• Sinfonia do Vento de Sarmento de Beires

    Sinfonia do Vento

    Sarmento de Beires

    25,00 

    Sinfonia do Vento de Sarmento de Beires.
    Edição Seara Nova. Lisboa, 1924, 101 págs. E.

    Livro de poesia de José Manuel Sarmento de Beires (1892-1974) foi oficial do exército português e pioneiro da aviação mundial. Licenciado em Engenharia Civil pela Universidade do Porto em 1916, termina em 1917 o primeiro Curso de Pilotagem da Escola de Aviação de Vila Nova da Rainha, onde teve como instrutor Sacadura Cabral. A 13 de maio de 1920 realizou o primeiro voo noturno em Portugal e a 18 de outubro do mesmo ano, com Brito Paes, realizou o primeiro voo até à ilha da Madeira, onde não aterrou, devido ao nevoeiro. Em 1924, realizou com Brito Paes e Manuel Gouveia o primeiro raide aéreo Lisboa-Macau, que originou o livro De Portugal a Macau. Em 1927, com Jorge Castilho e Manuel Gouveia, realizou o mais longo voo noturno da história da aviação até à época, atravessando o Atlântico Sul desde a Guiné até Fernando Noronha, no Brasil, apenas com navegação astronómica. Sobre ele escreveu a narrativa Asas que naufragam, cuja reedição está em curso. Ligado ao Grupo da Seara Nova, foi um forte opositor ao regime instaurado em 1926, tendo sido preso em 1933 e exilado no Brasil. Amnistiado em 1951, foi reintegrado na Reserva como Major e promovido a Coronel por distinção (1972). Herói nacional, foi agraciado com altas condecorações do Estado português.

    📝 Assinatura de posse.

  • Poesia e Alguma Prosa de Mário Saa

    Poesia e Alguma Prosa

    Mário Saa

    10,00 

    Poesia e Alguma Prosa de Mário Saa.
    Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 2006, 389 págs. B.

    «Escritor repartido por múltiplas áreas de interesse, Mário Saa (1893-1971) representa, enquanto poeta modernista, uma voz de marcada pujança e de indiscutível singularidade. Pujança não raro apoiada na associação entre uma quase crueza alusiva e um instinto de bem cadenciada versificação. Singularidade que muitas vezes assenta no cruzamento de certas ousadias de linguagem com modulações formais colhidas na nossa tradição. Tendo convivido de perto com alguns importantes vultos do seu tempo (como Pessoa, Almada, Raul Leal, José Pacheco, Botto, Régio, Carlos Queiroz), o «poeta de Avis» situa-se entre o vanguardismo de Orpheu – em que não colaborou, mas a cujo espírito se sentia bastante ligado – e o movimento da Presença, onde fez inserir numerosos poemas e outros textos, entre os quais «O José Rotativo», um conto de tão surpreendente expressividade, colaborou em algumas das principais publicações do modernismo, como Contemporânea, Athena, Arte Peninsular, Cancioneiro do I Salão dos Independentes, Revista da Solução Editora, Momento e Sudoeste. Esta sua aventura poética não tem sido contemplada com a visibilidade que por certo merecia, em larga parte devido ao facto de o seu autor nunca ter dado público qualquer volume de poemas, o que, ao longo dos anos, foi lamentado por várias personalidades. Com a presente recolha – em que se coligem textos dispersamente publicados (incluindo alguns de ficção e de feição aforística) e alargado conjunto de inéditos – procura-se preencher esta lacuna.». In Editorial.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Poesia de António Maria Lisboa

    Poesia

    António Maria Lisboa

    30,00 

    A força poética do libertário António Maria Lisboa, em 1977, aquando da reunião da sua Poesia no vertente volume, pela segunda vez levada a cabo por Mário Cesariny (antes, em 1962, apenas 80 páginas numa edição da Guimarães), ainda fazia estragos entre os próceres da “democracia” nascente: não apenas o “director” da colecção que acolheu…

  • Poesia (Quase toda e até agora) de José Fernandes Fafe

    Poesia (Quase toda e até agora)

    José Fernandes Fafe

    8,00 

    Poesia (Quase toda e até agora) de José Fernandes Fafe.
    Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1987, 140 págs. B.

