À semelhança do pintor que, depois de espalhar uma camada de tinta na tela, sente necessidade de se distanciar para ter uma visão de conjunto da sua obra, também o processo criativo é constituído por avanços e recuos. Através deles, apercebemo-nos do que já realizámos, das alterações a introduzir e do que ainda há para realizar. (p. 103)
Ideologias Inventário Crítico dum Conceito de José Madureira Pinto. Editoria Presença. Lisboa, 1978, 146 págs. B.
Começando por enunciar alguns dos obstáculos à progressão do conhecimento sobre a dimensão simbólica das sociedades, pretende o presente trabalho inventariar um conjunto de materiais teóricos que possam apoiar a construção de uma teoria geral das ideologias. A alguns dos trabalhos das ciências da linguagem procurou-se ir buscar elementos de resposta para a questão da especificidade do ideológico. De alguns estudos sociológicos, confinantes com a psicologia e a psicanálise, retiveram-se tópicos indispensáveis à equacionação do problema das «razões de ser da diversidade social de «formas de consciência». Através de uma distinção entre os processos sociais de produção e circulação/inculcação de sentido, tenta-se, afinal, repensar os conceitos de ideologias, de práticas e aparelhos ideológicos, bem como situar outro dos problemas clássicos da sociologia: o processo de socialização.
Crise da Consciência Pequeno-Burguesa: O Nacionalismo Literário da Geração de 90 de Augusto da Costa Dias.
Portugália Editora. Lisboa, 1964, 323 págs. B.
Índice
Introdução
Um Mundo em Crise
Dobre de Sinos e Tradição; O ruir de um velho mundo e o nascer de outro; As ilusões do século.
A crise da consciência pequeno-burguesa
A montagem da mistificação; Os vivos e os mortos; A via-sacra do racionalismo pequeno-burguês; Uma ideologia anti-capitalista; O reino do insólito.
Trindade Coelho e a Idealização da Comunidade Rural
Aproximações e diferenças; Um mundo tradicionalmente comunitário.
Anos Difíceis de António Barreto. Relógio D’ Água. Lisboa, 2009, 214 págs. B.
«Finalmente, um traço dominante deste período é o do uso intensivo e persistente da propaganda e de todas as formas de construção e orientação da informação. Estes últimos anos marcam a consolidação do modo profissional de informar a população. Governo, partidos políticos, grupos parlamentares, grandes grupos económicos, associações empresariais e sindicatos recorrem, cada vez mais e agora de modo consistente, a organizações especializadas de comunicação. Este esforço é, obviamente, liderado pelo governo, com recursos ilimitados para dirigir a informação e organizar a comunicação, de acordo com os seus interesses e conveniências. São centenas, talvez milhares de profissionais, incluindo muitos jornalistas, a exercer as suas actividades de comunicação em conformidade com as expectativas dos seus mandantes. A actividade política desenrola-se agora de acordo com o que se chama, na gíria, a “agenda” política. Esta é uma mera construção de conveniência, uma maneira de condicionar a informação e a opinião.»
População de Alfred Sauvy. Edição Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 178 págs. B.
Sendo embora o mais importante, o ponteiro das horas de um relógio parece imóvel.
A lentidão dos fenómenos demográficos, ao mesmo tempo que os sobrecarrega de consequências, esconde-os à atenção dos contemporâneos que os sofrem. A maior parte dos acontecimentos históricos profundos encontram a sua explicação em considerações de população.
Se quase toda a América do Norte é de língua inglesa, se a língua e a cultura anglo-saxónia se dilatam hoje por todo o mundo, não é pelo facto de Wolf ter vencido Montcalm em Québec. É porque durante 150 anos os navios ingleses transportaram mi- lhares de imigrantes (aliás iletrados na sua maior parte) enquanto os barcos franceses só transportavam algumas centenas. Fatalmente, o número tinha de prevalecer.
Os progressos da U. R. S. S. e a emancipação do Terceiro Mundo seriam inconcebíveis sem o seu impulso demográfico.»
