O Brasil é na verdade o melhor e o mais impressionante dos exemplos de aculturação entre passado e futuro, pais-continente de raiz portuguesa, em que se misturam os mais variados saberes (de cozinha, de vida e de mesa) formação histórica luso-afro-tupi, surpreendente e plena de contrastes. Estudá-lo e compreendê-lo é, para qualquer português, compreensivelmente, não…
Mocidade Portuguesa: Breve História de uma Organização Salazarista de Lopes Arriaga. Terra Livre. Lisboa, 1976, 194 págs. B
“Quatro décadas depois da sua criação, em pleno florescimento do regime ditatorial salazarista, quem se lembrará hoje da extinta Mocidade Portuguesa, como irrompeu e que objectivos perseguia a organização juvenil que procurara abarcar nos seus tentáculos a juventude do País inteiro — trabalhadora ou não —, inspirando-se nos modelos hitlerianos e da Itália de Mussolini? Criada em 1936 pelo ministro Carneiro Pacheco, o carácter de filiação obrigatória, a fisionomia militarista e eminentemente política, a época em que surgiu, a forma absorvente como procurou abranger toda a juventude, a sua orgânica, e o regulamento de instrução geral decalcado dos do Exército, em pouco tempo criaram à sua volta um clima de antipatia e de marcado pendor fascizante (…)” — retirado do Intróito.
História de Moçambique de Frelimo. Edições Afrontamento. Porto, 1971, 80 págs. B.
Ao iniciarmos o estudo da História de Moçambique, não poderíamos seguir o mesmo método. Como todos os outros povos do mundo, o povo moçambicano tem uma história. Assim, tentaremos estudar a História de Moçambique sob um ponto de vista moçambicano, quer dizer, baseado na história do povo moçambicano. Mas para se escrever uma história é necessário ter fontes de informação sobre o passado, e a maior parte dessas fontes foram-nos deixadas pelos árabes e pelos próprios portugueses. Assim, ao tentarmos conhecer o passado não conseguimos informações seguras para além do ano 1300. Foi por volta dessa altura que na região entre os rios Zambeze e Limpopo teve origem uma civilização muito importante, o Mwanamutapa (Monomotapa). Esta civilização que atingiu o seu ponto mais alto por volta do ano 1500, marcou profundamente a História de Moçambique. Achamos correcto começarmos o estudo da História de Moçambique com a história do Mwanamutapa. Esta civilização não só a região do Norte mas também a região do Sul de Moçambique. Ao estudarmos a evolução desta civilização focaremos todo o povo moçambicano.
Telecomunicações de J. P. Martins Barata. Fundação das Comunicações. 1995, 73 págs. E.
A Fundação das Comunicações, no cumprimento das intenções que presidiram à sua constituição, por escritura pública de 28 de Setembro de 1995, procura dar a conhecer os valores culturais, técnicos e científicos associados ao complexo mundo do fenómeno das Comunicações. A promoção da investigação e do estudo com- porta também a promoção do gosto e do apreço pelas realizações do passado, e destas, as colecções reunidas na Fundação são notáveis exemplos.
A Fundação das Comunicações inicia agora a publicação de parte das colecções provenientes da área do Correio, como abertura para um melhor conhecimento deste domínio técnico e organizativo sobre o qual assenta hoje, essencialmente, o progresso da nossa “Civilização da Comunicação”.
A Fundação das Comunicações, no cumprimento das intenções que presidiram à sua constituição, por escritura pública de 28 de Setembro de 1995, procura dar a conhecer os valores culturais, técnicos e científicos associados ao complexo mundo do fenómeno das Comunicações. A promoção da investigação e do estudo com- porta também a promoção do gosto e…
Este é o ANUÁRIO DOS ACONTECIMENTOS de 1992, o resumo mais completo de tudo quanto ocorreu ao longo do ano de 1992, e que foi especialmente importante para a nossa história recente. Esta obra, que com a presente edição, inicia as suas andanças portuguesas, conta com uma larga tradição noutras línguas, e acumula uma dilatada experiência dedicada ao ofício de, ano após ano, prestar testemunho de tudo quanto tem sucedido no mundo.
Relembrar a vida e a imagem de D. Catarina de Bragança é o que se pretende nesta obra, a primeira biografia ilustrada editada sobre a soberana. Ao relatarmos a comovente história da vida de D. Catarina esperamos reavivar valores nobres que se associam ao seu carácter invulgar que muito poderão ser inspiradores para aqueles que encontram na vaidade e arrogância um meio de se evidenciarem no exercício da sua actividade pública ou comunitária. De facto, a simplicidade e a tolerância são hoje muitas vezes associadas a fraquez e vulnerabilidade. Contudo, foram justamente esta virtudes que fizeram de D. Catarina um verdadeira heroína da nossa História. Sobrevivente de uma das cortes mais tumultuosas da Europa do Século XVII, a rainha ultrapassou inúmeras crises graças à sua indulgência e bondade.
