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  • Benilde ou a Virgem-Mãe de José Régio

    Benilde ou a Virgem-Mãe

    José Régio

    20,00 

    Benilde ou a Virgem Mãe é uma das obras nucleares na produção dramatúrgica de José Régio.

    Esta peça de teatro causou grande escândalo na altura da sua primeira encenação, tendo gerando paixões entre os que a criticavam e a aplaudiam.

    A crítica, por sua vez, recebeu calorosamente esta obra, tendo mesmo Jorge de Sena considerado que neste tipo de literatura estava o que de melhor José Régio fazia.

  • Vidas Secas de Graciliano Ramos

    Vidas Secas

    Graciliano Ramos

    7,00 

    Lançado originalmente em 1938, Vidas Secas retrata a vida miserável de uma família de retirantes sertanejos obrigada a se deslocar de tempos em tempos para áreas menos castigadas pela seca. O pai, Fabiano, caminha pela paisagem árida da caatinga do Nordeste brasileiro com a sua mulher, Sinha Vitória, e os dois filhos, que não têm nome, sendo chamados apenas de “filho mais velho” e “filho mais novo”. São também acompanhados pela cachorrinha da família, Baleia, cujo nome é irônico, pois a falta de comida a fez muito magra.

  • Invocação ao Meu Corpo

    Invocação ao Meu Corpo

    Vergílio Ferreira

    20,00 

    Invocação ao Meu Corpo de Vergílio Ferreira.
    Portugália Editora. Lisboa, 1969, 406 págs. B.

    “É enorme a distância do interrogar-me sobre o que me envolve – as estrelas que me fitam, a terra que adormece e em que me firmo – à luz que irrompe de mim, fulgurante, absoluta. (…) Mas que a esse facho o voltes contra ti, que o teu olhar se oriente não para onde se orienta a tua luz e sim para a própria luz que jorra de ti – e o teu espanto raiará à loucura.” (Vergílio Ferreira, Invocação ao Meu Corpo)

    “Mesmo o fulgor do que acontece no tempo e salta para além dele, uma música de outrora, mistério das coisas simples, vêm ter comigo e é na dimensão última de mim que tudo isso se revela e tem razão.” (Vergílio Ferreira, Invocação ao Meu Corpo)

    “É o fim da vida e do mundo, meu corpo, é a hora de e recolher a ti, à tua divina humildade, é a hora de te agradecer. Torrente de alegrias, de sofrimentos, de espantos – meus olhos, minhas mãos… Vi a terra e a luz, os bichos e as flores, tive nas mãos as pedras, a lama, o suave corpo da mulher. E como Deus, após a criação, vi que tudo era bom.” (Vergílio Ferreira, Invocação ao Meu Corpo)

    📕 1ª Edição.
    📖 Exemplar por abrir

  • Villette ou num Colégio de Raparigas de Charlotte Bront

    Villette ou num Colégio de Raparigas

    Charlotte Bronte

    10,00 

    Villette ou num Colégio de Raparigas de Charlotte Bronte.
    Portugália Editora. Lisboa, s.d., 511 págs. E.

    Alegadamente a mais refinada e profundamente sentida obra de Brontë, Villette inspira-se na sua profunda solidão, após a morte dos seus três irmãos: Lucy Snowe, a narradora de Villette, foge a um triste passado em Inglaterra para começar uma nova vida como professora em Villette, uma capital cosmopolita. Em breve os esforços de Lucy para se tornar independente são ensombrados pela sua amizade com um elegante médico inglês e os seus sentimentos por um autocrático professor. A heroína extraordinariamente moderna de Brontë deve decidir se entre os seus conhecimentos existe um homem com quem possa viver continuando a ser livre. Marcadamente autobiográfico e resultado de uma dor de existir, o livro de Brontë marca-nos pela vital paixão e sabedoria. A experiência dolorosa é transformada num romance que tem um final construído de forma comoventemente feliz; e as prováveis conexões com a experiência pessoal da autora não constituem o elemento mais importante do romance. É a bonita história de amor entre a heroína e o seu professor, as admiráveis personagens femininas com dimensão poética, o desenvolvimento orgânico de uma narrativa cativante e a profundidade no tratamento das personagens que garantem a qualidade estética do livro.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Tempo Escandinavo

    Tempo Escandinavo

    José Gomes Ferreira

    10,00 

    Aos leitores apressados (e apenas a esses) quero lembrar que Tempo Escandinavo não é um livro autobiográfico, como à primeira vista poderá parecer a quem ler distraidamente algumas destas histórias, escritas na primeira pessoa por mero e clássico artifício literário.

