• Rosseau e Outros Cinco Inimigos da Liberdade de Isaiah Berlin

    Rosseau e Outros Cinco Inimigos da Liberdade

    Isaiah Berlin

    7,50 

    Rosseau e Outros Cinco Inimigos da Liberdade de Isaiah Berlin.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2005, 227 págs. B.
    Colecção: Trajectos | 68

    As célebres conferências radiofónicas de Berlin sobre seis importantes pensadores antiliberais foram emitidas pela BBC em 1952. Rousseau e Outros Cinco Inimigos da Liberdade é uma das primeiras e mais convincentes exposições das ideias de Isaiah Berlin sobre a liberdade humana e a história das ideias. Estas encontraram mais tarde expressão em obras tão famosas como Dois Conceitos de Liberdade e estiveram no cerne do trabalho que desenvolveu ao longo de toda a sua vida sobre o Iluminismo e os seus críticos.

    Na sua análise lúcida de ideias por vezes complexas, Berlin demonstra que uma compreensão equilibrada e uma defesa inabalável da liberdade humana estão dependentes de aprendermos tanto com os erros dos pretensos defensores da liberdade como com as visões sombrias dos seus inimigos declarados. Este livro lança luz sobre o desenvolvimento inicial das ideias de Berlin e complementa a obra que publicou com um tratamento mais aprofundado de Helvétius, Rousseau, Fichte, Hegel e Saint-Simon, com o tradicionalista ultraconservador Maistre a encerrar o cortejo.

    Rousseau e Outros Cinco Inimigos da Liberdade revela Berlin com uma energia e uma fluência torrenciais, confirmando o seu talento como professor de raro brilhantismo e carisma. Todas as semanas, os ouvintes sintonizavam, expectantes, as emissões e ficavam hipnotizados pelo estilo surpreendentemente fluente e espontâneo de Berlin. Um eminente historiador das ideias, na época jovem aluno, recorda: as palestras «provocavam-me tanta exaltação que me sentava, durante cada conferência, no chão, junto ao rádio, a tirar notas». Esse entusiasmo é finalmente recriado aqui para que todos o possamos partilhar.

    Henry Hardy, membro do Wolfson College de Oxford, é um dos Curadores Literários de Isaiah Berlin. Coordenou a edição de alguns dos seus outros livros e encontra-se actualmente a preparar a publicação de uma colectânea das suas cartas.

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  • As Revoluções dos Orbes Celestes de Nicolau Copertino

    Revoluções dos Orbes Celestes, As

    Nicolau Copertino

    10,00 

    As Revoluções dos Orbes Celestes de Nicolau Copertino
    Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa, 1984, 657 págs. B.

    Nicolau Copérnico apresenta neste seu livro, concluído depois de um longo tempo de cuidada reflexão, uma tese frontalmente contrária às conceções da cinemática celeste até o seu tempo aceite de um modo geral; quer dizer: muitas das ideias basilares do esquema ptolomaico para a explicação dos movimentos dos astros e, em particular, os dos planetas do sistema solar (no número dos quais se incluía o Sol), são, na proposta de explicação coperniciana, liminarmente postas de lado, para dar lugar a um outro sistema que, à primeira vista (adiante serão salientadas as ideias tradicionais que. apesar de tudo, Copérnico não abandonou no seu trabalho), nada tinha a ver com o precedente.

    Não oferece dúvidas que o astrónomo polaco teve absoluta consciência de que as profundas alterações propostas na sua obra para o esquema do Universo, estavam em contradição frontal com princípios estabelecidos ou sancionados pela Filosofia e pela Religião vigentes. […] muito do que se encontra escrito nesta obra fundamental revela, na verdade, a coragem de romper com algumas tradições científicas que se contavam entre as XIX mais enraizadas. Se Copérnico não eliminou todas as ideias feitas e erradas que pautavam a Astronomia do século XV, reduziu consideravelmente o seu número, e rasgou irreversivelmente o caminho para a nova Astronomia do sistema solar, tal como hoje a concebemos.

