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  • Adeus, Princesa

    Adeus, Princesa

    Clara Pinto Correia

    7,50 

    Adeus, Princesa de Clara Pinto Correia.
    Relógio d’ Água. Lisboa, s.d., 297 págs. B.

    Numa vila alentejana uma rapariga do liceu, Mitó, é a principal suspeita da morte do seu namorado, um alemão da Base Aérea de Beja. Um jornalista e um fotógrafo de um jornal de Lisboa tentam, localmente, recolher informações, testemunhos e elementos sobre um caso que está longe de ser simples. Na verdade, cada um tem uma versão muito pessoal dos factos e os diversos pontos de vista revelam-se contraditórios. Os dois jornalistas acabam por ir inesperadamente ao encontro de uma história de amor e morte no coração do Alentejo. E se tudo isto parece estranhamente familiar e moderno, é porque o drama terrível que, em 1985, dizia estritamente respeito ao Alentejo se apoderou hoje do país inteiro.

    📕 1ª Edição.
    🖊️Dedicatória de oferta

  • Vínculos Eternos de Manuel Ribeiro

    Vínculos Eternos

    Manuel Ribeiro

    10,00 

    Com o seu percurso de anarquista, fundador do Partido Comunista Português e católico democrata, o bejense Manuel Ribeiro foi um dos escritores mais lidos e discutidos em Portugal nos anos 1920. Aborda-se aqui o último romance que ele publicou nessa década, Vínculos Eternos (1929). Conta a história de um revolucionário perseguido e desiludido, que se…

  • Meu Mundo Não é Deste Reino de João de Melo

    Meu Mundo Não é Deste Reino

    João de Melo

    10,00 

    Meu Mundo Não é Deste Reino de João de Melo.
    Assírio & Alvim. Lisboa, 1983 págs. B.

    Esta narrativa de João de Melo é uma crónica dos prodígios que fazem a história de uma comunidade rural perdida algures nos Açores. Narrativa mítica, sem cronologia, que começa in illo tempore (em português arcaizante) e prossegue seguindo o fio das ocorrências fantásticas (a chuva dos noventa e nove dias, o dia em que os animais choraram, o dia em que se viu a outra face do sol, a morte e ressurreição de João Lázaro) e das vidas de personagens excessivos e arquetípicos (um padre venal, um regedor hercúleo e despótico, um curandeiro e um santo) que povoam um lugar perdido nas brumas do tempo, no outro lado da ilha, progressivamente devolvido à comunicação com o mundo.

    📕 1ª Edição.
    📌 Carimbo

  • Outro Lado do Espelho

    Outro Lado do Espelho

    Paulo Castilho

    7,00 

    O OUTRO LADO DO ESPELHO DE PAULO CASTILHO
    Editorial Notícias. Lisboa, 1984. 164 págs. B. 

    Primeiro romance de Paulo Castilho, diplomata de carreira, distinguido com o Prémio Literário Diário de Notícias em 1984. Em Lisboa, no fim de uma tarde de chuva de 1973, Pedro reencontra Joana, dando início a uma narrativa que cruza duas viagens, entre Londres e Paris no presente e entre as memórias obsessivas de um passado por completar, um romance sobre a impossibilidade de recomeçar e a persistência do que não se consegue esquecer.

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    Características do Exemplar
    ✅ Sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
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  • Breve Notícia Histórica Ilha de Angediva de Mário Marques de Andrade

    Breve Notícia Histórica Ilha de Angediva

    Mário Marques de Andrade

    50,00 

    Breve Notícia Histórica Ilha de Angediva de Mário Marques de Andrade.
    Goa, 1960, 14 págs.

    Relatório do Comando Militar do Estado Português da Índia sobre uma “missão à Ilha de Angendiva quando no Estado Português da Ìndia fui Chefe de Estado Maior das Forças Armadas doa ali estacionado” segundo consta na dedicatória que a autor documento deixou na contracapa ao seu filho.

    ✍🏻 Edição com uma dedicatória do autor ao filho.

  • Poesias

    Poesias

    Joaquim Costa

    20,00 

    Poesias de Joaquim Costa.
    Biblioteca Municipal. Moura, 1992, 366 págs. E.

