Introdução à Psicanálise de Freud de Michel Haar.
Edições 70. Lisboa, 1994, 86 págs. B. Biblioteca Básica de Filosofia | 15
A psicanálise, à imagem de qualquer ciência, é teoria, método e prática transformadora. A ilustrar essa pluralidade de aspectos, aqui se encontram perfiladas as suas principais categorias, tais como Freud as divulgou na sua Introdução à Psicanálise.
Introdução à Filosofia de Heidegger de Alain Boutot. Publicações Europa-América. Mem Martins, 1993, 135 págs. B.
Heidegger, um dos maiores filósofos do nosso século e também um dos mais actuais, inscreveu o seu nome na história da Filosofia pela invulgaridade e originalidade do seu pensamento. Através de um laborioso trabalho de diálogo com a tradição filosófica, Heidegger desenvolveu a sua filosofia conduzido por aquilo que considera ser a radicalidade do pensamento e do ser.
Num livro de invulgar clareza, resultado de um profundo conhecimento da obra de Heidegger e de uma rara capacidade de síntese, Alain Boutot faculta-nos o acesso a esta filosofia e aos textos que a enformam e cuja proverbial dificuldade de interpretação vai a par com a genialidade das análises que propõem.
Interior Linguagem e Mente em Wittgenstein de António Marques.
Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa, 2003, 187 págs. B. Textos Universitários de Ciências Sociais e Humanas
Este é um livro sobre as relações entre linguagem e mente num dos maiores (em nossa opinião o maior) filósofos do séc. XX, Ludwig Wittgenstein. O aprofundamento dessas relações permite uma compreensão do par interior/exterior que se situa para além das dicotomias tradicionais dicotomias entre filosofias funcionalistas e bebavioristas, por um lado, e filosofias clássicas da subjectividade, por outro lado. A ultrapassagem destas oposições é da maior importância para a filosofia dos nossos dias, já que o seu carácter reducionista continua a exercer boje grande influência e todas as contribuições para aliviar a filosofia desses bloqueios são bem vindas.
Fichas (Zettel) de Ludwig Wittgenstein.
Edições 70. Lisboa, 1989, 156 págs. B. Colecção: Biblioteca de Filosofia Contemporânea | 11
“Fichas (Zettel)” constitui, no conjunto da obra de Ludwig Wittgenstein, uma das mais felizes ilustrações do conceito “jogo de linguagem”, tão importante na atual filosofia do discurso humano.
Imaginários Sociais Modernos de Charles Taylor.
Edições Texto & Grafia. Lisboa, 2010, 189 págs. B.
Charles Taylor (professor emérito na McGill University) apresenta e desenvolve, neste livro, os traços centrais da modernidade e os processos que estiveram na sua origem. A economia, a esfera pública e o autogoverno são três características centrais que o autor aqui expõe e articula no quadro de uma concepção multidisciplinar e universalista, que permite uma visão abrangente dos processos originários dos imaginários sociais modernos.
Helenismo: História de uma Civilização de Arnold J. Toynbee.
Zahar Editores. Brasil, 1963, 232 págs. B.
Neste magistral trabalho, o conhecido historiador Arnold J. Toynbee focaliza o panorama do desenvolvimento do helenismo ou seja, da cultura greco-romana desde seus primórdios, em fins do segundo milênio a.C., até o declínio, no século VII de nossa era. Num esfôrço de síntese interpretativa, realiza uma análise objetiva dos aspectos fundamentais dêsse período de cêrca de 1.800 anos.
Heidegger e o seu Século: Tempo do Ser, Tempo de História de Jeffrey Andrew Barash. Instituto Piaget. Lisboa, 1997, 246 págs. B. Pensamento e Filosofia | 18
Os oito ensaios que formam este livro inauguram um novo método de discussão da filosofia heideggeriana. Abordagem que é fundada na comparação dos escritos e das aulas do filósofo com o contexto teórico, no qual elaborou o seu pensamento, a partir de uma investigação das fontes às quais foi buscar elementos ou com aquelas em relação às quais tomou um devido distanciamento.
