• Nau de Ícaro de Eduardo Lourenço

    Nau de Ícaro

    Eduardo Lourenço

    7,50 

    Nau de Ícaro seguido de Imagem e Miragem da Lusofonia de Eduardo Lourenço
    Gradiva Publicações. Lisboa, 1999, 214 págs. B.

    Vamos acabar este milénio, que é quase o da nossa vida de nação autónoma, e entrar no próximo, revisitando e reanimando esse passado a bordo da mesma nau da Índia e dos mares que tivemos de atravessar para lá chegarmos. A forma das nossas festas derradeiramente imperiais será a mais futurista e futurante que o país do século que somos, curioso de tudo e apostado em mostrar que está no presente e nos seus desafios mais exigentes, nos consentirá. Mas o conteúdo… será o da convocação de todos os nossos fantasmas e a sua sublimação. É sob esta forma, sobretudo, que o passado nos é caro.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Memória de Nova Iorque e Outros Ensaios de João Lobo Antunes

    Memória de Nova Iorque e Outros Ensaios

    João Lobo Antunes

    6,00 

    Memória de Nova Iorque e Outros Ensaios de João Lobo Antunes
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2002, 267 págs. B.

    Neste volume de ensaios, que o autor entende como um modo de falar com os outros por escrito numa experiência na primeira pessoa, são tratadas matérias tão variadas como a relação entre a arte e o cérebro e o velho duelo entre ciência e fé. Temas de ética, educação e cultura (num texto de homenagem a Vitorino Nemésio), entrelaçam-se com outros ligados a um ofício que trata da porção mais séria do viver. Há ainda uma digressão breve pela «Loucura» e uma confissão autobiográfica sobre a sua «Razão de Ser»

    É, finalmente, uma recordação de Nova Iorque e de como esta marcou o autor como homem e como médico. Como se diz no prefácio, o livro é assim também um pretexto para um abraço apertado a uma cidade sempre inconcluída.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Folhas Caídas de Adeline Yen Mah

    Folhas Caídas

    Adeline Yen Mah

    5,00 

    Folhas Caídas de Adeline Yen Mah
    Gradiva Publicações. Lisboa, 1999, 280 págs. B.

    «Esta é uma história verídica. Em grande parte foi dolorosa e difícil de escrever, mas senti-me compelida a fazê-lo. Para poder compreender tenho de recuar ao princípio de tudo. Há um provérbio chinês que diz: As folhas caídas regressam às suas raízes.»

    Assim começa esta extraordinária autobiografia de uma mulher corajosa que triunfa sobre o desespero na sua longa procura de aceitação, amor e compreensão. Obra de comovente intimismo, Folhas Caídas desenrola-se no turbulento cenário de tumultos sociais, políticos e culturais da China do nosso século.

    Folhas Caídas é a história inesquecível de uma mulher apanhada num turbilhão de eventos históricos e sociais dramáticos, da sua resistência e vitória, numa manifestação exemplar do carácter indómito do espirito humano.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Ciência no Grande Teatro do Mundo de António Manuel Baptista

    Ciência no Grande Teatro do Mundo

    António Manuel Baptista

    7,00 

    Ciência no Grande Teatro do Mundo de António Manuel Baptista
    Gradiva Publicações. Lisboa, 1998, 224 págs. B.
    Colecção: Ciência Aberta | 58

    «Contra os que acreditam que a compreensão destrói o maravilhoso das coisas, acontece exactamente o contrário. A experiência da ‘verdade’ é exultante por si mesma.» Físico, cientista, professor, divulgador científico, António Manuel Baptista oferece neste livro uma breve história, informada e humanista, da passagem da filosofia natural para a filosofia experimental — ou seja, a ciência. Com a imaginação e a curiosidade irrefreável do cientista a unir-se à emoção do poeta e do filósofo, seguimos o autor por diálogos entre ciência e senso comum, filosofia e matemática, poesia e ficção científica. Se «a vida é sonho» de um deus que nos pôs no «grande teatro do mundo», como em Calderón de la Barca, resta-nos então acompanhar o desígnio que move esta obra: tornar a humanidade mais humana. «Escutá-lo sobre qualquer assunto era um gosto e uma aprendizagem, porque a sua cultura era vasta, mas despretensiosa, e a sua forma de expor era clara, mas nunca condescendente. É a António Manuel Baptista, cientista e poeta, que devo a minha vida na edição — que devo, afinal, boa parte da vida.»
    Maria Do Rosário Pedreira

