«Este é um livro de um cidadão profundamente atento e empenhado, que recorreao Direito, à Economia, à História e à Ciência Política, mas também ao cinema, àmúsica, à publicidade e ao discurso mediático, para nos convidar a pensar sobreo mundo em que vivemos.» – Ricardo Paes Mamede
Você não costuma ficar aborrecido quando ouve as pessoas mais velhas a lamentarem-se continuamente de que «os tempos mudaram»? Ouve-as então dizer que «antes as coisas eras baratas» ou que «naquele tempo é que as coisas eram bem feitas», ou até os jovens dantes sabiam como comportar-se». Talvez você tenha ouvido tantas vezes estas observações…
“A autora propõe-se estudar, do ponto de vista antropológico, a relação dos cabo-verdianos com a morte, servindo-se, embora não exclusivamente, do que a esse propósito a literatura cabo-verdiana registou. Completou a informação colhida nestes termos com a que pôde recolher através de entrevistas não estruturadas. Este facto, só por si, denota que a principal preocupação…
Os Amantes, os Bons, os Maus e os Outros de Shere Hite e Kate Colleran.
Bertrand Editora. Venda Nova, 1992, 303 págs. B.
Que se passa com os novos relacionamentos amorosos? Tudo está a mudar e como?
Padrões que você conhece e aprecia, mensagens duplas dos homens, homens que agem como astros, comentários maldosos, sabotagem, mudança do contrato emocional, violência emocional – e depois a nova sexualidade, o flirt e o poder, as discussões, o medo de outras mulheres, a insegurança, a solidariedade, a falha, a recuperação.
O mundo das relações homem/mulher nas suas transformações permanentes e o que, do lado de cada mulher, pode ser inventariado e melhorado.
Casamento? Para quê, até, preocuparmo-nos? Esta é a resposta de milhões de homens e mulheres da América que vivem ou juntos sem ser casados ou sozinhos. Depois de toda a polémica acerca de casamento aberto, casamento fechado, casamento de grupo, e de seja o que fôr, temos inevitavelmente que fazer a pergunta óbvia: o casamento,…
Vida Quotidiana em Portugal ao Tempo do Terramoto de Suzanne Chantal. Livros do Brasil. Lisboa, 2005, 301 págs. B.
No dia 1 de Novembro de 1755, por uma bela manhã de Sol, quando os sinos tocavam para a missa, Lisboa foi sacudida por um violento terramoto. A catástrofe emocionou o Mundo e despertou o País do sonho das suas grandezas: o comércio na mão dos ingleses, os ofícios abandonados, as terras em pousio. Neste panorama sombrio ergue-se a figura de Pombal. A vida organiza-se nas ruínas e o ministro de D. José decide dar-lhe novas bases: libertar Portugal da tutela do estrangeiro, de uma nobreza decadente e de um clero todo-poderoso. O quotidiano permanecia, porém, marcado pela sensualidade, pelas superstições e pelo culto do segredo, sendo uma fonte de admirações para os viajantes. Festas galantes alternavam com intrigas tenebrosas e processos cujas proporções trágicas chocavam as consciências. Contudo, a vida quotidiana seguia um ritmo amável e cerimonioso, despreocupado, contraditório: a maior frugalidade aliava-se a uma gulodice refinada, o fausto adaptava-se também ao desconforto, e a dignidade continuava viva, tanto no coração do nobre como no do plebeu. Quadro colorido e aliciante, esta obra vem descrever, com inteligência, sensibilidade e simpatia o dia-a-dia dos homens de todas as classes e condições, num dos períodos mais fecundos da história portuguesa.
Jo Smiley é terrivelmente In. Tem um emprego montes de fabuloso, uns amigos giríssimos e montes de bem, e tem entrada nos clubes mais fantásticos e na moda de Londres. Ed é produtor de televisão, famoso pelos seus documentários enérgicos e importantes. É igualmente um mentiroso, um vigarista e um impostor. Por outras palavras, é…
Cidadania Nacionais e Cidadania Europeia de François Paristo. Didáctica Editora. Porto, 2001, 401 págs. B.
