Há mais de trinta anos a Humanidade recuperou a paz, depois de setenta meses de guerra – a guerra mais mortífera da História., mais encarniçada e abrangendo mais extensas regiões do Mundo. Cinquenta e cinco milhões de mortos – número cerca de sete vezes superior ao da população portuguesa do continente -, tal foi o…
“Uma «História Contemporânea do Povo Português» é difícil de escrever. E por várias Razões: Primeiro, porque o contemporâneo se estende pelos nossos dias, como a própria palavra o indica. Tempo ainda enevoado, obscuro. Não na sua totalidade, mas para um dos lados. Quando uma manhã nos levantamos e olhamos em redor, acontece que, para uma banda, o céu está completamente limpo; mas para o outro há uma neblina que nos tapa a vista. (…) Is to não está bem dito. Nós sabemos, toda a gente sabe perfeitamente o que será o dia de amanhã. O que ignoramos é como vai desenvolver-se o processo que nos conduzirá ao futuro (…)”
Passados mais de trinta anos, publico agora o primeiro volume de três livros meus, man dados apreender pela Censura e a então chamada Policia de Informação e Defesa do Estado. Deste livro constarão dois trabalhos intitulados respectivamente «A Crise de Idealismo na Arte e na Vida Social» e «Paisagem Social Portuguesa».
A Alta Nobreza e Fundação do Estado Índia de João Paulo Oliveira e Costa.
Centro de História de Além-Mar. Lisboa, 2004, 261 págs. B.
A pequena fidalguia e a baixa nobreza desempenharam nas águas do Índico, ao longo da centúria quinhentista, a liderança global do estabelecimento luso na região, assumindo simultaneamente o controlo do comércio, a condução da diplomacia, a administração da Justiça e das Finanças, a capitania das armadas e das fortalezas e, obviamente, o comando da guerra. Esta intervenção multi-facetada decorreu do impacto que a Expansão Ultramarina gerou na sociedade portuguesa, num processo que se iniciou com as campanhas em Marrocos e as viagens de exploração do Oceanao. Mau graúdo a forte dimensão comercial que o processo expansionista adquiriu rapidamente, a prossecução do trato régio, Aquém e Além-Mar, coube sempre a membros da nobreza, ao abrigo das leios monopolistas estabelecidas pelo infante D. Pedro, enquanto regente, e que foram mantidas e aumentadas pelos reis quatrocentistas.
De Longe a China – Tomo I de Carlos Pinto Santos. Instituto Cultural de Macau. Macau, 1988, 378 págs. B.
Intitula-se esta obra De Longe à China (Macau na Historiografia e na Literatura Portuguesas). O primeiro critério que lhe presidiu foi o de se levantarem e republicarem textos de natureza histórica e literária que dissessem respeito a Macau. Deste modo se excluíram, algumas vezes, os escritos que, embora referentes, episodicamente, à China e aos chineses não mencionavam Macau.
O Sistema Marcial Asiático ficou, infelizmente inédito, relegado ao conhecimento de umas poucas pessoas, não pela falta de potencialidades ideológicas e literárias da obra, mas muito provavelmente porque, por um lado, o declínio de Marquês de Pombal desviou a atenção dos sucessores da obra do antigo protegido, e porque por outro, o vice-rei D. José…
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