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Um Modo de Ser de João Lobo Antunes

    Modo de Ser, Um

    João Lobo Antunes

    6,00 

    Um Modo de Ser de João Lobo Antunes
    Gradiva Publicações. Lisboa, 1997, 203 págs. B.

    O progresso científico e tecnológico das últimas décadas, o controlo cada vez mais vigilante dos políticos, dos media e dos próprios doentes, e a necessidade de trabalho em equipa, tiveram repercussões marcadas no ensino e na práctica da Medicina.

    Neste volume de extremo interesse para os especialistas, mas igualmente acessível a leigos, o autor reflecte o modo pessoal de viver a Medicina, inspirado numa filosofia humanista que pretende preservar valores essenciais da profissão. Nestes ensaios abordam-se temas tão diversos como o ensino da ética, o erro, a alma, a dor, o hospital onde se ensina, a comunicação entre médico e doente, tomando como referência uma novela de Tolstoi, os males que afligem essa comunicação. Partindo da sua experiência, o autor medita ainda sobre o ensino e aprendizagem da sua especialidade e faz o elogio de algumas personalidades que o marcaram. De particular interesse histórico são uma breve nota sobre os encontros entre Cushing, pai da Neurocirugia, e Reynaldo dos Santos, cirurgião iminente e historiador de Arte, e a correspondência inédita de Egas Moniz para o seu discípulo Almeida Lima.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • O “Eduquês” em Discurso Directo de Nuno Crato

    “Eduquês” em Discurso Directo, O

    Nuno Crato

    6,00 

    O “Eduquês” em Discurso Directo: Uma Crítica da Pedagogia Romântica e Construtivista de Nuno Crato
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2006, 131 págs. B.
    Colecção: Fora da Colecção | 254

    O “Eduquês” em Discurso Directo disseca com rigor e impiedade os lugares comuns em educação. Mostra o vazio dos conceitos que têm dominado a pseudo-pedagogia do laxismo e da irresponsabilidade. Explica a ideologia frouxa que está por detrás da linguagem mole e palavrosa a que se tem chamado eduquês.

    Depois de ler este livro, ninguém pode continuar a aceitar acriticamente expressões tão comuns como «aprender a aprender», «ensino centrado no aluno» ou «aprendizagem em contexto». Percebem-se as ideias nocivas por detrás dessas expressões aparentemente inócuas.

    Minuciosamente documentado com delirantes citações de responsáveis pela política educativa, apoiado em referências críticas da psicologia e da pedagogia, este livro não deixa pedra sobre pedra no edifício ideológico do eduqês.

    Nuno Crato é um professor de matemática preocupado com a educação. Armado de uma vasta cultura científica, de uma experiência de docência em vários países e de fundamentadas preocupações filosóficas, empreende neste livro a primeira crítica sistemática da pedagogia romântica e construtivista que em Portugal ficou conhecida como eduquês.

    É a primeira obra no género no nosso país. Destina-se a professores, pais e todos os que se preocupam com o futuro. O ensino é um problema demasiado sério para ser confiado exclusivamente aos teóricos da pedagogia.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • A Última Palavra de Thomas Nagel

    Última Palavra, A

    Thomas Nagel

    6,00 

    A Última Palavra de Thomas Nagel
    Gradiva Publicações. Lisboa, 1999, 182 págs. B.
    Colecção: Filosofia Aberta | 8

    Uma das tendências culturais deste fim de século é o relativismo pós-moderno, que tem assumido várias formas, em diversos domínios, invadindo a sociologia, a antropologia, a crítica literária, a filosofia e até os meios políticos, a cultura de massas e o jornalismo. Esta posição tem sido igualmente uma tentação constante ao longo do pensamento ocidental, estando presente de uma forma ou outra em filósofos tão distintos quanto Hume, Kant e, numa certa interpretação, Wittgenstein. Hoje em dia os seus representantes mais notáveis são W. V.Quine, Nelson Goodman, Hilary Putman, Bernard Williams e Richard Rorty, entre outros. Nesta obra, admirável pela sua clareza, seriedade e subtileza, Thomas Nagel leva a sério as propostas relativistas e mostra porque razão elas não podem ser verdadeiras nos seus domínios principais; a filosofia da linguagem, a lógica e a aritmética, as ciências empíricas e a ética e filosofia política.

