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  • Em Teu Ventre de José Luís Peixoto

    Em Teu Ventre

    José Luís Peixoto

    7,50 

    Em Teu Ventre de José Luís Peixoto.
    Quetzal Editores. Lisboa, 2015, 163 págs. B.

    «Mãe, atravessas a vida e a morte como a verdade atravessa o tempo, como os nomes atravessam aquilo que nomeiam.» Numa perspetiva inteiramente nova, Em Teu Ventre apresenta o retrato de um dos episódios mais marcantes do século XX português: as aparições de Nossa Senhora a três crianças, entre maio e outubro de 1917. Através de uma narrativa que cruza a rigorosa dimensão histórica com a riqueza de personagens surpreendentes, esta é também uma reflexão acerca de Portugal e de alguns dos seus traços mais subtis e profundos. A partir das mães presentes nesta história, a questão da maternidade é apresentada em múltiplas dimensões, nomeadamente na constatação da importância única que estas ocupam na vida dos filhos. O sereno prodígio destas páginas, atravessado por inúmeros instantes de assombro e de milagre, confere a Em Teu Ventre um lugar que permanecerá na memória dos leitores por muito tempo.

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  • A Curva da Estrada de Ferreira de Castro

    Curva da Estrada, A

    Ferreira de Castro

    6,00 

    A Curva da Estrada de Ferreira de Castro.
    Guimarães Editores. Lisboa, 1951, 320 págs. B.

    «… o directório é constituído por arrivistas ambiciosos, que não querem outra coisa senão trepar à custa dos velhos militantes. Não cessam de prometer às massas aquilo que eles sabem muito bem que não lhes podem dar e não hesitam em caluniar aqueles que lhes podem fazer sombra… Para eles, só eles próprios são socialistas verdadeiros; os outros são todos uns reaccionários….» Ferreira de Castro (1898-1974) é um dos mais significativos romancistas portugueses, traduzido e lido em todo o mundo e também dos mais apreciados em toda a vasta comunidade onde se fala a língua portuguesa.
    Alguns dos seus romances retratam um Brasil apaixonante, misterioso e revelador, outros penetram no húmus português e outros ainda ocupam-se dos problemas trágicos de um mundo dilacerado que procura descobrir a sua verdade.
    O que descobrimos, porém, em qualquer dos romances de Ferreira de Castro é a mesma profunda paixão pelo destino do homem, o seu apego a uma verdade fundamental que se alicerça na conquista de um ideal de liberdade humana.
    Não é possível pensar no romance português deste século sem, de imediato nos referirmos a Ferreira de Castro como precursor do neo-realismo, ao seu nome e à sua obra, de tal modo nos surgem como essenciais para a pesquisa do quotidiano.

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  • Contos Bárbaros de João de Araújo Correia

    Contos Bárbaros

    João de Araújo Correia

    3,00 

    Contos Bárbaros de João de Araújo Correia.
    Editorial Verbo. Lisboa, 1972, 140 págs. B
    Biblioteca Básica Verbo | 58

    Data de 1939 a primeira edição de Contos Bárbaros. Os momentos de crueza e de lirismo que povoam estas páginas que têm por cenário a região de Entre Douro e Minho, o tom de humanidade que nelas repassa e o casticismo de uma linguagem sóbria e incisiva fazem de João de Araújo Correia um notável prosador das nossas letras.

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  • Avieiros de Alves Redol

    Avieiros

    Alves Redol

    5,00 

    Avieiros de Alves Redol.
    Publicações Europa-América. Mem Martins, s.d., 289 págs. B.
    Livros de Bolso Europa-América | 214

    Avieiros é um romance lírico, de um lirismo doloroso e concreto. Documento e sonho vazados na matriz irregular de uma consciência, há nele um gosto fundo, autêntico e viril, de semear na companhia do povo um país para homens livres. Mas um lirismo rigoroso, digamos, sem romantismos fáceis, um pouco como os versos líricos que também moram nas tábuas de logaritmos ou nos foguetões interplanetários.
    Se confessar que este romance me aterrorizou, depois de me deslumbrar, digo a verdade inteira.

