Aluno em Carne Viva de Bartolomeu Valente. Livros Horizonte. Porto, 1987, 167 págs. B.
Este livro visa colmatar uma lacuna em que o professor, mormente o principiante, baqueia ao tentar enquadrar-se na escola e no meio ambiente de que ela partilha: a falta de informação sobre a comunidade em que entra e os alunos que lhe foram confiados. Embora não possamos pormenorizar referenciais para todo o País nem diferenciações relacionadas que o cubram por inteiro, avançamos com um conjunto de dados e interpretações, bem como com algumas correlações de factores que já permitem ir configurando o perfil de uma relação que atinge mais da quarta parte do território continental, sem prejuízo de alguns aspectos se antolharem de validade geral, mesmo para além das nossas fronteiras. E foi para que a tarefa educativa se embeba cada vez mais na carne e no sangue dos dela partilhantes que a termo levámos este percurso, tentando abrir caminho a todos os carentes de um roteiro da vida, no País que hoje somos.
A Minha Sala de Aula é uma Trincheira de Bárbara Wong. Esfera dos Livros. Lisboa, 2011, 286 págs. B.
Qualquer um vai para professor. Os professores não sabem ensinar, na realidade não se preocupam com os alunos. Têm uma boa vida, estão sempre de férias. Não querem ser avaliados. Os pais indignam-se. Como é possível que haja miúdos a falar ao telemóvel dentro da sala de aula? O meu filho não bateu no professor! Bárbara Wong, jornalista com vários anos dedicados à área da Educação, falou com professores, pais e estudantes de todo o país para conhecer as suas histórias. O resultado é este livro perturbador que nos conta o que verdadeiramente se passa na sala de aula dos nossos filhos. Sem tentar desculpabilizar ou demitir os professores das suas funções, porque, como em todas as profissões, há bons e maus profissionais. Mas pondo o dedo na ferida. Ao longo destas páginas vamos conhecer Jonas, que trabalhou até ao último dia da sua vida com um cancro na língua, depois de várias juntas médicas e recusas de reforma, Adriana, que foi agredida por uma mãe por ter proibido o aluno de atender o telefone na sala, etc.
A articulação entre a tarefa dos especialistas da ciência histórica e a do prático docente comanda nesta obra o tratamento sucessivo de questões fundamentais: porquê ensinar história; que história ensinar; como ensiná-la; como avaliar o que se ensinou; qual o papel dos materiais didácticos; que perspectivas oferece a interdisciplinidade no ensino/aprendizagem da história!
Camões e Gil Vicente de Bernardo Gonçalves Neto. Ed. Autor. 1949, 98 págs. B.
Este livro foi escrito, para o aluno do 5.º ano estudar por ele, e resultou de um punhado de lições dadas por nós, no ano lectivo de 1947-1948, como ensaio de uma ideia mais interessante.
Nele se diz qual é o nosso pecado na custosa arte de ensi nar homens menos crescidos, mas homens em todo o caso: nem já gramática que enfastie, nem a pequena doença da Filologia. Antes, (pelo menos, antes de o mais) uma boa leitura, correcta, muito expressiva e adivinhadora de caracteres humanos, a sábia interpretação do texto, a aproximação dos pensadores de uma época (a literatura comparada deleita os alunos, prende-os ao lugar e confirma as razões do professor) e a salutar aplicação a corações desejosos de coisas belas e duradoiras.
L’Ecole Des Peres Et Des Meres, Part 1: Ou Les Trois Infortunees de Antoine Sabatier de Castres. J. DE HANSY. França, 1769, 141 págs. E.
Le Public se voit aujourd’hui, plus que jamais, accablé de Romans. Des caractères bizarres, des événemens incroyables, des situations forcées, des cataftrophes monstrueuses, des dénouemens dénués de vraisemblance; voilà ce qui fait le mérite le plus ordinaire de ces fortes de productions. Avec cela cependant, on amuse, on met ses Ouvrages en vogue, & on trouve le moyen de se faire lire par des Lecteurs qui, à la vérité, ne liroient rien, si on ne leur présentoit que des productions solides & faites pour fixer & intéresser le véritable esprit (…) in Preface.
🟡 Encadernação em pele completa com gravação a ouro na lombada.
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