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  • Venenos de Deus Remédios do Diabo de Mia Couto

    Venenos de Deus Remédios do Diabo

    Mia Couto

    6,00 

    Venenos de Deus Remédios do Diabo de Mia Couto.
    Editorial Caminho. Lisboa, 2013, 196 págs. B.

    O jovem médico português Sidónio Rosa, perdido de amores pela mulata moçambicana Deolinda, que conheceu em Lisboa num congresso médico, deslocou-se como cooperante para Moçambique em busca da sua amada. Em Vila Cacimba, onde encontra os pais dela, espera pacientemente que ela regresse do estágio que está a frequentar algures. Mas regressará ela algum dia? Entretanto vão-se revelando, por entre a névoa que a cobre, os segredos e mistérios, as histórias não contadas de Vila Cacimba — a família dos Sozinhos, Munda e Bartolomeu, o velho marinheiro, o administrador, Suacelência e sua Esposinha, a misteriosa mensageira do vestido cinzento espalhando as flores do esquecimento.

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  • Vendedor de Pássaros, O

    Vendedor de Pássaros, O

    José Eduardo Agualusa

    6,00 

    O Vendedor de Pássaros de José Eduardo Agualusa
    Booket. Lisboa, 2007, 213 págs. B.

    Félix Ventura escolheu um estranho ofício: vende passados falsos. Os seus clientes – prósperos empresários, políticos, generais, enfim, a emergente burguesia angolana – têm o futuro assegurado. Falta-lhes, porém, um bom passado. Félix fabrica-lhes uma genealogia de luxo e memórias felizes, e consegue-lhes os retratos dos ancestrais ilustres.

    A vida corre-lhe bem. Uma noite entra-lhe em casa, em Luanda, um misterioso estrangeiro à procura de uma identidade angolana. Então, numa vertigem, o passado irrompe pelo presente e o impossível começa a acontecer. Sátira feroz, mas divertida e bem-humorada, à atual sociedade angolana, O Vendedor de Passados é também (ou principalmente) uma reflexão sobre a construção da memória e os seus equívocos.

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  • Vale Abrãao de Agustina Bessa-Luís

    Vale Abrãao

    Agustina Bessa-Luís

    5,00 

    Vale Abrãao de Agustina Bessa-Luís.
    Planeta DeAgostini. Lisboa, 2000, 304 págs. E.

    «As suas personagens não eram bonecos vestidos de ideias que em lugar de pensarem os sentimentos eram pensadas por eles, usava nexos afectivos, não racionais, as suas obras não obedeciam a uma ordenação lógico­discursiva, obedeciam a uma tumultuosa ordenação do caos, a inteligência não era apanágio do autor, era uma característica da escrita, no sentido em que as palavras solucionavam a tessitura de acordo com uma implacável lógica interna, não nos conduzia a parte nenhuma, mergulhava-nos em nós mesmos dando-nos a conhecer o nosso caos interior, descodificando-o e mostrando-nos a sua complexa simplicidade
    (parece um paradoxo mas não é)
    e construiu uma obra única de catalogação do mundo, uma aprendizagem das luzes e das trevas da qual saímos como quem desperta de um sonho, devorados pela prosa, reduzidos às cinzas de um fogo que nos devolve inteiros a nós mesmos. Aprende-se com ela como as trevas são claras e como tudo é excepcional.»

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  • Última Paragem Massamá de Pedro Vieira

    Última Paragem Massamá

    Pedro Vieira

    7,00 

    Última Paragem Massamá de Pedro Vieira.
    Quetzal Editores. Lisboa, 2011, 207 págs. B.

    Esta é a história de um homem e de uma mulher, Lucas e Vanessa. Do seu amor trágico, como são todos, e de uma Cidade com vista para muitas vidas. Também é a história de uma doença e de uma saída de cena, de uma frustração que não se cura. Ontem, na Floresta de Teutoburgo, onde fracassaram as legiões de Públio Quintílio Varo, hoje, em Massamá, onde acaba de ruir uma hipótese de redenção. Nos dois casos, o mesmo desenlace, com mais ou menos Império em pano de fundo. No lugar do traidor Armínio, motivado pela ambição, apresenta-se João, portador de um evangelho com saída para lugar nenhum. A estação de comboio, o trabalho, o vaivém daqueles que vivem de par em par com aquilo que lhes está destinado. O acaso. Crónica de uma, duas mortes anunciadas, a segunda por decisão natural de Vanessa, mulher investida de toda a autoridade. Faltam dois minutos e picos, 127 segundos, pouca-terra, pouca-terra, é só o que ela pede. Ou pelo menos que lhe seja leve.

