«As histórias que aqui se contam são reais. Nada do que aqui é posto na boca destas mulheres é inventado, nem mesmo as expressões ou os comentários.
[…] Por outro lado, todas as histórias estão relacionadas com a condição feminina, conduzindo muitas vezes a situações dramáticas na vida das mulheres, que são nossas contemporâneas.»
Dos anos 20 aos anos da guerra e ao extremo horror dos campos de extermínio, a história das SS e da Gestapo traça o desenvolvimento do mais diabólico sistema de pensamento político já montado para oprimir a humanidade. Aqui encontramos a elite lunática da «raça pura», e as suas infelizes vítimas, humilhadas, torturadas, executadas. Ter-se-á…
Os Missionários da Primeira Hora de Romeo Ballan. Editorial Além-Mar. Lisboa, 1992, 288 págs. B.
1492-1992: Quinto Centenário… de quê? Não é uma pergunta de retórica. A resposta não é automática. Descoberta, conquista, encontro? As respostas são múltiplas, desencontradas e polémicas. A chegada e a actuação dos Portugueses e dos Espanhóis ao continente americano e, com eles, dos primeiros missionários e da sua obra de evangelização, foram sempre objecto de apaixonados debates. O presente volume não pretende encontrar o fio da meada de intrincadas questões históricas, que são deixadas aos especialistas, mas antes informar sobre a evangelização da América através dos seus protagonistas, apresentando as grandes figuras que a viveram e a realizaram e procurando fazer emergir das suas próprias biografias as luzes e as sombras, os problemas, as soluções e o quadro geral dessa grande epopeia missionária.
Ao original texto (meio diálogo, meio narrativo) de António Manuel Couto Viana, juntam-se as belíssimas ilustrações de Fernando Bento, transformando o primeiro contacto com a nossa história num livro inesquecível.
Arqueologia de Seomara da Veiga Ferreira. F.A.O.J.. Lisboa, s.d., 31 págs. B.
A Arqueologia é a ciência que estuda o Passado, a vida do Homem no seu quotidiano, os objectos que fez ou utilizou, as suas habitações, as técnicas que inventou, os materiais de construção, as suas armas, as suas jóias e objectos de adorno, as técnicas de metalurgia e ourivesaria primitivas, tudo aquilo que o rodeou e lhe serviu nessa grande aventura da vida, desde a gruta às grandes cidades, desde o nomadismo primário às grandes etapas da sedentarização e da criação da ordem social, desde a origem do seu pensamento criador às formas de arte. Enfim, o Homem na sua origem de habitante da terra até se tornar o ser dotado de espírito criador da escrita, de Cultura, de Civilização.
Dos Marinheiros no Tempo do Rei-Sol de Jean Merrien. Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 340 págs. B.
A vida aventurosa dos marinheiros, numa das épocas culminantes da História da monarquia francesa é, só por si, um assunto susceptível de empolgar o leitor. Mas, para lá desse aspecto do tema, cumpre ter em conta os ensinamentos úteis que que proporciona aos leitores curiosas dos temas de História geral e, em especial, da História da Marinha.
Ao Serviço da Mocidade Portuguesa de Mário Marques de Andrade. Imprensa Nacional. Goa, 1961, 397 págs. B. Il.
(…) procuramos incutir na alma dos jóvens portugueses do Estado da India, o ideário da Mocidade Portuguesa, cumprindo um programa de actividades muito variado que abrangeu a prática de todos os desportos, realização de vários acampamentos, cruzeiros marítimos à ilha de Angediva, comemoração de datas importantes para a grei portuguesa.
Quem incendiou o navio francês Normandie, ancorado em Nova Iorque? O que aconteceu aos tesouros de arte pilhados pelos nazis, por toda a Europa ocupada? Tinha Hitler uma doença incurável? Quão perto esteve o terceiro reich de construir uma bomba atómica? Questões intrigantes como estas fazem parte da história da II Guerra Mundial. Mas, por…
O Brasil é na verdade o melhor e o mais impressionante dos exemplos de aculturação entre passado e futuro, pais-continente de raiz portuguesa, em que se misturam os mais variados saberes (de cozinha, de vida e de mesa) formação histórica luso-afro-tupi, surpreendente e plena de contrastes. Estudá-lo e compreendê-lo é, para qualquer português, compreensivelmente, não…
Mocidade Portuguesa: Breve História de uma Organização Salazarista de Lopes Arriaga. Terra Livre. Lisboa, 1976, 194 págs. B
“Quatro décadas depois da sua criação, em pleno florescimento do regime ditatorial salazarista, quem se lembrará hoje da extinta Mocidade Portuguesa, como irrompeu e que objectivos perseguia a organização juvenil que procurara abarcar nos seus tentáculos a juventude do País inteiro — trabalhadora ou não —, inspirando-se nos modelos hitlerianos e da Itália de Mussolini? Criada em 1936 pelo ministro Carneiro Pacheco, o carácter de filiação obrigatória, a fisionomia militarista e eminentemente política, a época em que surgiu, a forma absorvente como procurou abranger toda a juventude, a sua orgânica, e o regulamento de instrução geral decalcado dos do Exército, em pouco tempo criaram à sua volta um clima de antipatia e de marcado pendor fascizante (…)” — retirado do Intróito.
