• Vivo até à Morte de Paul Ricoeur

    Vivo até à Morte de Paul Ricoeur

    Paul Ricoeur

    7,00 

    Vivo até à Morte de Paul Ricoeur
    Edições 70. Lisboa, 2011, 116 págs. B.
    Colecção: Biblioteca de Filosofia Contemporânea

    Foi em 1996 que Paul Ricoeur, na altura com 83 anos, se perguntou: «Que posso dizer da minha morte?» «Como fazer o luto de um querer-existir depois da morte?» Esta longa reflexão sobre o morrer, sobre o moribundo e a sua relação com a morte, e também sobre o após-vida (a ressurreição) passa por duas meditações: as de textos de dois sobreviventes dos campos de concentração (Jorge Semprún e Primo Levi) e pela confrontação com o livro de um grande exegeta como Xavier Léon-Dufour, sobre a ressurreição.
    A segunda parte do livro é composta por textos escritos em 2004 e 2005, que o próprio Ricoeur intitulou «fragmentos» (sobre o «tempo da obra» e o «tempo da vida», sobre o acaso de ter nascido cristão, sobre a controvérsia, sobre Derrida, sobre o Pai Nosso…). Textos curtos, escritos por vezes com mão trémula. O último, da Páscoa de 2005, foi escrito um mês antes da sua morte.

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  • Visão de Deus de Nicolau de Cosa

    Visão de Deus

    Nicolau de Cosa

    10,00 

    Visão de Deus de Nicolau de Cosa
    Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa, 1988, 242 págs. E.

    “Na tradição do ser como olhar, que, ao ver-se, vê especulativamente toda a realidade e numa realização-limite da ideia aristotélica de que só o olhar incolor vê todas as cores, o De Visione Dei tem de ser lido no duplo sentido de genitivo subjetivo e objetivo. No primeiro sentido, o ver é absoluto, infinito, reflexivo e envolvente, abarcando tudo e todos, permanente na mutabilidade das coisas vistas, criador, enquanto “complicatio” e “explicativo”, dos seres-imagem, força “complicativa e explicativa”, que une e separa, palavra, que é gerar e conceber, falar e criar. Ao contrário da Unidade de Proclo, a unidade do Olhar Absoluto ou da Visão de Deus, no sentido de genitivo subjetivo não exclui o múltiplo mas desenvolve projetos de mundo como explicitações do Ver Absoluto, que relativamente ao mundo é liberdade. No sentido do genitivo objetivo, o De Visione Dei é o ver finito e múltiplo, a contração limitativa e singularizada do Ver Absoluto, sempre presa do ângulo parcial de uma perspetiva e, portanto, conjetural e mutável. É a “explicatio” enquanto participação da pureza e simplicidade da “complicatio”, é um ver plural, que é ser visto pelo mesmo Olhar envolvente, é um olhar singular e coletivo, que jamais pode fugir à incidência do Ver Absoluto. O Ver invisível do Absoluto manifesta-se nas imagens teofânicas e, sobretudo, nos olhares finitos dos homens, que acende, criando. O Ver Absoluto, ao fundar a visão de si no ver criado, é por “complicatio” o próprio ser-visto pelo olhar do outro e se, uma vez fixado na pintura, parece mudar com as nossas mudanças e seguir-nos como sombra, nós é que somos as sombras vivas e as verdades mudadas e agitadas pelo desejo, enquanto Deus é a coincidência da sombra e da verdade, da imagem e do paradigma, como ensina o De Visione Dei. O encontro destes dois olhares no duplo sentido do genitivo objetivo e subjetivo é relação dialógica imagem-paradigma, pintura-pintor, livro-autor, espelho conjetural – espelho do Olhar Absoluto, iluminação-comunicação vinda do mais fundo da Luz, que é “muro” e noite.” in Prefácio por Miguel Baptista Pereira

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  • A Vida num Sopro de José Rodrigues dos Santos

    Vida num Sopro, A

    José Rodrigues dos Santos

    8,00 

    A Vida num Sopro de José Rodrigues dos Santos.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2008, 611 págs. B.

