• Manuscrito na Garrafa de Daniel Filipe

    Manuscrito na Garrafa

    Daniel Filipe

    15,00 

    Manuscrito na Garrafa de Daniel Filipe.
    Guimarães Editores. Lisboa, 1960, 156 págs. B.

    O autor, jornalista e poeta natural de Cabo Verde, colaborou nos «Cadernos do Bloqueio», «Távola Redonda» e «Seara Nova». Primeira e cremos que única edição desta curiosa novela de Daniel Filipe, afastada das livrarias pela polícia política da época aquando do seu aparecimento. Livro dado a lume na «Colecção Horas de Leitura».

     

    📕 1ª Edição.
    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
    📖 Exemplar por abrir

  • As Raízes do Futuro de José Régio

    Raízes do Futuro, As

    José Régio

    20,00 

    O segundo romance do ciclo A Velha Casa, As Raízes do Futuro (1947), medeia entre o retorno de Lelito (Manuel Trigueiros, o segundo de quatro filhos do casal Maria Teresa e Martinho Trigueiros) e a morte de madrinha Libânia, a matriarca da família e a proprietária efectiva da casa. Se Uma Gota de Sangue não dava qualquer pista que permitisse compreender a época em que decorria a acção romanesca, o segundo informa que se estava em 1920. Esta indicação não é despicienda para a compreensão da trama narrativa. Está-se no início dos chamados loucos anos 20. Não é que numa aldeia rural, Azurara, do concelho de Vila do Conde haja referência existencial ao modo de vida que a expressão consagra, mas de uma maneira ou de outra o Zeitgeist haveria de encontrar maneira de ali se reflectir, ainda que de forma imperceptível para os próprios habitantes.

  • Gaveta de Nuvens

    Gaveta de Nuvens

    José Gomes Ferreira

    15,00 

    Gaveta de Nuvens de José Gomes Ferreira.
    Diabil. Lisboa, 1975, 238 págs. B.

    Após uma decisiva prova de marginalidade como cônsul, entreguei-me ao jornalismo ou, com mais exatidão, a colaborar em jornais e revistas (com três ou quatro artigos por semana), onde aprendi a alinhar prosas com tanta facilidade de caneta a deslizar no papel que, a certa altura, quando reparei nessa virtude de ofício, desmaiei de terror. E tratei logo de praticar com afinco a ginástica da Dificuldade. Isto é:

    impedir que as palavras corressem em forma de fonte óbvia, não me importar de perder tempo, cinco, dez, vinte minutos para desencantar o adjetivo justo, substituir lugares-comuns já muito coçados por novos lugares-comuns, semear obstáculos de propósito, antes de principiar a escrever. Como, por exemplo, dizer de mim para mim: hoje durante seis linguados não empregarei uma única vez os verbos ser, ter, haver, fazer, etc.

    📕 1ª Edição.
    📝 Assinatura de posse.

  • A Filha do Papa de Luís Miguel Rocha

    Filha do Papa, A

    Luís Miguel Rocha

    8,00 

    A Filha do Papa de Luís Miguel Rocha.
    Porto Editora. Porto, 2012, 428 págs. B.

    Será o antissemitismo a verdadeira razão para o Papa Pio XII não ter sido beatificado?

    Quando Niklas, um jovem padre, é raptado, ninguém imagina que esse acontecimento é apenas o início de uma grande conspiração que tem como objetivo acabar com um dos segredos mais bem guardados do Vaticano – a filha do Papa Pio XII.

    Rafael, um agente da Santa Sé fiel à sua Igreja e à sua fé, tem como missão descobrir quem se esconde por detrás de todos os crimes que se sucedem e evitar a todo o custo que algo aconteça à filha do Papa.

    Conseguirá Rafael ser uma vez mais bem-sucedido? Ou desta vez a Igreja Católica não será poupada?

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Face Sangrenta,

    Face Sangrenta,

    Vergílio Ferreira

    50,00 

    Face Sangrenta de Vergílio Ferreira.
    Contraponto. Lisboa, 1953, 78 págs. B.

    Primeira edição de um dos mais raros títulos da bibliografia de Vergílio Ferreira. Composto pelos contos Mãe Genoveva; Jacinto, o Livre; Gló; A Palavra Mágica; O Jogo de Deus; O Indiferente; O Encontro; e por fim, Adeus; «Face Sangrenta» é porventura o último título da obra do autor alinhada com o Neo-Realismo, movimento do qual se afastou para abraçar a corrente existencialista de Sartre e Malraux.