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  • Viagem à Índia de Gonçalo M. Tavares

    Viagem à Índia

    Gonçalo M. Tavares

    10,00 

    Viagem à Índia de Gonçalo M. Tavares.
    Relógio d’ Água. Lisboa, 2020, 512 págs. B.

    «É um livro cheio de fantasmas, fantasmas d’Os Lusíadas, fantasmas do homem contemporâneo, uma viagem, uma anti-epopeia, e é um livro extraordinário. Estou convencido de que dentro de cem anos ainda haverá teses de doutoramento sobre passagens e fragmentos.»
    [Vasco Graça Moura]

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  • Rua Descalça de José Mauro de Vasconcelos

    Rua Descalça

    José Mauro de Vasconcelos

    5,00 

    Rua Descalça de José Mauro de Vasconcelos.
    Edições Melhoramentos. Brasil, 1989, 191 págs. B.

    Com o suicídio do pai, Roberto e Ricardo perdem todos os bens e vão morar com a mãe num subúrbio do Rio de Janeiro. Ao conhecerem a luta dos humildes pela sobrevivência, os irmãos sofrem profunda transformação interior e se dedicam a ajudar os semelhantes, os moradores da Rua Descalça.

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  • Como Poeira ao Vento de Leonardo Padura

    Poeira ao Vento, Como

    Leonardo Padura

    10,00 

    Como Poeira ao Vento de Leonardo Padura.
    Porto Editora. Porto, 2022, 630 págs. B.

    O dia começa mal para Adela, jovem nova-iorquina de ascendência cubana, ao receber um telefonema da mãe. Há mais de um ano que as duas estão zangadas, porque não só Adela se mudou para Miami, como vive com Marcos, um jovem havanês recém-chegado aos Estados Unidos, por quem se perdeu de amores e que a mãe rejeita pelas suas origens. Como se isso não bastasse, nesse dia Marcos mostra a Adela uma fotografia sua em criança com o grupo de amigos dos pais, autodenominado o Clã. E quando, entre aqueles rostos, Adela reconhece um que lhe é particularmente familiar, o seu mundo ameaça ruir.

    Como poeira ao vento é a história de um grupo de amigos que sobreviveu a um destino de exílio e dispersão em Barcelona, no extremo Noroeste dos Estados Unidos, em Madrid, em Porto Rico, em Buenos Aires… Que lhes fez a vida, a eles que se amavam tanto? Que aconteceu com os que partiram e com os que decidiram ficar? Como é que o tempo passou por eles? Tornarão a uni-los o magnetismo do sentimento de pertença e a força dos afetos? Ou serão as suas vidas como poeira ao vento?

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  • Padeira de Aljubarrota de Maria João Lopo de Carvalho

    Padeira de Aljubarrota

    Maria João Lopo de Carvalho

    8,00 

    Padeira de Aljubarrota de Maria João Lopo de Carvalho.
    Oficina do Livro. Lisboa, 2015, 566 págs. B.

    Muitas histórias correram sobre a humilde mulher que, em 1385, numa aldeia perto de Alcobaça, pôs a sua extrema força e valentia ao serviço da causa nacional, ajudando assim a assegurar a independência do reino, então seriamente ameaçada por Castela. É nos seus lendários feitos e peripécias, contados e acrescentados ao longo dos tempos, que se baseia este romance, onde as intrigas da corte e os tímidos passos da rainha-infanta D. Beatriz de Portugal se cruzam com os caminhos da prodigiosa padeira de Aljubarrota, Brites de Almeida, símbolo máximo da resiliência e bravura de todo um povo.

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  • Meu Pipi: diário, O

    Meu Pipi: diário, O

    Carlos Quevedo

    6,00 

    O Meu Pipi: diário de Carlos Quevedo [Pref.]
    Oficina do Livro. Lisboa, 2005, 198 págs. B.