    Na antiguidade, o louro era considerado sa grado e utilizava-se para coroar os heróis e poetas. Surgiu daí o costume de outorgar a certas pessoas, que se tivessem distinguido por seus dotes artísticos, um símbolo que representasse o reconhecimen to público do seu mérito. Mas, nem sempre assim foi acontecendo, houve homens com seu valor, e por se esconderem atráz da sua humildade, enfrentavam as críticas aos seus trabalhos com um exército de frases culturais a servirem de escudo para os ataques da inveja. Esses foram esquecidos pelos laureadores, talvez porque traziam sempre consigo a marca de contrastaria de um metal menos luzidio, ignorando-lhe por razões inexplicáveis o seu valor.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Cem Anos da Avó Ricardina, Os

    Cem Anos da Avó Ricardina, Os

    Otílio Figueiredo

    7,00 

    Os Cem Anos da Avó Ricardina de Otílio Figueiredo.
    Imprensa do Douro. Régua, 1976, 222 págs. B.

    Para todos os seres humanos constitui quase um dever pensar que o que já se tiver realizado é sempre pouco, em comparação do que resta por jazer, a fim de reajustar os organismos de produção, as associações sindicais, as organizações profissionais, os sistemas de previdência, as organizações judiciais, os regimes políticos, as organizações culturais, sanitárias, desportivas, etc., às dimensões próprias da era do átomo e das conquistas espaciais: era, na qual já entrou a humanidade, encetando esta nova perspectiva de injinda amplidão. Papa João XXIII (Citação escolhida pelo autor para abrir a sua obra)

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Urbe Funesta de David Pereira

    Urbe Funesta

    David Pereira

    6,00 

    Nesta urbe funesta só nos resta aconselhar, / só nos cabe acreditar em qualquer coisa que convença, / em nós ou em quem nos minta. / Amanhã é amanhã, e Deus é Deus, e nós outros. / Amanhã, nesta urbe funesta de dias sem conta que hão-de vir sem saudades, / desesperos ou raízes, sejam…

  • Sabor das Trevas de José Gomes Ferreira

    Sabor das Trevas

    José Gomes Ferreira

    15,00 

    Quando senti os primeiros fervores de O Sabor das Trevas nos caldeirões e retortas da minha oficina-laboratório de velho operário de palavras e paixões, pensei que este livro fosse diferente dos meus anteriores e, confundindo diferença com melhoria de qualidade, logo resolvi dedicar-lho para satisfazer um sonho que trazia, há muito, no sangue: o de…

  • Tempo de Solidão de Manuel da Fonseca

    Tempo de Solidão

    Manuel da Fonseca

    10,00 

    Ao analisarmos os contos de Tempo de Solidão, vamos encontrar um Manuel da Fonseca totalmente urbano, perdido no progresso rápido da tecnologia, inserido no dia a dia da cidade e nas latitudes suburbanas ao redor dos grandes centros. Devemos analisar com a visão da mudança dos tempos, pois o conto Tempo de Solidão foi editado…

  • Silêncio de Teolinda Gersão

    Silêncio

    Teolinda Gersão

    7,50 

    Numa altura em que a ficção portuguesa se desmultiplica em novos rumos e novas tentativas, não pode deixar de assinalar-se o aparecimento de um livro como O Silêncio. Novela construída com uma grande fluidez narrativa, experimentando a cada passo o prazer de construir e desconstruir a ficção com que se tece, este livro enuncia algumas…

  • Revolução dos Cravas de Mário Furtado

    Revolução dos Cravas

    Mário Furtado

    7,50 

    Leonel Rabaça, feitas as contas da despesa, saiu em disparada, a soçobrar o embrulho da manta, ruminando fundo o contratempo que o havia retido para além do previsível. Vinha um pouco animado, os eflúvios do álcool a reacen- derem-lhe brios de um confesso amor-próprio e a estimularem-no para a harmonia de uma boa galhofa. Mas…

  • Tombo no Inferno de Aquilino Ribeiro

    Tombo no Inferno

    Aquilino Ribeiro

    20,00 

    Desde que mestre Aquilino está publicando toda a sua obra, em edições revistas, por vezes com outro arrumo na composição de alguns volumes de contos, e ainda o renovo do trabalho frutuoso destes aventurados e pródigos anos da velhice, em que se contam porventura já dois ou três dos mais genuínos e vigorosos livros que…

  • Rápida a Sombra de Vergílio Ferreira

    Rápida a Sombra

    Vergílio Ferreira

    15,00 

    Rápida a Sombra de Vergílio Ferreira.
    Arcádia. Lisboa, 1974, 274 págs. E.

