Colonialismo como Nosso Impensado, Do

Eduardo Lourenço

7,50 

Do Colonialismo como Nosso Impensado de Eduardo Lourenço.
Gradiva Publicações. Lisboa, 2016, 348 págs. B.
Obras de Eduardo Lourenço
Organização e Prefácio de Margarida Calafate Ribeiro e Roberto Vecchi.

«Deste naufrágio de uma raça toda a gente se lembra, excepto os portugueses. Das epopeias que perduram neste país tão folclórico nem uma página o relembra. A História trágico-marítima é a dos portugueses devorados pelo mar e pelos autóctones. Este espantoso silêncio esconde a aventura colonial, a mais pura de toda a história. Tão pura que hesitamos chamá-la colonialista. E, no entanto, ela é certamente uma entre outras, a primeira e a última ainda de pé, sob a indiferença dos trópicos e o esquecimento do mundo. Este esquecimento faz-nos pensar, mas explica-se. Portugal não foi o único país a deixar-se esquecer desta maneira. No tempo das Grandes Descobertas a importância cósmica desta aventura escondia aos olhos da Europa o colonialismo nascente. Mais tarde, a mesma Europa teve também demasiado interesse em esconder, em conjunto, este colonialismo.»

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Do Colonialismo como Nosso Impensado de Eduardo Lourenço.
Gradiva Publicações. Lisboa, 2016, 348 págs. B.

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