Rapariga Apanhada na Teia de Aranha de David Lagercrantz. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 2016, 502 págs. B.
Neste thriller carregado de adrenalina, a genial hacker Lisbeth Salander e o jornalista Mikael Blomkvist enfrentam uma nova e perigosa ameaça que os leva mais uma vez a unir forças.
Uma noite, Blomkvist recebe um telefonema de uma fonte confiável declarando ter informação vital para os Estados Unidos. a fonte tinha estado em contacto com uma jovem mulher, uma super-hacker que se parecia com alguém que Blomkvist conhecia bem de mais. As consequências são surpreendentes.
Blomkvist, a precisar urgentemente de um furo jornalístico para a Millennium, pede ajuda a Lisbeth, que, como habitualmente, tem a sua agenda própria.
Em A Rapariga Apanhada na Teia de Aranha, o duo que fez vibrar 80 milhões de leitores com Os Homens que Odeiam as Mulheres, A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo e A Rainha no Palácio das Correntes de Ar encontra-se de novo num actual e extraordinário thriller.
Terra de Neve de Yasunari Kawabata. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1968, 177 págs. B.
Terra de Neve é a história de um amor de perdição passado no meio da edsolada beleza da costa oeste do Japão, uma das regiões mais nevosas do mundo. É aí, numas termas isoladas de montanha, que o sofisticado Shimamura conhece a geisha Komako, que se entrega a ele sem remorsos, sabendo de antemão que a sua paixão não pode perdurar.
Pela Sociologia de Alain Touraine. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1982, 212 págs. B.
Ao longo dos seis ensaios que integram o presente livro (O objecto da sociologia; Dez ideias para uma sociologia; Sistemas e conflitos; Relações e conflitos sociais na sociedade pós-industrial; Identidade social e movimentos sociais; O momento da sociologia), Alain Touraine propõe-se analisar a situação e o papel dos estudos sociológicos nas sociedades nossas contemporâneas e ao mesmo tempo definir, por entre o apelo das ideologias e as pressões dos poderes estabelecidos, o lugar que compete aos sociólogos.
Milagrário Pessoal de José Eduardo Agualusa.
Publicações Dom Quixote. Lisboa, 2010, 190 págs. B.
Iara, jovem linguista portuguesa, faz uma incrível descoberta: alguém, ou alguma coisa, está a subverter a nossa língua, a nível global, de forma insidiosa, porém avassaladora e irremediável. Maravilhada, perplexa e assustada, a jovem procura a ajuda de um professor, um velho anarquista angolano, com um passado sombrio, e os dois partem em busca de uma colecção de misteriosas palavras, que, a acreditar num documento do século XVII, teriam sido roubadas à “língua dos pássaros”. Milagrário Pessoal é um romance de amor e, ao mesmo tempo, uma viagem através da história da língua portuguesa, das suas origens à actualidade, percorrendo os diferentes territórios aos quais a mesma se vem afeiçoando.
Mediterrâneo e o Mundo Mediterrânico (Vol.I) de Fernand Braudel. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1983, 693 págs. B. Il.
“A obra histórica mais significativa do nosso tempo”: assim classificou o New York Times o presente livro de Fernand Braudel. Discípulo de Marc Bloch e Lucien Febvre, director da revista Annales (a famosa revista francesa que impôs uma nova visão da História), professor no Collège de France, presidente da VI secção da École des Hautes Études, primeiro administrador da Maison des Sciences de l’Homme, é sem dúvida o nome mais importante da historiografia contemporânea.
Um Legado de Espiões de John Le Carré.
Publicações Dom Quixote. Lisboa, 2017, 303 págs. B.
Peter Guillam, fiel colega e discípulo de George Smiley nos Serviços Secretos britânicos, também conhecidos por Circus, goza a reforma na sua propriedade de família, na costa sul da Bretanha, quando uma carta do seu antigo Serviço o convoca a Londres. Razão? O seu passado durante a Guerra Fria voltou para o reclamar.
Operações de informações que antigamente eram a menina dos olhos da Londres secreta, e que envolveram personagens como Alec Leamas, Jim Prideaux, George Smiley e o próprio Peter Guillam, vão ser escrutinadas por uma geração que não tem memória da Guerra Fria, nem paciência para as suas justificações. Alguém tem de pagar pelo sangue inocente outrora derramado em nome do bem geral.
Entrelaçando o passado com o presente de modo a que um e outro possam contar a sua própria história, John le Carré teceu um romance com um enredo tão engenhoso e impressionante quanto os dois predecessores para os quais remete: O Espião Que Saiu do Frio e A Toupeira. Numa história repleta de tensão, humor e ambivalência moral, le Carré e o seu narrador Peter Guillam presenteiam-nos com um legado de personagens inesquecíveis, velhas e novas.