    Portugal, anos 30.

    Salazar acabou de ascender ao poder e, com mão de ferro, vai impondo a ordem no país. Portugal muda de vida. As contas públicas são equilibradas, Beatriz Costa anima o Parque Mayer, a PVDE cala a oposição.

    Luís é um estudante idealista que se cruza no liceu de Bragança com os olhos cor de mel de Amélia. O amor entre os dois vai, porém, ser duramente posto à prova por três acontecimentos que os ultrapassam: a oposição da mãe da rapariga, um assassinato inesperado e a guerra civil de Espanha.

    Através da história de uma paixão que desafia os valores tradicionais do Portugal conservador, este fascinante romance transporta-nos ao fogo dos anos em que se forjou o Estado Novo.

    Com A vida num sopro, José Rodrigues dos Santos traz o grande romance de volta às letras portuguesas.

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  • Vergílio Ferreira - Espaço Simbólico e Metafísico de J. L. Gavilanes

    Vergílio Ferreira – Espaço Simbólico e Metafísico

    J. L. Gavilanes

    10,00 

    Vergílio Ferreira – Espaço Simbólico e Metafísico de J. L. Gavilanes Laso
    Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1989, 348 págs. B.
    Colecção: Estudos Portugueses | 21

    O livro “Vergílio Ferreira: Espaço Simbólico e Metafísico”, de J. L. Gavilanes Laso, é um estudo sobre a obra do escritor português Vergílio Ferreira, traduzido para o português por António José Massano e publicado pela primeira vez em 1989 pela Publicações Dom Quixote. A obra faz parte da coleção “Estudos Portugueses” e aborda o espaço simbólico e metafísico na literatura de Ferreira.

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  • Venenos de Deus Remédios do Diabo de Mia Couto

    Venenos de Deus Remédios do Diabo

    Mia Couto

    6,00 

    Venenos de Deus Remédios do Diabo de Mia Couto.
    Editorial Caminho. Lisboa, 2013, 196 págs. B.

    O jovem médico português Sidónio Rosa, perdido de amores pela mulata moçambicana Deolinda, que conheceu em Lisboa num congresso médico, deslocou-se como cooperante para Moçambique em busca da sua amada. Em Vila Cacimba, onde encontra os pais dela, espera pacientemente que ela regresse do estágio que está a frequentar algures. Mas regressará ela algum dia? Entretanto vão-se revelando, por entre a névoa que a cobre, os segredos e mistérios, as histórias não contadas de Vila Cacimba — a família dos Sozinhos, Munda e Bartolomeu, o velho marinheiro, o administrador, Suacelência e sua Esposinha, a misteriosa mensageira do vestido cinzento espalhando as flores do esquecimento.

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  • Vendedor de Pássaros, O

    Vendedor de Pássaros, O

    José Eduardo Agualusa

    6,00 

    O Vendedor de Pássaros de José Eduardo Agualusa
    Booket. Lisboa, 2007, 213 págs. B.

    Félix Ventura escolheu um estranho ofício: vende passados falsos. Os seus clientes – prósperos empresários, políticos, generais, enfim, a emergente burguesia angolana – têm o futuro assegurado. Falta-lhes, porém, um bom passado. Félix fabrica-lhes uma genealogia de luxo e memórias felizes, e consegue-lhes os retratos dos ancestrais ilustres.

    A vida corre-lhe bem. Uma noite entra-lhe em casa, em Luanda, um misterioso estrangeiro à procura de uma identidade angolana. Então, numa vertigem, o passado irrompe pelo presente e o impossível começa a acontecer. Sátira feroz, mas divertida e bem-humorada, à atual sociedade angolana, O Vendedor de Passados é também (ou principalmente) uma reflexão sobre a construção da memória e os seus equívocos.

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  • Vale Abrãao de Agustina Bessa-Luís

    Vale Abrãao

    Agustina Bessa-Luís

    5,00 

    Vale Abrãao de Agustina Bessa-Luís.
    Planeta DeAgostini. Lisboa, 2000, 304 págs. E.