    📖 Exemplar por abrir
    Esta edição não é uma dos 500 exemplares com ilustrações de Lima de Freitas

  • Poesias de Carlos de Oliveira

    Poesias

    Carlos de Oliveira

    20,00 

    Primeira edição colectiva das poesias de Carlos de Oliveira, figura destacada da poesia portuguesa do nosso tempo. Poesias dos livros «Mãe Pobre», «Colheita Perdida», «Descida aos Infernos», «Terra de Harmonia» e «Cantata».

  • Na Tua Face de Vergílio Ferreira

    Tua Face, Na

    Vergílio Ferreira

    10,00 

    Na Tua Face é um dos últimos romances de Vergílio Ferreira, mas, não sendo o derradeiro, é o que talvez melhor resume o percurso (na vida e na obra) do autor. Como em muitas outros livros, em Na Tua Face é ficcionada a problemática existencial (o amor, a morte, a solidão, a evidência da beleza,…

  • Segunda Imagem de Natércia Freire.

    Segunda Imagem, A

    Natércia Freire

    20,00 

    A poesia de Natércia Freire é, segundo David Mourão-Ferreira, “das mais densas de toda a nossa história literária”. Livro integrado na colecção de Poesia “Convergência”.

  • Anfitrião Outra Vez

    Anfitrião Outra Vez

    Augusto Abelaira

    10,00 

    Anfitrião Outra Vez de Augusto Abelaira.
    Moraes Editores. Lisboa, 1980, 81 págs. Mole

    A SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA ao promover o concurso para 12 peças de teatro teve, como finalidade cultural incentivar a produção deste género literário, algum tanto esquecido pelos escritores portugueses.

    Concedendo o seu patrocínio à edição daquelas peças, tornou consequentemente mais acessíveis os respectivos preços de venda, logo possibilitando a sua maior difusão.

    A MORAES ao publicá-las tem o duplo prazer de se associar a esta iniciativa da SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA e de com ela inaugurar uma nova série -a que chamou PALCO – de cuja continuidade está segura.

    📕 1ª Edição.

  • Olhar à Nossa Volta de António Alçada Baptista

    Olhar à Nossa Volta

    António Alçada Baptista

    7,50 

    Olhar à Nossa Volta de António Alçada Baptista. Editorial Presença. Lisboa, 2002, 350 págs. B.

    Conhecido por todos como um atento e incomparável analista social da sua época, António Alçada Baptista, foi sempre, ao longo dos anos, registando em palavras o que lhe ia na alma. Exímio e único na arte de retratar os comportamentos sociais, este livro – Um Olhar à Nossa Volta – é uma compilação de textos que o autor escreveu nos jornais O Dia e A Tarde, no período de 1976 a 1985. Acérrimo defensor da liberdade de expressão individual e colectiva e contra os abusos do poder instituído, Alçada Baptista fixou em crónicas o testemunho de uma voz inconfundível que, logo a seguir à «Revolução dos Cravos», questionou e reflectiu sobre o futuro.

    Mestre da palavra escrita, o autor deixa inscrito o relato de uma época a todas as gerações: às que viveram neste período e se revêm neste olhar, e às outras, as mais jovens, que para compreenderem o que são, podem conhecer nesta obra a realidade de um outro tempo.

    📕 1ª Edição.
    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • O Inferno de Bernardo Santareno

    Inferno, O

    Bernardo Santareno

    15,00 

    CHESTER, 6-5-66 — Ian Brady e Myra Hindley, os amantes diabólicos, foram condenados a prisão perpétua, findo o seu julgamento, iniciado a 19 de Abril, no tribunal de Chester. Acusados de terem assassinado Edward Evans, de 17 anos, Lesley Ann Downey, de 10 e John Kilbride, de 12, sempre negaram a sua culpabilidade. O júri reconheceu Brady culpado dos três crimes e Myra Hindley culpada dos dois primeiros e cúmplice do terceiro… O Juiz, ao ler a sentença, acentuou ter sido este um dos processos mais atrozes da história e que os dois acusados tinham sido reconhecidos como culpados das mortes cruéis executadas a sangue frio… Diário de Notícias 7-5-66 Foi com base nesta notícia de um dos mais terríveis casos de assassínios em série da história do Reino Unido que Bernardo Santareno criou um dos mais brilhantes e violentos textos da sua carreira. Passado integralmente numa sala de tribunal onde decorre o julgamento de um casal de assassinos, cujos actos assumem contornos diabólicos, que o autor transmuta em figuras da mitologia, esta é, porventura, a mais acutilante obra de Santareno, na qual tudo é posto em causa: ética, moral, justiça, a própria essência do bem e do mal… Publicado em 1967, O Inferno marcou a transição da produção literária de Santareno a caminho de um cada vez mais activo intervencionismo social.

  • Aliança do Sim ou Não

    Aliança do Sim ou Não

    Plínio Salgado

    7,50 

    Aliança do Sim ou Não de Plínio Salgado.
    Edições Ultramar. Lisboa, 1944, 183 págs. B.