    “A Última Palavra” é uma leitura obrigatória não apenas para estudantes e professores de Filosofia, Sociologia, Direito, Comunicação e Antropologia, mas também para todos aqueles que se preocupam com a perigosa ausência de valores em alguns sectores da cultura contemporânea.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • O Mágico de Auschwitz de José Rodrigues dos Santos

    Mágico de Auschwitz, O

    José Rodrigues dos Santos

    8,00 

    O Mágico de Auschwitz de José Rodrigues dos Santos
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2020, 453 págs. B.

    A vida do Grande Nivelli, o mágico judeu que encanta Praga, muda quando os nazis invadem a Checoslováquia. A Segunda Guerra Mundial começa e ele é deportado com a família. O seu destino é o de milhões de judeus. Auschwitz. O português Francisco Latino sempre foi considerado um bruto na Legião Estrangeira. Mas o seu coração amolece durante o cerco de Leninegrado, onde integra a Divisão Azul espanhola e se apaixona por uma russa. Até que as SS o levam… O mágico judeu e o soldado português unem os seus destinos em AuschwitzBirkenau. A magia do Grande Nivelli será chamada a desempenhar um papel central num evento largamente desconhecido, mas que se revelou a maior conspiração levada a cabo pelas vítimas contra o Holocausto.

    📝 Assinatura de posse.

  • O Homem Que Só Gostava de Números de Paul Hoffman

    Homem Que Só Gostava de Números, O

    Paul Hoffman

    7,00 

    O Homem Que Só Gostava de Números de Paul Hoffman
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2000, 282 págs. B. Il.
    Colecção: Ciência Aberta | 102

    Paul Erdös foi um dos mais prolíficos e excêntricos matemáticos do nosso tempo, um homem que possuía inimagináveis poderes intelectuais, mas que era incapaz de realizar muitas das tarefas diárias mais simples. Durante mais de duas décadas viveu com o conteúdo de duas velhas malas, atravessando quatro continentes a um ritmo frenético, perseguindo problemas matemáticos em busca da beleza perene e da verdade absoluta.
    Paul Hoffman fornece uma visão íntima da vida e das relações de Erdös, apresentando ao leitor um elenco de notáveis génios matemáticos, bem como as mais importantes descobertas matemáticas do século XX. Baseando-se em anos de entrevistas com Erdös, seus amigos e colaboradores, Hoffman compôs um expressivo e colorido retrato do fascinante cientista-filósofo cujas realizações continuam a enriquecer e a dar forma ao nosso mundo.
    O Homem Que Só Gostava de Números está para a matemática como Está a Brincar, Sr. Feynman! está para a física. Absolutamente inesquecível.
    Premiado com o Rhône-Poulenc Prize 1999 para o melhor livro de ciência

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • A Arte de Argumentar de Anthony Weston

    Arte de Argumentar, A

    Anthony Weston

    6,00 

    A Arte de Argumentar de Anthony Weston.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 1996, 145 págs. B.

    A necessidade de bons argumentos talvez seja hoje maior do que nunca. Mas não bastam bons argumentos para se argumentar bem. Por isso, com o sentido de oportunidade que caracteriza as suas escolhas, na quinta edição de a Arte de Argumentar Anthony Weston não podia ser mais certeiro: apresenta um novo capítulo sobre o debate público e torna límpido que argumentar bem requer igualmente uma ética.