    Titulo reservado. Põe duas reservas: «quase toda» e «até agora. Poesia, só, era mais simpático: abria, sem reservas, os braços ao leitor. Mas não era honesto. Porque o livro não inclui Venusi que (1967), por razões técnicas, e não se sabe quantos poemas emboloram por jornais e revistas, de que o autor não se lembra a data e, muitas vezes, sequer o título das publicações. Dado que pode ainda vir a escrever novos poemas, o autor também previne «até agora». Aliás, a aná lise de ideias políticas, as reflexões com vislumbres filosóficos e o memorialismo com que ele vem perdendo o seu tempo estão mesmo a pedir um poema-síntese, onde, hegelianamente, tudo isso apareça afirmado, negado e superado. E se a superação é também já uma tese que repõe em movimento o mecanismo da dialéctica. a questão passa a ser a da imortalidade da alma, como se pretende mostrar no prefácio que segue. J. F. F.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Poemas Portugueses

    Poemas Portugueses

    Charles Tomlinson

    6,00 

    Poemas Portugueses de Charles Tomlinson.
    Relógio d’ Água. Lisboa, 1996, 43 págs. B.

    É claro que não é apenas o granito do noroeste peninsular que me atrai a Portugal. Entre demolições e desenvolvimento indiferente, celebro num poema como “Rua do Carriçal” uma rua do Porto que, apertada entre vias de grande tráfego, de algum modo sustenta um sentido de continuidade, com algo do passado nos seus velho muros, e num particular quintal, que é suficiente para dar a um poeta um significado próprio. Se me retorquirem que muitas das coisas que admiro em Portugal pertencem cada vez mais ao seu passado, apenas posso responder que se o passado deixar de pertencer ao presente, se for deitado fora numa qualquer febre de desenvolvimento, então o presente tornar-se-á numa estéril terra devastada.»

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Poemas Livres de António Manuel Lopes Dias

    Poemas Livres

    António Manuel Lopes Dias

    20,00 

    Poemas Livres de António Manuel Lopes Dias [et al.].
    Tipografia do do Carvalhido. Porto, 1963, 81 págs. B.

    “(…) Margarida Losa evoca-a da seguinte maneira em 1964: ‘A iniciativa da nossa publicação surgiu à mesa dum café em Coimbra, em 1962. um de nós tencionava receber uma soma capaz de financiar a edição ‘caseira’ e por espírito de camaradagem estudantil não quis ser o único a usufruir desse privilégio. (…) Cada um de nós apresentou os seus poemas e, à mesa de um café, apreciámos os poemas uns dos outros, alteramos versos reciprocamente. discutimos qual seria a reacção dos vários sectores à nossa poesia e compenetrámo-nos que havia de facto uma certa necessidade de expressar uma determinada concepção das coisas. A poesia era naquele momento um dos meios ao nosso alcance (…) Por sua vez, Ferreira Guedes, afirma nomeadamente: ‘Pela sua perspectiva marcadamente social e actuante, parece-me que é no movimento neo-realista que os Poemas Livres devem ser integrados, uma vez que é essa mesma perspectiva o que, em meu entender, o caracteriza fundamentalmente.’ Por seu turno, César de Oliveira advoga que a revista na sua fase inicial constitui uma ‘resposta neo-realista e reactualizada ao surrealismo e formalismo que, entretanto, ganhavam força entre a Academia de Lisboa’. Dinamizada pela geração coimbrã universitária, os Poemas Livres reflectem nas suas páginas e inquietude, a revolta e as preocupações da juventude da época: a ausência de liberdade, de associação e de expressão — que o título indica — e a guerra colonial que eclodira no ano anterior em Angola e que perfilava já em em Moçambique e na Guiné. Apresentava, consequentemente, nítidas preocupações de carácter social (…)” — em Dicionário da Imprensa Periódica Portuguesa do Século XX, por Daniel Pires.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Poemas de Rainer Maria Rilke

    Poemas

    Rainer Maria Rilke

    15,00 

    Em boa verdade, o que temos em Rilke corresponde fundamentalmente a uma compreensão de que na arte moderna o essencial não tem a ver com a produção de objectos estéticos enquanto objectos ou com a produção de imagens capazes de se bastar a si mesmas ou capazes de esboçar um mundo “alternativo” (que seria sempre…

  • Poemas (1945-1965) de Eugénio de Andrade

    Poemas (1945-1965)

    Eugénio de Andrade

    15,00 

    Poemas (1945-1965) de Eugénio de Andrade. Portugália Editora. Lisboa, 1966, 247 págs. B.