O seu encadeamento traduz uma interrogação fundamental: qual foi a ressonância na obra de Heidegger da «crise» aberta na teologia liberal, os Geisteswissenschaften e a filosofia da história, da Guerra de 1914?
Partindo da leitura detalhada de textos, por vezes inéditos, como o curso de 1921 sobre Santo Agostinho, distanciando-se, igualmente, do fechamento nos limites do método heideggeriano, como da redução da sua filosofia a um simples posicionamento ideológico, Jeffrey Andrew Barash contribui de modo decisivo para clarificar as origens e as implicações da tentativa de identificar um «impensado» sob o ideal de «validade universal» no pensamento da história.
Interpretando o juízo de Heidegger sobre a II Guerra Mundial, agrupa, por fim, os elementos que permitem perceber, no coração da concepção heideggeriana de história do Ser, uma «falha» indefinidamente retomada, relativa à própria ideia de imparcialidade intelectual.
Um livro fundamental para quem se interessa por Heidegger, um dos filósofos mais conhecidos mas escassamente entendido.
Heidegger: Pensamento da Terra de Fernando Belo. Associação de Professores de Filosofia. Coimbra, 1992, 71 págs. B.
Heidegger, pensador da Terra, enquanto pensador do tempo como desdobramento dos entes, pensador do Ser como a Europa nunca o soube, nem os Gregos. Politicamente conservador, pensador do futuro, do que vem, nos abre ao habitar como mortais, como filhos da Terra, a grande doadora, nossa destinadora. Assim li Heidegger, o Geo-Logos o pensador da Terra.
Futuro da Natureza Humana: A Caminho de uma Eugenia Liberal? de Jurgen Habermas.
Edições Almedina. Coimbra, 2006, 143 págs. B.
O livro de Habermas é um excelente contributo para a discussão gerada pelas possibilidades de selecção e modificação genéticas.
(…) Possa esta obra contribuir para o debate necessário em tempo de decisões.
A sua oportunidade vai muito para lá da conjuntura legislativa.
No fundo, a tentativa de Habermas de sublinhar a autonomia filial contra a instrumentalização “parental” pode expressar-se com a profundidade do olhar do poeta. Na verdade, Khalil Gibran disse-o notavelmente em O Profeta:
“Os Vossos filhos não são vossos filhos./ (…) Apesar de estarem convosco, não vos pertencem/ (…) Podeis esforçar-vos por ser como eles: mas não tenteis fazê-los como vós. Porque a vida não vai para trás, nem se detém com o ontem”. João Carlos Loureiro
I. O que significa moralização da natureza humana?
II. Dignidade humana versus dignidade da vida humana.
III. A inscrição da moral na ética da espécie
IV. O natural e o artificial
V. Interdição de instrumentalização, natalidade e poder de ser ¿eu próprio¿
VI. Limites morais da energia
VII. Precursores de uma auto-instrumentalização da espécie?
Falsafa: Breve Introdução à Filosofia Arábico-Islâmica de Mário Santiago de Carvalho.
Ariadne Editora. Coimbra, 2006, 162 págs. B. Colecção: Sophia | 4
Esta breve introdução à filosofia (falsafa) arábico-islâmica foi concebida sob o signo de um urgente diálogo e na convicção de que a filosofia ainda é um programa actual e antidoto a toda e qualquer situação conflitual dominada pelas forças subjectivas da violência e do terror. Uma razão que não radique na tradição é vaga, tal como será cego todo o projecto que, assentando as suas bases na tradição, pretenda expulsar a força crítica da racionalidade. Pelos filósofos cujo pensamento se convoca nestas páginas perpassa viva ainda uma palavra de libertação do Islão de hoje. É a própria história da filosofia que no-lo ensina: se a latinidade europeia aprendeu com o Islão a apreço pela racionalidade que autonomiza o ser humano e o liberta de pesados atavismos, resta ainda torná-lo naquilo que ele sempre deveria ter sido, pura e simplesmente mais humano.