    Não aconselhável a menores de 18 anos.
    “O Meu Pipi” é um diário de um jovem português, que, pela descrição pormenorizada e criativa das suas proezas sexuais, provoca a inveja nos homens e a curiosidade nas mulheres. N’ “O Meu Pipi” encontramos sátiras ao estilo de autores portugueses como António Lobo Antunes e José Saramago, teorias absurdas sobre a homossexualidade dos animais, a heterossexualidade e a joanetofilia, tudo sempre explicado e desenvolvido num português sem mancha, merecedor da atenção de um Rodrigo de Sá Nogueira. Muitos falaram já sobre O Meu Pipi, como José Pacheco Pereira, no jornal Público: “Nenhuma história da obscenidade nacional (uma velha tradição portuguesa, de Bocage a Vilhena) pode prescindir d’O Meu Pipi.” Ou Miguel Esteves Cardoso no seu site Pastilhas; “O Meu Pipi: O melhor blog! O melhor português! O melhor blog português!” Este livro é prefaciado pelo jornalista e cronista Carlos Quevedo.

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  • Mas Há Sinais

    Mas Há Sinais…

    Henrique Manuel S. Pereira

    6,00 

    Mas Há Sinais… Rádio Renascença – Momentos de Reflexão de Henrique Manuel S. Pereira.
    Paulinas Editora. Lisboa, 2002, 237 págs. B.

    Recolha de alguns dos textos que Henrique Manuel escreveu e leu aos microfones da Rádio Renascença, nas manhãs das quartas-feiras e sábados, no espaço Reflexão/Oração. «Há livros de…, livros que… e livros para… Este é um «livro para», para ter à cabeceira, para nos acompanhar em qualquer viagem, para dar a uma pessoa amiga, para abrir quando apetece, como um rebuçado, ou para tomar como um café, a qualquer hora do dia: para acordar! Mas este livro é mais do que isso. Este livro sibila: é preciso acordar para a vida verdadeira. São textos curtos, directos que podem ser tomados, um ou dois por dia, não como receita médica, mas como paragem para retemperar forças e agarrar a vida por dentro. São histórias, exemplos pensados, critérios, experiências desvendadas por um homem, um crente na vida, no Senhor dela, bem como no valor da vida dos outros.» Vasco Pinto de Magalhães «Estes textos têm um elo que os une: a história bem contada, o sentido que caracteriza a comunicação com a realidade prática. É bom que a alma os receba com gratidão, como recebe o primeiro raio de sol ou o sopro do vento na vidraça.» Agustina Bessa-Luís

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  • Lusíadas de Luís de Camões Contados às Crianças e Lembrados ao Povo, Os

    Lusíadas de Luís de Camões Contados às Crianças e Lembrados ao Povo, Os

    João de Barros

    5,00 

    Os Lusíadas de Luís de Camões Contados às Crianças e Lembrados ao Povo de João de Barros.
    Livraria Sá da Costa Editora. Lisboa, 2003, 213 págs. B.

    Era uma vez um povo de marinheiros e de heróis, o povo português, o nosso povo, que já lá vão muitos anos — mais de quatrocentos — quis descobrir o caminho marítimo para a Índia. A Índia aparecia então, aos olhos de todos os Europeus, como terra de esplendor e de riqueza, que todos os homens desejavam, mas onde era difícil, quase impossível chegar. Quatro pequenos navios — tão pequenos sobre o imenso, ignorado Oceano! — Quatro naus comandadas pelo grande capitão Vasco da Gama lançaram-se através do Atlântico, só conhecido até ao Cabo da Boa Esperança, dobraram esse Cabo e puseram-se de vela para a região que demandavam.

    O vento era brando, o mar sereno. Até então a viagem correra sossegada. Mas os perigos seriam constantes, a travessia arriscada, a viagem longa. E ninguém sabia ao certo o rumo a seguir, pois nunca outra gente se atrevera sequer a tentar tão comprida e custosa navegação.

    Só a coragem e a audácia dos Portugueses seria capaz da proeza heróica! Assim inicia João de Barros a sua adaptação em prosa de Os Lusíadas, o poema épico português. Nesta obra, o autor condensa e simplifica a leitura dessa joia da literatura nacional, tornando-a acessível a um público mais jovem, mas interessado em conhecer a sua História e as suas Origens.