    O acto poético é o empenho total do ser para a sua revelação. Este fogo de conhecimento que é também fogo de amor, em que o poeta se exalta e consome, é a sua moral. E não há outra. Nesse mergulho do homem nas suas águas mais silenciadas, o que vem à tona é tanto uma singularidade como uma pluralidade. Mas, curiosamente, o espírito humano atenta mais fàcilmente nas diferenças que nas semelhanças, esquecendo-se, e é Goethe quem o lembra, que o particular e o universal coincidem, e assim a palavra do poeta, tão fiel ao homem, acaba por ser palavra de escândalo no seio do próprio homem.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Homem de Palavras de Ruy Belo

    Homem de Palavras

    Ruy Belo

    20,00 

    Homem de Palavras de Ruy Belo.
    Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1970, 139 págs. B.

    «[…] O que procuro evitar a todo o custo é repetir um livro, se possível um simples poema ou processos por mim já levados porventura até à exaustão. Cada livro meu, quer-me a mim parecer, é um livro diferente do anterior. Em Homem de Palavra[s], parece-me ter escrito poemas, introduzido processos, buscado formas que nunca escrevera, introduzira ou buscara até então. […]»

    «[…] A influência do cinema é notória neste livro, mais que em qualquer outro meu. […]»

    📕 1ª Edição.
    📝 Assinatura de posse.

  • Este Livro Que Vos Deixo de António Aleixo

    Este Livro Que Vos Deixo

    António Aleixo

    25,00 

    Este Livro Que Vos Deixo de António Aleixo.
    Vitalino Martins Aleixo. Lisboa, 1969, 313 págs. B.

    O poeta António Aleixo, cauteleiro e guardador de rebanhos, cantor popular de feira em feira, pelas redondezas de Loulé, é um caso singular, bem digno de atenção de quantos se interessam pela poesia.

    Embora não totalmente analfabeto – sabe ler e tem lido meia dúzia de bons livros – não é capaz, porém de escrever com correcção e a sua preparação intelectual não lhe dá certamente qualificação para poder ser considerado um poeta culto. Todavia, há nos versos que constituem este livro uma correcção de linguagem e, sobretudo, uma expressão concisa e original de uma amarga filosofia, aprendida na escola impiedosa da vida, que não deixam de impressionar.

    Os motivos e temas de inspiração são bastante variados.

    Note-se, porém, que não fere, com a habitual pieguice sentimental lusitana, a nota amorosa. E isto é bastante singular; uma ou outra pequena composição com esse carácter lírico foi quase sempre, de certeza, de inspiração alheia ou a pedido de qualquer moço amigo.

    O que caracteriza a poesia de António Aleixo é o tom dorido, irónico, um pouco puritano de moralista, com que aprecia os acortecimentos e as ações dos homens.» in Explicação Indespensável

    📕 1ª Edição.

  • Encruzilhadas de Deus de José Régio

    Encruzilhadas de Deus

    José Régio

    10,00 

    Encruzilhadas de Deus de José Régio.
    Portugália Editora. Lisboa, 1960, 212 págs. B

    Com o livro de estreia – Poemas de Deus e do Diabo (1925) – José Régio apresentou quase todo o elenco dos temas que viria a desenvolver nas obras posteriores: os conflitos entre Deus e o Homem, o espírito e a carne, o indivíduo e a sociedade; a consciência da frustração de todo o amor humano; o orgulhoso recurso à solidão; a problemática da sinceridade e do logro perante os outros e perante si mesmo.

    Após a publicação deste livro, José Régio tem em mente dar continuidade à temática religiosa. Para tal, vai reunindo poesias em dois cadernos que intitula de Novos Poemas de Deus e do Diabo. O projecto sucessivamente alterado, nunca se concretizou.

    Muitos desses poemas vão dar origem à obra As Encruzilhadas de Deus, livro tido como a sua obra-prima, onde atingiu os momentos mais altos da sua poesia, torrencial e reflexiva, lírica e dramática ao mesmo tempo.

