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  • Dialógo de um Filósofo Cristão e de um Filósofo Chinês

    Dialógo de um Filósofo Cristão e de um Filósofo Chinês

    Nicolas Malebranche

    7,50 

    Dialógo de um Filósofo Cristão e de um Filósofo Chinês de Nicolas Malebranche.
    Edições 70. Lisboa, 1990, 76 págs. B.
    Colecção: Textos Filosóficos | 29

    Texto significativo de Malebranche e exemplo típico do racionalismo clássico: trata-se de um diálogo polémico com o pensamento chinês, em particular de Confúcio e, por via indirecta, com o panteísmo de Espinosa.

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  • Crítica da Razão Prática

    Crítica da Razão Prática

    Immanuel Kant

    6,00 

    Crítica da Razão Prática de Immanuel Kant.
    Editora Martin Claret. Brasil, 2004, 182 págs. B.

    Entre a Crítica da Razão Pura (1781) e a Crítica do Juízo (1790), a Crítica da Razão Prática constitui, em termos gerais, uma resposta à interrogação moral «que devo fazer?». Ocupa-se, portanto, da razão na sua aplicação prática, enquanto determinação da vontade de agir, e estabelece a seguinte lei fundamental: «Age de tal modo que a máxima da tua vontade possa valer sempre ao mesmo tempo como princípio de uma legislação universal».

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  • Conferências de Filosofia II

    Conferências de Filosofia II

    Vicent Descombes

    7,00 

    Conferências de Filosofia II da Faculdade de Letras da Universidade do Porto de Vicent Descombes [et al.]
    Campo das Letras. Porto, 2000, 197 págs. B.

    Todo o homem sofre, como todo o homem se alegra, nasce e morre. Mas as realidades da dor e do sofrimento, juntamente com a da morte configuram-se actualmente como realidades cujo o sentido é fundacional. E daí a sua crescente importância filosófica.

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  • Amor e Justiça de Paul Ricoeur

    Amor e Justiça

    Paul Ricoeur

    7,00 

    Amor e Justiça de Paul Ricoeur.
    Edições 70. Lisboa, 2010, 103 págs. B.
    Colecção: Biblioteca de Filosofia Contemporânea | 40

    A causa é geralmente entendida: é “o amor ou a justiça,” mas não “o amor e a justiça.” Em linguagem corrente, e até mesmo a um nível superior de reflexão, a fortiori quando os dois conceitos são apresentados como estando em conflito, não há, não pode haver, pontes entre a prática individual do amor ao próximo e a prática colectiva da justiça que estabelece a igualdade e equidade. Favoreça-se um ou outro, a ênfase incide na desproporção entre amor e justiça. Qualquer pensamento de Paul Ricoeur tende a demonstrar a proporção, as ligações, a dialéctica profunda, a tensão viva e fecunda entre amor e justiça que emerge no momento da acção, e que ambos reivindicam. Ambos estão contidos numa economia da dádiva, que excede a ética de que se pretendem as figuras e pela qual se sentem responsáveis. A lógica da superabundância está constantemente a desafiar, sem nunca se ter tornado menos necessária, uma lógica de equivalência.

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  • Vivo até à Morte de Paul Ricoeur

    Vivo até à Morte de Paul Ricoeur

    Paul Ricoeur

    7,00 

    Vivo até à Morte de Paul Ricoeur
    Edições 70. Lisboa, 2011, 116 págs. B.
    Colecção: Biblioteca de Filosofia Contemporânea

    Foi em 1996 que Paul Ricoeur, na altura com 83 anos, se perguntou: «Que posso dizer da minha morte?» «Como fazer o luto de um querer-existir depois da morte?» Esta longa reflexão sobre o morrer, sobre o moribundo e a sua relação com a morte, e também sobre o após-vida (a ressurreição) passa por duas meditações: as de textos de dois sobreviventes dos campos de concentração (Jorge Semprún e Primo Levi) e pela confrontação com o livro de um grande exegeta como Xavier Léon-Dufour, sobre a ressurreição.
    A segunda parte do livro é composta por textos escritos em 2004 e 2005, que o próprio Ricoeur intitulou «fragmentos» (sobre o «tempo da obra» e o «tempo da vida», sobre o acaso de ter nascido cristão, sobre a controvérsia, sobre Derrida, sobre o Pai Nosso…). Textos curtos, escritos por vezes com mão trémula. O último, da Páscoa de 2005, foi escrito um mês antes da sua morte.