Enquanto que os países europeus, após séculos de confrontos, são levados cada vez mais a partilhar um destino comum, torna-se necessário favorecer este conhecimento recíproco, comungando a reflexão com os nossos parceiros, através da experiènicia das nossas cidadanias, das ideias que as fizeram nascer e dos valores que lhes servem de fundamento. Tendo em conta a falta de compreensão pela utilidade da construção europeia. é necessário fixarmo-nos no significado deste projecto e definir os valores e as necessidades que levam a alargar o espaço do cidadão para além das fronteiras nacionais sem todavia as renegar; é útil reflectir sobre o lugar que a Europa poderia manter no mundo se os seus diversos elementos quisessem de facto admitir que, embora respeitando as diferenças, cada um poderia ser <<mais>> num conjunto europeu coerente.
O Mundo Em Que Vivemos: Geografia Gráfica da Humanidade de H. Van Loon. Livraria do Globo. Brasil, 1959, 503 págs. E.
Há dez anos atrás você me mandou uma carta. Hoje vai receber a resposta. E, citando o original, foi isto que me escreveu:
Sim, mas e como será no que diz respeito a geografia? Não. eu não desejo pura e simplesmente uma nova geografia. Quero, sim. uma geografia para mim mesmo, uma geografia que me conte aquilo que desejo conhecer e deixe de lado todas as outras cousas e quero que a escreva para mim. Na escola tomava o assunto demasiado ao sério, Aprendi tudo que concernia aos diferentes países e seus respectivos limites; tudo que se referia às cidades e a quantos habitantes havia nelas, os nomes de todas as montanhas e as suas altitudes e até mesmo a quantidade de carvão que era exportada anualmente. Entretanto. aprender todas essas cousas e esquecê-las foi obra de um momento. E’ que elas careciam de conexão. Estavam como que num montão desordenado de recordações mal digeridas, tal qual como num museu excessivamente cheio de quadros ou se assemelhavam a um concerto que houvesse demorado muito.
Última Crise do Petróleo de David Strahan. Publicações Europa-América. Mem Martins, 2008, 350 págs. B.
Por cada barril de petróleo produzido, consumimos três.
A produção de petróleo encontra-se em queda em 60 países. Provavelmente, durante a próxima década, a produção global de petróleo entrará em colapso — permanente.
Este pode muito bem ser o livro mais importante dos próximos cinquenta anos. Isto assumindo que a Humanidade consegue sobreviver tanto tempo. Drenando o fluxo vital da civilização industrial, o declínio terminal da produção de petróleo e de gás natural será responsável por uma crise mil vezes pior do que o terrorismo e tão urgente como as alterações climáticas. Os líderes mundiais sabem-no. Então, porque não somos informados? A Última Crise do Petróleo – O Manual de Sobrevivência para a Extinção Iminente do Homem do Petróleo é o segredo que se esconde por detrás das crises no Iraque e no Irão, o motivo por que a nossa conta do gás não pára de aumentar, a base das negociatas secretas entre George W. Bush e Tony Blair, o gatilho do mais que provável colapso económico e a razão por que, muito em breve, poderá ter de se despedir das chaves do seu carro. David Strahan explica como chegámos a este ponto crítico, como o silêncio dos Governos, das companhias petrolíferas e dos ambientalistas representa uma conspiração para nos manter às escuras, qual o seu significado em termos de política energética e o que podemos fazer para nos protegermos, e às nossas famílias, dos ataques da última crise do petróleo.
Solidariedade com a Guiné de Jacinto Filipe [Coord.] Fundação João XXII. Lourinhã, 2012, 130 págs. B.
