A Ciociara de Alberto Moravia
Portugália Editora. Lisboa, s.d., 306 págs. B. Colecção: Romances Universais | 26
Durante a Segunda Guerra Mundial, uma mulher e a sua filha enfrentam a brutalidade da guerra e a fragilidade da vida em busca de um refúgio seguro. A relação entre mãe e filha torna-se o centro de uma luta pela sobrevivência, onde o amor e a proteção se tornam ainda mais preciosos em tempos de incerteza.
À medida que os horrores do conflito se desenrolam, a protagonista é confrontada com escolhas difíceis que a levarão a questionar não apenas as suas convicções, mas também a essência da sua própria humanidade. A narrativa cruza os limites do sofrimento e da esperança, revelando as facetas da resistência e da vulnerabilidade.
Este relato profundo e tocante explora a complexidade das relações familiares em cenários extremos, capturando a essência da luta pela vida e pelo amor mesmo nas circunstâncias mais adversas. Uma leitura que nos faz refletir sobre o que significa ser humano em tempos de crise.
As Aparições de Fátima de Costa Brochado
Portugália Editora. Lisboa, s.d., 169 págs. B.
Obra narrativa que relata os eventos ocorridos na Cova da Iria em 1917. O livro descreve os encontros dos três pastorinhos: Lúcia, Francisco e Jacinta com Nossa Senhora, focando-se na mensagem religiosa, as visões e a repercussão social e religiosa dos acontecimentos em Portugal.
O autor já havia abordado esta temática na obra “Fátima à Luz da História”, edição entretanto esgotada. Desafiado pelos editores, escreveu agora uma obra mais sumária sobre as Aparições.
Homem Que Não Quiseram Deixar Morrer de Alexander Dorozynski
Portugália Editora. Lisboa, s.d., 216 págs. B. Documentos Humanos | 19
O Nome de Lev Davidovich Landau é célebre em todo o mundo da ciência. Um dos maiores especialistas de Física teórica do século, devem-se-lhe descobertas importantíssimas no domínio da teoria quântica e estudos decisivos de aplicação prática nas técnicas da ciência astronómica. Em 1963 foi-lhe atribuído o Prémio Nobel da Física, e logo a seguir era eleito membro da British Royal Society. Por isso, tanto por se tratar de uma figura de extraordinário relevo na ciência como ainda pela lendária auréola de que se rodeou o seu nome, o Mundo foi abalado pela notícia do brutal acidente de automóvel que colocou à morte o ilustre sábio numa manhã de Janeiro de 1962, dando origem a um dramático capítulo na história da medicina – a ciência da morte. Este livro é o relato apaixonante deste caso.
Teatro de João da Câmara. Portugália Editora. Lisboa, 1958, 245 págs. E.
Dramaturgo por excelência da saudade e da renúncia, do amor e da fé, da terra e da bondade, as suas peças reflectem exuberantemente a sua singular e estranha personalidade. – in Posfácio de Jorge de Faria
Inclui as peças:
Os Velhos, Casamento e Mortallha, O Beijo da Morte.
Visconde Cortado ao Meio de Italo Calvino. Portugália Editora. Lisboa, s.d., 105 págs. B.
Na guerra entre a Áustria e a Turquia de 1716, o visconde Medardo de Terralba é atingido no peito por uma bala de um canhão turco, e o que regressa a casa é apenas uma metade sua.
Este início cruel desencadeia uma fábula cadenciada como um bailado, na qual em redor do meio-visconde se movimentam e afadigam indivíduos mais reduzidos a metade do que ele: o doutor Trelawney, cuja ciência negligencia os seres humanos, o carpinteiro Pedro Prego, que constrói engenhos admiráveis tentando não pensar que são forcas, o moralismo abstrato dos refugiados huguenotes, o hedonismo decadente do asilo de leprosos.
Uma história fantástica que é também uma reflexão alegórica da condição do homem contemporâneo, sempre «alienado», mutilado, incapaz de alcançar a integridade, a completude. As invenções de Calvino são sempre abertas a muitos significados, apesar de poderem ser apreciadas por si só. Exemplo claro disso é a trilogia fantástica Os Nossos Antepassados, que este Visconde Cortado ao Meio inicia; seguem-se-lhe O Barão Trepador e O Cavaleiro Inexistente.
Verão de Cesare Pavase. Portugália Editora. Lisboa, 1965, 213 págs. B.