Gerente da Noite de John Le Carré.
Publicações Dom Quixote. Lisboa,
No início de tudo, Jonathan Pine é apenas o gerente da noite num hotel de luxo. Mas quando uma tentativa isolada para passar informações às autoridades britânicas – sobre um homem de negócios com transacções suspeitas no hotel – resulta em consequências terríveis, e pessoas próximas a Pine começam a morrer, ele empenha-se numa batalha contra forças tão poderosas que nem pode imaginar.
Numa história arrepiante sobre agências de inteligência corruptas, etiquetas de preço de milhões de dólares e a brutal verdade do comércio de armas, John le Carré cria um mundo claustrofóbico onde não se pode confiar em ninguém.
Blink: Decidir Num Piscar de Olhos de Malcolm Gladwell.
Publicações Dom Quixote. Lisboa, 2016, 345 págs. B.
Blink! é um livro sobre o «pensamento que não é pensado», sobre as escolhas que parecem ser feitas instantaneamente — num piscar de olhos —, mas que realmente não são tão simples como parecem. Porque é que certas pessoas são decisoras brilhantes e outras se mostram sistematicamente inaptas para decidir? Porque é que há pessoas que seguem os seus instintos e vencem, enquanto outras tropeçam sempre em erros de avaliação? Como é que será que o nosso cérebro realmente trabalha — no escritório, na sala de aula, na cozinha e no quarto? E porque é que, com frequência, as melhores decisões são aquelas que não se conseguem explicar? Baseado nas descobertas neurológicas e psicológicas mais recentes, e escrito de uma forma rigorosa e brilhante, Blink! muda o modo como compreendemos todas as nossas decisões. Nunca mais se poderá pensar em pensar da mesma maneira.
Sepulcro de Kate Mosse. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 2010, 654 págs. B.
Meredith Martin chega a Domaine de la Cade para fazer uma pesquisa para a biografia de Claude Debussy. Mas tem o desejo de descobrir as origens da sua família, que remontam à região. As únicas chaves que tem são a velha partitura de piano, as fotos antigas que a sua mãe lhe deixou e as cartas em que nunca acreditou. De imediato é cativada pela trágica história da casa, que se diz ser assombrada, e pelo destino de Léonie Vernier – uma jovem que em 1981 rumou a Domaine de la Cade com o seu irmão e que em 1987, no dia de Todos-os-Santos, desaparece sem deixar vestígios. Nessa mesma noite, numa pequena aldeia do vale, um sacerdote idoso e recluso é brutalmente assassinado. As únicas ligações entre os dois acontecimentos são a música fantasmagórica que paira no ar nos antigos bosques da montanha e a carta de tarot colocada na mão do morto: a carta XV, O Diabo. Os assassinos nunca foram julgados e o corpo de Léonie nunca apareceu. Quando Meredith vê um antigo túmulo escondido dentro do recinto e ouve a música fantasmagórica que ecoa durante a noite, percebe que a história das cartas está longe de estar morta e enterrada. Contra a sua vontade, vê-se numa corrida contra o tempo, tanto para encontrar o tarot de Vernier como para solucionar o antigo mistério do desaparecimento de Léonie, sem se tornar ela própria a mais recente vítima.
Para a Libertação da Mulher de Roger Garaudy.
Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1981, 122 págs. B.
Desde há seis mil anos que as nossas sociedades têm sido feitas e dirigidas pelos homens e para os homens.
Metade da Humanidade a metade feminina tem conhecido apenas a submissão e o esbulho de alguns dos seus direitos mais elementares. Porém, ao longo deste século, e mais ainda depois de 1968, o movimento das mulheres pôs em causa tal estado de coisas.
Neste seu novo livro, polémico e contundente, em que se fala das Novas Cartas Portuguesas e de Maria de Lourdes Pintasilgo, Roger Garaudy, de quem esta Colecção publicou recentemente Ainda É Tempo de Viver, defende a libertação da mulher como pressuposto imprescindível da própria libertação humana.
Dicionário das Ciências de Linguagem de Oswald Ducrot [et al.]. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1973, 445 págs. B.
O Dicionário das Ciências da Linguagem, de Oswald Ducrot e Tzvetan Todorov, continua hoje a ser, quase vinte anos após a sua publicação original, uma obra de referência incontornável no complexo domínio de uma disciplina – a linguística – que cada vez mais se revela na base de todas as ciências do homem.
«Obra-prima de organização», como referiu um crítico francês, o Dicionário das Ciências da Linguagem apresenta 57 entradas, no interior das quais, porém, é possível encontrar cerca de 800 definições, que os índices finais facilmente permitem localizar.
