PORTUGAL COMO DESTINO SEGUIDO DE MITOLOGIA DA SAUDADE DE EDUARDO LOURENÇO Gradiva Publicações. Lisboa, 1999, 179 págs. B. 🗂️ Colecção: Eduardo Lourenço | 2
Eduardo Lourenço é um caso ímpar na reflexão sobre Portugal e os portugueses. Este volume reúne o ensaio “Portugal como Destino”, sobre a identidade colectiva portuguesa, e um conjunto de pequenos ensaios sobre a saudade, tema que já dera origem a um dos seus títulos mais conhecidos, “O Labirinto da Saudade”. Considerando o destino português a partir do exterior, Lourenço mobiliza todo o seu saber histórico, filosófico e literário para formular, no fim do século XX, uma imagem imparcial do ser português, sem qualquer intuito doutrinário.
────────────────── Características do Exemplar ✅ Exemplar limpo de anotações e marcas de posse
Peso: 235 ──────────────────
Pessoa Revisitado: Leitura Estruturante do Drama em Gente de Eduardo Lourenço
Gradiva Publicações. Lisboa, 2000, 213 págs. B.
Livro-chave na bibliografia crítica de Fernando Pessoa, Pessoa Revisitado de Eduardo Lourenço, publicado pela primeira vez em 1973, veio abrir novos caminhos para a leitura crítica da poesia daquele que, nas suas palavras «foi uma espécie de aparição fulgurante descida de brumas culturais alheias ao nosso desterro azul, para nele inscrever em portuguesa língua o mais insubornável poema jamais erguido à condição exilada dos homens na sua própria pátria, o universo inteiro».
Considerado um dos mais notáveis exemplos do ensaísmo de Eduardo Lourenço, Pessoa Revisitado é uma entrada privilegiada no universo pessoano por um dos ensaístas portugueses que mais e melhor o leu e sobre o qual tanto escreveu.
O Lugar do Anjo: Ensaios Pessoanos de Eduardo Lourenço
Gradiva Publicações. Lisboa, 2004, 179 págs. B.
Reúne ensaios de Eduardo Lourenço (1923–2020) sobre Fernando Pessoa, originalmente escritos em francês. Lourenço guia o leitor pelo labirinto pessoano com a lucidez e o deslumbre que o caracterizam, interrogando a relação entre ficção e realidade, heteronímia e identidade. Uma das obras incontornáveis da crítica pessoana portuguesa, integrada na colecção Obras de Eduardo Lourenço da Gradiva.
Situação Africana e Consciência Nacional de Eduardo Lourenço
Livraria Bertrand. Amadora, 1976, 49 págs. B. Colecção: Cadernos Critério | 2
Estas reflexões fazem parte de um ensaio escrito entre 1961 e 1963, e conservado inédito por motivos óbvios, dedicado ao problema do colonialismo português.
📌 Carimbo da Biblioteca Municipal das Caldas da Rainha
Nau de Ícaro seguido de Imagem e Miragem da Lusofonia de Eduardo Lourenço
Gradiva Publicações. Lisboa, 1999, 214 págs. B.
Vamos acabar este milénio, que é quase o da nossa vida de nação autónoma, e entrar no próximo, revisitando e reanimando esse passado a bordo da mesma nau da Índia e dos mares que tivemos de atravessar para lá chegarmos. A forma das nossas festas derradeiramente imperiais será a mais futurista e futurante que o país do século que somos, curioso de tudo e apostado em mostrar que está no presente e nos seus desafios mais exigentes, nos consentirá. Mas o conteúdo… será o da convocação de todos os nossos fantasmas e a sua sublimação. É sob esta forma, sobretudo, que o passado nos é caro.
Montaigne ou a Vida Escrita de Eduardo Lourenço Gradiva Publicações. Lisboa, 2025, 132 págs. B.
Montaigne foi para Eduardo Lourenço uma referência permanente. Se foi Sílvio Lima que abriu ao jovem estudante de Coimbra a avenida do método ensaístico, foi sem dúvida a leitura de Montaigne que lhe permitiu encontrar a sua própria originalidade, no descobrimento do Homem, como se tratasse da sua própria América, no caso inesperado de Colombo.
