi amigo pessoal de André Breton, com quem relançou o surrealismo internacional depois da Libertação. Esta sua História da Literatura Erótica constitui a súmula de largos anos de pesquisas num domínio quase sempre desprezado, por incompreendido. A equilibrada associação de erudição e não-conformismo proporciona, tanto aos apreciadores como…
Para proporcionarmos a melhor experiência possível, utilizamos tecnologias como cookies para armazenar e aceder a informações do dispositivo. O consentimento permite-nos processar dados como o comportamento de navegação ou identificadores únicos neste sítio. Não consentir, ou retirar o consentimento, pode afectar negativamente certas funcionalidades.
Funcional
Sempre ativo
O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para o fim legítimo de permitir a utilização de um serviço expressamente solicitado pelo assinante ou utilizador, ou para o fim exclusivo de efectuar a transmissão de uma comunicação numa rede de comunicações electrónicas.
Preferências
O armazenamento ou acesso técnico é necessário para o propósito legítimo de armazenamento de preferências não solicitadas pelo assinante ou utilizador.
Estatísticas
O armazenamento ou acesso técnico utilizado exclusivamente para fins estatísticos anónimos. Sem uma intimação, sem a colaboração voluntária do seu fornecedor de serviços de Internet, ou sem registos adicionais de terceiros, a informação armazenada ou recuperada apenas para este fim não permite, em geral, identificá-lo.O armazenamento técnico ou acesso que é usado exclusivamente para fins estatísticos anónimos. Sem uma intimação, conformidade voluntária por parte do seu Fornecedor de Serviços de Internet ou registos adicionais de terceiros, as informações armazenadas ou recuperadas apenas para esse fim geralmente não podem ser usadas para identificá-lo.
Marketing
O armazenamento ou acesso técnico necessário para criar perfis de utilizador, enviar publicidade ou rastrear o utilizador num ou em vários sítios para fins de marketing.