Como é a vida na China? Em que consistiu a Revolução Cul- tural? Qual o sentido profundo das transformações por que tem passado aquele grande país? E como se traduziram elas em termos de qualidade de vida das populações? Que há de original na experiência chinesa de socialismo? Eis outras tan- tas perguntas a que…
Nascida com os estudos empíricos de Elton Mayo, no início dos anos trinta, numa grande empresa industrial americana, a psicossociologia dos pequenos grupos veio a conhecer enorme expansão sobretudo a partir dos traba- lhos de Kurt Lewin e de Jacob L. Moreno, com aplicações e desenvolvimentos teóricos e técnicos que ultrapassaram rapidamente o contexto industrial que lhe deu origem, estendendo-se à psicopedagogia e à psicoterapia.
Michel Cornaton procede neste livro a uma análise lúcida das potencialidades e limites da psicossociologia dos grupos, nos seus diversos campos de aplicação e moda- lidades técnicas, nunca perdendo de vista o seu enqua- dramento nas estruturas sociais e económicas globais
O periodo de 1960-1987 é marcado por fortes alterações estrutorais no comportamento da situação demográfica nacional, destacando-se, nomeadamente, a dinâmica operada na mortalidade e na fecundidade, em simultâneo com o termo e o início de fenómenos migratórios importantes: a emigração externa, o regresso de emigrantes da Europa Ocidental e o retorno de portugueses das ex-colónias…
Batalha da Resistência (França 1940-1945)de Blake Ehrlich.
Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 276 págs. B. Il.
Colecção Vida e Aventura, 11
A Resistência em França, no decorrer da Segunda Guerra
Mundial, é uma gesta em que se sucedem os actos de heroísmo
patriótico e do mais extremado sacrifício individual. A defesa
do solo sagrado da Pátria con tra o invasor alemão consumiu vidas, energias, vontades. Mas também deu lugar a que o nome de muitos homens, até então obscuros, ficasse inscrito entre os mais gloriosos do seu país. É essa epopeia que o jornalista Blake Ehrlich reconstitui com minúcia e agudo sentido dramático nesta obra excepcio nal. A abundância e riqueza do material em que se firma, o vasto número de testemunhas que interrogou -e que parti ciparam nesse drama – constituem a base a partir da qual Blake Ehrlich construiu esta visão retrospectiva do que foi a Resistência, centrando a sua descrição, sempre que possível, em casos individuais e circunstâncias concretas.
MATOS, José Saramento; SACCHETTI, António, LISBOA, UM PASSEIO A ORIENTE. Parque Expo’98. Lisboa, 1993, 160 págs. E.
A escolha da zona oriental de Lisboa para implantação da Expo’98 constituí uma excelente oportunidade para olhar com novos olhos para essa parte da cidade. Fruto de um desenvolvimento caótico, que sobrepôs um tecido industriasl a uma malha essencialmente agrícola, essa vastga área foi ficando como que esquecida da consciència lisboeta, sempre destinada a todos os projectos menos nobres impostos pelo crescimento da cidade. […] Por isso, a Expo’98 se propõe desde já levantar o património antigo, através de textos que os estudam e das fotografias que chamam a atenção para a sua beleza quantas vezes escondida.
✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
📷 Ilustrado
❗Capa danificada
A Arte de Dormir Sozinha de Sophie Fontanel. Guerra e Paz Editores. Lisboa, 2014, 156 págs. B
A autora deste livro insubordinou-se. Aos 27 anos, o seu corpo e a sua cabeça juntaram-se e decidiram a mesma coisa: por perda do desejo recusaram-se a ter vida sexual. Durante 12 anos, uma jornalista francesa, uma atractiva mulher parisiense, escolheu a abstinência sexual.
E como é que o mundo à volta dela reagiu? Com desconfiança e em estado de choque.
É essa experiência que Sophie Fontanel testemunha neste livro. O mundo dela é um mundo de glamour, um mundo de homens apetecíveis e disponíveis.
