Garrett, Numa Cópia Perdida do Frei Luís de Sousa (31.12.1843) de Vasco Graça Moura. Campo das Letras. Porto, 1999, 32 págs. B.
Livro de poesia publicado no seguimento do prefácio elaborado pelo autor a uma edição do Frei Luís de Sousa. Inclui fotografia a preto e branco de Ana Gaiaz.
Marília de Dirceu e Mais Poesias de Tomás António Gonzaga. Sá da Costa Editora. Lisboa, 2008, 238 págs. B.
A vida de Gonzaga e com ela a sua obra apresentam hoje ainda problemas de dificil resolução. A fantasia tem-se exercitado largamente sobre a figura do curioso escritor e, longe de lhe aclarar os traços, tem-na rodeado, como de costume, de persistentes névoas. A presente edição, fundada nos melhores textos e abonada por algumas investigações em arquivo, pretende dar uma imagem mais exacta do cantor de Marilia e desterrar para longe algumas dessas sombras.
D. Francisco Manuel de Melo reuniu quase toda a sua produção poética nas “Obras Métricas”, que publicou em Lyon, em 1665, quando, regressando de Roma, para esse fim ali estanciava, prosseguindo na realização do plano de edição das suas obras completas
A Nova Poesia Portuguesa de Fernando Pessoa. Editorial Inquérito. Lisboa, s.d., 119 págs. B. 🗂️ Colecção: Cadernos Culturais | 84
📃 Com prefácio de Álvaro Ribeiro
Edição da colecção «Cadernos Culturais», com prefácio de Álvaro Ribeiro, dos artigos que Fernando Pessoa publicou em 1912 na revista A Águia sobre a nova poesia portuguesa, considerada sociologicamente. Pessoa analisa aí o aparecimento de uma poesia portuguesa renovada, ligada ao movimento da Renascença Portuguesa e ao saudosismo de Teixeira de Pascoaes, nela procurando os sinais de uma nova fase espiritual e literária do país.
────────────────── Características do Exemplar 🖋️ Assinatura de posse de anterior proprietário na folha de guarda, sem outras marcas.
✏️ Sublinhados a lápis. ──────────────────
Fausto: Tragédia Subjectiva de Fernando Pessoa. Editorial Presença. Lisboa, 1988, 222 págs. B.
«Apesar da sua polifonia característica, Fausto, o poema dramático de Pessoa, é um solilóquio que se desenrola no terror metafísico da solidão e da acção empenhada. A abstenção é loucura, mas é-o também a acção que exclui os gestos e as paixões humanos do santuário do eu privado. Em trechos profundamente influenciados por Schopenhauer, Pessoa identifica a salvação com o sono, um sono tão profundo que acaba, para além do inconsciente e da vaidade dos sonhos, por reduzir a silêncio o tumulto vão do pensamento. Uma dolorosa contradição insolúvel atormenta o mago de Pessoa. Persuadido da irrealidade do mundo, quer, apesar de tudo, decifrar os seus fenómenos (a “Vontade” e a “Representação” de Schopenhauer). O niilismo metafísico não pode negar o impulso no sentido do conhecimento. O monólogo dramático de Pessoa reitera, uma e outra vez, um horror de pesadelo: possuído por uma reflexão vã, mas imperiosa, Fausto sufoca no interior da sua própria alma. A indagação metafísica induz o enterramento em vida. (…)
Mais do que a própria filosofia, é a linguagem da literatura ou, mais precisamente, da filosofia tornada literatura, como em Kierkegaard ou Nietzsche, que articula a extremidade patológica, a vanglória compulsiva, do empreendimento e da vocação filosóficos. Tal é a intuição que o tema de Fausto encerra. Pessoa avança um passo mais longe do que Hegel e define a especulação metafísica como não sendo mais do que uma “ansiedade infinita”.»
Destinando-se este volume a estudantes e a professores de literatura portuguesa, procurámos escolher textos representativos da poesia mirandina e dispô-los segundo um critério didáctico de ordenação. Havia limites a respeitar e dai o termos prescindido de textos igualmente valiosos, embora, porventura, menos importantes do que estes
Poetas Pré-Românticos de Jacinto do Prado Coelho [Sel.]. Atlântida, 1961, 90 págs. B.
A poesia portuguesa quadram as palavras de Díaz-Plaja sobre a poesia lírica espanhola: «O neoclassicismo, que surge, em alguns manuais simplistas, como um bloco de rígida orientação literária, aparece-nos literalmente minado, nos seus começos, pela tradição barroca que perdura, não obstante o gosto oficial, e, na segunda fase, por toda uma série de temas e concepções que recebem o nome de pré-romantismo. Isto em grau tão acentuado que diríamos que, sob o neoclassicismo, se dão as mãos as últimas derivações barrocas e os primeiros pressentimentos românticos». Xavier de Matos é um bom exemplo desta confluência.
Poemas Lusitanos de António Ferreira. Atlântida Editora. Coimbra, 1973, 133 págs. B.
