• Sua Excelência de Luis de Sttau Monteiro

    Sua Excelência

    Luis de Sttau Monteiro

    10,00 

    Não devia esta peça ser editada antes de subir à cena por motivos que se tornarão evidentes a quem a ler. Acontece, porém, que à data em que escrevo estas linhas, anda ela em observação pelas repartições adequadas sem que os responsáveis pelas mesmas atinem com razão para a autorizar, o que me leva a…

  • Sinfonia do Vento de Sarmento de Beires

    Sinfonia do Vento

    Sarmento de Beires

    25,00 

    Sinfonia do Vento de Sarmento de Beires.
    Edição Seara Nova. Lisboa, 1924, 101 págs. E.

    Livro de poesia de José Manuel Sarmento de Beires (1892-1974) foi oficial do exército português e pioneiro da aviação mundial. Licenciado em Engenharia Civil pela Universidade do Porto em 1916, termina em 1917 o primeiro Curso de Pilotagem da Escola de Aviação de Vila Nova da Rainha, onde teve como instrutor Sacadura Cabral. A 13 de maio de 1920 realizou o primeiro voo noturno em Portugal e a 18 de outubro do mesmo ano, com Brito Paes, realizou o primeiro voo até à ilha da Madeira, onde não aterrou, devido ao nevoeiro. Em 1924, realizou com Brito Paes e Manuel Gouveia o primeiro raide aéreo Lisboa-Macau, que originou o livro De Portugal a Macau. Em 1927, com Jorge Castilho e Manuel Gouveia, realizou o mais longo voo noturno da história da aviação até à época, atravessando o Atlântico Sul desde a Guiné até Fernando Noronha, no Brasil, apenas com navegação astronómica. Sobre ele escreveu a narrativa Asas que naufragam, cuja reedição está em curso. Ligado ao Grupo da Seara Nova, foi um forte opositor ao regime instaurado em 1926, tendo sido preso em 1933 e exilado no Brasil. Amnistiado em 1951, foi reintegrado na Reserva como Major e promovido a Coronel por distinção (1972). Herói nacional, foi agraciado com altas condecorações do Estado português.

    📝 Assinatura de posse.

  • Português, Escritor, 45 Anos de Idade de Bernardo Santareno

    Português, Escritor, 45 Anos de Idade

    Bernardo Santareno

    20,00 

    Português, Escritor, 45 Anos de Idade de Bernardo Santareno.
    Edições Ática. Lisboa, 1974, 301 págs. B.

    Primeira peça de um autor português a subir à cena após o 25 de Abril, Estreada no Teatro Maria Matos com o seguinte elenco: Adelaide João, António Montez, Arminda Taveira, Carlos Santos, Carlos Sargedas, Carlos Veríssimo, Fernanda Borsatti, Irene Cruz, Lurdes Norberto, Luis Cerqueira, Luís Santos, Madalena Braga, Manuel Matos, Rogério Paulo e Vitor de Sousa.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Non Sum Dignus de Antero de Figueiredo

    Non Sum Dignus

    Antero de Figueiredo

    7,50 

    Non Sum Dignus de Antero de Figueiredo.
    Livraria Tavares Martins. Porto, 1948, 375 págs. B.

    Antero de Figueiredo nasceu para a beleza das coisas e sabe traduzir o seu encantamento em requintes de linguagem policrónica, ora num tom solene de majestade, ora num puro visualismo do real. Tudo isto impregnado de espiritualidade, sobretudo em livros como “Fátima”, “Amor Supremo”, “Non Sum Dignus”, “O Último Olhar de Jesus”. De qualquer forma, estão sempre em causa os ideais da Pátria e os da Religião.

    📕 1ª Edição.
    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Jornada de África de Manuel Alegre

    Jornada de África

    Manuel Alegre

    10,00 

    Jornada de África de Manuel Alegre.
    Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1989, 242 págs. B.