    «As suas personagens não eram bonecos vestidos de ideias que em lugar de pensarem os sentimentos eram pensadas por eles, usava nexos afectivos, não racionais, as suas obras não obedeciam a uma ordenação lógico­discursiva, obedeciam a uma tumultuosa ordenação do caos, a inteligência não era apanágio do autor, era uma característica da escrita, no sentido em que as palavras solucionavam a tessitura de acordo com uma implacável lógica interna, não nos conduzia a parte nenhuma, mergulhava-nos em nós mesmos dando-nos a conhecer o nosso caos interior, descodificando-o e mostrando-nos a sua complexa simplicidade
    (parece um paradoxo mas não é)
    e construiu uma obra única de catalogação do mundo, uma aprendizagem das luzes e das trevas da qual saímos como quem desperta de um sonho, devorados pela prosa, reduzidos às cinzas de um fogo que nos devolve inteiros a nós mesmos. Aprende-se com ela como as trevas são claras e como tudo é excepcional.»

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  • Última Paragem Massamá de Pedro Vieira

    Última Paragem Massamá

    Pedro Vieira

    7,00 

    Última Paragem Massamá de Pedro Vieira.
    Quetzal Editores. Lisboa, 2011, 207 págs. B.

    Esta é a história de um homem e de uma mulher, Lucas e Vanessa. Do seu amor trágico, como são todos, e de uma Cidade com vista para muitas vidas. Também é a história de uma doença e de uma saída de cena, de uma frustração que não se cura. Ontem, na Floresta de Teutoburgo, onde fracassaram as legiões de Públio Quintílio Varo, hoje, em Massamá, onde acaba de ruir uma hipótese de redenção. Nos dois casos, o mesmo desenlace, com mais ou menos Império em pano de fundo. No lugar do traidor Armínio, motivado pela ambição, apresenta-se João, portador de um evangelho com saída para lugar nenhum. A estação de comboio, o trabalho, o vaivém daqueles que vivem de par em par com aquilo que lhes está destinado. O acaso. Crónica de uma, duas mortes anunciadas, a segunda por decisão natural de Vanessa, mulher investida de toda a autoridade. Faltam dois minutos e picos, 127 segundos, pouca-terra, pouca-terra, é só o que ela pede. Ou pelo menos que lhe seja leve.

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  • Última Carta de Amor de Jojo Moyes

    Última Carta de Amor, A

    Jojo Moyes

    7,00 

    A Última Carta de Amor de Jojo Moyes.
    Porto Editora. Porto, 2012, 449 págs. B.

    Inglaterra, 1960. Quando Jennifer Stirling, uma mulher de vinte e sete anos, acorda no hospital, após um trágico acidente de automóvel, não tem qualquer lembrança da sua vida passada. Não reconhece o marido, não recorda a sua própria casa e tão-pouco se identifica com a vida que lhe dizem ser a sua. Quando encontra uma carta apaixonada, escrita por um homem que assina apenas «B» e que lhe pede para abandonar o marido, irá a todo o custo tentar descobrir a identidade desse homem, enquanto enfrenta os preconceitos sociais estabelecidos.

    Anos volvidos, em 2003, uma outra mulher, Ellie, descobre nos arquivos poeirentos do jornal onde trabalha a mesma carta enigmática. Fica de imediato obcecada pela história, que lhe permitirá escrever um artigo que relance a sua carreira e talvez até a ajude a lidar com a sua própria vida amorosa. Afinal, se aquela história tiver tido um final feliz, quem lhe garantirá que o homem com quem se envolveu não acabe também por deixar a mulher?

    Uma história de amor apaixonante e arrebatadora, com um final absolutamente inesperado.

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  • Três Histórias de Amor de Yvette K. Centeno

    Três Histórias de Amor

    Yvette K. Centeno

    7,50 

    Três Histórias de Amor de Yvette K. Centeno.
    Edições ASA. Porto, 1993, 254 págs. E.