Defensor da língua pátria e da sua ilustração, talvez no entanto (exceptuada a Castro) o seu maior serviço literário tenha sido o de, na busca patriótica duma epopeia, haver levantado uma voz que Luís de Camões ouviu. Mas nem por isso iremos minimizar o seu consciencioso e diligente labor de doutrinação clássica, nem, apesar de não respeitarem directamente à arte literária, o valor e o alcance das suas ideias e sentimentos. Foi, aliás, a respeito destes que Garret, um dos que mais cedo atentaram crítica e esteticamente nas composições de António Ferreira, escreveu: Quanto à pureza da moral, ao nobre patriotismo, àquele generoso sentimento da honrada liberdade dos nossos avós, àquele entusiasmo da virtude – esse respira, mostra-se e resplandece em todas as suas obras.
Menos por Menos de Pedro Mexia. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 2011, 120 págs. B.
Em Menos por Menos – Poemas Escolhidos, uma antologia pessoal, Pedro Mexia oferece-nos uma selecção de poemas retirados dos seus seis livros de poesia escritos entre 1999 e 2007. 100 poemas que traduzem o que demelhor existe na obra de um dos mais conceituados autores da nova geração da poesia portuguesa contemporânea.
Versos de Adolfo Casais Monteiro. Editorial Inquérito. Lisboa, 1944, 257 págs. E..
Edição de grande cuidado gráfico, com retrato do autor por Cícero Dias, impresso em separado.
Figura central da modernidade literária portuguesa, Adolfo Casais Monteiro ocupa um lugar singular na poesia do século XX. Entre o lirismo inquieto e a rutura formal, a sua escrita dilui fronteiras entre prosa e poesia, antecipando caminhos decisivos do verso moderno. Como sublinharam Óscar Lopes, Gastão Cruz e Eugénio Lisboa, trata-se de uma obra marcada pela tensão entre pensamento e emoção, liberdade rítmica e rigor intelectual.
Últimos Versos de Eugénio de Castro. Livraria Bertrand. Lisboa, 1938, 87 págs. E.
Primeira edição deste livro consagrado à memória de dois entes queridos, como o autor nos elucida na abertura: “No dia 29 de Junho de 1930, morreu minha adorada neta Zèzinha, e onze dias depois, a 10 de Julho do mesmo ano, morria a mãi dela, que era a minha também adorada filha Violante, Viscondessa das Mercês, pelo seu casamento. à puríssima memória de ambas consagro estes versos, que escrevi regando-os com as mais amargas lágrimas da minha vida”.
📕 1ª Edição. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Toda a Terra (1976) pode ser lido como uma síntese magistral do percurso de Ruy Belo na poesia portuguesa: aqui, estão manifestos os seus motivos recorrentes – o sentimento de exílio, o mar, a experiência religiosa – impressos em poemas longos, de grande fôlego, que percorrem uma biografia entre as geografias que organizam tematicamente o…
Só de António Nobre. Livraria Tavares Martins. Porto, 1959, 214 págs. E.
Publicado em Paris, em abril de 1892, na casa Léon Vanier, Só surpreenderá os leitores e críticos nacionais com o carácter inesperado dos temas e com a novidade das opções formais e estilísticas. Integrado na geração de poetas da década de 90, Nobre revela o desejo de renovação da linguagem poética próprio de uma estética finissecular, integrando temas e registos de língua cujo acesso à expressão poética estivera outrora vedado. Em termos temáticos, destaca-se o pessimismo profundo da sua visão do mundo; em termos formais, a presença da linguagem popular e a utilização expressiva das marcas da coloquialidade
Sinfonia do Vento de Sarmento de Beires. Edição Seara Nova. Lisboa, 1924, 101 págs. E.
Livro de poesia de José Manuel Sarmento de Beires (1892-1974) foi oficial do exército português e pioneiro da aviação mundial. Licenciado em Engenharia Civil pela Universidade do Porto em 1916, termina em 1917 o primeiro Curso de Pilotagem da Escola de Aviação de Vila Nova da Rainha, onde teve como instrutor Sacadura Cabral. A 13 de maio de 1920 realizou o primeiro voo noturno em Portugal e a 18 de outubro do mesmo ano, com Brito Paes, realizou o primeiro voo até à ilha da Madeira, onde não aterrou, devido ao nevoeiro. Em 1924, realizou com Brito Paes e Manuel Gouveia o primeiro raide aéreo Lisboa-Macau, que originou o livro De Portugal a Macau. Em 1927, com Jorge Castilho e Manuel Gouveia, realizou o mais longo voo noturno da história da aviação até à época, atravessando o Atlântico Sul desde a Guiné até Fernando Noronha, no Brasil, apenas com navegação astronómica. Sobre ele escreveu a narrativa Asas que naufragam, cuja reedição está em curso. Ligado ao Grupo da Seara Nova, foi um forte opositor ao regime instaurado em 1926, tendo sido preso em 1933 e exilado no Brasil. Amnistiado em 1951, foi reintegrado na Reserva como Major e promovido a Coronel por distinção (1972). Herói nacional, foi agraciado com altas condecorações do Estado português.
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