Seis Estudos de Psicologia de Jean Piaget. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1976, 216 págs. B.
Não é hoje necessário apresentar Jean Piaget ao público português, nem referir a importância do trabalho de um homem unanimemente reconhecido como um dos grandes psicólogos do nosso tempo. Equiparado a Freud pelos muitos horizontes que a sua obra veio rasgar, sobretudo no âmbito do estudo da inteligência infantil e da educação das crianças. Seis Estudos de Psicologia traçam um resumo do pensamento de Piaget e constituem uma vigorosa introdução à sua concepção genética estruturalista. Os textos apresentados proporcionam o essencial das descobertas de Piaget no domínio da psicologia da criança e abordam alguns dos problemas centrais da pesquisa do autor, nomeadamente os do pensamento, da linguagem e da afectividade.
Dicionário de Política de Florence Elliott
Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1972, 510 págs. Mole.
É difícil em poucas palavras sugerir todo o vasto conteúdo deste livro, que analisa e esclarece as mais recentes situações do panorama político mundial. «Curriculum exaustivo de acontecimentos, história das mais destacadas personalidades, análise e descrição de instituições políticas, monografia de praticamente todos os Estados independentes do mundo bem como das principais possessões ultramarinas, este dicionário trata ainda de modo especial os locais que foram ou são centro de disputas e de tensões, enumera e estuda os principais partidos politicos analisando os seus objetivos, debruça-se sobre as diversas organizações internacionais, descreve as ideologias, refere as datas, declarações importantes, etc.
Dicionário de Gestão de Henri Tezenas du Montciel.
Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1973, 301 págs. Mole.
Este DICIONARIO DE GESTÃO é um guia prático feito para os gestores responsáveis pelos diversos departamentos técnico-administrativos da actividade empresarial; e também para os estudantes da matéria, aos quais proporciona um contacto com as questões mais práticas que terão de vir a resolver. Não há gestão sem matemática, sem estatística, sem economia, direito, psicossociologia, finanças, contabilidade e outras. mais ciências. Nenhuma delas exerce domínio absoluto, antes todas se conjugam para formar o sistema global da empresa. Este carácter pluridisciplinar e o constante aperfeiçoamento dos métodos determinam uma crescente complexidade da ciência e da linguagem da gestão: todos os profissionais verificam a importância de palavras novas cujo uso é causa de muitos equívocos.
Curso de Linguística Geral de Ferdinand de Saussure. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1978, 388 págs. Mole.
Curso de linguística Geral (em francês: Cours de linguistique générale) é uma obra póstuma de Ferdinand de Saussure publicada em 1916. Nela, Saussure elege a língua, em oposição à fala, como objecto central da Linguística. Introduz os termos diacronia – estudo da história da língua – e sincronia – estado da língua. Além disso, Saussure caracterizou a linguagem como um sistema de signos. O Curso de linguística Geral não foi um livro escrito por Ferdinand de Saussure, mas, na verdade, uma obra editada após sua morte por Charles Bally e Albert Sechehaye, com base em anotações feitas ao longo de cursos oferecidos pelo linguista na Universidade de Genebra entre os anos 1906-1907, 1908-1909 e 1910-1911. Bally e Sechehaye contaram com as anotações de mais um dos alunos de Saussure, que colaborou na edição do texto, Albert Riedlinger.
«Logo a abrir, apareces-me pousada sobre o Tejo como uma cidade de navegar. Não me admiro: sempre que me sinto em alturas de abranger o mundo, no pico de um miradouro ou sentado numa nuvem, vejo-te em cidade-nave, barca com ruas e jardins por dentro, e até a brisa que corre me sabe a sal. Há ondas de mar aberto desenhadas nas tuas calçadas; há âncoras, há sereias. (…) Em frente é o rio que corre para os meridianos do paraíso. O tal Tejo de que falam os cronistas enlouquecidos, povoando-o de tritões a cavalo de golfinhos.»
Jorge Jardim Gonçalves – O Poder do Silêncio de Luís Osório. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 2014, 685 págs. B.