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  • Três Histórias de Amor de Yvette K. Centeno

    Três Histórias de Amor

    Yvette K. Centeno

    7,50 

    Três Histórias de Amor de Yvette K. Centeno.
    Edições ASA. Porto, 1993, 254 págs. E.

    Quando, em 1962, Y. K. Centeno se estreou na ficção nacional com Quem, se eu gritar imediatamente se tornou notória a emergência na nossa literatura de uma voz inovadora e pessoal, marcadamente jovem e feminina, que buscava no sentimento amoroso o Leit-motiv de uma incessante questionação existencial. Não só quem nos odeia (1966) e As Palavras, Que Pena (1972) vieram concluir um tríptico sobre o amor e sobre a sua (im)possibilidade que ainda hoje permanece como uma referência incontornável da literatura portuguesa contemporânea.
    São esses três romances curtos que, sob o título de Três Histórias de Amor e reelaborados pela Autora, se propõem agora a uma nova geração de leitores, que seguramente encontrarão neste eco dos anos 60 muitas das suas vivências e interrogações de hoje.

    📕 1ª Edição.

  • Primeiras Coisas de Bruno Vieira Amaral (89)01

    Primeiras Coisas, As

    Bruno Vieira Amaral

    8,00 

    AS PRIMEIRAS COISAS DE BRUNO VIEIRA AMARAL
    Quetzal Editores. Lisboa, 2013. 301 págs. B.

    Primeiro romance de Bruno Vieira Amaral, Prémio José Saramago 2015 [entre outros]. Ambientado no Bairro Amélia, um bairro da Grande Lisboa, a narrativa fragmentada reúne múltiplas histórias de personagens cujos destinos se entrecruzam: mortes, desaparecimentos, vinganças, amores, crimes e uma humanidade inteira que arde na comunidade retratada com um olhar ao mesmo tempo duro e compadecido.

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    Características do Exemplar
    ✅ Sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
    Peso: 300g
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  • Niketche de Paulina Chiziane

    Niketche

    Paulina Chiziane

    7,00 

    Niketche: uma História de Poligamia de Paulina Chiziane.
    Editorial Caminho. Lisboa, 2022, 358 págs. B.

    Rami, casada há vinte anos com Tony, um alto funcionário da polícia, de quem tem vários filhos, descobre que o partilha com várias mulheres, com as quais ele constituiu outras famílias. O seu casamento, de «papel passado» e aliança no dedo, resume-se afinal a um irónico drama de que ela é apenas uma das personagens. Numa procura febril, Rami obriga-se a conhecer «as outras». O seu marido é um polígamo! Na via dolorosa que então começa, séculos de tradição e de costumes, a crueldade da vida e as diferenças abissais de cultura entre o norte e o sul da terra que é sua, esmagam-na.

    E só a sabedoria infinita que o sofrimento provoca lhe vai apontando o rumo num labirinto de emoções, de revelações, de contradições e perigosas ambiguidades. Poligamia e monogamia, que significado assumem? Cultura, institucionalização, hipocrisia, comodismo, convenção ou a condição natural de se ser humano, no quadro da inteligência e dos afetos? Paulina Chiziane estende-nos o fio de Ariadne e guia-nos com o desassombro, a perícia e a verdade de quem conhece o direito e o avesso da aventura de viver a vida.

    Niketche, dança de amor e erotismo, é um espelho em que nos vemos e revemos, mas no qual, seguramente, só alguns de nós admitirão refletir-se.

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  • Nem Todas as Baleias Voam de Afonso Cruz

    Nem Todas as Baleias Voam

    Afonso Cruz

    8,00 

    Nem Todas as Baleias Voam de Afonso Cruz.
    Companhia das Letras. Lisboa, 2016, 266 págs. B.

    Em plena Guerra Fria, a CIA engendrou um plano, baptizado Jazz Ambassadors, para cativar a juventude de Leste para a causa americana. É neste pano de fundo que conhecemos Erik Gould, pianista exímio, apaixonado, capaz de visualizar sons e de pintar retratos nas teclas do piano. A música está-lhe tão entranhada no corpo como o amor pela única mulher da sua vida, que desapareceu de um dia para o outro. Será o filho de ambos, Tristan, cansado de procurar a mãe entre as páginas de um atlas, que encontrará dentro de uma caixa de sapatos um caminho para recuperar a alegria.

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  • As Naus de António Lobo Antunes

    Naus, As

    António Lobo Antunes

    6,00 

    As Naus de António Lobo Antunes
    Leya. Alfragide, 2016, 189 págs. E.

