Dicionário das Ciências de Linguagem de Oswald Ducrot [et al.]. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1973, 445 págs. B.
O Dicionário das Ciências da Linguagem, de Oswald Ducrot e Tzvetan Todorov, continua hoje a ser, quase vinte anos após a sua publicação original, uma obra de referência incontornável no complexo domínio de uma disciplina – a linguística – que cada vez mais se revela na base de todas as ciências do homem.
«Obra-prima de organização», como referiu um crítico francês, o Dicionário das Ciências da Linguagem apresenta 57 entradas, no interior das quais, porém, é possível encontrar cerca de 800 definições, que os índices finais facilmente permitem localizar.
Do ponto de vista do conteúdo, leitor encontrará ao longo de quatro grandes partes todo o conhecimento relativo à matéria: as escolas (do século XVII até Chomsky), os domínios (incluindo a psico e a sociolinguística), os conceitos metodológicos (do signo aos géneros literários) e os conceitos descritivos (do mais simples – as unidades são significativas – ao mais complexo – linguagem e acção).
Um trabalho fundamental para os estudantes e estudiosos portugueses.
Gente Feliz com Lágrimas de João de Melo. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1988, 486 págs. B.
Uma saga que irresistivelmente arrasta o leitor ao longo de cinco mundos, vividos e pensados através da obsessiva busca da felicidade que move os seus protagonistas. Concebida polifonicamente como a descrição dos vários modos de viver a amargura que medeia entre o abandono da terra e o retorno ao domínio do que é familiar, esta peregrinação possível em tempos de escassez de aventura é a definitiva lição de que o regresso se não limita a perfazer o círculo e constitui uma visão fascinante do Portugal que todos, de uma maneira ou de outra, conhecemos.
📕 1ª Edição. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Estrelas e Moléculas de Elizabeth Teissier.
Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1994, 264 págs. B.
Ο que é que determina o carácter de um individuo? A conjunção astral do momento em que nasceu ou o ADN? Qual é o papel da hereditariedade, do ambiente social, das aquisições, dos níveis de organização, face às forças eletromagnéticas, às posições dos plane-tas e aos estudos feitos desde os tempos mais remotos por grandes espíritos? Por que razão foi Kepler, um dos mais famosos astrónomos, também um dos mais eminentes astrólogos, e qual o motivo por que Sheldrake, Böhm e outros defenderam a ideia de interdependência universal? Poder-se-á admitir que a Lua tenha influência nalguns fenómenos puramente terrestres, negar que Marte, Júpiter ou Plutão, também eles, tenham influência sobre o ser vivo? Segundo alguns investigadores, hoje em dia a Ciência encontra-se num impasse, e deve trilhar caminhos que saem do racional. Mas será a astrologia essa nova fonte tão esperada?
África Começa Mal e René Dumont.
Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1965, 410 págs. B. Il.
René Dumont não é só um mestre de problemas tropicais; é um homem que através das suas múltiplas experiências procura sempre trazer para a humanidade um pouco de luz, um pouco do que o seu saber pode contribuir para tornar menos dura a luta do dia a dia de todos os povos».
Perguntem a Sarah Gross de João Pinto Coelho.
Publicações Dom Quixote. Lisboa, 2015, 447 págs. B.
Em 1968, Kimberly Parker, uma jovem professora de Literatura, atravessa os Estados Unidos para ir ensinar no colégio mais elitista da Nova Inglaterra, dirigido por uma mulher carismática e misteriosa chamada Sarah Gross. Foge de um segredo terrível e procura em St. Oswald’s a paz possível com a companhia da exuberante Miranda, o encanto e a sensibilidade de Clement e sobretudo a cumplicidade de Sarah. Mas a verdade persegue Kimberly até ali e, no dia em que toma a decisão que a poderia salvar, uma tragédia abala inesperadamente a instituição centenária, abrindo as portas a um passado avassalador.
Nos corredores da universidade ou no apertado gueto de Cracóvia; à sombra dos choupos de Birkenau ou pelas ruas de Auschwitz quando ainda era uma cidade feliz, Kimberly mergulha numa história brutal de dor e sobrevivência para a qual ninguém a preparou.
Rigoroso, imaginativo e profundamente cinematográfico, com diálogos magistrais e personagens inesquecíveis, Perguntem a Sarah Gross é um romance trepidante que nos dá a conhecer a cidade que se tornou o mais famoso campo de extermínio da História. A obra foi finalista do prémio LeYa em 2014.
Eterno Efémero de Urbano Tavares Rodrigues. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 2005, 140 págs. B.