    «Vergílio Ferreira assume neste romance os valores e as contradições fundamentais da sua obra anterior; mas este permite-lhe, na compreensão dum fim reconhecido, uma possibilidade de abertura, talvez apenas entrevista, para lá da hipótese dirigista do narrador que, pela primeira vez, pode dar conta de uma aceitação (nunca serena, sublinhe-se) dos caminhos dos outros.» Maria Alzira Seixo, Colóquio/Letras «Bem definido o percurso do seu [caminho], que, do ponto de vista literário, é dos mais firmes que se têm prosseguido entre nós. Como de há muito se sabe.» Maria Alzira Seixo, Colóquio/Letras

    📕 1ª Edição.
    📝 Assinatura de posse.

  • Novíssimos Putos de Altino do TojalNovíssimos Putos Verso

    Novíssimos Putos

    Altino do Tojal

    10,00 

    Novíssimos Putos de Altino do Tojal.
    Guimarães & Cª Editores. Lisboa, 1984, 158 págs. B.

    Neste terceiro volume de OS PUTOS, deparamos com um punhado de contos em que a heroína continua a ser a criança, mesmo quando não está presente. A última narrativa, «Cruzeiro no Nilo», é um afresco de casos humanos que se desdobra ao longo de uma viagem de poucos dias pelas ruínas milenárias do Egipto. Conduzido pela mão de Altino do Tojal, o leitor acompanha um grupo de turistas mais ou menos estranhos entre si, que rapidamente vão tecendo situações de conflito. Também de ternura e desencanto. O desencanto de uma excursionista, Sancha Vasconcelos, ao desabafar: «O mal das viagens é esse: quando começamos a dar-nos com as pessoas, quando começamos a descobrir afinidades, quando começam a criar-se laços, pronto, acabou-se o passeio. Trocam-se endereços, trocam-se números telefónicos, há promessas de contactos, muitos beijos e abraços, mas cada um pega nas suas malas e fica tudo em zero.»

    📕 1ª Edição
    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados

  • Lourenço Marques de Francisco José ViegasLourenço Marques Verso

    Lourenço Marques

    Francisco José Viegas

    7,50 

    Esta é a história de um homem que sonhava com Lourenço Marques. Não com a Lourenço Marques colonial e militar – apenas com «a cidade das acácias, a pérola do Índico», a cidade onde amou pela primeira vez. Vinte e sete anos depois de ter saído de Moçambique, ele regressa para procurar uma mulher, Maria de Lurdes (aliásSara): de Maputo a Pemba e a Nampula, da Ilha de Moçambique ao Lago Niassa, essa busca transforma- se num discurso iniciático sobre a nostalgia de África, o encontro com Deus, a felicidade, a aceitação, o arrependimento, o amor que se perde e a vida que não se viveu. Ao longo dessa viagem encontra Domingos Assor, um polícia que investiga o assassinato de Gustavo Madane, um ex-combatente nacionalista caído em desgraça – e que tem visões, durante as quais pensa ser um «rabino negro e perguntador», que confunde o monte sagrado dos macuas, o Namuli, com o Sinai do deserto egípcio. Ouve as palavras do xehe da mesquita da Ilha de Moçambique, que lhe recita, de trás para a frente, os versículos do Corão. É tratado pelo último médico branco de Lichinga, no Niassa, que ali aguarda a chegada da morte depois de ter sido abandonado pela mulher e de saber que tem cancro. E recorda a Lourenço Marques dos anos setenta como a metáfora dessa vida interrompida pela guerra e pela felicidade dos outros.

    Uma história inquietante e perturbadora sobre a memória portuguesa de África, longe da guerra e dos complexos de culpa coloniais.