Poesias de Mário de Sá-Carneiro. Editorial Ática. Lisboa, 1946, 190 págs. B.
Muito tenho já falado de poesia e, no entanto, ¿quando teria eu dito o essencial? Sempre que leio um poeta com a intenção de o estudar ou compreender, sinto que mais se arreiga em mim a convicção de que é impossível reduzir a categorias lógicas a essência da poesia. Pasmo até que seja possível aplicar raciocínio e lógica ao que por natureza é estranho ao raciocínio e à lógica. E isto não é ver dade só dos poetas modernos. É verdade de tôda a poesia. Bem certo é que na poesia moderna há divórcio entre a lógica e a expressão poética. Mas, de maneira geral, esse divórcio é comum a toda a poética: existe mesmo na poesia didáctica.
Metade Iluminada de José Jorge Letria. Ulmeiro. Lisboa, 1998, 124 págs. B.
«É preciso que nos deixemos impregnar pela música torrencial, pelo ritmo por vezes alucinante destes poemas, onde abundam figuras incandescentes, para nos inebriarmos com todas as ressonâncias e significações que delas brotam. Elas são o fruto maduro de uma consciência profunda da lingua portuguesa cujos segredos José Jorge Letria tão bem sabe decifrar”.» José Augusto Seabra
Poesias de Álvaro de Campos. Editorial Ática. Lisboa, 1969, 325 págs. B.
“Álvaro de Campos nasceu em Tavira, no dia 15 de Outubro de 1890 (às1,30 da tarde, diz-me o Ferreira Gomes; e é verdade, pois, feito o horóscopo para essa hora, está certo). Este, como sabe, é engenheiro naval (por Glasgow), mas agora está aqui em Lisboa em inactividade (…) Como escrevo em nome desses três?… Caeiro por pura e inesperada inspiração, sem saber ou sequer calcular que iria escrever. Ricardo Reis, depois de uma deliberação abstracta, que subitamente se concretiza numa ode.
O que será a poesia senão o discurso interior do pensamento que busca, permanentemente, o roteiro do essencial, sem medo do sentimento, da polémica, da irreversibilidade de tornar cúmplice quem a ouve e sobre ela reflecte?!
Isaac de Manuel Fernando Gonçalves. Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1985, 23 págs. B.
Saindo de haran fiquei
com o mundo em frente
súbito o alcancei:
a palestina era ali
ao alcance do gesto
quase me detinha sedento
junto ao carvalho de moré
dono do tempo e do tempo
ansioso escravo
montei à noite entre colinas
a tenda e o altar
não orei nesse crepúsculo
Antologia Poética de José Gomes Ferreira.
Incluí as obras:
Eléctrico (1943-1944-1945);
Tu piedade (1945);
Província (1945);
Ruas Desertas (1946-1947);
Gomes Leal (1948);
Cinzas (1948-1949-1950)
De Amor Louco… Todos Sofremos um Pouco de Hélder Travado. Ed. Autor. Lisboa, 1999, 197 págs. E.
E porquê, também, o Amor como tema fulcral deste livrinho despretencioso? Porque acredito muito sinceramente, como o escrevo num poema desta Colectânea, que esse profundo sentir, “essa febre alta” do desejo, em que tantas vezes se envolve a Amizade, esse sim, o mais puro e inestimável sentimento da condição humana, é de facto a força motora que move a humanidade. Amor, esclareça-se, sublimado de muitas maneiras, por bem ou por mal, para o melhor ou para o pior, muitas vezes imperceptíveis, outras profundamente contraditórias. Se em tal não acreditasse, estes versos que aqui vos deixo, não teriam razão para ver a luz do dia. E essas páginas do meu passado ficariam, para sempre, em branco…
Mahalia de Vasco de Lemos Mourisca. Ed. Autor. Lisboa, 1961, 70 págs. B.
Vasco de Lemos Mourisca nasceu em Albergaria-a-velha em 1911. Fez o curso secundário num colégio do Porto e iniciou os estudos universitários na Faculdade de Direito, em Lisboa. Depois de ter deixado a vida das tertúlias e do Parque Mayer de Lisboa e o curso inacabado de Direito, Vasco Mourisca fixa-se em Albergaria, na casa de seus pais. No final dos anos quarenta, continuando a residir em Albergaria, apaixonou-se pela vida académica de Coimbra e deslumbrou-se com os Mestres da Universidade, tornando-se amigo de alguns deles. Concluiu então a licenciatura em Direito e abriu banca de advogado à qual veio a dedicar pouca atenção, porque a sua vocação voltava-se para a literatura.
Julgamento Sumário de Francisco Alves da Costa. Editorial Minerva. Coimbra, 1956, 60 págs. B.
«É noite. Eu vou, sòzinho, olhando o firmamento E prestando atenção às ondas agitadas, Enquanto o vendaval, que sopra nas ramadas, Passa com rapidez e morre num lamento.»
📕 1ª Edição. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Inéditos IV de Mário Viegas. Público Comunicação Social. Porto, 2006, 72 págs. B.
Mário Viegas deu-se também a conhecer também pela sua admirável forma de dizer poesia, gravando extensa discografia, em que deu a conhecer ao grande público a obra de alguns dos principais poetas portugueses do século XX, como António Gedeão, Fernando Pessoa, Guerra Junqueiro, Cesário Verde, Camilo Pessanha, Jorge de Sena, Ruy Belo ou Eugénio de Andrade, mas também Luís de Camões, Bertolt Brecht, Pablo Neruda, entre outros
O Guardador de Rebanhos I de Mário Viegas. Público Comunicação Social. Porto, 2006, 78 págs. B.
Mário Viegas deu-se também a conhecer também pela sua admirável forma de dizer poesia, gravando extensa discografia, em que deu a conhecer ao grande público a obra de alguns dos principais poetas portugueses do século XX, como António Gedeão, Fernando Pessoa, Guerra Junqueiro, Cesário Verde, Camilo Pessanha, Jorge de Sena, Ruy Belo ou Eugénio de Andrade, mas também Luís de Camões, Bertolt Brecht, Pablo Neruda, entre outros
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