Vive-se um verão quente, festivo, leve, e Ginia, de dezasseis anos, anseia por aventura. Conhece então Amelia, jovem sofisticada que se move pelo meio cultural boémio, e com ela descobrirá um mundo novo de liberdade intoxicante, repleto de prazeres reservados apenas àquela estação – andar pelos campos para lá das colinas, abrir as janelas e sentir o perfume da noite, descobrir o que há por detrás de um cortinado vermelho. O Belo Verão é uma história intensa e delicada sobre a perda da inocência e o primeiro amor, narrada por um dos mais talentosos autores italianos do século xx. Escrito na primavera de 1940, mas publicado apenas em 1949, O Belo Verão foi distinguido em 1950 com o Prémio Strega.
Viela de Moscovo de Ilya Ehrenbourg Portugália Editora. Lisboa, 1965, 245 págs. B.
Ilya Grigoryevich Ehrenburg (1891-1967) foi escritor, jornalista e historiador soviético. Nascido em Kiev, de família lituano-judaica, ficou célebre pelos seus relatos de guerra (1.ª Guerra Mundial, Guerra Civil Espanhola, 2.ª Guerra Mundial), artigos incendiários contra os alemães durante o conflito e extensa obra literária e de memórias: “The Thaw”, por exemplo, inspirou o nome para um período de liberalização após a morte de Estaline. Também editou o Black Book, sobre o Holocausto na URSS, tendo sido figura controversa por causa dos seus posicionamentos políticos.
Pão Incerto de Assis Esperança Portugália Editora. Lisboa, 1964, 364 págs. B. Colecção: Contemporânea | 61
“Pão Incerto” é um emocionante testemunho romanesco sobre a odisseia dos serrenhos das cercanias de Aljezur, terras agrestes e desoladas do barlavento algarvio, livro que ficará nas letras nacionais, como obra de arte e corajoso documento de cidadania.
📕 1ª Edição.
✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Casa na Duna de Carlos de Oliveira Portugália Editora. Lisboa, 1964, 211 págs. B. Colecção: Contemporânea | 57
A fazenda dos Paulos definha a olhos vistos entre o pinhal ermo e a lagoa de Corrocovo. O gado, o vinho e o milho mal chegam para encher os armazéns locais, quando Mariano se vê hesitante em mecanizar a lavoura. Se ao menos Hilário, seu filho, desse provas do seu interesse pela manutenção da casa, a antiga premonição de ruína da família avistar-se-ia longe. A fome e a miséria grassam assim na terra estéril da aldeia, mas nada travará o avanço da lógica de mercado e concorrência, que tudo arrasta.
Vermelho e o Negro de Stendhal. Portugália Editora. Lisboa, s.d., 459 págs. B.
«Apesar das numerosas semelhanças entre O Vermelho e o Negro e A Cartuxa de Parma, os dois romances são subtilmente diferentes na sua perspectiva erótica e na representação dos protagonistas de Stendhal. A nostalgia de glória napoleónica não abandona Julien quase até ao fim, mas extingue-se em Fabrizio depois da derrota de Waterloo. O autêntico amor não se apodera de Julien a não ser nos seus últimos dias e, ainda que não existam motivos para duvidar da sua sinceridade, tanto ele como Madame de Renal sabem que não têm futuro, o que constitui um nada negligenciável motivo para intensificar a paixão.»
«Julien Sorel nada sabe de si próprio; só é capaz de sentir as paixões depois de as simular e tem um inegável talento para a hipocrisia. E, no entanto, Julien mantém o nosso interesse e, mais do que isso, fascina-nos, não somos capazes de sentir antipatia por ele.» [Harold Bloom, O Futuro da Imaginação]
Ninfomaníacas e Outros de Irving Wallace Portugália Editora. Lisboa, s.d., 620 págs. B. Colecção: Contemporânea | 125
Com o seu raro poder de narrativa que tem fascinado milhões de leitores em todo o mundo (os seus livros foram publicados em 27 países), o autor relata-nos as histórias verídicas de umas dezenas de mulheres que desafiaram as regras sociais da sua época, do ponto de vista sexual, político e intelectual. Este livro pode ser considerado um magnifico tour de force, um livro que ultrapassa largamente a descrição das inacreditáveis aventuras das mais ousadas personalidades femininas que a História conheceu para nos desvendar algumas aspectos muito curiosos da vida, do amor e do casamento e da mentalidade feminina em geral.