    Em Jornada de África, seu primeiro romance e inovadora abordagem da guerra colonial, Manuel Alegre retoma o mito de Sebastião, tão presente ao longo da sua poesia. O tratamento do destino individual dos personagens permite agora ao autor uma perspectiva nova, complexa e dramática, desse tema central da sua obra.

    Não são simples aqueles personagens: eles amam, sofrem, desejam e, sobretudo, interrogam-se, ao mesmo tempo que, inexoravelmente, desempenham os seus papéis. Não escapam a esta lei dos contrários o director da PIDE Lázaro Asdrúbal, o Escritor Jerónimo de Sousa, o General e o Coronel, o Furriel e o Poeta, nem Domingos da Luta, o nacionalista angolano, e muito menos o Alferes, Sebastião. Esse, combatente do antimito, tem o fado mais trágico: desaparecer, à imagem de Sebastião-rei, e alimentar ele próprio outro «Encoberto», desta vez uma geração. E tem Sebastião um amor, tão contraditório como o seu combate: Bárbara, a «cativa», filha de África, que ao perder o seu Alferes em Alcácer-Nambuangongo, começa também ela a ganhar uma pátria. No último aerograma Sebastião escrevera-lhe: «Não há aqui epopeia para dizer. Somos lusíadas do avesso, ninguém nos cantará.»

    Epopeia da anti-epopeia, Jornada de África confirma Manuel Alegre no lugar ímpar da nossa literatura contemporânea que obras como Praça da Canção ou O Canto e as Armas de há muito lhe haviam granjeado.

    📕 1ª Edição.
    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Jangada de Pedra de José Saramago

    Jangada de Pedra

    José Saramago

    30,00 

    Jangada de Pedra de José Saramago.
    Editorial Caminho. Lisboa, 1986, 330 págs. B.

    «O romance que então escrevi [A Jangada de Pedra] separou do continente europeu toda a Península Ibérica para a transformar numa grande ilha flutuante, movendo-se sem remos, nem velas, nem hélices em direção ao Sul do mundo, “massa de pedra e terra, coberta de cidades, aldeias, rios, bosques, fábricas, matos bravios, campos cultivados, com a sua gente e os seus animais”, a caminho de uma utopia nova: o encontro cultural dos povos peninsulares com os povos do outro lado do Atlântico, desafiando assim, a tanto a minha estratégia se atreveu, o domínio sufocante que os Estados Unidos da América do Norte vêm exercendo naquelas paragens… Uma visão duas vezes utópica entenderia esta ficção política como uma metáfora muito mais generosa e humana: que a Europa, toda ela, deverá deslocar-se para o Sul, a fim de, em desconto dos seus abusos colonialistas antigos e modernos, ajudar a equilibrar o mundo. Isto é, Europa finalmente como ética. As personagens da Jangada de Pedra – duas mulheres, três homens e um cão – viajam incansavelmente através da península enquanto ela vai sulcando o oceano. O mundo está a mudar e eles sabem que devem procurar em si mesmos as pessoas novas em que irão tornar-se (sem esquecer o cão, que não é um cão como os outros…). Isso lhes basta.»
    José Saramago

    📕 1ª Edição.
    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Homem de Palavras de Ruy Belo

    Homem de Palavras

    Ruy Belo

    20,00 

    Homem de Palavras de Ruy Belo.
    Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1970, 139 págs. B.

    «[…] O que procuro evitar a todo o custo é repetir um livro, se possível um simples poema ou processos por mim já levados porventura até à exaustão. Cada livro meu, quer-me a mim parecer, é um livro diferente do anterior. Em Homem de Palavra[s], parece-me ter escrito poemas, introduzido processos, buscado formas que nunca escrevera, introduzira ou buscara até então. […]»

    «[…] A influência do cinema é notória neste livro, mais que em qualquer outro meu. […]»

    📕 1ª Edição.
    📝 Assinatura de posse.

  • História do Cerco de Lisboa de José Saramago

    História do Cerco de Lisboa

    José Saramago

    25,00 

    História do Cerco de Lisboa de José Saramago.
    Editorial Caminho. Lisboa, 1989, 348 págs. B.