    📕 4ª Edição.
    📝 Assinatura de posse.
    👨🏻‍🎨 Ilustrações de Manuel Pavia

  • Desaparecido e Outros Poemas de Carlos Queiroz

    Desaparecido e Outros Poemas

    Carlos Queiroz

    10,00 

    Terceiro edição deste importante livro de Carlos Queiroz distinguido pelo Secretariado de Propaganda Nacional com o ‘Prémio de Poesia – Antero de Quental’, nesta edição, acrescentada com 20 poemas e ilustrada com um retrato fotográfico do Poeta.

  • Aves, As

    Aves, As

    Gastão Cruz

    20,00 

    Aves de Gastão Cruz
    Iniciativas Editoriais. Lisboa, 1969, 34 págs. B.

    Zona seca em clareiras onde incidem
    os brilhos isolados
    do sol que se despenha
    no corpo separado e não distingue.

    📕 1ª Edição.
    📝 Assinatura de posse.

  • Primeiros Poemas de Eugénio de Andrade

    Primeiros Poemas

    Eugénio de Andrade

    10,00 

    Primeiros Poemas de Eugénio de Andrade.
    Fundação Eugénio de Andrade. Porto, 1993, 104 págs. B.

    Este livro marca o início da coleção Obras de Eugénio de Andrade no catálogo da Assírio & Alvim. A obra do autor inicia-se em 1942 com «Adolescente», livro que acaba por renegar, tal como «Pureza», de 1945. Desses dois livros faz mais tarde uma breve seleção intitulada «Primeiros Poemas», que integra a presente edição.

    «As Mãos e os Frutos» é publicado em 1948 tendo merecido críticas elogiosas de Vitorino Nemésio, Jorge de Sena e Eduardo Lourenço, entre outros. Dois anos mais tarde, Eugénio publica «Os Amantes sem Dinheiro», um livro notável e central na sua obra poética. Nas palavras de Gastão Cruz, no seu prefácio, «A poesia de Eugénio de Andrade criou, para dele falar, uma linguagem que é, simultaneamente, simples e espessa, eufórica e trágica, direta e metafórica. A sábia dosagem destes elementos afastou-a completamente dos perigos de uma aproximação excessiva do real prosaico e vulgar que tem inquinado tanta pretensa poesia, dita do quotidiano e “da experiência”, e avessa à metáfora.»

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Memória Doutro Rio de Eugénio de Andrade

    Memória Doutro Rio

    Eugénio de Andrade

    10,00 

    Memória Doutro Rio de Eugénio de Andrade.
    Limiar. Porto, 1978, 66 págs. B.

    Memória Doutro Rio

    Um dia, numa língua de areia, avistei dois corpos que se penetravam exasperados. Fiquei aterrado: primeiro pensei que ele a estava a matar, a seguir, que ambos estivessem a morrer, só depois percebi o que se passava, e o meu próprio corpo se exasperou. Quando acabaram, a mulher chorava e o homem quase lhe mijava em cima. Afastaram-se cada um para seu lado, sem trocarem palavra.

    Contei o que vira a um pastor que encontrei mais abaixo. Pouco mais velho era do que eu, mas mostrou-me como o prazer não tem forçosamente que ver com a culpa. Quem não sabe que os corpos também podem ser conjunção de águas felizes?

    Vertentes do Olhar

    Composto por poemas em prosa, «Vertentes do Olhar» é composto por poemas que abarcam mais de quarenta anos de produção poética do autor. «Entre o mais antigo poema deste livro (“Fábula”, 1946) e o mais recente (“A Sereia do Báltico”, 1988) passaram mais de quarenta anos. É uma vida à procura de uma voz. A melodia do homem nasce dessa busca incessante: descobre-se quando nos descobrimos. Não foi fácil: desaprender custa mais do que aprender. Estarei agora, ao menos, mais perto desse dizer que ajude outros a falar?».

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Tejo em Lisboa: Breve Antologia Poética de Mário Braga

    Tejo em Lisboa: Breve Antologia Poética

    Mário Braga

    6,00 

    Permanente testemunha da nossa História, estuário donde partimos para a grande aventura da descoberta do Mundo, fonte inspiradora da nossa cultura, em sua honra se organizou esta pequena antologia poética, cujo principal mérito será despertar o interesse para obra de maior vulto.