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  • Visão de Deus de Nicolau de Cosa

    Visão de Deus

    Nicolau de Cosa

    10,00 

    Visão de Deus de Nicolau de Cosa
    Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa, 1988, 242 págs. E.

    “Na tradição do ser como olhar, que, ao ver-se, vê especulativamente toda a realidade e numa realização-limite da ideia aristotélica de que só o olhar incolor vê todas as cores, o De Visione Dei tem de ser lido no duplo sentido de genitivo subjetivo e objetivo. No primeiro sentido, o ver é absoluto, infinito, reflexivo e envolvente, abarcando tudo e todos, permanente na mutabilidade das coisas vistas, criador, enquanto “complicatio” e “explicativo”, dos seres-imagem, força “complicativa e explicativa”, que une e separa, palavra, que é gerar e conceber, falar e criar. Ao contrário da Unidade de Proclo, a unidade do Olhar Absoluto ou da Visão de Deus, no sentido de genitivo subjetivo não exclui o múltiplo mas desenvolve projetos de mundo como explicitações do Ver Absoluto, que relativamente ao mundo é liberdade. No sentido do genitivo objetivo, o De Visione Dei é o ver finito e múltiplo, a contração limitativa e singularizada do Ver Absoluto, sempre presa do ângulo parcial de uma perspetiva e, portanto, conjetural e mutável. É a “explicatio” enquanto participação da pureza e simplicidade da “complicatio”, é um ver plural, que é ser visto pelo mesmo Olhar envolvente, é um olhar singular e coletivo, que jamais pode fugir à incidência do Ver Absoluto. O Ver invisível do Absoluto manifesta-se nas imagens teofânicas e, sobretudo, nos olhares finitos dos homens, que acende, criando. O Ver Absoluto, ao fundar a visão de si no ver criado, é por “complicatio” o próprio ser-visto pelo olhar do outro e se, uma vez fixado na pintura, parece mudar com as nossas mudanças e seguir-nos como sombra, nós é que somos as sombras vivas e as verdades mudadas e agitadas pelo desejo, enquanto Deus é a coincidência da sombra e da verdade, da imagem e do paradigma, como ensina o De Visione Dei. O encontro destes dois olhares no duplo sentido do genitivo objetivo e subjetivo é relação dialógica imagem-paradigma, pintura-pintor, livro-autor, espelho conjetural – espelho do Olhar Absoluto, iluminação-comunicação vinda do mais fundo da Luz, que é “muro” e noite.” in Prefácio por Miguel Baptista Pereira

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  • Situação Espiritual do nosso Tempo de Karl Jaspers

    Situação Espiritual do nosso Tempo

    Karl Jaspers

    7,50 

    Situação Espiritual do nosso Tempo de Karl Jaspers
    Moraes Editores. Lisboa, 1968, 323 págs. B.

    Uma reflexão sobre a crise espiritual da modernidade, marcada pelo avanço da ciência, da técnica e pela crescente massificação da sociedade. Analisa-se de que forma essas transformações podem enfraquecer a liberdade, a consciência crítica e a autenticidade do indivíduo. Um diagnóstico profundo do mundo contemporâneo e um convite à reflexão sobre o lugar do ser humano no seu tempo.

