Emigrantes de Ferreira de Castro Livraria Editora Guimarães. Lisboa, 1940, 325 págs. E.
Uma obra prima do realismo social, Ferreira de Castro narra a desventura de um emigrante português, analfabeto de Oliveira de Azeméis, que se endivida para partir para o Brasil. As promessas brasileiras nunca se concretizam, é explorado e chega a envolver-se vagamente em movimentos políticos.
✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados. ❗Encadernação amadora.
Domingo à Tarde de Fernando Namora Livraria Bertrand. Amadora, 1978, 255 págs. B.
Jorge é um médico irascível, cínico e desagradável até surgir Clarisse, uma leucémica. A partir daí, tudo se modifica. Uma história exemplar de amor e de morte, que nos mostra como somos forçados a reprimir impulsos vorazes. Um grande escritor e um grande romance.
Despedida (1895-1899) de António Nobre.
Lello & Irmão Editores. Porto, 1985, 218 págs. B. Colecção: Biblioteca Iniciação Literária | 71
𓂃🖊Prefácio: José Ferreira de Sampaio (Bruno)
Destas linhas que acima ficam se depreende que jamais lograram os versos que saem agora a lume o ser corrigidos por seu autor. Se imperfeições aqui ou ali acaso os maculem, acate-se o legítimo escrúpulo que não se atreveu a sujeitar o texto a alheia revisão minuciosa. Ele foi recebido como uma herança de coração; com inquieto sobressalto, julgou-se sacrílego que ela não fosse assaz respeitada
As Chaves do Reino de A. J. Cronin. Livraria José Olympio Editora. Brasil, 1953, 368 págs. B.
Entre a obediência e a compaixão, um homem escolhe o caminho mais solitário — e mais verdadeiro.
Francis Chisholm nunca foi um padre comum. Desde cedo, recusou-se a aceitar as regras sem alma e os dogmas sem misericórdia. Quando é enviado para uma missão na China, em pleno caos político e social, leva consigo pouco mais do que a fé — e a firme convicção de que o amor vale mais do que a autoridade.
Numa terra estranha, entre doenças, pobreza e resistência cultural, Chisholm constrói, passo a passo, uma nova ideia de Igreja — feita de entrega, escuta e humildade. Mas o preço da coerência é alto, e os inimigos nem sempre estão longe.
Uma narrativa poderosa sobre fé vivida com humanidade, sobre o valor do sacrifício e a força silenciosa da bondade. Um romance intemporal que continua a tocar leitores geração após geração
Aventuras de Dulcineia e Cecília de Gorjão Duarte.
Editorial Caminho. Lisboa, 1987, 46 págs. B. Colecção: De Par em Par | 3
Dulcineia é uma esbelta e ágil aranha. Cecília é uma irrequieta e imaginativa formiga. Numa certa ocasião conhecem-se e tornam-se amigas.
Parece-vos estranho? Mas é verdade! Dulcineia e Cecília são mesmo, mesmo amigas. Na história verão porquê… Um dia resolvem viajar, conhecer outros mundos. Amizade, solidariedade, são valores que elas transportam consigo ao longo da longa viagem. E essa amizade e essa solidariedade são tão grandes que elas conseguem este «milagre» da natureza: comunicar com o mundo das mulheres e dos homens, de carne e osso…
Alguns Eventos de Júlio Pomar Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1992, 71 págs. B.
Júlio Pomar (Lisboa, 10 de janeiro de 1926 — Lisboa, 22 de maio de 2018). Frequentou a Escola de Arte Aplicada António Arroio e a Escola de Belas-Artes do Porto. Lá, integrou um movimento que se autointitulava «Os Convencidos da Morte» e organizou a primeira Exposição da Primavera, no Ateneu Comercial, com a participação de artistas antifascistas. Em 1950, realizou em Lisboa uma exposição individual na Sociedade Nacional de Belas Artes, onde apresentou obras marcantes da pintura portuguesa. Até 1975, o seu trabalho incide principalmente no retrato, com recurso ao desenho e à pintura. Substituiu o óleo pelo acrílico. Tem uma Fundação com o seu nome.
Aldeia Nova de Manuel da Fonseca Editorial Caminho. Lisboa, 2001, 180 págs. B.
Publicado em 1942, é com Aldeia Nova, obra que Manuel da Fonseca revela o seu grande talento para o conto. Os contos foram escritos a partir do fim dos anos vinte e até ao fim da década de trinta.
Venâncio e Outros Histórias de Joaquim Paço d’ Arcos.
Editorial Verbo. Lisboa, 1971, 183 págs. B.
Romancista e poeta de talento, Joaquim Paço d’Arcos, possuidor de uma grande experiência de viajante, aliada a uma notável bagagem de convívio humano, imprime à sua obra de novelista um tom cosmopolita, servido por um estilo claro, luminoso e sóbrio.