    Mas creio já desnecessário recordar aos mesmos leitores apressados que a Noruega não é somente povoada pelos homens e mulheres que surgem neste livro – se bem que só esses interessassem à minha personagem de ficção perdida nas lindas cidades da Costa Atlântica norueguesa.

  • Ilusões

    Ilusões

    Ruth Rehmann

    7,00 

    Este romance de Ruth Rehmann, obra destacada da ficção alemã moderna, explora com maestria artística um dos dilemas mais pungentes da atualidade: o conflito entre a consciência individual—sonhos e aspirações pessoais—e a despersonalização imposta pela vida profissional, que aprisiona o ser humano num mundo artificial. Nos breves momentos de liberdade, como os fins de semana, homens e mulheres tentam reconectar-se com sua essência, mas falham: a rotina, os gestos automatizados e as máscaras sociais deixam marcas indeléveis. Através de personagens como a empregada que luta contra o despedimento, a jovem imatura em aventuras duvidosas ou o tradutor que deposita no filho suas últimas esperanças, Rehmann revela a impossibilidade de fuga, mostrando como a identidade se dissolve na pressão da conformidade. Uma reflexão poderosa sobre autenticidade e alienação.

  • MFA: Movimento Revolucionário de Galvão de Melo

    MFA: Movimento Revolucionário

    Galvão de Melo

    6,00 

    Contactado por dois oficiais da Força Aérea logo o Coronel Galvão de Melo aceitou tomar parte no Movimento que se avizinhava uma vez que tinha por finalidade a implantação da democracia em Portugal. MFA – Movimento Revolucionário é o vivo testemunho da sua inquebrantável vontade de servir.

  • Líricas Portuguesas (1ª Série) de José Régio

    Líricas Portuguesas (1ª Série)

    José Régio

    15,00 

    Líricas Portuguesas (1ª Série) de José Régio.
    Portugália Editora. Lisboa, s.d., 408 págs. B.

    Apreciada antologia, cuja selecção esteve a cargo de José Régio, Cabral do Nascimento, Jorge de Sena e António Ramos Rosa. No dizer de Sena: “Não há qualquer comparação possível entre estas três séries da ‘Líricas Portuguesas’ a não ser ser a relativa subordinação de três personalidades intectualmente a artìsticamente muito diversas — os antologizadores — a um editorial desígnio comum.

    📝 Assinatura de posse.

  • Gente de Hemso

    Gente de Hemso

    August Strindberg

    6,00 

    Gente de Hemso de August Strindberg.
    Portugália Editora. Lisboa, 1966, 202 págs. B.

    Publicado pela primeira vez em 1887. O romance descreve a vida dos habitantes da ilha de Hemsö – uma ilha fictícia no Arquipélago de Estocolmo. Strindberg escreveu esta obra por causa das saudades que tinha da Suécia, quando estava a viver na Alemanha e na Suíça.

    Gente de Hemsö é considerado uma das obras-primas de August Strindberg. Escrito na sua maior parte quando o autor se encontrava no exílio auto-imposto, foi publicado pela primeira vez em 1887, pela editora Bonniers, de Estocolmo. Estrondoso sucesso desde sua aparição, este romance foi concebido, nas palavras do próprio Strindberg, para reconquistar seu público depois de uma fase marcada pela polémica e pelo ostracismo literário.