Do ponto de vista do conteúdo, leitor encontrará ao longo de quatro grandes partes todo o conhecimento relativo à matéria: as escolas (do século XVII até Chomsky), os domínios (incluindo a psico e a sociolinguística), os conceitos metodológicos (do signo aos géneros literários) e os conceitos descritivos (do mais simples – as unidades são significativas – ao mais complexo – linguagem e acção).
Um trabalho fundamental para os estudantes e estudiosos portugueses.
Gente Feliz com Lágrimas de João de Melo. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1988, 486 págs. B.
Uma saga que irresistivelmente arrasta o leitor ao longo de cinco mundos, vividos e pensados através da obsessiva busca da felicidade que move os seus protagonistas. Concebida polifonicamente como a descrição dos vários modos de viver a amargura que medeia entre o abandono da terra e o retorno ao domínio do que é familiar, esta peregrinação possível em tempos de escassez de aventura é a definitiva lição de que o regresso se não limita a perfazer o círculo e constitui uma visão fascinante do Portugal que todos, de uma maneira ou de outra, conhecemos.
📕 1ª Edição. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Estrelas e Moléculas de Elizabeth Teissier.
Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1994, 264 págs. B.
Ο que é que determina o carácter de um individuo? A conjunção astral do momento em que nasceu ou o ADN? Qual é o papel da hereditariedade, do ambiente social, das aquisições, dos níveis de organização, face às forças eletromagnéticas, às posições dos plane-tas e aos estudos feitos desde os tempos mais remotos por grandes espíritos? Por que razão foi Kepler, um dos mais famosos astrónomos, também um dos mais eminentes astrólogos, e qual o motivo por que Sheldrake, Böhm e outros defenderam a ideia de interdependência universal? Poder-se-á admitir que a Lua tenha influência nalguns fenómenos puramente terrestres, negar que Marte, Júpiter ou Plutão, também eles, tenham influência sobre o ser vivo? Segundo alguns investigadores, hoje em dia a Ciência encontra-se num impasse, e deve trilhar caminhos que saem do racional. Mas será a astrologia essa nova fonte tão esperada?
África Começa Mal e René Dumont.
Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1965, 410 págs. B. Il.
René Dumont não é só um mestre de problemas tropicais; é um homem que através das suas múltiplas experiências procura sempre trazer para a humanidade um pouco de luz, um pouco do que o seu saber pode contribuir para tornar menos dura a luta do dia a dia de todos os povos».
Perguntem a Sarah Gross de João Pinto Coelho.
Publicações Dom Quixote. Lisboa, 2015, 447 págs. B.
Em 1968, Kimberly Parker, uma jovem professora de Literatura, atravessa os Estados Unidos para ir ensinar no colégio mais elitista da Nova Inglaterra, dirigido por uma mulher carismática e misteriosa chamada Sarah Gross. Foge de um segredo terrível e procura em St. Oswald’s a paz possível com a companhia da exuberante Miranda, o encanto e a sensibilidade de Clement e sobretudo a cumplicidade de Sarah. Mas a verdade persegue Kimberly até ali e, no dia em que toma a decisão que a poderia salvar, uma tragédia abala inesperadamente a instituição centenária, abrindo as portas a um passado avassalador.
Nos corredores da universidade ou no apertado gueto de Cracóvia; à sombra dos choupos de Birkenau ou pelas ruas de Auschwitz quando ainda era uma cidade feliz, Kimberly mergulha numa história brutal de dor e sobrevivência para a qual ninguém a preparou.
Rigoroso, imaginativo e profundamente cinematográfico, com diálogos magistrais e personagens inesquecíveis, Perguntem a Sarah Gross é um romance trepidante que nos dá a conhecer a cidade que se tornou o mais famoso campo de extermínio da História. A obra foi finalista do prémio LeYa em 2014.
Eterno Efémero de Urbano Tavares Rodrigues. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 2005, 140 págs. B.
Visitação de uma vida escondida, que existe na tranquila, burguesa cidade de Lisboa, um inquérito à volta de um crime, romance psicológico e romance policial, com mistérios por esclarecer e com janelas abertas para o mundo da pobreza e da violência, de ocultas e expostas dores em que vivemos, O Eterno Efémero é um dos livros mais envolventes de Urbano Tavares Rodrigues, em que se misturam o conhecimento dos abismos humanos, um erotismo aberto ou dissimulado, o amor que se procura, se recusa ou se desdenha. Tudo isto na escrita plástica, rica, sensual e por vezes poética de Urbano Tavares Rodrigues.
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