Visitação de uma vida escondida, que existe na tranquila, burguesa cidade de Lisboa, um inquérito à volta de um crime, romance psicológico e romance policial, com mistérios por esclarecer e com janelas abertas para o mundo da pobreza e da violência, de ocultas e expostas dores em que vivemos, O Eterno Efémero é um dos livros mais envolventes de Urbano Tavares Rodrigues, em que se misturam o conhecimento dos abismos humanos, um erotismo aberto ou dissimulado, o amor que se procura, se recusa ou se desdenha. Tudo isto na escrita plástica, rica, sensual e por vezes poética de Urbano Tavares Rodrigues.
📕 1ª Edição. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
2012: a Guerra das Almas de Whitley Strieber. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 2009, 382 págs. B.
Em 2012 pode vir a acontecer um dos marcos mais importantes da História. A cada 26 000 anos, a Terra fica alinhada com o centro da nossa galáxia. Às 11h11, do 21 de Dezembro de 2012, este acontecimento vai voltar a suceder. O povo Maia acreditava que marcaria o fim, não só desta era, mas também da consciência humana como a conhecemos.
Mas o que irá realmente acontecer? Estaremos perante o fim do mundo? Uma nova era para a humanidade? Coisa nenhuma? Da última vez que isto aconteceu, o homem de Cro-Magnon começou subitamente a desenhar nas cavernas do sul de França, o que até hoje permanece uma das mudanças mais inexplicáveis na história do homem.
Agora Whitley Strieber explora o ano de 2012 numa imponente obra de ficção que vai surpreender os leitores com ideias verdadeiramente novas.
Nesta história estimulante com altos e baixos, a misteriosa presença alienígena irrompe inesperadamente de locais sagrados em todo o mundo e começa a dilacerar as almas humanas dos seus corpos, mergulhando o mundo num caos nunca antes visto.
Ceia de Amor de Michel Tournier. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1992, 229 págs. E.
Após anos de felicidade, Nadège e Yves tornaram-se um casal incapaz de entender-se. De quando em quando discutem. Depois deixam que um silêncio pesado os cerque de solidão. Decidem por isso separa-se, e convidam os amigos para uma ceia durante a qual lhes comunicarão a triste novidade. Cada um dos convidados, porém, à semelhança dos convivas do «Decameron» de Bocaccio, contar-lhes-á uma história, e essas narrativas modificarão as relações de Yves e Nadège. E, ao longo da noite, as diferentes histórias contadas não deixarão de percorrer uma espiral de beleza e de força, para atingirem , ao amanhecer, um inexcedível clímax.
António Nobre (1867-1900) de Mário Claúdio. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 2001, E
A fotobiografia que faltava, de um dos maiores poetas portugueses, cujo contributo para a renovação da linguagem poética em Portugal ainda hoje se faz sentir. António Nobre. “O poeta nato, o lua, o santo, a cobra”. A sua curta vida (n. 1867; m. 1900, com apenas 32 anos, de tuberculose) não impediu a criação de uma das obras mais criativas e pungentes da nossa literatura. O seu livro de poemas “Só”, um retrato do país em fins do séc. XIX, em especial do Norte ( Douro e Minho), feito com grande ironia, está entre os maiores da nossa literatura.
Aventura no Vale de Enid Blyton. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1990, 255 págs. B.
O Aventura no é um livro infantil popular de Enid Blyton. É o terceiro livro da Série Aventura. A primeira edição do livro foi ilustrada por Stuart Tresilian. É um dos poucos romances de Enid Blyton com um tema da segunda guerra mundial.
Aventura do Circo de Enid Blyton. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1991, 271 págs. Br.
Porque teve Jaime de trazer o embirrento Gustavo para as suas férias? João pressente que Gustavo só irá trazer problemas… E tem razão. Quando Gustavo, Filipe, Dina e Maria da Luz são raptados, João tenta salvá-los de forma heroica.
Prazeres Proibidos de Laura Lee Guhrke. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 2009, 318 págs. B.
Toda a mulher tem os seus prazeres proibidos…
Para a delicada e tímida Daphne Wade, o mais apetecível prazer proibido é observar discretamente o seu patrão, o duque de Tremore, enquanto este trabalha numa escavação na sua herdade. Daphne foi contratada para restaurar os tesouros de valor incalculável que Anthony tem estado a desenterrar, mas não é fácil para uma mulher concentrar-se no seu trabalho quando o seu atraente patrão está sempre em tronco nu. Apesar dele não reparar nela, quem a pode censurar por, mesmo assim, se ter apaixonado desesperadamente por ele?