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  • Fada Oriana, A

    Fada Oriana, A

    Sophia de Mello Breyner Andresen

    5,00 

    A Fada Oriana de Sophia de Mello Breyner Andresen.
    Figueirinhas. Lisboa, 2011, 82 págs. B. Il.
    👨🏻‍🎨 Ilustrações de Natividade Corrêa

    Dizia Sophia que as fadas são seres da natureza. Queria com isto lembrar que elas nascem da nossa capacidade de atribuir vida, vontade e intenções ao mundo da natureza.
    Em A Fada Oriana, encontramos o dom da proteção sobre os seres mais frágeis que vivem numa floresta, encontramos as tão humanas oscilações entre a solidariedade, o sentido da responsabilidade, o egoísmo e a vaidade. Encontramos, como é próprio de muitos contos tradicionais e para a infância, as peripécias de uma luta entre o bem e o mal.

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  • Diálogo em Setembro de Fernando Namora

    Diálogo em Setembro

    Fernando Namora

    6,00 

    Diálogo em Setembro de Fernando Namora
    Publicações Europa-América. Lisboa, 1969, 546 págs. B.

    «Ocorrem-nos estas […] considerações após a leitura do muito excelente e surpreendente livro que é Diálogo em Setembro. A brilhante crónica que ele é pode considerar-se como um espécie de visita póstuma a esse palácio de Grande Cultura […] por que tantos anos, em vão, todos ansiámos. »O que surpreende em Diálogo em Setembro é a extensão e perfeito domínio de uma técnica, mas tudo isto é afinal bem exterior à «aventura» que na obra tem lugar e, sobretudo, àquela que a obra mesma representa. »[…] Uma psicanálise de Portugal e do comportamento português, que confere a esta obra raro e inegável interesse. […] Fernando Namora oferece-nos um espelho incomum para nos vermos. Debrucemo-nos nele.» Eduardo Lourenço

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  • Um Dia Atrás do Outro de Laurinda Alves

    Dia Atrás do Outro, Um

    Laurinda Alves

    5,00 

    Um Dia Atrás do Outro de Laurinda Alves.
    Oficina do Livro. Lisboa, 2001, 182 págs. B.
    𓂃🖊 Prefácio de Mia Couto.

    “Um mundo em que existe a lua e ela importa tanto quanto as utilitárias categorias do lucro. Laurinda Alves convoca as pedras escuras e gastas das praças antigas para a celebração dessa eternidade. Escrita religiosa esta que reinventa o sentimento do sagrado, a humanização do humano”.
    Mia Couto

    📝 Assinatura de posse.

  • Camões: Aventuras do Trincafortes de Adolfo Simões Muller

    Camões: Aventuras do Trincafortes

    Adolfo Simões Muller

    5,00 

    Camões: Aventuras do Trincafortes de Adolfo Simões Muller.
    Círculo de Leitores. Lisboa, 1980, 59 págs. E. Il.

    A escolha de uma figura nacional com estas pro- porções e dentro da intenção da série, que não deseja incluir guerreiros nem conquistadores – só poderia recair em meia dúzia de nomes. Aquele «só» está ali a mais, porque dar ao mundo seis homens notáveis não é honra de que todas as nações se possam orgulhar.

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  • Poeta de Pondichéry

    Poeta de Pondichéry

    Adilia Lopes

    40,00 

    Poeta de Pondichéry de Adilia Lopes.
    Frenesi. Lisboa, 1986, 24 págs.. B.

    Trata-se da obra que – muito justamente – catapultou Adília Lopes (1960-2024) para o estrelato das letras nacionais. Foi o seu primeiro livro na casa editora frenesi, e mereceu desde logo a atenção de Carlo Vittorio Cattaneo, que o fez publicar em Itália (1988), mas também de Henri Deluy que, em 1993, o dá a conhecer a Paris, e de August Willemsen que, em 1997, está na base do seu aparecimento em Roterdão.

    📕 1ª Edição.
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