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  • Os Quatro Ventos de Kristin Hannah

    Quatro Ventos, Os

    Kristin Hannah

    8,00 

    Os Quatro Ventos de Kristin Hannah.
    Bertrand Editora. Lisboa, 2021, 444 págs. B.

    Texas, 1934. Milhões de pessoas enfrentam o desemprego e uma terrível seca assola o vasto território das Grandes Planícies dos Estados Unidos da América. Os agricultores lutam por manter e dar vida às suas terras e aos seus animais, mas as colheitas são escassas, a água é cada vez mais rara e tempestades de areia com vaga após vaga de pó ameaçam cobrir tudo debaixo do sol. Um dos períodos mais negros da Grande Depressão, eram os anos do Dust Bowl, quando uma faixa do território da América se transformou numa aterradora taça de pó – o retrato de Florence Owens Thompson e dois dos seus filhos haveria de ficar imortalizado na lente de Dorothea Lange numa fotografia, Migrant Mother, que hoje todos reconhecemos. É neste período incerto e terrível que Elsa Martinelli – como tantos dos seus conterrâneos – terá de proceder à mais angustiante das escolhas: ficar e lutar pelo que tem de seu, ou partir para Oeste, rumo à Califórnia, em busca de uma vida melhor para si e para a sua família. Tudo na sua propriedade está a morrer, incluindo o seu casamento; cada dia é uma batalha desesperada contra a mãe-natureza e uma luta para a sua sobrevivência e a dos seus filhos.

    Os Quatro Ventos é uma narrativa preciosa, um romance a que não falta nada, que dá vida e voz, de forma absolutamente extraordinária, à época da Grande Depressão e àqueles que por ela passaram – uma realidade demasiado cruel que dividiu os Estados Unidos e rasgou o sonho americano, criando uma trincheira entre aqueles para quem tudo não é suficiente e aqueles que nada têm de seu. Um testemunho de esperança, resistência, amor e da força do ser humano perante a adversidade.

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  • As Razões da Ciência de Ludovico Geymonat

    Razões da Ciência, As

    Ludovico Geymonat

    7,50 

    As Razões da Ciência de Ludovico Geymonat.
    Edições 70. Lisboa, 1989, 291 págs. B.
    Colecção: O Saber da Filosofia | 25

    Num diálogo a três vozes, Ludovico Geymonat, Giulio Giorello o Fabio Minazzi abordam de um modo directo as grandes questões que hoje se põem em torno da ciência e das suas relações com a filosofia.

    L. Geymonat sustenta uma certa harmonia entre o materialismo dialéctico e os procedimentos lógicos da ciência. Ecos dessa posição fazem ouvir-se na reflexão a três vozes (juntamente com Giorello e Minazzi) sobre as Razões da Ciência.

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  • Problemas Fundamentais de Filosofia de George Simmel

    Problemas Fundamentais de Filosofia

    George Simmel

    5,00 

    Problemas Fundamentais de Filosofia de George Simmel
    Atlântida Editora. Coimbra, 1970, 161 págs. B.
    Colecção: Biblioteca Filosófica | 26

    A tarefa que me proponho é promover, fora do círculo dos profissionais, essa compreensão intima, colaborante, que imita as condições criadoras; para isso recorro à apresentação e discussão de alguns problemas fundamentais os primeiros sob o ponto de vista histórico-e das tentativas para resolvê-los, baseando-me de certo modo numa ficção. Gostaria de mostrar essas grandes filosofemas tal como se apresentariam ao filósofo que buscasse a própria solução desses problemas e para tal fim os trouxesse de novo ao espírito e ponderasse as soluções anteriores. Tal propósito não seria histórico, mas objectivo, ou seja: o problema não importaria ao filósofo pelo facto de ter sido tratado por Platão e Hegel; antes Platão e Hegel lhe interessariam pelo facto de os terem tratado. Assim, na corrente do seu pensamento, as doutrinas destes assomariam apenas como ondas particulares, sem por si lhes romper a continuidade. E como essas teorias já não são mais que estádios do seu próprio processo intelectual, perdem a forma sistemática, cuja rígida eclosão tantas vezes impede o acesso à sua vida interior e que, na sua qualidade de envólucro transitório, foi também destruída pela evolução histórica do pensamento. Desta forma, o próprio movimento intelectual copia o mais exactamente possível os contornos do pensamento transmitido e pode verter-se nele, o que não seria possível sem esta transfusão e contacto íntimo. Limitar-me-ei a fazer a exposição que resulta da ficção aqui apresentada, sem pretender dar aos problemas uma solução própria, cuja inevitável unilateralidade estaria em contradição com a objectividade da tarefa que me proponho.