Ensaios: da Filosofia para a História de Alberto Ferreira. Textos Vértice. Coimbra, 1962, 251 págs. B.
A minha geração, como tudo quanto é da mesma idade mas não de idêntica formação, divide-se em várias tendências e orientações filosóficas. Porém, aqui, variedade não é simples divisão morfológica. Aqui o vário confronta-se e diverge. Entra em conflito e agrupa-se pela razão simples e clara de que o que é vário no homem visa a unidade. Toda a dificuldade consiste em cada um encontrar um pólo unitário em que se firme. Não é concebendo o tempo como simples série de gerações em conflito que se explica e compreende a falta de homogeneidade de ideias, sentimentos e acções duma sociedade num momento dado da sua vida histórica.
Elementos para a Leitura dos Textos Filosóficos de Frédéric Cossuta.
Martins Fontes. Brasil, 2001, 254 págs. B.
O objectivo desta obra é guiar o estudante na abordagem de textos filosóficos, provocando uma reflexão metodológica que permite a cada um familiarizar-se com as técnicas da escrita filosófica, sem dispensar nem substituir o trabalho de análise. Para ilustrar o método de abordagem, ao final de cada capítulo são propostos exercícios, temas de pesquisa e de dissertação.
Discurso Filosófico da Modernidade de Jurgen Habermas.
Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1990, 350 págs. B. Nova Enciclopédia | 1
Tem-se escrito muito, em anos recentes, a respeito do aparente fim da «modernidade» e da exaustão de um certo número de ideias provenientes do iluminismo europeu. Habermas reconduz as críticas contemporâneas da modernidade às suas origens filosóficas, mostrando como o trabalho de diversos pensadores foi em certa medida uma resposta às ideias de razão e de auto-compreensão reflexiva.
Contra a Interpretação e Outros Ensaios de Susan Sontag.
Gótica. Lisboa, 2004, 367 págs. B.
«Contra a interpretação» é um dos mais célebres ensaios de Susan Sontag e o que dá título à sua primeira coletânea de ensaios e recensões, publicada em 1966. Sobre estes escritos, Sontag observou que escrevia «com fervorosa parcialidade, acerca de problemas que […] suscitavam certas obras de arte, maioritariamente contemporâneas, de géneros diferentes: queria revelar e clarificar os pressupostos teóricos subjacentes a determinados juízos de valor e gostos». Entre eles, encontram-se «A morte da tragédia», «Notas sobre o camp», «Marat/Sade/Artaud» e «Sobre o estilo» (publicados na Partisan Review); «Os Cadernos de Camus» e «Ionesco» (New York Review of Books); «O artista como sofredor exemplar» (The Second Coming); «Uma cultura e a nova sensibilidade» (Mademoiselle); e «A imaginação da catástrofe» (Commen-tary), para nomear apenas alguns.
Consolação da Filosofia de Boécio.
Martins Fontes. Brasil, 1998, 156 págs. B.
A consolação da filosofia foi escrita na prisão por um condenado à morte. A admiração que essa obra latina do século VI suscitou ininterruptamente desde então não deve nada, ou deve muito pouco, às circunstâncias ‘trágicas’ de sua composição. Trata-se de uma obra-prima da literatura e do pensamento europeu.
Conhecer os Filósofos: de Kant a Comte de Mário Ferro.
Editorial Presença. Lisboa, 1993, 303 págs. B. Textos de Apoio | 35
Este livro é um auxiliar precioso para quem pretende compreender o caminho percorrido pela filosofia ocidental nos últimos dois séculos. Os autores expõem em capítulos separados as linhas mestras da obra de filósofos tão importantes como Kant, Hegel, Kierkegaard, Feuerbach, Marx, Nietzsche, Dilthey e Comte. No início dos capítulos um quadro biobibliográfico sintetiza a vida e obra de cada filósofo e os períodos mais marcantes do seu trabalho. O estudante vê assim clarificadas noções filosóficas fundamentais, optimizando deste modo o seu rendimento escolar.
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