O que fascina o escritor é essa originalidade que torna Montaigne pioneiro do pensamento moderno, desde a consideração de um horizonte de exigência utópica (não como ilusão, mas como responsabilidade) até à consideração da singularidade cartesiana, sem esquecer o idealismo platónico e o realismo aristotélico.
Os textos de Eduardo Lourenço que constituem este volume procuram revelar como o género ensaístico pretende seguir a lição de Montaigne, no sentido de nos descobrirmos a nós mesmos, num mundo controverso e difícil.
Verso é Ser Visto: Fragmentos Essenciais de Eduardo Lourenço. Gradiva Publicações. Lisboa, 2021, 284 págs. B. Obras de Eduardo Lourenço |Prefácio de José Tolentino Mendonça.
Introdução e Selecção de Guilherme d’Oliveira Martins.
Antologia dos principais textos de um dos mais marcantes pensadores da cultura portuguesa do século XX falecido no final de 2020, Ver é ser Visto de Eduardo Lourenço reúne ensaios dedicados às principais questões e autores sobres os quais Eduardo Lourenço reflectiu. Com prefácio de José Tolentino Mendonça, a obra que agora a Gradiva lança (editora que tem vindo a reunir e a publicar toda a produção ensaística do autor) resulta de um trabalho de selecção de Guilherme d’Oliveira Martins, um profundo conhecedor da obra do ensaísta e um dos seus amigos mais próximos.
Tempo e Poesia de Eduardo Lourenço. Gradiva Publicações. Lisboa, 2003, 241 págs. B. Obras de Eduardo Lourenço | 8
«O que nem Filosofia nem Ciência nos concedem, um só verso, um daqueles que Mallarmé dizia “interminavelmete belo” no-lo oferece, porque nele regressamos e nele somos o Tempo que em tudo o mais esquecemos mas que jamais nos esquece. Este é o mistério, o lúcido e inexpugnável mistério da Poesia: o Tempo – nós como Tempo – tornado sensível, audível, dizível e através dessa aparição nos oferecendo a desesperada e alta eternidade, a familiar “luz perpétua” que nós próprios fabricamos ardendo e vendo-nos arder como árvores vivas no fogo temporal.
Tempo da Música, Música do Tempo de Eduardo Lourenço.
Gradiva Publicações. Lisboa, 2017, 205 págs. B. Obras de Eduardo Lourenço
Organização e Prefácio de Barbara Aniello
Novo livro da colecção «Obras de Eduardo Lourenço» que a Gradiva tem vindo a editar em estreita colaboração com o autor. Desta feita, trata-se de textos inéditos, retirados das páginas diarísticas do ensaísta – um conjunto de reflexões «ocasionais» suscitadas pela audição de peças musicais, seja em salas de concertos, em casa ou durante as suas numerosas deslocações. Aqui, o filósofo revela a sua sensibilidade aos estados de alma dos trechos musicais e a sua imensa erudição, que torna possível o estabelecimento de relações surpreendentes entre as várias formas de expressão artística. Da pintura à literatura, são invocados contrapontos e analogias pertinentes e iluminadores da essência musical e da alma humana. A selecção dos apontamentos e sua organização estiveram a cargo da historiadora da arte e musicóloga Barbara Aniello. O livro inclui ainda um apêndice com textos já publicados em locais dispersos sobre a mesma temática.
Sentido e Forma da Poesia Neo-Realista de Eduardo Lourenço. Gradiva Publicações. Lisboa, 2007, 255 págs. B. Obras de Eduardo Lourenço | 16
«O neo-realismo de que nos ocupamos é, antes de tudo, um fenómeno cultural, ideológico e literário, português. Quer dizer, encontra-se inserto como actor e sujeito de drama num contexto preciso que é o da nossa específica história desde 1936 até aos dias de hoje. Este dado é mais relevante que a referência, mesmo a menos abstracta e eivada de ilusões, a uma superestrutura ideológica condicionante. Para os autores neo-realistas (e não só para eles) essa casa habitável nunca existiu nem pôde existir senão como sonho recusado ou mito encarnado algures, sobre o qual a sua pessoal experiência de portugueses não tinha apoio algum.»
As Saias de Elvira e Outros Ensaios de Eduardo Lourenço.