    A obra traça um quadro da natureza física e humana dos arquipélagos suecos, berço cultural da Suécia: poucos escritos são tão característicos daquele país escandinavo. Fino retrato psicológico de diversas personagens cativantes, Gente de Hemsö alia humor e lirismo, ocupando um lugar ímpar em meio à obra posterior de Strindberg, carregada de tensões e conflitos psicológicos.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

    Gente de Hemsö é considerado uma das obras-primas de August Strindberg. Escrito na sua maior parte quando o autor se encontrava no exílio auto-imposto, foi publicado pela primeira vez em 1887, pela editora Bonniers, de Estocolmo. Estrondoso sucesso desde sua aparição, este romance foi concebido, nas palavras do próprio Strindberg, para reconquistar seu público depois de uma fase marcada pela polémica e pelo ostracismo literário.

    A obra traça um quadro da natureza física e humana dos arquipélagos suecos, berço cultural da Suécia: poucos escritos são tão característicos daquele país escandinavo. Fino retrato psicológico de diversas personagens cativantes, Gente de Hemsö alia humor e lirismo, ocupando um lugar ímpar em meio à obra posterior de Strindberg, carregada de tensões e conflitos psicológicos.

  • Líricas Portuguesas 4ª Série

    Líricas Portuguesas 4ª Série

    António Ramos Rosa

    15,00 

    Apreciada antologia, cuja selecção esteve a cargo de José Régio, Cabral do Nascimento, Jorge de Sena e António Ramos Rosa. No dizer de Sena: “Não há qualquer comparação possível entre estas três séries da ‘Líricas Portuguesas’ a não ser ser a relativa subordinação de três personalidades intectualmente a artìsticamente muito diversas — os antologizadores —…

  • Líricas Portuguesas 2ª Série de Cabral Nascimento

    Líricas Portuguesas 2ª Série

    Cabral Nascimento

    15,00 

    Apreciada antologia, cuja selecção esteve a cargo de José Régio, Cabral do Nascimento, Jorge de Sena e António Ramos Rosa. No dizer de Sena: “Não há qualquer comparação possível entre estas três séries da ‘Líricas Portuguesas’ a não ser ser a relativa subordinação de três personalidades intectualmente a artìsticamente muito diversas — os antologizadores —…

  • Pobre Homem da Póvoa do Varzim

    Pobre Homem da Póvoa do Varzim

    Fidelino de Figueiredo

    15,00 

    Pobre Homem da Póvoa do Varzim de Fidelino de Figueiredo.
    Portugália Editora. Lisboa, s.d., 191 págs. B.

    Apesar da sua aparência coletícia, este livrinho, em que nem sequer se acatou a sucessão cronológica dos escritos, não deixa de ter sua unidade intrínseca. Tem aquela pobre unidade que lhe atribui a sequência da trajectória de um espírito que nas suas experiências e reflexões vezes várias se aproximou e se afastou da luz forte e serena de outro espírito. Poderia trazer à lembrança aqueles modestos aerólitos que aparecem e desaparecem, quando no seu longo giro entram na atmosfera da Terra ou saem dela, porque só esse mergulho apressado os torna luminosos.

    📝 Assinatura de posse

  • Poesias de Carlos de Oliveira

    Poesias

    Carlos de Oliveira

    20,00 

    Primeira edição colectiva das poesias de Carlos de Oliveira, figura destacada da poesia portuguesa do nosso tempo. Poesias dos livros «Mãe Pobre», «Colheita Perdida», «Descida aos Infernos», «Terra de Harmonia» e «Cantata».

  • Casa das Sete Empenas de Nathiel Hawthorne

    Casa das Sete Empenas

    Nathiel Hawthorne

    10,00 

    Casa das Sete Empenas de Nathiel Hawthorne.
    Portugália Editora. Lisboa, s.d., 403 págs. E

    Obra emblemática do século XIX, que ilustra de forma impressionante o espírito dos finais do século XVII puritano, A Casa das Sete Empenas apresenta-nos uma acção onde a hipocrisia, a bruxaria, o crime e a traição são os elementos fundamentais, fazendo o autor coincidir a história da família com a história nacional. Neste texto, Hawthorne conta-nos a maldição lançada, segundo a lenda, sobre a sua família.