Mas Sophie deixou de ter vontade e descobriu, nessa ausência de desejo, um outro mundo de liberdade e de sensualidade. Este é um livro perigoso: as suas convicções sobre o amor, o sexo e o casamento vão sofrer um abalo.
Dos aspectos físicos aos comportamentos quotidianos, da atitude até à idade, Helena Sacadura Cabral revela-nos, na primeira pessoa, mas também através da voz de muitas mulheres portuguesas, alguns dos mais bem guardados segredos femininos.
Porque ainda hoje são misteriosos os caminhos que levam uma determinada mulher a interessar-se por um determinado homem. Será apenas uma questão física, ou serão os comportamentos e a comunhão de gostos e interesses que comandam esse mútuo impulso?
Com a sua experiência de vida e sensibilidade, a autora aponta rotas possíveis para a insondável fórmula da atracção e do amor, numa tentativa de perceber aquilo que as mulheres, especialmente as portuguesas, gostam nos homens. Não esquecendo, aliás, o levantamento sociológico, que a leva a interrogar-se sobre se haverá, de facto, um “novo homem” português, ou sobre se continuará a existir o eterno sonho feminino de uma viagem feita a dois.
Um livro que vale a pena ler, porque fala de nós, de todos nós, homens e mulheres. Edição ilustrada.
The long-awaited reprint of this classic New York Times bestseller. The Pin-up: A Modest History is the original, definitive history of seductive poses, revealing all from the 15th Century to today.
PREÇO DUMA CRIANÇA: 4 ANOS DE INFERNO DA PROSTITUIÇÃO INFANTIL EM BANGUECOQUE DE MARIE-FRANCE BOTTE Terramar Editores. Lisboa, 1998. 232 págs. B. 🗂️ Colecção: Actualidades | 1
Relato impressionante e corajoso da assistente social belga Marie-France Botte que, em colaboração com o jornalista Jean-Paul Mari, expõe a crua e violenta realidade das redes de exploração e prostituição infantil na Tailândia. Ao longo de quatro anos de actuação no terreno, a autora documenta a dor das vítimas, a brutalidade dos proxenetas e a conivência institucional face ao flagelo da pedofilia internacional, convertendo este testemunho num manifesto capital em defesa dos direitos da criança.
────────────────────────────────── Características do Exemplar 📝 Exemplar com assinatura de posse de anterior proprietário. Sem outras marcas.
Peso: 355g
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Estão entre dois fogos». São «a geração sanduíche. Provavel mente, estas são as expressões que melhor definem a idade madu ra. O homem e a mulher de meia-idade encontram-se enredados nos seus conflitos interiores. Perdida está a ilusão de que ainda po dem fazer tudo na vida e que viverão eternamente. Estão a atra vessar as mudanças físicas e psicológicas próprias do envelhecimen to e nem sempre lhes agrada aquilo em que se estão a tornar. Toda a vida trabalharam duramente. Estão desejosos de terem um pou co de tempo para si. Contudo, é com algum desalento que se vêem verdadeiramente «ensanduichados pelas necessidades e proble mas, quer dos filhos em crescimento, adolescentes ou jovens adul tos à procura de independència, quer dos seus pais, à medida que estes, ao invés, se vão tornando mais dependentes. As pessoas de meia-idade sentem-se igualmente pressionadas porque tentam, ao mesmo tempo, estar disponíveis para o companheiro e dar resposta às exigências da profissão. E, à medida que se envolvem numa luta corpo a corpo com estas realidades, frequentemente se questionam acerca do sentido da vida.
Em todas as culturas, as questões relativas ao sexo e ao género foram expressas em provérbios, uma das mais curtas formas literárias. Este livro apresenta um estudo surpreendente e divertido sobre as semelhanças (até mais do que diferenças!) entre milhares de provérbios sobre a mulher, a sua condi-ção e as suas vivências, provenientes de centenas de línguas e mais de 150 países.
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