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  • Rosseau e Outros Cinco Inimigos da Liberdade de Isaiah Berlin

    Rosseau e Outros Cinco Inimigos da Liberdade

    Isaiah Berlin

    7,50 

    Rosseau e Outros Cinco Inimigos da Liberdade de Isaiah Berlin.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2005, 227 págs. B.
    Colecção: Trajectos | 68

    As célebres conferências radiofónicas de Berlin sobre seis importantes pensadores antiliberais foram emitidas pela BBC em 1952. Rousseau e Outros Cinco Inimigos da Liberdade é uma das primeiras e mais convincentes exposições das ideias de Isaiah Berlin sobre a liberdade humana e a história das ideias. Estas encontraram mais tarde expressão em obras tão famosas como Dois Conceitos de Liberdade e estiveram no cerne do trabalho que desenvolveu ao longo de toda a sua vida sobre o Iluminismo e os seus críticos.

    Na sua análise lúcida de ideias por vezes complexas, Berlin demonstra que uma compreensão equilibrada e uma defesa inabalável da liberdade humana estão dependentes de aprendermos tanto com os erros dos pretensos defensores da liberdade como com as visões sombrias dos seus inimigos declarados. Este livro lança luz sobre o desenvolvimento inicial das ideias de Berlin e complementa a obra que publicou com um tratamento mais aprofundado de Helvétius, Rousseau, Fichte, Hegel e Saint-Simon, com o tradicionalista ultraconservador Maistre a encerrar o cortejo.

    Rousseau e Outros Cinco Inimigos da Liberdade revela Berlin com uma energia e uma fluência torrenciais, confirmando o seu talento como professor de raro brilhantismo e carisma. Todas as semanas, os ouvintes sintonizavam, expectantes, as emissões e ficavam hipnotizados pelo estilo surpreendentemente fluente e espontâneo de Berlin. Um eminente historiador das ideias, na época jovem aluno, recorda: as palestras «provocavam-me tanta exaltação que me sentava, durante cada conferência, no chão, junto ao rádio, a tirar notas». Esse entusiasmo é finalmente recriado aqui para que todos o possamos partilhar.

    Henry Hardy, membro do Wolfson College de Oxford, é um dos Curadores Literários de Isaiah Berlin. Coordenou a edição de alguns dos seus outros livros e encontra-se actualmente a preparar a publicação de uma colectânea das suas cartas.

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  • As Razões da Ciência de Ludovico Geymonat

    Razões da Ciência, As

    Ludovico Geymonat

    7,50 

    As Razões da Ciência de Ludovico Geymonat.
    Edições 70. Lisboa, 1989, 291 págs. B.
    Colecção: O Saber da Filosofia | 25

    Num diálogo a três vozes, Ludovico Geymonat, Giulio Giorello o Fabio Minazzi abordam de um modo directo as grandes questões que hoje se põem em torno da ciência e das suas relações com a filosofia.

    L. Geymonat sustenta uma certa harmonia entre o materialismo dialéctico e os procedimentos lógicos da ciência. Ecos dessa posição fazem ouvir-se na reflexão a três vozes (juntamente com Giorello e Minazzi) sobre as Razões da Ciência.

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  • Problemas Fundamentais de Filosofia de George Simmel

    Problemas Fundamentais de Filosofia

    George Simmel

    5,00 

    Problemas Fundamentais de Filosofia de George Simmel
    Atlântida Editora. Coimbra, 1970, 161 págs. B.
    Colecção: Biblioteca Filosófica | 26