História de Moçambique de Frelimo. Edições Afrontamento. Porto, 1971, 80 págs. B.
Ao iniciarmos o estudo da História de Moçambique, não poderíamos seguir o mesmo método. Como todos os outros povos do mundo, o povo moçambicano tem uma história. Assim, tentaremos estudar a História de Moçambique sob um ponto de vista moçambicano, quer dizer, baseado na história do povo moçambicano. Mas para se escrever uma história é necessário ter fontes de informação sobre o passado, e a maior parte dessas fontes foram-nos deixadas pelos árabes e pelos próprios portugueses. Assim, ao tentarmos conhecer o passado não conseguimos informações seguras para além do ano 1300. Foi por volta dessa altura que na região entre os rios Zambeze e Limpopo teve origem uma civilização muito importante, o Mwanamutapa (Monomotapa). Esta civilização que atingiu o seu ponto mais alto por volta do ano 1500, marcou profundamente a História de Moçambique. Achamos correcto começarmos o estudo da História de Moçambique com a história do Mwanamutapa. Esta civilização não só a região do Norte mas também a região do Sul de Moçambique. Ao estudarmos a evolução desta civilização focaremos todo o povo moçambicano.
Telecomunicações de J. P. Martins Barata. Fundação das Comunicações. 1995, 73 págs. E.
A Fundação das Comunicações, no cumprimento das intenções que presidiram à sua constituição, por escritura pública de 28 de Setembro de 1995, procura dar a conhecer os valores culturais, técnicos e científicos associados ao complexo mundo do fenómeno das Comunicações. A promoção da investigação e do estudo com- porta também a promoção do gosto e do apreço pelas realizações do passado, e destas, as colecções reunidas na Fundação são notáveis exemplos.
A Fundação das Comunicações inicia agora a publicação de parte das colecções provenientes da área do Correio, como abertura para um melhor conhecimento deste domínio técnico e organizativo sobre o qual assenta hoje, essencialmente, o progresso da nossa “Civilização da Comunicação”.
A Fundação das Comunicações, no cumprimento das intenções que presidiram à sua constituição, por escritura pública de 28 de Setembro de 1995, procura dar a conhecer os valores culturais, técnicos e científicos associados ao complexo mundo do fenómeno das Comunicações. A promoção da investigação e do estudo com- porta também a promoção do gosto e…
Este é o ANUÁRIO DOS ACONTECIMENTOS de 1992, o resumo mais completo de tudo quanto ocorreu ao longo do ano de 1992, e que foi especialmente importante para a nossa história recente. Esta obra, que com a presente edição, inicia as suas andanças portuguesas, conta com uma larga tradição noutras línguas, e acumula uma dilatada experiência dedicada ao ofício de, ano após ano, prestar testemunho de tudo quanto tem sucedido no mundo.
Relembrar a vida e a imagem de D. Catarina de Bragança é o que se pretende nesta obra, a primeira biografia ilustrada editada sobre a soberana. Ao relatarmos a comovente história da vida de D. Catarina esperamos reavivar valores nobres que se associam ao seu carácter invulgar que muito poderão ser inspiradores para aqueles que encontram na vaidade e arrogância um meio de se evidenciarem no exercício da sua actividade pública ou comunitária. De facto, a simplicidade e a tolerância são hoje muitas vezes associadas a fraquez e vulnerabilidade. Contudo, foram justamente esta virtudes que fizeram de D. Catarina um verdadeira heroína da nossa História. Sobrevivente de uma das cortes mais tumultuosas da Europa do Século XVII, a rainha ultrapassou inúmeras crises graças à sua indulgência e bondade.
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