    De factos, nos finais do século XVII um antepassado seu, juiz dos infames julgamentos durante a caça às bruxas, é amaldiçoado, bem como os seus descendentes, por uma das suas vítimas judiciais. É esta maldição que ecoará no destino dos Pyncheon em A Casa as Sete Empenas.

    Em meados do século XIX, o juiz Jaffrey Pyncheon de Salem, Massachusetts, está decidido a encontrar a escritura da propriedade pertencente ao seu tio rico, aparentemente assassinado pelo seu primo Clifford. As maquinações deste último e o seu reflexo sobre toda a família, aliados às consequências de crimes antigos que voltam para ensombrar a acção, são assuntos de um tema que surgira já em A Letra Escarlate, tratados aqui de um ponto de vista mais cómico. Ao apresentar-nos as últimas gerações de uma família decadente da Nova Inglaterra, Hawthorne mostra-nos a sua habilidade para criar personagens bizarras, extravagantes e grotescas, dando simultaneamente largas à ironia e ao gosto pelas histórias de amor.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Moinho à Beira Rio de George Eliot

    Moinho à Beira Rio

    George Eliot

    6,00 

    Moinho à Beira Rio de George Eliot.
    Portugália Editora. Lisboa, 1969, 578 págs. B.

    Uma cidade velha e banal, St. Ogg, e os seus arredores, banhados pelo Floss e pelo Ripple… É neste ambiente familiar que decorre a monotonia quotidiana dos Tullivers, proprietários do moinho, e aliados à família Dodson, cujos princípios patriarcais e inflexíveis a tia representa com tão saborosa e cómica dignidade. Maggie Tulliver, filha do moageiro, ali vive a sua meninice impetuosa e sentimental, no grande amor que vota ao pai e ao irmão, duas grandes paixões daquela curta existência. Despojada do seu bem-estar material pelos erros económicos do primeiro; imolando aos preconceitos do segundo a sua terna amizade por um companheiro de infância, fisicamente deformado, a quem sacrifica afinal o seu verdadeiro amor de rapariga – vem a acabar vítima da dedicação fraternal, depois duma vida em que só conheceu a renúncia. A criança independente e revoltada de outrora torna-se a mulher que o dever escravizou, fugindo à própria felicidade para não privar dela os parentes e os amigos. Quantas cenas dramáticas, quantos episódios burlescos se não desenrolam nessa atmosfera calma, que só as cheias do rio despertam do seu torpor provinciano! Quantas paixões duma intensidade tão dolorosa! E quanta riqueza psicológica nessas criaturas que não são nem sempre boas nem sempre pérfidas nem sempre liberais nem sempre egoístasmas constantemente, profundamente humanas!

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Homem em Processo de Pierre Henri Simon

    Homem em Processo

    Pierre Henri Simon

    7,50 

    Homem em Processo: Malraux, Sartre, Camus e Saint-Exupéry de Pierre Henri Simon.
    Portugália Editora. Lisboa, 1967, 203 págs. B.

    O homem em processo na obra de quatro pilares da cultura ocidental da nossa época: quatro autores que encetaram uma reflexão e um diálogo sobre o homem de hoje na totalidade da sua configuração. Diálogo e reflexão espinhosos, visto equacionarem precisamente os sintomas visiveis do seu face a face com uma condição critica que o subjuga; mas redentores também, pois, se a missão que estes escritores se fixaram foi a de «declarar a noite do mundo», igualmente se empenharam em «sugerir um modo de a vencer – segundo a definição de Vergilio Ferreira. Um modo, ou vários modos, pois nas direcções específicas que individualizam a obra de cada um (romance, filosofia, teatro, ensaio, história da Arte) há um traço de identidade que consiste, em sumária análise, no terem afirmado com singular gravidade o drama do homem do tempo presente drama moral, crise de valores transplantada para o plano geral da Cultura.

    📝 Assinatura de posse.