    A tarefa que me proponho é promover, fora do círculo dos profissionais, essa compreensão intima, colaborante, que imita as condições criadoras; para isso recorro à apresentação e discussão de alguns problemas fundamentais os primeiros sob o ponto de vista histórico-e das tentativas para resolvê-los, baseando-me de certo modo numa ficção. Gostaria de mostrar essas grandes filosofemas tal como se apresentariam ao filósofo que buscasse a própria solução desses problemas e para tal fim os trouxesse de novo ao espírito e ponderasse as soluções anteriores. Tal propósito não seria histórico, mas objectivo, ou seja: o problema não importaria ao filósofo pelo facto de ter sido tratado por Platão e Hegel; antes Platão e Hegel lhe interessariam pelo facto de os terem tratado. Assim, na corrente do seu pensamento, as doutrinas destes assomariam apenas como ondas particulares, sem por si lhes romper a continuidade. E como essas teorias já não são mais que estádios do seu próprio processo intelectual, perdem a forma sistemática, cuja rígida eclosão tantas vezes impede o acesso à sua vida interior e que, na sua qualidade de envólucro transitório, foi também destruída pela evolução histórica do pensamento. Desta forma, o próprio movimento intelectual copia o mais exactamente possível os contornos do pensamento transmitido e pode verter-se nele, o que não seria possível sem esta transfusão e contacto íntimo. Limitar-me-ei a fazer a exposição que resulta da ficção aqui apresentada, sem pretender dar aos problemas uma solução própria, cuja inevitável unilateralidade estaria em contradição com a objectividade da tarefa que me proponho.

    ✒️ Sublinhados a tinta.

  • Práticas e Linguagens Gestuais de A. J. Greimas

    Práticas e Linguagens Gestuais

    A. J. Greimas

    7,50 

    Práticas e Linguagens Gestuais de A. J. Greimas [et al.]
    Vega. Lisboa, 1979, 211 págs. B.
    Colecção: Universidade | 17

    As sociedades logocêntricas, caracterizadas pelo rigor do pensamento aristotélico e cartesiano e pela eficácia técnica das aplicações positivas, estão em crise.

     

    As oposições tradicionais entre o signo e o símbolo, o racional e o objectivo, o lógico e o mítico, a ciência e a ideologia, que servem de fundamento ao projecto científico tradicional, tornam-se problemáticas e perdem até a pertinência quando procura-mos compreender a emergência do sentido nos modos de expressão não verbais. A gestualidade é o terreno privilegiado da linguagem não verbal, É precisamente do desbravamento deste terreno ainda virgem que os textos aqui publicados tratam de maneira exemplar.

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  • Prática: Para uma aclaração do seu sentido como categoria filosófica de José Barata Moura

    Prática: Para uma aclaração do seu sentido como categoria filosófica

    José Barata Moura

    6,00 

    Prática: Para uma aclaração do seu sentido como categoria filosófica de José Barata Moura.
    Edições Colibri. Lisboa, 1994, 110 págs. B.
    Colecção: Forum Lisboa | 4

    O presente volume reporta-se a lições que o autor preparou para um dos cursos que o Departamento de Filosofia da FLL organizou, ao abrigo do Programa Foco. O objectivo, para além de proporcionar instrumento complementar para o trabalho dos alunos, visa precisar alguns contornos pro-blemáticos dos horizontes de utilização da categoria filosófica de «Prática» e, se possível, clarificar o teor da sua intenção significativa.

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  • A Poesia do Pensamento de George Steiner

    Poesia do Pensamento, A

    George Steiner

    8,00 

    A Poesia do Pensamento: do Helenismo a Celan de George Steiner
    Relógio d’ Água Editores. Lisboa, 2012, 222 págs. B.

    Em A Poesia do Pensamento, George Steiner apresenta-nos uma profunda análise da relação entre a filosofia ocidental e a sua linguagem.
    De forma precisa e pormenorizada, Steiner analisa mais de dois milénios de cultura ocidental, entrelaçando filosofia e literatura. O resultado evidencia que em toda a filosofia existe literatura oculta.
    Steiner acredita que «o génio poético do pensamento abstracto se ilumina, se torna audível. O próprio raciocínio analítico tem o seu ritmo percussivo. Torna-se ode. Haverá melhor expressão dos andamentos finais da Fenomenologia de Hegel do que o non, rien de rien de Edith Piaf, uma dupla negação que Hegel teria apreciado? Este ensaio é uma tentativa de escutar melhor», um esforço do autor para integrar tudo o que até hoje escreveu sobre cultura.