    Trata-se, diríamos, de uma ética da cortesia, a qual se exprime numa prática decente e amável de argumentar. Observadas as regras dessa ética e, claro, as regras para a construção de bons argumentos, a inteligência de todos os que participam nos mais variados debates, sejam eles públicos ou não, será estimulada de modo firme e elegante.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Placeholder

    Viagem às Estrelas

    Robert Jastrow

    6,00 

    Viagem às Estrelas de Robert Jastrow.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 1990, 210 págs. B.
    Colecção: Ciência Aberta |42

    Robert Jastrow, fundador do Instituto de Estudos Espaciais da NASA, foi uma figura–chave no programa espacial americano. Agora, com Viagem às Estrelas, escreveu uma obra-prima sobre o futuro do homem no espaço.

     

    Quando homens e mulheres abandonarem a Terra, embarcarão na busca mais empolgante da história – a procura de vida inteligente noutros mundos. Como alcançarão os astros que ficam para além do nosso sistema solar? Como será a vida a bordo de uma dessas naves? Haverá formas de vida escondidas sob a superfície dos planetas vizinhos? Escutarão outros seres as nossas transmissões de TV? E estão a responder-nos? Estas e outras são as perguntas que Robert Jastrow, uma autoridade internacional na matéria, apresenta neste novo e brilhante livro, onde igualmente se descrevem projectos, que antes pareciam ficção científica, mas que já estão hoje a ser testados activamente nos EUA e na URSS.

    📝 Assinatura de posse.

  • O Silêncio dos Livros de George Steiner

    Silêncio dos Livros, O

    George Steiner

    6,00 

    O Silêncio dos Livros de George Steiner
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2025, 77 págs. B.

    Temos tendência para esquecer que os livros, eminentemente vulneráveis, podem ser suprimidos ou destruídos. Têm a sua história, como todas as outras produções humanas, uma história cujos primórdios contêm, em gérmen, a possibilidade, a eventualidade de um fim.

     

    George Steiner sublinha assim a permanência incessantemente ameaçada e a fragilidade da escrita, interessando-se paradoxalmente por aqueles que quiseram – ou querem – o fim do livro. A sua abordagem entusiástica da leitura une-se aqui a uma crítica radical das novas formas de ilusão, de intolerância e de barbárie produzidas no seio de uma sociedade dita esclarecida.

     

    Esta fragilidade, responde Michel Crépu, não nos remeterá para um sentido íntimo da finitude que nos é transmitido precisamente pela experiência da leitura? Esta estranha e doce tristeza que se encontra no âmago de todos os livros como uma luz de sombra.

    A nossa época está prestes a esquecer-se disto. Nunca os verdadeiros livros foram tão silenciosos.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Um Mundo Infestado de Demónios de Carl Sagan

    Mundo Infestado de Demónios, Um

    Carl Sagan

    10,00 

    Um Mundo Infestado de Demónios: A Ciência como uma Luz na Escuridão de Carl Sagan
    Gradiva Publicações. Lisboa, 1998, 450 págs. B.
    Ciência Aberta | 90

    Estaremos no limiar de uma nova era de obscurantismo e superstição? Ao longo destas páginas, Carl Sagan explica-nos a razão por que o pensamento científico é essencial e desmonta alguns dos mais populares mitos e pretensões da pseudociência, ao mesmo tempo que refuta convincentemente o argumento de que a ciência destrói a espiritualidade. Recorrendo a um manancial de referências históricas e culturais, assim como à sua vivência pessoal, Sagan demonstra com enorme clareza e rigor que a tentação da irracionalidade é não apenas um erro cultural crasso como um salto perigoso para a escuridão, que põe em risco as nossas liberdades mais básicas.

    🖊️ Dedicatória de oferta

  • A Vida num Sopro de José Rodrigues dos Santos

    Vida num Sopro, A

    José Rodrigues dos Santos

    8,00 

    A Vida num Sopro de José Rodrigues dos Santos.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2008, 611 págs. B.

    Portugal, anos 30.

    Salazar acabou de ascender ao poder e, com mão de ferro, vai impondo a ordem no país. Portugal muda de vida. As contas públicas são equilibradas, Beatriz Costa anima o Parque Mayer, a PVDE cala a oposição.