    «A Voz», terminou o seu longo noticiário com estas palavras: «O final da conferência de Plínio Salgado, interrompida diversas vezes por entusiásticos aplausos, constituíu verdadeira apoteose: foi prece, apêlo, exortação, estímulo, consagração. O grande escritor-orador, culminou com uma eloqüente peroração em que apelou para a unidade de destino de Portugal e Brasil, no cumprimento da missão civilizadora que lhes foi outorgada pela Providência divina. A assistência inteira, de pé, aplaudiu entusiasmada a Plinio Salgado, erguendo vivas a Portugal e ao Brasil.»

    📕 1ª Edição.
    📝 Assinatura de posse.

  • Água de Neve (Poema Pastoril)Água de Neve (Poema Pastoril) de Nuno de Montemor

    Água de Neve (Poema Pastoril)

    Nuno de Montemor

    10,00 

    Água de Neve (Poema Pastoril) de Nuno de Montemor.
    União Gráfica. Lisboa, 1933, 115 págs. B.

    Nuno de Montemor, pseudónimo de Joaquim Augusto Álvares de Almeida, nasceu em Quadrazais, Sabugal. Ordenado sacerdote, foi capelão e secretário do Exército, acompanhando militares na Primeira Guerra Mundial em França, onde conheceu intelectuais como Augusto Casimiro. Ligado à cidade por laços familiares e sociais, destacou-se pelo Lactário Dr. Proença, apoiando crianças pobres. Escritor prolífico, uniu Literatura e Cristianismo, com obras traduzidas e reconhecidas internacionalmente.

    📕 1ª Edição.
    👨🏻‍🎨Ilustrações de Raquel R. Gameiro Ottolini.

  • Virgem de Fátima

    Virgem de Fátima

    Santos Cravina

    10,00 

    Virgem de Fátima: Poema Comemorativo do Ano Santo de Santos Cravina.
    Tipografia Ideal. Lisboa, 1950, 189 págs. B.

    A Virgem Maria,
    Mãe da Graça intangivel
    – Eterno Padrão de Amor Materno –
    da virgindade maternal origem,
    dos Altos Céus desceu
    envolta em mundos de luz
    de celeste e fulminante raio
    a fulminar as almas na poesia
    da Mensagem Divina prescritível
    da Sabedoria do Padre Eterno…
    A Santíssima Virgem
    Rainha do Céu
    e Mãe de Jesus
    trouxe universos de alegria
    envoltos na luz dum bendito raio
    no Santo Dia
    13 de Maio.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Viagem à União Soviética e Outras Páginas

    Viagem à União Soviética e Outras Páginas

    Urbano Tavares Rodrigues

    10,00 

    Viagem à União Soviética e Outras Páginas de Urbano Tavares Rodrigues.
    Seara Nova. Lisboa, 1973, 210 págs. B.

    No início dos anos 70 do século passado, Urbano Tavares Rodrigues visitou a União Soviética durante três semanas na companhia de outros escritores portugueses. Esteve em Moscovo e Leninegrado (actual São Petersburgo), no Cazaquistão e no Uzbequistão, no «novo mundo siberiano» e no fabuloso Oriente.

    Em cada paragem falou com pessoas, conheceu as suas casas, entrou em museus, palácios, igrejas, livrarias, até num hospital, devido a doença repentina, sem se coibir de fazer perguntas, por mais incómodas que fossem. Queria descobrir a «verdadeira sociedade colectivista» e os impactos da «grande revolução tecnocientífica».

    Foi uma viagem apaixonada, de um militante do Partido Comunista, mas também uma viagem de indagação, de verificação, de questionamento. De alguém que sabia que apenas poderia reter «informações forçosamente limitadas, impressões forçosamente subjectivas».

    O resultado é um livro que surpreende pela lucidez cristalina das suas observações, nunca obscurada pela sombra do entusiasmo propagandístico e ideológico.

    Numa prosa admirável, plena de ritmo e sugestivas descrições, Urbano Tavares Rodrigues revela a independência de espírito que sempre marcou a sua obra.

    Um documento para a história contemporânea portuguesa.

    📕 1ª Edição.

  • Tragédia da Rua das Flores de Eça de QueirozTragédia da Rua das Flores de Eça de Queiroz

    Tragédia da Rua das Flores

    Eça de Queiroz

    15,00 

    Primeira edição deste até então desconhecido romance de Eça, “rascunho centenário, porventura sem qualquer leitura posterior”; “Pronunciando-se sobre este romance que ficaria quase que eternamente esquecido na arca familiar, Eça dizia que era «o melhor e mais interessante que tenho escrito até hoje»”, segundo palavras de João Medina e Campos Matos no seu extenso e…