Não é um livro sobre o Processo BCP. Sobre o Opus Dei. Sobre a guerra colonial. Sobre Salazar e Álvaro Cunhal. Sobre o poder angolano e José Eduardo dos Santos. Sobre a infância, o exílio em Espanha, o nascimento dos colégios de Fomento, os que o traíram, amaram, pediram dinheiro. Sobre os irmãos e os filhos, heranças, conflitos familiares. Sobre o conflito com António Champalimaud, Belmiro de Azevedo, Pedro Maria Teixeira Duarte, Vítor Constâncio, António Mexia, José Sócrates ou Ricardo Salgado. Sobre a amizade com Ramalho Eanes e Mário Soares, a engenharia de portos, a morte de alguns dos que mais amou, a sua própria morte. Esta viagem não é sobre cada uma destas coisas. É sobre todas estas coisas.
Revolução Industrial em Portugal no Século XIX de Armando Castro. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1971, 300 págs. B.
Este estudo procura servir tantos estudantes universitários como quaisquer leitores interessados no seu mundo, conscientemente interessados no seu mundo e, portanto, empenhados na sua interpretação e na conquista de armas teóricas de conduta. Procura servir todos aqueles que não querem” um passado futuro e futuro anterior” e pretendem, isso sim, aproveitar as lições do passado para edificar o futuro.
História do Fado de Pinto de Carvalho. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1982, 292 págs. B.
A presente História do Fado, de Pinto de Carvalho (Tinop), constitui não só o mais importante texto até hoje elaborado sobre as origens e o desenvolvimento do Fado, como também um saborosíssimo painel da vida de Lisboa na segunda metade do século XIX.
Jogos de Azar de José Cardoso Pires. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1993, 246 págs. B.
Jogos de Azar, de José Cardoso Pires, reúne nove contos escolhidos pelo autor: Carta a Garcia, Amanhã, se Deus Quiser, Os Caminheiros, Dom Quixote, as Velhas Viúvas e a Rapariga dos Fósforos, Uma Simples Flor nos Teus Cabelos Claros, Ritual dos Pequenos Vampiros, Estrada 43, Week-end e A Semente Cresce Oculta.
Nestas histórias, o olhar atento de Cardoso Pires examina um mundo desigual e os peões que nele se movem. Esta colectânea é «uma oportunidade de confronto e de meditação, sobre o artesanato do escritor, sobre o jogo de fortuna e azar em que se lança alguém quando descreve um pouco do seu tempo.»
A Árvore do Homem de Patrick White. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1973, 653 págs. B.
Patrick White Prémio Nobel de Literatura 1973 é um escritor de corte realista, profundamente sensibilizado pelo sofrimento dos homens, mas cuja obra se apresenta irrigada por um simbolismo de natureza bíblica. Um clássico que prolonga a tradição romanesca do século passado, conferindo, no entanto, a este género literário uma força e um interesse novos. A obra de White traz ao nosso conhecimento um novo continente: a Austrália, cenário caleidoscopicamente repetido de todos os seus romances. Nas suas próprias palavras, «o Grande Vazio Australiano, onde o espírito é o bem menos importante que se pode possuir, em que a riqueza determina a importância dos homens, em que a escola e os jornais impõem a sua marca a toda a inteligência nascente, em que os rapazes e as raparigas contemplam a vida com olhos azuis e cegos»… Descobrir o «extraordinário» o mistério e a poesia -que se esconde por detrás das vidas mais vulgares e que é afinal o que torna suportável a existência. Esta a intenção, declarada por P. White, da obra que lhe deu projecção internacional: The Tree of Man, A Árvore do Homem. A história de um homem e de uma mulher que através de uma vida conturbada procuram e alcançam o entendimento.
Amor do Soldado de Jorge Amado. Publicações Europa-América. Lisboa, 1965, 176 págs. B. Colecção: Três Abelhas | 81
O Amor do Soldado é uma peça de teatro que Jorge Amado Escreveu em 1944 a pedido da actriz Bibi Ferreira. Nela se conta a vida de Castro Alves, o poeta, o construtor da democracia, o militante da liberdade.