    Em imaginoso encontro de tempos e espaços, figuras diversas da História e da Literatura portuguesas (sobretudo dos séculos XVI e XVII), a par de um casal anónimo vindo da Guiné e de algumas figuras estrangeiras de renome, encontram-se em Lisboa na situação de retornados no pós-25 de Abril de 1974. Subvertendo as histórias individuais dessas diferentes personalidades – Pedro Álvares Cabral, Luís de Camões, Francisco Xavier, Diogo Cão, Manuel de Sousa de Sepúlveda, Vasco da Gama, Fernão Mendes Pinto – conta-se das suas vidas em terras africanas, diferentes das que a História consagrou como tendo sido o seu percurso, e de como na sua maior parte se ocupam, após o regresso à metrópole, de actividades menos dignificantes que vão do proxenetismo de Francisco Xavier e Fernão Mendes Pinto à exploração de boîtes e bares manhosos por Manoel de Sousa de Sepúlveda e à batota no jogo da sueca de Vasco da Gama. Projectando nos vultos históricos de navegadores, escritores, heróis e missionários a inditosa aventura de retorno dos colonos no pós-25 de Abril de 1974, multiplicando neles as marcas do descalabro e da irrisão (físicas e morais), recorrendo a efeitos de burlesco, de sátira e de rebaixamento carnavalescos, inverte António Lobo Antunes o assaz mitificado e glorioso sentido dos descobrimentos portugueses, reescrevendo assim «Os Lusíadas» em modo paródico.

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  • Não se Pode Morar nos Olhos de um Gato de Ana Margarida de Carvalho

    Não se Pode Morar nos Olhos de um Gato

    Ana Margarida de Carvalho

    7,50 

    Não se Pode Morar nos Olhos de um Gato de Ana Margarida de Carvalho.
    Teorema. Alfragide, 2016, 350 págs. B.

    Em finais do século XIX, já depois da abolição da escravatura, um tumbeiro clandestino naufraga ao largo do Brasil. Um grupo de náufragos atinge uma praia intermitente, que desaparece na maré cheia: um capataz, um escravo, um mísero criado, um padre, um estudante, uma fidalga e sua filha, um menino pretinho ainda a dar os primeiros passos… Todos são vencedores na morte, perdedores na vida. O mar, ao contrário dos seus antecedentes quotidianos, dá-lhes agora uma segunda oportunidade, duas vezes por noite, duas vezes por dia. Ao contrário do que pensam, não estão sós naquele cárcere, com os penhascos enquanto sentinelas, cercados de infinitos, entre o céu e o oceano. Trazem com eles todos os seus remorsos, todos os seus fantasmas. E mais difícil do que fazerem-se ao mar ou escalarem precipícios será ultrapassarem os preconceitos: os de raça, os de classe social, os de género, os de credo. Para sobreviverem, terão de se transformar num monstro funcional com muitos braços e muitas cabeças; serão tanto mais deuses de si próprios quanto mais se tornarem humanos e conseguirem um estado de graça a que poucos terão acesso: a capacidade de se colocarem na pele do outro.

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  • O Mundo Branco do Rapaz Coelho de Possidónio Cachapa

    Mundo Branco do Rapaz Coelho, O

    Possidónio Cachapa

    7,50 

    O Mundo Branco do Rapaz Coelho de Possidónio Cachapa.
    Quetzal Editores. Lisboa, 2009, 260 págs. B.

    Num mundo coberto de neve e gelo, Alice agarra-se à vida enquanto o seu passado se vai materializando aos poucos. Longe dali, um rapaz-coelho desespera pela consumação da sua pulsão erótica por Miss Turtle, tentadora e maliciosa como toda a rapariga-manga. Por cima de ambos, sobrevoam figuras negras em busca dos mais fracos, para os consolar na morte.

    Um romance intenso, repleto de personagens fascinantes que habitam um universo à beira da destruição.

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  • Uma Menina Está Perdida no seu Século à Procura do Pai de Gonçalo M. Tavares

    Menina Está Perdida no seu Século à Procura do Pai, Uma

    Gonçalo M. Tavares

    8,00 

    Uma Menina Está Perdida no seu Século à Procura do Pai de Gonçalo M. Tavares.
    Porto Editora. Porto, 2016, 194 págs. B.

    Hanna e Marius, Berlim, Século XX.

    Marius encontra uma menina perdida à procura do pai. Hanna, rapariga, cabelos castanhos, olhos pretos, catorze anos. Hanna fala com dificuldades, entende mal o que lhe acontece, não percebe o raciocínio dos outros. Está perdida.

    Marius está com pressa mas muda o seu percurso, acompanha-a.

    A sua busca leva-os até Berlim, a um hotel com corredores que lembram fantasmas da guerra — e os dois circulam entre as obsessões e os escombros do seu século.