    «Há muito que Raimundo Silva não entrava no castelo. Decidiu-se a ir lá. O autor conta a história de um narrador que conta uma história, entre o real e o imaginário, o passado e o presente, o sim e o não. Num velho prédio do bairro do Castelo, a luta entre o campeão angélico e o campeão demoníaco. Raimundo Silva quer ver a cidade. Os telhados. O Arco Triunfal da Rua Augusta, as ruínas do Carmo. Sobe à muralha do lado de São Vicente. Olha o Campo de Santa Clara. Ali assentou arraiais D. Afonso Henriques e os seus soldados. Raimundo Silva “sabe por que se recusaram os cruzados a auxiliar os portugueses a cercar e a tomar a cidade, e vai voltar para casa para escrever a História do Cerco de Lisboa. Uma obra em que um revisor lisboeta introduz a palavra “não” num texto do século XII sobre a conquista de Lisboa aos mouros pelos cruzados.» (Diário de Notícias, 9 de outubro de 1998)

    📕 1ª Edição.
    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Este Livro Que Vos Deixo de António Aleixo

    Este Livro Que Vos Deixo

    António Aleixo

    25,00 

    Este Livro Que Vos Deixo de António Aleixo.
    Vitalino Martins Aleixo. Lisboa, 1969, 313 págs. B.

    O poeta António Aleixo, cauteleiro e guardador de rebanhos, cantor popular de feira em feira, pelas redondezas de Loulé, é um caso singular, bem digno de atenção de quantos se interessam pela poesia.

    Embora não totalmente analfabeto – sabe ler e tem lido meia dúzia de bons livros – não é capaz, porém de escrever com correcção e a sua preparação intelectual não lhe dá certamente qualificação para poder ser considerado um poeta culto. Todavia, há nos versos que constituem este livro uma correcção de linguagem e, sobretudo, uma expressão concisa e original de uma amarga filosofia, aprendida na escola impiedosa da vida, que não deixam de impressionar.

    Os motivos e temas de inspiração são bastante variados.

    Note-se, porém, que não fere, com a habitual pieguice sentimental lusitana, a nota amorosa. E isto é bastante singular; uma ou outra pequena composição com esse carácter lírico foi quase sempre, de certeza, de inspiração alheia ou a pedido de qualquer moço amigo.

    O que caracteriza a poesia de António Aleixo é o tom dorido, irónico, um pouco puritano de moralista, com que aprecia os acortecimentos e as ações dos homens.» in Explicação Indespensável

    📕 1ª Edição.

  • Aves, As

    Aves, As

    Gastão Cruz

    20,00 

    Aves de Gastão Cruz
    Iniciativas Editoriais. Lisboa, 1969, 34 págs. B.

    Zona seca em clareiras onde incidem
    os brilhos isolados
    do sol que se despenha
    no corpo separado e não distingue.

    📕 1ª Edição.
    📝 Assinatura de posse.

  • Adeus, Princesa

    Adeus, Princesa

    Clara Pinto Correia

    7,50 

    Adeus, Princesa de Clara Pinto Correia.
    Relógio d’ Água. Lisboa, s.d., 297 págs. B.

    Numa vila alentejana uma rapariga do liceu, Mitó, é a principal suspeita da morte do seu namorado, um alemão da Base Aérea de Beja. Um jornalista e um fotógrafo de um jornal de Lisboa tentam, localmente, recolher informações, testemunhos e elementos sobre um caso que está longe de ser simples. Na verdade, cada um tem uma versão muito pessoal dos factos e os diversos pontos de vista revelam-se contraditórios. Os dois jornalistas acabam por ir inesperadamente ao encontro de uma história de amor e morte no coração do Alentejo. E se tudo isto parece estranhamente familiar e moderno, é porque o drama terrível que, em 1985, dizia estritamente respeito ao Alentejo se apoderou hoje do país inteiro.