«A arte é a apoteose da solidão» escreveu Samuel Beckett num ensaio dedicado à obra de Marcel Proust. Na verdade, tal afirmação é perfeitamente aplicável à generalidade da obra do próprio Beckett. Não será de Samuel Beckett a voz mais expressiva, mais contundente, mais desencantada da solidão, da angústia que subverte toda a possibilidade de esperança, do desespero impotente profundamente enraizado mesmo na chamada «sociedade da abundância»?
O tão apregoado pessimismo de Beckett não será extremamente relativo? Não terá ele acima de tudo o valor de um grito de raiva, de revolta contra situações estabelecidas mas inaceitáveis, no fundo consolidadas apenas provisòriamente e a um passo da derrocada final?
Guerra Civil de Álvaro Guerra. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1993, 452 págs. B.
A guerra civil que nos anos 20 e 30 do século passado dividiu os portugueses em bandos fratricidas é o ambiente do romance de Álvaro Guerra, em que o choque das paixões e dos ódios revela o que de imutável existe no coração dos homens. Fresco de uma época que transformou o destino da Europa, A Guerra Civil transporta-nos aos meios da emigração liberal, à revolução de 1830 em Paris, à expedição liberal e à guerra, desde o desembarque de Mindelo até à Convenção de Évora Monte, passando pelo cerco do Porto, a conquista de Lisboa e as guerrilhas miguelistas.
📕 1ª Edição. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Crónicas d’um Stuart de Osvaldo de Sousa. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1987, 265 págs. E.
Album de merecida homenagem à vida e obra de um artista único no seu género. “Artista irreverente, praticante de artes irreverentes, Stuart perdeu-se na vida, no tintol boémio, nas pernas das vielas e calçadas, no quotidiano profissional dos jornais. Diz-se mesmo que o seu génio foi chupado pelas máquinas impressoras, a que dedicou 54 anos a fio da sua existência, sendo poucos os que como ele trabalharam tanto para a imprensa. E ao longo de todo esse período, não cessou de criar verdadeiras obras-primas, prementemente criadas que o tempo não dava tempo à inspiração. (…) Quanto à obra, essa [constituída por milhares de trabalhos] encontra-se dispersa por centenas de coleccionadores e jornais vários. E foi da articulação de todos esses dados que nasceu o presente trabalho, as crónicas de um Stuart que se distinguiu nas artes.” Álbum de cuidada execução gráfica, em bom papel, enriquecido com centenas de reproduções de desenhos avulsos, capas de livros, revistas e músicas, publicidade, cartazes, etc. Um dos capítulos é consagrado a «Stuart e a Caricatura» onde aparecem retratos caricaturais de Camilo, Eça de Queirós, Junqueiro e outros. Edição limitada a 1500 exemplares numerados e autenticados.
Para proporcionarmos a melhor experiência possível, utilizamos tecnologias como cookies para armazenar e aceder a informações do dispositivo. O consentimento permite-nos processar dados como o comportamento de navegação ou identificadores únicos neste sítio. Não consentir, ou retirar o consentimento, pode afectar negativamente certas funcionalidades.
Funcional
Sempre ativo
O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para o fim legítimo de permitir a utilização de um serviço expressamente solicitado pelo assinante ou utilizador, ou para o fim exclusivo de efectuar a transmissão de uma comunicação numa rede de comunicações electrónicas.
Preferências
O armazenamento ou acesso técnico é necessário para o propósito legítimo de armazenamento de preferências não solicitadas pelo assinante ou utilizador.
Estatísticas
O armazenamento ou acesso técnico utilizado exclusivamente para fins estatísticos anónimos. Sem uma intimação, sem a colaboração voluntária do seu fornecedor de serviços de Internet, ou sem registos adicionais de terceiros, a informação armazenada ou recuperada apenas para este fim não permite, em geral, identificá-lo.O armazenamento técnico ou acesso que é usado exclusivamente para fins estatísticos anónimos. Sem uma intimação, conformidade voluntária por parte do seu Fornecedor de Serviços de Internet ou registos adicionais de terceiros, as informações armazenadas ou recuperadas apenas para esse fim geralmente não podem ser usadas para identificá-lo.
Marketing
O armazenamento ou acesso técnico necessário para criar perfis de utilizador, enviar publicidade ou rastrear o utilizador num ou em vários sítios para fins de marketing.