    Quando, em 1962, Y. K. Centeno se estreou na ficção nacional com Quem, se eu gritar imediatamente se tornou notória a emergência na nossa literatura de uma voz inovadora e pessoal, marcadamente jovem e feminina, que buscava no sentimento amoroso o Leit-motiv de uma incessante questionação existencial. Não só quem nos odeia (1966) e As Palavras, Que Pena (1972) vieram concluir um tríptico sobre o amor e sobre a sua (im)possibilidade que ainda hoje permanece como uma referência incontornável da literatura portuguesa contemporânea.
    São esses três romances curtos que, sob o título de Três Histórias de Amor e reelaborados pela Autora, se propõem agora a uma nova geração de leitores, que seguramente encontrarão neste eco dos anos 60 muitas das suas vivências e interrogações de hoje.

    📕 1ª Edição.

  • Tom Fielding de Henry Fielding

    Tom Fielding

    Henry Fielding

    6,00 

    Tom Fielding de Henry Fielding
    Livraria Civilização Editora. Porto, 1979, 674 págs. E.

    Tom Jones é o protegido de um escudeiro liberal de Somerset. Ele é um garoto do campo generoso, mas um pouco selvagem e irresponsável, com uma fraqueza por mulheres jovens. O infortúnio, seguido por muitas aventuras espirituosas enquanto ele viaja para Londres em busca de sua fortuna, ensina-lhe uma espécie de sabedoria para acompanhar sua essencial bondade.

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  • O Sr. Wilder & Eu de Jonathan Coe

    Sr. Wilder & Eu, O

    Jonathan Coe

    7,00 

    O Sr. Wilder & Eu de Jonathan Coe.
    Porto Editora. Porto, 2022, 229 págs. B.

    Aos 57 anos, a vida de Calista Frangopoulos parece ter chegado a um impasse pessoal e profissional. À partida de uma das filhas para um país longínquo e ao complexo dilema com que a outra se debate, soma-se o pouco trabalho que tem tido enquanto compositora de bandas sonoras. É no meio deste caos que recorda a sua própria juventude e os tempos passados com o grande realizador de cinema Billy Wilder.
    Em 1976, por mero acaso, Calista dá por si em Los Angeles, num requintado jantar com grandes figuras do cinema, entre elas Wilder, que acaba por contratá-la como intérprete durante a rodagem do filme O Segredo de Fedora, numa belíssima ilha grega.
    E assim, ao lado de um dos maiores nomes da sétima arte, numa ímpar jornada de aprendizagem e crescimento, Calista conhece os últimos momentos de uma forma de fazer cinema que então chegava ao fim. Ao mesmo tempo, começa a traçar o seu próprio caminho, descobrindo não apenas o amor, mas também os traumas privados e coletivos que o Holocausto deixou.
    Num romance que evoca a passagem da juventude à idade adulta e faz o retrato íntimo de uma das mais intrigantes figuras do cinema, Jonathan Coe lança o olhar sobre a natureza do tempo e da fama, da família e da atração traiçoeira que a nostalgia consegue exercer sobre cada um de nós.

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  • A Solidão dos Números Primos de Paolo Giordano

    Solidão dos Números Primos, A

    Paolo Giordano

    5,00 

    A Solidão dos Números Primos de Paolo Giordano.
    Bertrand Editora. Lisboa, 2010, 334 págs. B.
    Colecção: 11×17 | 129

    Um número primo é inerentemente solitário: só pode ser dividido por si próprio ou por um, nunca se adaptando aos outros. Alice e Mattia também, vivendo em torno do seu próprio eixo, sozinhos com as suas respectivas tragédias.

    Alice, uma criança bastante introvertida, é obrigada pelo pai a frequentar um curso de esqui para ser forte e competitiva. No entanto, um acidente terrível deixará marcas no seu corpo para sempre.

    Mattia é um menino de inteligência brilhante cuja irmã gémea é deficiente. Quando são convidados para uma festa de anos, ele deixa-a sozinha num banco de jardim e nunca mais torna a vê-la.