O livro relata duas décadas de experiências de solidariedade na Guiné-Bissau através do projeto “Férias Solidárias” da Fundação João XXIII – Casa do Oeste. Os voluntários aprendem a valorizar o que têm, a distinguir o essencial do supérfluo e a compreender as dificuldades de milhões de pessoas. Embora estes atos não salvem o mundo, contribuem para desenvolver a comunidade e salvar vidas, deixando gestos marcantes que perduram além do tempo e do espaço.
Alternativa Económica e Transformação Social de Augusto Duarte.
Publicações Europa-América. Mem Martins, s.d., 156 págs. B.
Evidentemente, há que perguntar-se se se quer que Portugal seja um país como os outros, proletarizado, inserido até à dependência nos circuitos internacionais, obrigado a sacra- lizar o consumo para aumentar o emprego, não recuando diante do desperdício nem da bugiganga, intimamente alinha- do com países que possam, na melhor das hipóteses, aceitar partilhar um bocado dos frutos da exploração dos países mais pobres – porque essa é a base da abundância dos países ricos; ou se se prefere um país morigerado nas suas divagações e nas suas ambições, capaz do esforço e do amor do próprio trabalho, mais preocupado com encontrar-se na sua cultura, na melhoria do seu património, na valorização da natureza e no acolhimento hospitaleiro, do que na peregrinaçam que termina com as mãos vazias. É bem de ver que não há resposta imediata, e quando a houver não poderá de for- ma alguma ser categórica e eliminatória; actualmente, estas são perguntas… para se ir fazendo
Literatura e Sociedade na Obra de Frei Lucas de Santa Catarina (1660-1740) de Graça Almeida Rodrigues. Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1983, 283 págs. B.
No estudo da obra de Frei Lucas de Santa Catarina, pela sua diversidade, deparamo-nos não com um, mas com vários autores. Frade dominicano e cronista da sua ordem, sucessor de Frei Luís de Sousa, Frei Lucas de Santa Catarina é – e como tal tem sido conhecido primordialmente – um cronista religioso. Membro fundador da Academia Real da História Portuguesa, Frei Lucas está integrado na elite cultural que viria a renovar a mentalidade da época. (…) Sob diversos pseudónimos como entre eles, cirurgião da experiência, licenciado nada lhe escapa, doutor tudo espreita, taralhão mor de Lisboa, é um autor satírico, burlesco, iconoclasta. É autor ainda de cartas freiráticas.
Este livro procura debruçar-se especialmente sobre as últimas formas de literatura aqui mencionadas. Na verdade, nem toda a literatura barroca foi, como frequentemente se pensa, uma cultura de idealização formal e conceptual. Bem pelo contrário, existiu entre nós – como no resto da Europa – uma literatura realista, caricaturalmente realista que, com métodos próprios, questionou a cultura hegemónica vigente.
PORTUGAL, ARQUITECTURA E SOCIEDADE DE CARLOS DE ALMEIDA Terra Livre. Lisboa, 1978. 116 págs. B. Il.
Ensaio de pendor sociológico e histórico que analisa a evolução das estruturas urbanas e habitacionais portuguesas à luz das transformações sociais do País. Dividida de forma clara, a obra debruça-se sobre as origens e as expressões da arquitectura, desde as manifestações mais populares e tradicionais, como dólmenes e palafitas, até às construções mais eruditas. O autor desenvolve uma reflexão crítica sobre a organização do espaço urbano, o urbanismo e o impacto que o desenvolvimento socioeconómico exerce na fisionomia das vilas e cidades contemporâneas nacionais.
────────────────────────────────── Características do Exemplar ✅ Sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Peso: 170g
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Países, Povos e Continentes de Raquel Soeiro de Brito. Círculo de Leitores. Lisboa, 1988, 3 vols. E. Il
Colecção inspirada na obra alemã Länder, Völker, Kontinente, apresenta uma visão acessível do mundo contemporâneo, abordando geografia, história e evolução das sociedades. Ilustrado e informativo, destaca a influência do meio físico e dos acontecimentos históricos.
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