    “- E vocês? De onde vêm?
    Tentei explicar-lhe que não era um homem falador. Gosto de ouvir, disse-lhe, não tenho muito para dizer.
    Ele perguntou, virado para Hanna:
    – Como te chamas?
    Hanna respondeu. Ele não percebeu. Hanna repetiu, ele continuou sem perceber. Eu repeti:
    – Chama-se Hanna.
    – Hanna – disse Fried. – Bom.
    – Que idade tens?
    – Catorze – respondeu, e agora percebeu-se.
    Fried sorriu para ela, simpaticamente. Ela disse:
    – Olhos: pretos. Cabelo: castanho.
    Eu disse: – Ela aprendeu assim.
    Depois ela disse:
    – Estou à procura do meu pai.
    Fried sorriu, não disse nada.”

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  • Marquesa de Alorna de Maria João Lopo de Carvalho.

    Marquesa de Alorna

    Maria João Lopo de Carvalho

    6,00 

    Marquesa de Alorna de Maria João Lopo de Carvalho.
    Leya. Alfragide, 2013, 655 págs. B.

    Leonor, Alcipe, condessa d’Oeynhausen, marquesa de Alorna – nomes de uma mulher única e invulgarmente plural. Chamei-lhe Senhora do Mundo. Poderia ter-lhe chamado senhora dos mundos. Dos muitos mundos de que se fez senhora. Inconfundível entre as elites europeias pela sua personalidade forte e enorme devoção à cultura, desconcertou e deslumbrou o Portugal do séc. XVIII e XIX, onde ser mãe de oito filhos, católica, poetisa, política, instruída, inteligente e sedutora era uma absoluta raridade.
    Viveu uma vida intensa e dramática, mas jamais sucumbiu. Privou com reis e imperadores, filósofos e poetas, influenciou políticas, conheceu paixões ardentes, experimentou a opulência e a pobreza, a veneração e o exílio. Viu Lisboa e a infância desmoronarem-se no terramoto de 1755, passou dezoito anos atrás das grades de um convento por ordem do Marquês de Pombal e repartiu a vida, a curiosidade e os afectos por Lisboa, Porto, Paris, Viena, Avinhão, Marselha, Madrid e Londres.
    Marquesa de Alorna, Senhora do Mundo é uma história de amor à Liberdade e de amor a Portugal. A história de uma mulher apaixonada, rebelde, determinada e sonhadora que nunca desistiu de tentar ganhar asas em céus improváveis, como a estrela que, em pequena, via cruzar a noite.

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  • Garanhão das Praias

    Garanhão das Praias

    José Mauro de Vasconcelos

    5,00 

    Garanhão das Praias de José Mauro de Vasconcelos.
    Edições Melhoramentos. Brasil, 1972, 242 págs. B.

    Forte carga dramática e erótica perpassa O garanhão das praias. No cenário da natureza pujante e indomável do Araguaia se defrontam diferentes destinos, credos, raças e culturas — o branco, o negro e o indígena. No vai e vem de suas viagens conduzindo o gado pelo sertão, Canário — belo e sedutor vaqueiro, de passado e identidade enigmáticos —, desperta várias paixões no aldeamento tutelado pelo Serviço de Proteção ao Índio. Após uma temporada de chuvas intensas, uma misteriosa epidemia assola a aldeia, dizimando indígenas. Canário sobrevive graças à força de seu vigor físico e segue sua vida pelos sertões, agora fisicamente abatido e angustiado pela consciência da finitude da vida.

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  • Filho de Mil Homens, O

    Filho de Mil Homens, O

    Valter Hugo Mãe

    8,00 

    O Filho de Mil Homens de Valter Hugo Mãe
    Alfaguara. Carnaxide, 2011, 258 págs. B.

    Raramente a literatura universal produziu um texto tão sensível e humano quanto este. O filho de mil homens é uma obra da ourivesaria literária de Valter Hugo Mãe. Uma experiência de amor pela humanidade que explica como, afinal, o sonho muda a vida.

    Crisóstomo, um pescador solitário, ao chegar aos quarenta anos de idade, decide fazer o seu próprio destino. Inventa uma família, como se o amor fosse sobretudo a vontade de amar.

    Sempre com a magnífica capacidade poética de Valter Hugo Mãe, esta história é um elogio a todos quantos resistem para além do óbvio.

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  • Filha do Capitão, A

    Filha do Capitão, A

    José Rodrigues dos Santos

    8,00 

    A Filha do Capitão de José Rodrigues dos Santos
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2008, 634 págs. B.

    O capitão Afonso Brandão mudou a sua vida quase sem o saber, numa fria noite de boleto, ao prender o seu olhar numa bela francesa de olhos verdes e voz de mel. O oficial comandava uma companhia da Brigada do Minho e estava havia apenas dois meses nas trincheiras da Flandres quando, durante o período de descanso, decidiu ir pernoitar a um castelo perto de Armentières. Conheceu aí uma deslumbrante baronesa e entre eles nasceu uma atracção irresistível.

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