    📕 1ª Edição.
    🖊️Dedicatória de oferta

  • Vínculos Eternos de Manuel Ribeiro

    Vínculos Eternos

    Manuel Ribeiro

    10,00 

    Com o seu percurso de anarquista, fundador do Partido Comunista Português e católico democrata, o bejense Manuel Ribeiro foi um dos escritores mais lidos e discutidos em Portugal nos anos 1920. Aborda-se aqui o último romance que ele publicou nessa década, Vínculos Eternos (1929). Conta a história de um revolucionário perseguido e desiludido, que se…

  • Meu Mundo Não é Deste Reino de João de Melo

    Meu Mundo Não é Deste Reino

    João de Melo

    7,00 

    Meu Mundo Não é Deste Reino de João de Melo.
    Assírio & Alvim. Lisboa, 1983 págs. B.

    Esta narrativa de João de Melo é uma crónica dos prodígios que fazem a história de uma comunidade rural perdida algures nos Açores. Narrativa mítica, sem cronologia, que começa in illo tempore (em português arcaizante) e prossegue seguindo o fio das ocorrências fantásticas (a chuva dos noventa e nove dias, o dia em que os animais choraram, o dia em que se viu a outra face do sol, a morte e ressurreição de João Lázaro) e das vidas de personagens excessivos e arquetípicos (um padre venal, um regedor hercúleo e despótico, um curandeiro e um santo) que povoam um lugar perdido nas brumas do tempo, no outro lado da ilha, progressivamente devolvido à comunicação com o mundo.

    📕 1ª Edição.
    📌 Carimbo

  • Outro Lado do Espelho de Paulo Castilho

    Outro Lado do Espelho

    Paulo Castilho

    7,00 

    Outro Lado do Espelho de Paulo Castilho.
    Editorial Notícias. Lisboa, 1984, 164 págs. B.

    Lisboa, 1973, fim de tarde, chove.

    Numa rua, Pedro encontra (reencontra) Joana e a partir desse encontro supõe possível completar o que entre ambos ficara inacabado.

    De Lisboa a Londres e Paris, como da Joana e do Pedro de agora à Joana e ao Pedro de antigamente, são duas viagens. Por aeroportos, estradas, ruas, cinemas, casas, restaurantes. Mas também pelas recordações obsessivas do passado, instantâneos, memórias, palavras, frases, livros, filmes, músicas, pessoas.

    Mas não se pode voltar atrás nem recomeçar: nem sequer esquecer.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Breve Notícia Histórica Ilha de Angediva de Mário Marques de Andrade

    Breve Notícia Histórica Ilha de Angediva

    Mário Marques de Andrade

    50,00 

    Breve Notícia Histórica Ilha de Angediva de Mário Marques de Andrade.
    Goa, 1960, 14 págs.

    Relatório do Comando Militar do Estado Português da Índia sobre uma “missão à Ilha de Angendiva quando no Estado Português da Ìndia fui Chefe de Estado Maior das Forças Armadas doa ali estacionado” segundo consta na dedicatória que a autor documento deixou na contracapa ao seu filho.

    ✍🏻 Edição com uma dedicatória do autor ao filho.

  • Poesias

    Poesias

    Joaquim Costa

    20,00 

    Poesias de Joaquim Costa.
    Biblioteca Municipal. Moura, 1992, 366 págs. E.

    Na antiguidade, o louro era considerado sa grado e utilizava-se para coroar os heróis e poetas. Surgiu daí o costume de outorgar a certas pessoas, que se tivessem distinguido por seus dotes artísticos, um símbolo que representasse o reconhecimen to público do seu mérito. Mas, nem sempre assim foi acontecendo, houve homens com seu valor, e por se esconderem atráz da sua humildade, enfrentavam as críticas aos seus trabalhos com um exército de frases culturais a servirem de escudo para os ataques da inveja. Esses foram esquecidos pelos laureadores, talvez porque traziam sempre consigo a marca de contrastaria de um metal menos luzidio, ignorando-lhe por razões inexplicáveis o seu valor.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.