Gigante Milenário de Caroline Blunden. Círculo de Leitores. Lisboa, 1992, 230 págs. E. Il.
Em termos de continuidade de cultura, a China é a mais antiga civilização viva do Mundo e é uma das grandes potências internacionais dos nossos dias. Para tirar algum sentido do seu complexo presente, é essencial uma precisa e bem focada compreensão do seu passado.
História Social: Problemas, Fontes e Métodos de Vitornino Magalhães Godinho. Edições Cosmos. Lisboa, 1967, 347 págs. B.
No colóquio na Escola Normal Superior de Sanit-Cloud (15-16 de Maio de 1965), destaca-se a necessidade de fortalecer o espírito científico nas ciências humanas, superando mitologias e assimilando metodologias rigorosas. Defende-se que Portugal deve contribuir ativamente para o avanço científico, enfrentando a sua própria realidade com abordagens inovadoras e firmes, sem se limitar a importar resultados externos
Escola e os Descobrimentos: Feiras de Maria Cândida Proença. Comemorações dos Descobrimentos Portugueses. Lisboa, 1999, 136 págs. B.
As feiras são, ainda hoje, uma das actividades que maior número de populações mobilizam no nosso país. Instituídas desde os primórdios da nacionalidade como actividades mercantis, a sua importância no fomento de desenvolvimento económico e social ficou atestada, não só pela rápida expansão que alcançaram, ainda na época medieval, como pela sua permanência até aos nossos dias. Hoje a sua estrutura só parcialmente coincide com a que apresentava na Idade Média, pois embora continuem a servir para garantir actividades mercantis regionais, de que poderemos encontrar exemplo nas feiras de gado que ainda perduram, adquiriram um carácter antropológico de diversão que, não raro, tem sido fundamental na preservação de costumes e tradições populares.
Colonização Portuguesa e a Emergência do Brasil de José Fernandes Fafe.
Temas e Debates. Lisboa, 2010, 214 págs. B.
O ponto de partida do ensaio de José Fernandes Fafe: as críticas fortes e nalguns casos, não há dúvida que pertinentes, de grandes historiadores e economistas norte-americanos à colonização portuguesa do Brasil. Existe mesmo quem ponha Portugal, com a Espanha, em último lugar no quadro da classificação das colonizações. Havia que levantar a luva? Isto é, sujeitar a uma análise crítica esses argumentos contra a colonização portuguesa. O que o autor fez, e fazendo-o deparou com outros polémicos temas: o da modernidade, o do desenvolvimento, o do protestantismo e do catolicismo, a história do Brasil e dos Estados Unidos… E por aí fora, até à presente emergência do Brasil. Se a colonização portuguesa foi assim tão má, como se explica a actual emergência do Brasil? Outros temas ainda, que o ensaio não pôde evitar. O que há de português no brasileiro emergente de hoje? Diante das outras colonizações, existe alguma razão para que a portuguesa se sinta envergonhada, ou envaidecida? Se vier a haver uma civilização brasileira (não é impensável), a mais importante das suas raízes não será portuguesa? Enfim, possivelmente, este livro ir-se-á tornar uma obra indispensável a portugueses e brasileiros da segunda década do século XXI.
Linhas de Rumo da Idade Média de Léopold Génicot. Livraria Apostolado da Imprensa. Porto, 1963, 397 págs. B.
Este livro, apenas se ocupa, no meio dos acontecimentos da história medieval, dos factos positivos, ou seja dos que constituiram um progresso para a humanidade. Houve-os negativos, como nos outros períodos, mais talvez até que em outros. Falar deles, seria dispersar a atenção do leitor e desviá-la do tema próprio deste trabalho.
Geografia e Economia da Revolução de 1820 de Fernando Piteira Santos. Publicações Europa-América. Mem Martins, 1975, 179 págs. B.
«Conjugando o essencial do político com o trabalho do investigador histórico e com o talento nato do sociólogo e do psicólogo da história, Piteira Santos construiu um ensaio de lucidez extrema em que afloram as mais aliciantes directivas de interpretação do passado à luz das preocupações do presente.»
Álvaro Salema, Diário de Lisboa, 24 de Janeiro de 1963
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Álvaro Salema, Diário de Lisboa, 24 de Janeiro de 1963
Terrorismo Allemão na Bélgica de Arnold J. Toynbee. Eyere and Spottiswoode. 1917, 142. E.
FORMA o assumpto d’este livro o tratamento da população civil nos territorios devastados pelos exercitos allemães, nos tres primeiros mezes da Guerra Europeia, e não é elle mais que uma encadeiada narrativa, baseiada em publicados documentos,* serão reproduzidos na integra ou apenas citados, afim de tornar este trabalho mais breve. que ou
Á vista dos documentos agora publicados pelas duas partes, torna-se finalmente possivel apresentar uma narrativa precisa d’aquillo que realmente se passou.
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