    ✒️ Sublinhados a tinta.

  • As Primeiras Coisas de Bruno Vieira Amaral

    Primeiras Coisas, As

    Bruno Vieira Amaral

    8,00 

    As Primeiras Coisas de Bruno Vieira Amaral.
    Quetzal Editores. Lisboa, 2013, 301 págs. B.

    Quem matou Joãozinho Treme-Treme no terreno perto do depósito da água? O que aconteceu à virginal Vera, desaparecida de casa dos pais a dois meses de completar os dezasseis anos? Quem foi o homem que, a exemplo do velho Abel, encontrou a paz sob o céu pacífico de Port of Spain? Porque é que os habitantes do Bairro Amélia nunca esquecerão o Carnaval de 1989? Quem é que poderá saber o nome das três crianças mortas por asfixia no interior de uma arca? Onde teria chegado Beto com o seu maravilhoso pé esquerdo se não fosse aquela noite aziaga de setembro? Quantos anos irá durar o enguiço de Laura? De que mundo vêm as sombras de Ernesto, fabuloso empregado de mesa, Fernando T., assassinado a 26 de dezembro de 1999, Jaime Lopes, fumador de SG Ventil, Hortênsia, que viveu e morreu com medo de tudo? Quando é que Roberto, anjo exterminador, chegará ao bairro para consumar a sua vingança?
    Memórias, embustes, traições, homicídios, sermões de pastores evangélicos, crónicas de futebol, gastronomia, um inventário de sons, uma viagem de autocarro, as manhãs de Domingo, meteorologia, o Apocalipse, a Grande Pintura de 1990, o inferno, os pretos, os ciganos, os brancos das barracas, os retornados: a Humanidade inteira arde no Bairro Amélia.

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  • Práticas e Linguagens Gestuais de A. J. Greimas

    Práticas e Linguagens Gestuais

    A. J. Greimas

    7,50 

    Práticas e Linguagens Gestuais de A. J. Greimas [et al.]
    Vega. Lisboa, 1979, 211 págs. B.
    Colecção: Universidade | 17

    As sociedades logocêntricas, caracterizadas pelo rigor do pensamento aristotélico e cartesiano e pela eficácia técnica das aplicações positivas, estão em crise.

     

    As oposições tradicionais entre o signo e o símbolo, o racional e o objectivo, o lógico e o mítico, a ciência e a ideologia, que servem de fundamento ao projecto científico tradicional, tornam-se problemáticas e perdem até a pertinência quando procura-mos compreender a emergência do sentido nos modos de expressão não verbais. A gestualidade é o terreno privilegiado da linguagem não verbal, É precisamente do desbravamento deste terreno ainda virgem que os textos aqui publicados tratam de maneira exemplar.

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  • Prática: Para uma aclaração do seu sentido como categoria filosófica de José Barata Moura

    Prática: Para uma aclaração do seu sentido como categoria filosófica

    José Barata Moura

    6,00 

    Prática: Para uma aclaração do seu sentido como categoria filosófica de José Barata Moura.
    Edições Colibri. Lisboa, 1994, 110 págs. B.
    Colecção: Forum Lisboa | 4

    O presente volume reporta-se a lições que o autor preparou para um dos cursos que o Departamento de Filosofia da FLL organizou, ao abrigo do Programa Foco. O objectivo, para além de proporcionar instrumento complementar para o trabalho dos alunos, visa precisar alguns contornos pro-blemáticos dos horizontes de utilização da categoria filosófica de «Prática» e, se possível, clarificar o teor da sua intenção significativa.