    Luís é um estudante idealista que se cruza no liceu de Bragança com os olhos cor de mel de Amélia. O amor entre os dois vai, porém, ser duramente posto à prova por três acontecimentos que os ultrapassam: a oposição da mãe da rapariga, um assassinato inesperado e a guerra civil de Espanha.

    Através da história de uma paixão que desafia os valores tradicionais do Portugal conservador, este fascinante romance transporta-nos ao fogo dos anos em que se forjou o Estado Novo.

    Com A vida num sopro, José Rodrigues dos Santos traz o grande romance de volta às letras portuguesas.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Rosseau e Outros Cinco Inimigos da Liberdade de Isaiah Berlin

    Rosseau e Outros Cinco Inimigos da Liberdade

    Isaiah Berlin

    7,50 

    Rosseau e Outros Cinco Inimigos da Liberdade de Isaiah Berlin.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2005, 227 págs. B.
    Colecção: Trajectos | 68

    As célebres conferências radiofónicas de Berlin sobre seis importantes pensadores antiliberais foram emitidas pela BBC em 1952. Rousseau e Outros Cinco Inimigos da Liberdade é uma das primeiras e mais convincentes exposições das ideias de Isaiah Berlin sobre a liberdade humana e a história das ideias. Estas encontraram mais tarde expressão em obras tão famosas como Dois Conceitos de Liberdade e estiveram no cerne do trabalho que desenvolveu ao longo de toda a sua vida sobre o Iluminismo e os seus críticos.

    Na sua análise lúcida de ideias por vezes complexas, Berlin demonstra que uma compreensão equilibrada e uma defesa inabalável da liberdade humana estão dependentes de aprendermos tanto com os erros dos pretensos defensores da liberdade como com as visões sombrias dos seus inimigos declarados. Este livro lança luz sobre o desenvolvimento inicial das ideias de Berlin e complementa a obra que publicou com um tratamento mais aprofundado de Helvétius, Rousseau, Fichte, Hegel e Saint-Simon, com o tradicionalista ultraconservador Maistre a encerrar o cortejo.

    Rousseau e Outros Cinco Inimigos da Liberdade revela Berlin com uma energia e uma fluência torrenciais, confirmando o seu talento como professor de raro brilhantismo e carisma. Todas as semanas, os ouvintes sintonizavam, expectantes, as emissões e ficavam hipnotizados pelo estilo surpreendentemente fluente e espontâneo de Berlin. Um eminente historiador das ideias, na época jovem aluno, recorda: as palestras «provocavam-me tanta exaltação que me sentava, durante cada conferência, no chão, junto ao rádio, a tirar notas». Esse entusiasmo é finalmente recriado aqui para que todos o possamos partilhar.

    Henry Hardy, membro do Wolfson College de Oxford, é um dos Curadores Literários de Isaiah Berlin. Coordenou a edição de alguns dos seus outros livros e encontra-se actualmente a preparar a publicação de uma colectânea das suas cartas.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Montaigne ou a Vida Escrita de Eduardo Lourenço

    Montaigne ou a Vida Escrita

    Eduardo Lourenço

    6,00 

    Montaigne ou a Vida Escrita de Eduardo Lourenço
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2025, 132 págs. B.

    Montaigne foi para Eduardo Lourenço uma referência permanente. Se foi Sílvio Lima que abriu ao jovem estudante de Coimbra a avenida do método ensaístico, foi sem dúvida a leitura de Montaigne que lhe permitiu encontrar a sua própria originalidade, no descobrimento do Homem, como se tratasse da sua própria América, no caso inesperado de Colombo.

    O que fascina o escritor é essa originalidade que torna Montaigne pioneiro do pensamento moderno, desde a consideração de um horizonte de exigência utópica (não como ilusão, mas como responsabilidade) até à consideração da singularidade cartesiana, sem esquecer o idealismo platónico e o realismo aristotélico.

    Os textos de Eduardo Lourenço que constituem este volume procuram revelar como o género ensaístico pretende seguir a lição de Montaigne, no sentido de nos descobrirmos a nós mesmos, num mundo controverso e difícil.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.