Quando a irmã de Anthony, Viola, decide transformar esta jovem e simples mulher de óculos dourados numa provocante beldade, ele declara a tarefa impossível. Daphne fica arrasada quando sabe… mas está determinada a provar que ele está errado. Agora, uma vigorosa e cativante Daphne sai da sua concha e o feitiço vira-se contra o feiticeiro. Será que Anthony conseguirá perceber que a mulher dos seus sonhos esteve sempre ali?
Direitos do Homem de António Maria Pereira.
Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1979, 278 págs. B.
A obra está dividida em três partes: a primeira expõe a temática universal dos direitos do homem e a medida da sua protecção em Portugal. Aqui se abordam problemas como o dos saneamentos revolucionários, do não paga-mento das indemnizações, do julgamento dos ex-pides, e da lei sobre as organizações fas-cistas; a segunda parte é um resumido manual da Convenção Europeia e do processo perante as instâncias de Estrasburgo, onde se analisa o alcance das reservas formuladas por Portugal; a terceira transcreve as convenções internacionais sobre direitos do homem que Portugal subscreveu.
Siciliano de Mário Puzo.
Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1986, 319 págs. B.
O período de exílio de Michael Corleone na Sicília está quase a terminar. O Padrinho ordenou a Michael que, ao regressar aos Estados Unidos, leve com ele um jovem bandido siciliano chamado Salvatore Guiliano. Porém, Guiliano é um homem envolvido numa teia sangrenta de violência e vendettas. Na Sicília, Guiliano é um Robin dos Bosques dos tempos modernos que desafiou a corrupção – e a Cosa Nostra. Agora, o destino de Michael Corleone está ligado ao do lendário e perigoso Salvatore Guiliano: o guerreiro, o amante, o Siciliano.
Pressupostos do Socialismo e as Tarefas da Social-Democracia de Eduard Bernstein. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1976, 345 págs. B.
Discípulo preferido e executor testamentário de Engels, Eduard Bernstein (1850-1932) começa, logo a seguir à morte do seu mestre, a pôr em causa um certo número de teorias de Marx. No plano filosófico, dirige os seus ataques contra o método dialéctico e torna-se o principal defensor de um regresso a Kant, regresso este que encontrará a sua expressão no «neokantismo» de todo um sector da «inteligentzia» social-democrata. A luz dos mais recentes desenvolvimentos do capitalismo na sua época, Bernstein contesta as teorias do valor, da mais-valia e da pauperização. Finalmente, no plano político, apoiando-se na prática real do partido alemão, o reformismo, convida os sociais-democratas a «emanciparem-se duma fraseologia ultrapassada pelos factos e a apresentarem-se como aquilo que na realidade são: um partido de reformas socialistas e democráticas».
Condenado por revisionismo pela social-democracia internacional, Bernstein tinha todavia interpretado pertinentemente uma corrente muito profunda existente no movimento socialista. Proclamando-se oficialmente marxista, esta corrente vai dominar os partidos da II Internacional combinando um certo marxismo teórico com uma prática política essencialmente parlamentar em que os objectivos revolucionários estão muito longinquos ou mesmo ausentes.
Os Pressupostos do Socialismo e as Tarefas da Social-Democracia reúne precisamente os artigos de Bernstein que estão na origem da crise aberta pelo revisionismo na social-democracia.
As repercussões e o significado histórico da obra tornam desnecessário salientar a importância desta sua primeira edição portuguesa.
Dicionário de Medicina de Peter Wingate.
Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1977, 793 págs. B.
Há cerca de dois mil anos, Hipócrates afirmou que o médico deve ensinar os doentes a cuidarem da sua saúde.
É evidente que quanto mais soubermos de nós mesmos, menos complicados porque mais conscientes se nos afigurarão tais problemas.
Este dicionário dirige-se a todos aqueles que se interessam pelo tratamento de pessoas doentes, e, sobretudo, ao próprio doente, que deveria ser o principal colaborador do médico. Mas não se trata, como Peter Wingate sublinha, de um receituário domésticos nem de um manual de primeiros socorros.
Este dicionário debruça-se sim sobre o corpo e o espírito, saudável ou doente, sobre remédios e sobre a cirurgia, sobre a história, as instituições e o vocabulário da profissão médica e sobre muitos outros aspectos da medicina. E sempre o Dr. Wingate expõe com clareza os princípios contidos no diagnóstico e no tratamento de mil e uma doenças.
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