Grandes Esperanças de Charles Dickens. Portugália Editora. Lisboa, 1969, 556 págs. B.
O jovem órfão Philip Pirrip, de todos conhecido por Pip foi criado pela sua irmã que vive com o ferreiro Joe numa pequena povoação perto de Kent em meados do século XIX. Um dia Pip é convidado pela misteriosa Miss Havisham, uma velha senhora propietária da mais rica mas decrépita mansão de todo o condado. A sua missão é ser o companheiro de Estella, a jovem protegida de Miss Havisham mas a realidade é bem diferente do que aparenta: Pip é a mera cobaia para uma Estella que está a ser treinada por Miss Havisham como a derradeira vingança contra todos os homens cujo objectivo é “partir corações”. «Grandes Esperanças» foi o maior sucesso editorial de Dickens e marcou o imaginário de gerações de leitores. Romance de formação que acompanha o protagonista Pip dos últimos anos da sua infância à idade adulta é também uma obra portentosa sobre as relações entre homens e mulheres e o ódio e o amor que as atravessam; um retrato de uma época e de uma moral que é ainda a nossa; ao mesmo tempo romance de aventuras, história romântica, meditação filosófica sobre os valores que nos regem e, acima de tudo, sobre as esperanças que temos e que de nós têm para o futuro.
Margem de André Pieyre de Mandiargues. Portugália Editora. Lisboa, 1969, 288 págs. B.
A Margem é também um recitativo: as quarenta e oito horas que um homem, sozinho em Barcelona, passa «à margem» da sua vida, antes de a sua vida terminar. O lento passeio solitário, numa atmosfera de angústia e serenidade simultâneas, de um ser humano que sabe que tudo terminou para ele e caminha ainda com vida e com curiosidade pelas ruas de uma cidade… Isto faz-me pensar na lenta caminhada através da noite do herói de Hiroshima mon amour. […] Melodramática, terrivelmente melodramática, esta história! Cheira a artifício, tresanda a artifício, do ponto de vista da verosimilhança psicológica, este homem que espera quarenta e oito horas para ler até ao fim a carta que lhe anuncia a morte da mulher amada? artifício.
E no entanto, repeti-lo-ei, como já disse duas ou três vezes, Pieyre de Mandiargues é o nosso maior romancista. Pouco importa o artifício aparente: o final de O Vermelho e o Preto é igualmente artificioso e inexplicável, e contudo consideramos esse livro uma obra-prima. O mesmo direi dos livros de Mandiargues, por mais estranhos que às vezes pareçam. Mandiargues é o ‘número 1’ da nossa época, se ela quiser passar à posteridade.»
A Memória das Palavras: ou o Gosto de Falar de Mim de José Gomes Ferreira. Portugália Editora. Lisboa, 1972, 318 págs. B.
Livro de memórias autobiográfico, de grande originalidade, com interesse para a história política e literária de Portugal: “assiste-se efectivamente à ressurreição do período que prepara, acompanha e no qual se desmorona a 1ª República (democrática), ao aparecimento dos totalitarismos, à guerra civil de Espanha, ao grande conflito mundial de 1939-1945”.
Contos Húngaros de Maurício Jokai [et al.].
Portugália Editora. Lisboa, s.d., 192 págs. B.
Antologia de contos da autoria de Maurício Jokai, Coloman Mikszáth, Francisco Herczeg, Sigismundo Móricz, Margarida Bethlen, Aurélio Karpáti, Dezso Kosztolányi, Frederico Karinthy, Lajos Zilahy, Alexandre Dallos, Rosa Ignácz.
Suão de Antunes da Silva. Portugália Editora. Lisboa, s.d., 258 págs. B.
Antes de tudo, uma bela e comovente história, SUÃO é uma obra de larga visão plástica, cheia de contrastes e feita com coragem e dignidade por um dos mais bem dotados contadores de histórias do nosso tempo.
Já traduzido lá fora e antologiados vários trechos em livros de estudo e selectas literárias — obra que toda a juventude deveria ler, porque é um hino de amor à terra e à grei —, SUÃO continua a interessar os leitores portugueses, já que o tema abarca o drama das gentes da portentosa terra alentejana em páginas emotivas, num estilo original, aliciante, com ternura envolvente e cismáticos enlevos, em meio de um voluptuoso paganismo poético.
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