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  • Origens da Filosofia Burguesa da História de Max Horkheimer

    Origens da Filosofia Burguesa da História

    Max Horkheimer

    6,00 

    Origens da Filosofia Burguesa da História de Max Horkheimer.
    Editorial Presença. Lisboa, 1984, 108 págs. B.
    Biblioteca de Textos Universitários | 67

    Quando, em 1931, o Instituto de Investigação Social passou a ser dirigido por Max Horkheimer, iniciou-se na Alemanha o movimento que ficou conhecido como Escola de Francoforte, do qual ele foi um dos fundadores.
    Os seus trabalhos de investigação estendem-se aos domínios da filosofia, da sociologia e da psicologia, sendo autor de diversos e brilhantes ensaios. Ensinou em várias universidades europeias e também nos Estados Unidos onde se estabeleceu em consequência do advento do nazismo no seu país natal.
    As Origens da Filosofia Burguesa da História é um texto contemporâneo da sua nomeação como director daquele Instituto e apresenta-se como uma espécie de laboratório onde se revela a teoria crítica em plena formação. Defendendo que a reflexão sobre a História se insere ela própria na trama das relações históricas, Horkheimer reporta-se aqui a Maquiavel, Hobbes, aos grandes utopistas do Renascimento, a Vico e Hegel.
    A filiação ao materialismo histórico não impede que a sua abordagem do objecto histórico vá no sentido de encontrar aquilo que nele é único e essencial, sem cair na vontade redutora da sociologia do conhecimento. Para ele a filosofia não poderia reduzir-se à ideologia. A sua busca é antes um «progresso na direcção da utopia», um percurso crítico no termo do qual se torna aparente que o caminho para a verdade faz parte da própria verdade.

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  • Montaigne ou a Vida Escrita de Eduardo Lourenço

    Montaigne ou a Vida Escrita

    Eduardo Lourenço

    6,00 

    Montaigne ou a Vida Escrita de Eduardo Lourenço
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2025, 132 págs. B.

    Montaigne foi para Eduardo Lourenço uma referência permanente. Se foi Sílvio Lima que abriu ao jovem estudante de Coimbra a avenida do método ensaístico, foi sem dúvida a leitura de Montaigne que lhe permitiu encontrar a sua própria originalidade, no descobrimento do Homem, como se tratasse da sua própria América, no caso inesperado de Colombo.

    O que fascina o escritor é essa originalidade que torna Montaigne pioneiro do pensamento moderno, desde a consideração de um horizonte de exigência utópica (não como ilusão, mas como responsabilidade) até à consideração da singularidade cartesiana, sem esquecer o idealismo platónico e o realismo aristotélico.

    Os textos de Eduardo Lourenço que constituem este volume procuram revelar como o género ensaístico pretende seguir a lição de Montaigne, no sentido de nos descobrirmos a nós mesmos, num mundo controverso e difícil.

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  • Meditações Cartesianas de E. Husserl

    Meditações Cartesianas

    E. Husserl

    6,00 

    Meditações Cartesianas: Introdução à Fenomenologia de E. Husserl
    Rés Editora Porto, s.d., 204 págs. B.

    “Fundador da fenomenologia, Husserl aspirou adoptar a filosofia de um genuíno rigor científico. Regressando ao postulado de descartes – ego cogito, eu penso – parte desta primeira certeza e absoluta para tentar reconstruir uma filosofia com o rigor da lógica pura. Assumindo radicalmente o ponto de vista do eu que conhece, Husserl esforça-se por descrever com exatidão o ato de percepção, distinguindo entre esse ato em si mesmo e o fenómeno com o qual se relaciona, uma vez que este último transcende necessariamente o sujeito. Para Husserl, só os factos da consciência têm existência comprovada.”

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