    Estes dois episódios irreversíveis marcarão profundamente a vida de ambos para sempre. Anos depois, quando estes «números primos» se encontram, são como gémeos que partilham uma dor muda que mais ninguém pode compreender. E tal como os números primos, ambos estão destinados a viver vidas paralelas sem nunca se encontrarem.

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  • Situação Espiritual do nosso Tempo de Karl Jaspers

    Situação Espiritual do nosso Tempo

    Karl Jaspers

    7,50 

    Situação Espiritual do nosso Tempo de Karl Jaspers
    Moraes Editores. Lisboa, 1968, 323 págs. B.

    Uma reflexão sobre a crise espiritual da modernidade, marcada pelo avanço da ciência, da técnica e pela crescente massificação da sociedade. Analisa-se de que forma essas transformações podem enfraquecer a liberdade, a consciência crítica e a autenticidade do indivíduo. Um diagnóstico profundo do mundo contemporâneo e um convite à reflexão sobre o lugar do ser humano no seu tempo.

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  • Sangue Romano de Steven Saylor

    Sangue Romano

    Steven Saylor

    7,50 

    Sangue Romano: Um Mistério na Roma Antiga de Steven Saylor.
    Quetzal Editores. Lisboa, 2003, 428 págs. B.

    Este é o primeiro volume da série policial “Roma sub-Rosa”, cuja acção se desenrola na Roma Antiga. A acção desenrola-se na Primavera de 80 a.C., quando Gordiano o Descobridor é chamado à casa de Cícero, um jovem advogado e orador que se prepara para o seu primeiro caso de relevo. O cliente de Cícero é Sexto Róscio, um proprietário da Úmbria, acusado da morte do próprio pai. Gordiano vai deparar-se com uma nefasta teia de traições, falsidade e conspiração, típica daquela sociedade. E terá que se preparar para um espectacular desfecho deste terrível e intrincado caso…

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  • O Rouxinol de Kristin Hannah

    Rouxinol, O

    Kristin Hannah

    8,00 

    O Rouxinol de Kristin Hannah
    Bertrand Editora. Lisboa, 2024, 502 págs. B.

    Na tranquila vila de Carriveau, Vianne despede-se do marido, Antoine, que parte para a frente da batalha. Ela não acredita que os nazis vão invadir a França… mas é isso mesmo que fazem, em batalhões de soldados em marcha, em caravanas de camiões e tanques, em aviões que enchem os céus e largam as suas bombas por cima dos inocentes. Quando um capitão alemão reclama a casa de Vianne, ela e a filha passam a ter de viver com o inimigo, sob risco de virem a perder tudo o que têm. Sem comida, dinheiro ou esperança, e à medida que a escalada de perigo as cerca cada vez mais, é obrigada a tomar decisões impossíveis, uma atrás da outra, de forma a manter a família viva. Isabelle, a irmã de Vianne, é uma rebelde de dezoito anos, que procura um objetivo de vida com toda a paixão e ousadia da juventude.

    Enquanto milhares de parisienses marcham para os horrores desconhecidos da guerra, ela conhece Gäetan, um partisan convicto de que a França é capaz de derrotar os nazis a partir do interior. Isabelle apaixona-se como só acontece aos jovens… perdidamente. Mas quando ele a trai, ela junta-se à Resistência e nunca olha para trás, arriscando vezes sem conta a própria vida para salvar a dos outros. Com coragem, graça e uma grande humanidade, a autora best-seller Kristin Hannah capta na perfeição o panorama épico da Segunda Guerra Mundial e faz incidir o seu foco numa parte íntima da história que raramente é vista: a guerra das mulheres.

    O Rouxinol narra a história de duas irmãs separadas pelos anos e pela experiência, pelos ideais, pela paixão e pelas circunstâncias, cada uma seguindo o seu próprio caminho arriscado em busca da sobrevivência, do amor e da liberdade numa França ocupada pelos alemães e arrasada pela guerra. Um romance muito belo e comovente que celebra a resistência do espírito humano e em particular no feminino. Um romance de uma vida, para todos.

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