Gradiva Publicações. Lisboa, 2006, 145 págs. B. Obras Eduardo Lourenço
«O enigma de Eros transcende o campo e o imaginário da chamada civilização ocidental. Mas só o triunfo do Cristianismo, na sua versão pauliniana e agustiniana, fez desse enigma uma leitura que condicionou a expressão e a prática dos nossos rituais éticos, sociais e eróticos, tornando-os consubstanciais à nossa versão de existência como drama de Salvação. Desde há dois mil anos que “as saias de Elvira” alimentam o “vaudeville” divino da nossa ficção dividida entre Eros e Cristo.»
Portugal como Destino seguido de Mitologia da Saudade de Eduardo Lourenço.
Gradiva Publicações. Lisboa, 2012, 179 págs. B. Obras de Eduardo Lourenço
A história chega tarde para dar sentido à vida de um povo. Só o pode recapitular. Antes da plena consciência de um destino particular — aquela que a memória, como crónica ou história propriamente dita, revisita –, um povo é já um futuro e vive do futuro que imagina para existir. A imagem de si mesmo precede-o como as tábuas da lei aos Hebreus no deserto. São projectos, sonhos, injunções, lembrança de si mesmo naquela época fundadora que, uma vez surgida, é já destino e condiciona todo o seu destino. Em suma, mitos.
Poesia e Metafísica de Eduardo Lourenço.
Gradiva Publicações. Lisboa, 2002, 251 págs. B. Obras de Eduardo Lourenço | 7
O que não somos como filósofos sê-lo-emos como poetas? Se assim é, ninguém como Camões, Antero e Pessoa teria ilustrado tão bela e convincentemente esta fatalidade cultural que nos faz preferir Orfeu à musa mais severa de Parménides. Acrescentemos à tríade abordada nestas páginas de há vinte anos o nome de Pascoaes e o panorama ficará completo. Que os leitores o façam por sua conta e risco.
Da Pintura de Eduardo Lourenço. Gradiva Publicações. Lisboa, 2017, 307 págs. B. Obras de Eduardo Lourenço
Transcrição, Organização e Prefácio de Barbara Aniello
Um novo livro da colecção «Obras de Eduardo Lourenço» que a Gradiva tem vindo a editar e que desta vez entra pelo mundo da arte, com a pintura em destaque. O percurso de Eduardo Lourenço na descoberta da arte é uma viagem abrangente, em que apresenta uma multiplicidade de pontos de vista e de abordagens, numa obra organizada em três secções: Estética, Exposições, Pintores.
Tendo a pintura como pano de fundo, o filósofo revela uma enorme sensibilidade, uma elevadíssima capacidade de observação e de reflexão, um imenso talento para estabelecer analogias.
Pessoa Revisitado: Leitura Estruturante do Drama em Gente de Eduardo Lourenço. Gradiva Publicações. Lisboa, 2000, 213 págs. B. Obras de Eduardo Lourenço | 4
Livro-chave na bibliografia crítica de Fernando Pessoa, Pessoa Revisitado de Eduardo Lourenço, publicado pela primeira vez em 1973, veio abrir novos caminhos para a leitura crítica da poesia daquele que, nas suas palavras «foi uma espécie de aparição fulgurante descida de brumas culturais alheias ao nosso desterro azul, para nele inscrever em portuguesa língua o mais insubornável poema jamais erguido à condição exilada dos homens na sua própria pátria, o universo inteiro».
Considerado um dos mais notáveis exemplos do ensaísmo de Eduardo Lourenço, Pessoa Revisitado é uma entrada privilegiada no universo pessoano por um dos ensaístas portugueses que mais e melhor o leu e sobre o qual tanto escreveu.
A Nau de Ícaro seguido de Imagem e Miragem da Lusofonia de Eduardo Lourenço.
Gradiva Publicações. Lisboa, 1999, 214 págs. B. Obras Eduardo Lourenço
Vamos acabar este milénio, que é quase o da nossa vida de nação autónoma, e entrar no próximo, revisitando e reanimando esse passado a bordo da mesma nau da Índia e dos mares que tivemos de atravessar para lá chegarmos. A forma das nossas festas derradeiramente imperiais será a mais futurista e futurante que o país do século que somos, curioso de tudo e apostado em mostrar que está no presente e nos seus desafios mais exigentes, nos consentirá. Mas o conteúdo… será o da convocação de todos os nossos fantasmas e a sua sublimação. É sob esta forma, sobretudo, que o passado nos é caro.
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