2012: a Guerra das Almas de Whitley Strieber. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 2009, 382 págs. B.
Em 2012 pode vir a acontecer um dos marcos mais importantes da História. A cada 26 000 anos, a Terra fica alinhada com o centro da nossa galáxia. Às 11h11, do 21 de Dezembro de 2012, este acontecimento vai voltar a suceder. O povo Maia acreditava que marcaria o fim, não só desta era, mas também da consciência humana como a conhecemos.
Mas o que irá realmente acontecer? Estaremos perante o fim do mundo? Uma nova era para a humanidade? Coisa nenhuma? Da última vez que isto aconteceu, o homem de Cro-Magnon começou subitamente a desenhar nas cavernas do sul de França, o que até hoje permanece uma das mudanças mais inexplicáveis na história do homem.
Agora Whitley Strieber explora o ano de 2012 numa imponente obra de ficção que vai surpreender os leitores com ideias verdadeiramente novas.
Nesta história estimulante com altos e baixos, a misteriosa presença alienígena irrompe inesperadamente de locais sagrados em todo o mundo e começa a dilacerar as almas humanas dos seus corpos, mergulhando o mundo num caos nunca antes visto.
Ceia de Amor de Michel Tournier. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1992, 229 págs. E.
Após anos de felicidade, Nadège e Yves tornaram-se um casal incapaz de entender-se. De quando em quando discutem. Depois deixam que um silêncio pesado os cerque de solidão. Decidem por isso separa-se, e convidam os amigos para uma ceia durante a qual lhes comunicarão a triste novidade. Cada um dos convidados, porém, à semelhança dos convivas do «Decameron» de Bocaccio, contar-lhes-á uma história, e essas narrativas modificarão as relações de Yves e Nadège. E, ao longo da noite, as diferentes histórias contadas não deixarão de percorrer uma espiral de beleza e de força, para atingirem , ao amanhecer, um inexcedível clímax.
António Nobre (1867-1900) de Mário Claúdio. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 2001, E
A fotobiografia que faltava, de um dos maiores poetas portugueses, cujo contributo para a renovação da linguagem poética em Portugal ainda hoje se faz sentir. António Nobre. “O poeta nato, o lua, o santo, a cobra”. A sua curta vida (n. 1867; m. 1900, com apenas 32 anos, de tuberculose) não impediu a criação de uma das obras mais criativas e pungentes da nossa literatura. O seu livro de poemas “Só”, um retrato do país em fins do séc. XIX, em especial do Norte ( Douro e Minho), feito com grande ironia, está entre os maiores da nossa literatura.
Aventura no Vale de Enid Blyton. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1990, 255 págs. B.
O Aventura no é um livro infantil popular de Enid Blyton. É o terceiro livro da Série Aventura. A primeira edição do livro foi ilustrada por Stuart Tresilian. É um dos poucos romances de Enid Blyton com um tema da segunda guerra mundial.
Aventura do Circo de Enid Blyton. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1991, 271 págs. Br.
Porque teve Jaime de trazer o embirrento Gustavo para as suas férias? João pressente que Gustavo só irá trazer problemas… E tem razão. Quando Gustavo, Filipe, Dina e Maria da Luz são raptados, João tenta salvá-los de forma heroica.
Prazeres Proibidos de Laura Lee Guhrke. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 2009, 318 págs. B.
Toda a mulher tem os seus prazeres proibidos…
Para a delicada e tímida Daphne Wade, o mais apetecível prazer proibido é observar discretamente o seu patrão, o duque de Tremore, enquanto este trabalha numa escavação na sua herdade. Daphne foi contratada para restaurar os tesouros de valor incalculável que Anthony tem estado a desenterrar, mas não é fácil para uma mulher concentrar-se no seu trabalho quando o seu atraente patrão está sempre em tronco nu. Apesar dele não reparar nela, quem a pode censurar por, mesmo assim, se ter apaixonado desesperadamente por ele?
Quando a irmã de Anthony, Viola, decide transformar esta jovem e simples mulher de óculos dourados numa provocante beldade, ele declara a tarefa impossível. Daphne fica arrasada quando sabe… mas está determinada a provar que ele está errado. Agora, uma vigorosa e cativante Daphne sai da sua concha e o feitiço vira-se contra o feiticeiro. Será que Anthony conseguirá perceber que a mulher dos seus sonhos esteve sempre ali?
Direitos do Homem de António Maria Pereira.
Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1979, 278 págs. B.
A obra está dividida em três partes: a primeira expõe a temática universal dos direitos do homem e a medida da sua protecção em Portugal. Aqui se abordam problemas como o dos saneamentos revolucionários, do não paga-mento das indemnizações, do julgamento dos ex-pides, e da lei sobre as organizações fas-cistas; a segunda parte é um resumido manual da Convenção Europeia e do processo perante as instâncias de Estrasburgo, onde se analisa o alcance das reservas formuladas por Portugal; a terceira transcreve as convenções internacionais sobre direitos do homem que Portugal subscreveu.
Siciliano de Mário Puzo.
Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1986, 319 págs. B.
O período de exílio de Michael Corleone na Sicília está quase a terminar. O Padrinho ordenou a Michael que, ao regressar aos Estados Unidos, leve com ele um jovem bandido siciliano chamado Salvatore Guiliano. Porém, Guiliano é um homem envolvido numa teia sangrenta de violência e vendettas. Na Sicília, Guiliano é um Robin dos Bosques dos tempos modernos que desafiou a corrupção – e a Cosa Nostra. Agora, o destino de Michael Corleone está ligado ao do lendário e perigoso Salvatore Guiliano: o guerreiro, o amante, o Siciliano.
Pressupostos do Socialismo e as Tarefas da Social-Democracia de Eduard Bernstein. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1976, 345 págs. B.
Discípulo preferido e executor testamentário de Engels, Eduard Bernstein (1850-1932) começa, logo a seguir à morte do seu mestre, a pôr em causa um certo número de teorias de Marx. No plano filosófico, dirige os seus ataques contra o método dialéctico e torna-se o principal defensor de um regresso a Kant, regresso este que encontrará a sua expressão no «neokantismo» de todo um sector da «inteligentzia» social-democrata. A luz dos mais recentes desenvolvimentos do capitalismo na sua época, Bernstein contesta as teorias do valor, da mais-valia e da pauperização. Finalmente, no plano político, apoiando-se na prática real do partido alemão, o reformismo, convida os sociais-democratas a «emanciparem-se duma fraseologia ultrapassada pelos factos e a apresentarem-se como aquilo que na realidade são: um partido de reformas socialistas e democráticas».
Condenado por revisionismo pela social-democracia internacional, Bernstein tinha todavia interpretado pertinentemente uma corrente muito profunda existente no movimento socialista. Proclamando-se oficialmente marxista, esta corrente vai dominar os partidos da II Internacional combinando um certo marxismo teórico com uma prática política essencialmente parlamentar em que os objectivos revolucionários estão muito longinquos ou mesmo ausentes.
Os Pressupostos do Socialismo e as Tarefas da Social-Democracia reúne precisamente os artigos de Bernstein que estão na origem da crise aberta pelo revisionismo na social-democracia.
As repercussões e o significado histórico da obra tornam desnecessário salientar a importância desta sua primeira edição portuguesa.
Dicionário de Medicina de Peter Wingate.
Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1977, 793 págs. B.
Há cerca de dois mil anos, Hipócrates afirmou que o médico deve ensinar os doentes a cuidarem da sua saúde.
É evidente que quanto mais soubermos de nós mesmos, menos complicados porque mais conscientes se nos afigurarão tais problemas.
Este dicionário dirige-se a todos aqueles que se interessam pelo tratamento de pessoas doentes, e, sobretudo, ao próprio doente, que deveria ser o principal colaborador do médico. Mas não se trata, como Peter Wingate sublinha, de um receituário domésticos nem de um manual de primeiros socorros.
Este dicionário debruça-se sim sobre o corpo e o espírito, saudável ou doente, sobre remédios e sobre a cirurgia, sobre a história, as instituições e o vocabulário da profissão médica e sobre muitos outros aspectos da medicina. E sempre o Dr. Wingate expõe com clareza os princípios contidos no diagnóstico e no tratamento de mil e uma doenças.
Seis Estudos de Psicologia de Jean Piaget. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1976, 216 págs. B.
Não é hoje necessário apresentar Jean Piaget ao público português, nem referir a importância do trabalho de um homem unanimemente reconhecido como um dos grandes psicólogos do nosso tempo. Equiparado a Freud pelos muitos horizontes que a sua obra veio rasgar, sobretudo no âmbito do estudo da inteligência infantil e da educação das crianças. Seis Estudos de Psicologia traçam um resumo do pensamento de Piaget e constituem uma vigorosa introdução à sua concepção genética estruturalista. Os textos apresentados proporcionam o essencial das descobertas de Piaget no domínio da psicologia da criança e abordam alguns dos problemas centrais da pesquisa do autor, nomeadamente os do pensamento, da linguagem e da afectividade.