O Senhor do Paço de Ninães de Camilo Castelo Branco. Parceria A. M. Pereira. Lisboa, 1966, 262 págs. B. Colecção: Obras de Camilo Castelo Branco | 7
Esta novela foi pela primeira vez publicada em 1867, primeiro sob a forma de folhetins no jornal O Commercio do Porto e, mais tarde, em livro, por uma editora portuense. Para o seu enredo, Camilo baseou-se num documento histórico, o rol dos fidalgos cativos em Alcácer Quibir e numa laje funerária, existente na Igreja paroquial de Landim, no Minho. A paixão de Camilo pela História e pelo facto concreto revela-se no texto: na eleição da época da acção, na selecção dos episódios evocados e na interpretação que suscitam, na presença, mais ou menos directa, de determinados passos das fontes escolhidas e na natureza dos comentários críticos a propósito deles tecidos, afinal, da imagem de Portugal entretecida na obra.
Poesia Portuguesa do Século XII a 1915 de Cabral de Nascimento Editorial Verbo. Lisboa, 1972, 246 págs. B. Biblioteca Básica Verbo | 79
Dos trovadores dos séculos XII a XIV até aos poetas dos primeiros anos deste século, são cento e oito os autores incluidos na presente antologia. A Cabral do Nascimento, crítico e poeta, se deve esta recolha, onde figuram os nomes principais da poesia portuguesa anterior a 1915, o ano do Orpheu.
O Nosso Reino de Valter Hugo Mãe. Temas e Debates. Lisboa, 2004, 156 págs. B.
Delicadíssima história de uma criança em torno da ansiedade por uma resposta de Deus. Retrato de um Portugal recôndito ao tempo da Revolução dos Cravos que nos conta como em lugares pequenos as ideias maiores são relativamente intemporais e o que acontece ignora largamente o tempo exacto do mundo.
O belo livro de estreia de valter hugo mãe é uma fulgurante prova de imaginação e beleza. Entre a profunda ternura e a difícil aprendizagem da vida, cada dia é um esforço para que se prove a existência do milagre de se ser alguém.
📕 1ª Edição. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Nome de Guerra de José de Almada Negreiros. Editorial Verbo. Lisboa, 1972, 152 págs. B. Biblioteca Básica Verbo | 62
Almada Negreiros, um dos fundadores da famosa revista Orpheu, juntamente com Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro, é figura de grande relevo nas artes e nas letras portuguesas. O romance Nome de Guerra, relato ingénuo e filosófico da descoberta de Lisboa por um provinciano, é por certo dos momentos mais altos da sua produção de escritor.
Marketing (1959-1969) de Fernando Namora.
Publicações Europa-América. Mem Martins, 1969, 185 págs. B.
Marketing é a segunda incursão de Fernando Namora no campo da poesia — a primeira tinha sido feita com As Frias madrugadas — e marca um momento decisivo na trajectória artística do grande escritor. A tal ponto é nova e inovadora a sua dimensão, que bem podemos dizer que estamos perante um novo Fernando Namora, encarando de frente a confusa problemática do mundo moderno, com todo o seu ritual de dramático, ridículo, de alienações e de vedetismo. Marketing é, portanto, um livro sibilino e sarcástico que tem nos seus poemas, de funda intenção satírica, mais uma faceta de Fernando Namora.
📕 1ª Edição. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Os Lusíadas e Outras Obras Seleccionadas de Luís Vaz de Camões.
Correio da Manhã. Lisboa, 2007, 491 págs. E. Il.
A figura de Luís Vaz de Camões alcançou há já muito tempo o estatuto de herói nacional e, como costuma ocorrer nestes casos, a realidade histórica do homem acabou por ser corroída pelo seu próprio mito. O certo é que, apesar do muito que se escreveu sobre a vida de Camões, não há muita informação nem grandes certezas sobre os grandes acontecimentos que a marcaram. Os dados de que dispomos foram na sua maioria reconstruídos pelos seus sucessivos biógrafos a partir, sobretudo, de referências extraídas da própria obra do poeta, especialmente das suas cartas
Jerusalém de Gonçalo M. Tavares Relógio d’ Água Editores. Lisboa, 2021, 247 págs. B.
Uma mulher, um assassino, um médico, um menino, uma prostituta e um louco.
E uma noite.
«O livro Jerusalém, de Gonçalo M. Tavares, é uma óptima obra para abrir um século. E se nada mais aparecer durante o século XXI, ele já preenche os cem anos. É sublime.» [Hélia Correia]
Os Jardins de Eva de Yvette K. Centeno.
Edições ASA. Porto, 1998, 247 págs. E.
Novelas experimentais, onde transcende o interesse da autora pela filosofia hermética, elas marcam um ciclo posterior a Três Histórias de Amor (título já publicado nesta mesma colecção) e comprovam o lugar único de Y. K. Centeno no panorama da ficção portuguesa contemporânea.
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