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  • Portugal os Anos do Fim de Jaime Nogueira

    Portugal os Anos do Fim

    Jaime Nogueira

    15,00 

    Portugal os Anos do Fim: a revolução que veio de dentro de Jaime Nogueira Pinto.
    Publicações D. Quixote. Lisboa, 2017, 582 págs. B. Il.

    Conta-se a história dos erros cometidos por Marcello Caetano e seus partidários, que permitiram a ascensão das forças sociais e políticas que fizeram o 25 de Abril e puseram fim ao Estado Novo. Da importância da má condução política da guerra de África pelo regime e de como isso foi vital para que a Revolução fosse bem sucedida.

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  • A Poesia do Pensamento de George Steiner

    Poesia do Pensamento, A

    George Steiner

    8,00 

    A Poesia do Pensamento: do Helenismo a Celan de George Steiner
    Relógio d’ Água Editores. Lisboa, 2012, 222 págs. B.

    Em A Poesia do Pensamento, George Steiner apresenta-nos uma profunda análise da relação entre a filosofia ocidental e a sua linguagem.
    De forma precisa e pormenorizada, Steiner analisa mais de dois milénios de cultura ocidental, entrelaçando filosofia e literatura. O resultado evidencia que em toda a filosofia existe literatura oculta.
    Steiner acredita que «o génio poético do pensamento abstracto se ilumina, se torna audível. O próprio raciocínio analítico tem o seu ritmo percussivo. Torna-se ode. Haverá melhor expressão dos andamentos finais da Fenomenologia de Hegel do que o non, rien de rien de Edith Piaf, uma dupla negação que Hegel teria apreciado? Este ensaio é uma tentativa de escutar melhor», um esforço do autor para integrar tudo o que até hoje escreveu sobre cultura.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Poemas de Mao Tse-Tsung

    Poemas

    Mao Tse-Tsung

    6,00 

    Poemas de Mao Tse-Tsung
    Editorial Futura. Lisboa, 1974, 136 págs. B.
    𓂃🖊 Tradução Manuel de Seabra

    Mao Tse-tung como «leader» de homens e ideias é hoje bem conhecido, mas a sua faceta de poeta por direito próprio não tem sido suficientemente divulgada.

     

    Estas traduções esforçam-se não apenas por transmitir a sua grandeza e frescura como poeta, mas também por demonstrar como infundiu nova vida e novas possibilidades nas antigas formas da poesia clássica chinesa.

    Pequena falha da capa.

  • Pesadelo Climatizado de Henry Miller

    Pesadelo Climatizado

    Henry Miller

    6,00 

    Pesadelo Climatizado de Henry Miller.
    Editorial Estampa. Lisboa, 1971, 265 págs. B.

    Após dez anos de desterro na Europa, Henry Miller regressa aos Estados Unidos para embarcar numa viagem de redescoberta das raízes e da alma do seu país. Pesadelo em Ar Condicionado (1945) é o relato dessa odisseia: sobre as ruínas do sonho americano, erguem-se indústrias hipócritas e cidades aberrantes, mecas de negócios, ganâncias e bugigangas, mortos-vivos enterrados em crédito e preconceitos, gente de cifrões nos olhos divorciada da terra que pisa e explora. E mesmo assim, nas brechas deste vazio estético e espiritual, despontam homens e mulheres que, como o autor, aguardam o desmoronar de um sistema doente, alienante, votado ao fracasso. Numa prosa desconcertantemente clarividente, da janela aberta do seu automóvel, Henry Miller faz o implacável retrato de um país que ainda hoje reconhecemos: um país de grandes esperanças, promessas traídas e insanáveis contradições.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • O Paraíso das Mulheres de Blasco Ibañez.

    Paraíso das Mulheres, O

    Blasco Ibañez

    5,00 

    O Paraíso das Mulheres de Blasco Ibañez
    Empreza Literária Universal. Lisboa, s.d., 235 págs. B.

    O protagonista, Edwin Gillespie, é um jovem engenheiro sem sucesso que está apaixonado pela filha de um governante rico e falecido. A rapariga retribui os seus sentimentos, mas a mãe recusa-se a aceitar o namoro até Edwin provar que é capaz de enriquecer, tal como o seu falecido marido.

