O leitor vai encontrar nestas páginas algo mais do que se encontra num manual ordinário que trate, simplesmente, da arte de educar as crianças. O autor não se limita, apenas, a dar «receitas para impedir que estas últimas roam as unhas ou para as estimular a prepararem-se para passarem nos exames. Maurice Tièche fez mais e muito melhor. Abriu os olhos aos pais sobre as suas responsabilidades quanto ao carácter e à in fluência dos seus filhos na sociedade. Pondo de parte a rigidez, muitas vezes implacável de uma educação tradicional que era muito parecida com o adestramento dos animais, Maurice Tièche soube evitar as posições extremas de certos educadores modernos para quem liberdade significa licenciosidade.
Curso Prático de Portuguez de José Portugal. Antiga Casa Bertrand. Lisboa, 1899. E.
Neste volume ainda estão incluídos as obras:
Exercicios de Portuguezes para Leitura e Analyse e para Versão em Línguas Estrangeiras Extrahidos de Bons Auctores Modernos de A. H. Roeder. Livraria Ferreira. 1888.
Ensaios de Analyse Syntactica de Emílio Vidigal Salgado. Imprensa de Lucas Evangelista Torres. 1892.
Synopses e Apontamentos Grammaticaes para Facilitar a Analyse das Orações Aos Alumnos do Segundo Grau de Instrucção Primária e aos do Primeiro Anno de Portuguez. Impnresa Nacional. 1870.
Figuras de Syntaxe de Prosa e Verso para Uso dos Alumnos de Portuguez Classico. Typographia Universal. 1868.
Noções Populares de Litteratura Portugueza de António Peixoto do Amaral. Livraria Portuense de Clavel. 1884.
❗ Com carimbo da “Avelar Machado” no canto inferior direito da folha de rosto.
Introdução à Linguística de Georges Mounin. Iniciativas Editoriais. Lisboa, 1977, 165 págs. B.
A Linguistica torna-se cada vez mais uma disciplina de base à qual se referem obrigatoriamente. etnólogos e sociólogos, psicanalistas e filósofos. estetas e críticos. Georges Mounin propõe-se fornecer, a todos os que querem estudar esta disciplina, um conjunto de noções apresentadas com a maior clareza que lhes permitam dominá-la seguindo o itinerário. e o método convenientes.
Iniciativa Metódica à Gramática Generativa de Christian Nique. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1977, 229 págs. B.
Concebida para não especialistas e principiantes, esta obra expõe os princípios de base da gramática generativa, e traça as diferentes etapas da sua evolução a partir dos anos 50. Propõe-se iniciar o leitor no método chomskiano, distinguindo o seu duplo aspecto, generativo e transformacional, e ilustrando-o com fragmentos de análise das línguas portuguesa e francesa. Esta iniciação metódica -que servirá de introdução à leitura de obras como as de Dubois, Ducrot, Gross, Millner, Ruwet termina com uma breve apresentação das pesquisas mais recentes: a teoria lexicalista e a semântica generativa.
O Contributo dos Mass Media no Ensino da História: Uma Investigação no Âmbito da Formação dos Conceitos de Nacionalismo e Revolução de Alberto Manuel Vara Branco. Instituição de Inovação Educacional. Lisboa, 2002, 253 págs. B.
Há consenso em considerar que os mass media têm grande impacto nas crianças e nos adolescentes. Quer uns quer outros permanecem, durante um tempo significativo, em frente do écran do televisor (Moderno, 1985). Também o cinema constitui uma prática social fortemente implantada no quotidiano dos adolescentes urbanos (Wolton, 1994). As imagens cinematográficas, aliadas ao som, não deixam de ser um meio privilegiado, em relação à adolescência, de divulgação de valores e modelos de cariz ideológico, estético e cultural, contribuindo, assim, para a construção das primeiras representações da História do mundo (Ferro, 1993). Também, a imprensa não deixa de influenciar significativamente os adolescentes (Abrantes, 1998). Analisando a importância da imagem e do som e as razões do uso dos audiovisuais no processo de ensino/aprendizagem, Moderno (1985) conclui só haver uma boa aprendizagem quando existe uma boa percepção, e esta só ocorrerá se forem estimulados de modo conveniente os órgãos dos sentidos que lhe estão na base. Ser conhecedor das preferências dos adolescentes em relação às mensagens da televisão, dos filmes e da imprensa especializada ou não, considera-se relevante e necessário no contexto pedagógico, como o é também saber até que ponto os mass media, nomeadamente o cinema, a televisão e a imprensa, exercem um papel importante na mentalidade da adolescência, na vida da escola e na educação em geral.
Este livro divide-se em três partes:
Na primeira parte, faz-se a história da ESES (Escola Superior de Educação de Santarém) quanto à Oferta formativa, caracterização dos cursos, infra-estruturas e serviços, formação e valorização profissional dos docentes e não docentes.
Na segunda parte, faz-se o enquadramento jurídico e institucional do Observatório de Avaliação, e apresenta-se os respectivos objectivos, procedimentos e actividades.
Na terceira parte, apresenta-se a síntese dos resultados com ênfase para a caracterização do corpo docente e as motivações dos estudantes para ingressarem na ESES, as trajectórias académicas e de inserção profissional dos diplomados.
The second edition of this widely used introductory textbook updates the work to take accounts of developments in the last few years. John Fiske’s study equips the reader with a range of methods of analysing examples of communication in our society, together with a critical awareness of the theories underpinning them. The reader will be able to tease out the latent cultural meanings in such apparently simple communications as news photos or popular TV programmes.
Fala-se muito do impacto da publicidade, dos investimentos astronómicos nesta área em todo o mundo, a capacidade de influenciar multidões. a hegemonizado dos conceitos, etc. Pouco ou nada se sabe do funcionamento interno dos diferentes departamentos das agências de publicidade, muitas delas ramificações locais de poderosas multinacionais. Pouco se escreveu sobre como na realidade executar…
Leçons de Philosophie de Élie Rabier. Hachette. Paris, 1884, E.
Nature de la science en général: recherche des raisons – L’étonnement, a dit Aristote, est le commencement de la science. En d’autres termes, la science naît du besoin de comprendre et d’expliquer. L’expérience vulgaire se contente de savoir le fait; la science veut connaître la raison, le pourquoi du fait. C’est pourquoi le savant peut enseigner, ce qui est le caractère de la science. C’est pourquoi aussi aucune de nos sensations n’est la science, bien que les sensations soient l’unique moyen de connaître les chose particulières; en effect, elles ne disent jamais le pourquoi de rien. Par example, la sensation ne dit pas pourquoi le feu est chaud, mais seulement qu’il est chaud. C’est la même idée que Bacon exprime en disant que le savant est l’interprète de la nature. Le monde est comme un livre ouvert sous nos yeux. Le vulgaire se contente de lire les mots sans les comprendre. Le savant découvre les sens caché et nous en donne la traduction.
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