Dicionário de Política de Florence Elliott
Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1972, 510 págs. Mole.
É difícil em poucas palavras sugerir todo o vasto conteúdo deste livro, que analisa e esclarece as mais recentes situações do panorama político mundial. «Curriculum exaustivo de acontecimentos, história das mais destacadas personalidades, análise e descrição de instituições políticas, monografia de praticamente todos os Estados independentes do mundo bem como das principais possessões ultramarinas, este dicionário trata ainda de modo especial os locais que foram ou são centro de disputas e de tensões, enumera e estuda os principais partidos politicos analisando os seus objetivos, debruça-se sobre as diversas organizações internacionais, descreve as ideologias, refere as datas, declarações importantes, etc.
Dicionário de Gestão de Henri Tezenas du Montciel.
Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1973, 301 págs. Mole.
Este DICIONARIO DE GESTÃO é um guia prático feito para os gestores responsáveis pelos diversos departamentos técnico-administrativos da actividade empresarial; e também para os estudantes da matéria, aos quais proporciona um contacto com as questões mais práticas que terão de vir a resolver. Não há gestão sem matemática, sem estatística, sem economia, direito, psicossociologia, finanças, contabilidade e outras. mais ciências. Nenhuma delas exerce domínio absoluto, antes todas se conjugam para formar o sistema global da empresa. Este carácter pluridisciplinar e o constante aperfeiçoamento dos métodos determinam uma crescente complexidade da ciência e da linguagem da gestão: todos os profissionais verificam a importância de palavras novas cujo uso é causa de muitos equívocos.
Curso de Linguística Geral de Ferdinand de Saussure. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1978, 388 págs. Mole.
Curso de linguística Geral (em francês: Cours de linguistique générale) é uma obra póstuma de Ferdinand de Saussure publicada em 1916. Nela, Saussure elege a língua, em oposição à fala, como objecto central da Linguística. Introduz os termos diacronia – estudo da história da língua – e sincronia – estado da língua. Além disso, Saussure caracterizou a linguagem como um sistema de signos. O Curso de linguística Geral não foi um livro escrito por Ferdinand de Saussure, mas, na verdade, uma obra editada após sua morte por Charles Bally e Albert Sechehaye, com base em anotações feitas ao longo de cursos oferecidos pelo linguista na Universidade de Genebra entre os anos 1906-1907, 1908-1909 e 1910-1911. Bally e Sechehaye contaram com as anotações de mais um dos alunos de Saussure, que colaborou na edição do texto, Albert Riedlinger.
«Logo a abrir, apareces-me pousada sobre o Tejo como uma cidade de navegar. Não me admiro: sempre que me sinto em alturas de abranger o mundo, no pico de um miradouro ou sentado numa nuvem, vejo-te em cidade-nave, barca com ruas e jardins por dentro, e até a brisa que corre me sabe a sal. Há ondas de mar aberto desenhadas nas tuas calçadas; há âncoras, há sereias. (…) Em frente é o rio que corre para os meridianos do paraíso. O tal Tejo de que falam os cronistas enlouquecidos, povoando-o de tritões a cavalo de golfinhos.»
Jorge Jardim Gonçalves – O Poder do Silêncio de Luís Osório. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 2014, 685 págs. B.
Não é um livro sobre o Processo BCP. Sobre o Opus Dei. Sobre a guerra colonial. Sobre Salazar e Álvaro Cunhal. Sobre o poder angolano e José Eduardo dos Santos. Sobre a infância, o exílio em Espanha, o nascimento dos colégios de Fomento, os que o traíram, amaram, pediram dinheiro. Sobre os irmãos e os filhos, heranças, conflitos familiares. Sobre o conflito com António Champalimaud, Belmiro de Azevedo, Pedro Maria Teixeira Duarte, Vítor Constâncio, António Mexia, José Sócrates ou Ricardo Salgado. Sobre a amizade com Ramalho Eanes e Mário Soares, a engenharia de portos, a morte de alguns dos que mais amou, a sua própria morte. Esta viagem não é sobre cada uma destas coisas. É sobre todas estas coisas.
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