    📖 Exemplar por abrir

  • Origens da Filosofia Burguesa da História de Max Horkheimer

    Origens da Filosofia Burguesa da História

    Max Horkheimer

    6,00 

    Origens da Filosofia Burguesa da História de Max Horkheimer.
    Editorial Presença. Lisboa, 1984, 108 págs. B.
    Biblioteca de Textos Universitários | 67

    Quando, em 1931, o Instituto de Investigação Social passou a ser dirigido por Max Horkheimer, iniciou-se na Alemanha o movimento que ficou conhecido como Escola de Francoforte, do qual ele foi um dos fundadores.
    Os seus trabalhos de investigação estendem-se aos domínios da filosofia, da sociologia e da psicologia, sendo autor de diversos e brilhantes ensaios. Ensinou em várias universidades europeias e também nos Estados Unidos onde se estabeleceu em consequência do advento do nazismo no seu país natal.
    As Origens da Filosofia Burguesa da História é um texto contemporâneo da sua nomeação como director daquele Instituto e apresenta-se como uma espécie de laboratório onde se revela a teoria crítica em plena formação. Defendendo que a reflexão sobre a História se insere ela própria na trama das relações históricas, Horkheimer reporta-se aqui a Maquiavel, Hobbes, aos grandes utopistas do Renascimento, a Vico e Hegel.
    A filiação ao materialismo histórico não impede que a sua abordagem do objecto histórico vá no sentido de encontrar aquilo que nele é único e essencial, sem cair na vontade redutora da sociologia do conhecimento. Para ele a filosofia não poderia reduzir-se à ideologia. A sua busca é antes um «progresso na direcção da utopia», um percurso crítico no termo do qual se torna aparente que o caminho para a verdade faz parte da própria verdade.

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  • Oito Séculos de Poesia Alemã de Olívio Caeiro

    Oito Séculos de Poesia Alemã

    Olívio Caeiro

    15,00 

    Oito Séculos de Poesia Alemã de Olívio Caeiro
    Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa, 1983, 590 págs. B.

    A difusão cada vez mais ampla da lingua alemã em Portugal e o consequente interesse pela sua expressão literária, quer ao nível de estudos superiores quer em complemento de aptidões profissionais ou de meras curiosidades subjectivas, são razões que presidiram ao nascimento desta Antologia. Tanto mais que, no âmbito das publicações portuguesas hoje disponíveis, já de há muito faltava uma colectânea congénere.

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  • Niketche de Paulina Chiziane

    Niketche

    Paulina Chiziane

    7,00 

    Niketche: uma História de Poligamia de Paulina Chiziane.
    Editorial Caminho. Lisboa, 2022, 358 págs. B.

    Rami, casada há vinte anos com Tony, um alto funcionário da polícia, de quem tem vários filhos, descobre que o partilha com várias mulheres, com as quais ele constituiu outras famílias. O seu casamento, de «papel passado» e aliança no dedo, resume-se afinal a um irónico drama de que ela é apenas uma das personagens. Numa procura febril, Rami obriga-se a conhecer «as outras». O seu marido é um polígamo! Na via dolorosa que então começa, séculos de tradição e de costumes, a crueldade da vida e as diferenças abissais de cultura entre o norte e o sul da terra que é sua, esmagam-na.

    E só a sabedoria infinita que o sofrimento provoca lhe vai apontando o rumo num labirinto de emoções, de revelações, de contradições e perigosas ambiguidades. Poligamia e monogamia, que significado assumem? Cultura, institucionalização, hipocrisia, comodismo, convenção ou a condição natural de se ser humano, no quadro da inteligência e dos afetos? Paulina Chiziane estende-nos o fio de Ariadne e guia-nos com o desassombro, a perícia e a verdade de quem conhece o direito e o avesso da aventura de viver a vida.

    Niketche, dança de amor e erotismo, é um espelho em que nos vemos e revemos, mas no qual, seguramente, só alguns de nós admitirão refletir-se.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.