Dias e Noites de Estalinegrado de Kuprine [et al.]
Portugália Editora. Lisboa, 1965, 220 págs. B.
A defesa de Estalinegrado foi uma epopeia da guerra russo-alemã. Não há memória de que o que sucedeu ali tenha ocorrido noutras guerras.
Parece inacreditável que uma cidade não fortificada e defendida apenas por um punhado dos seus habitantes tenha podido resistir aos numerosos e violentos embates de um exército tão poderoso como o alemão, especialmente preparado e equipado com as mais aperfeiçoadas armas.
Depois da Cicuta de Angus Wilson. Portugália Editora. Lisboa, 1961, 337 págs. B.
Romance pioneiro (data de 1952) da literatura explicitamente homossexual, constitui também um atento retrato da hipocrisia inglesa:
«[…] Angus Wilson compraz-se em alfinetar as ideias reaccionárias e filo-fascistas de alguns desses seus compatriotas, ao mesmo tempo que nos dá a comédia dos pequenos funcionários na rotina burocrática e na aposentação, ou a ruína de uma família, ou ainda esse outro mundo esquecido das velhas virgens. Tão-pouco lhe escapam os meios intelectuais, onde o talento anda de mistura com a vaidade pretensiosa. […]» (do Prefácio)
Dedo de Deus de Erskine Caldwell.
Portugália Editora. Lisboa, s.d., 240 págs. B.
Numa cidadezinha americana onde, sob o manto da hipocrisia, nada parece acontecer, é sempre possível que alguém surja para agitar o pântano das conveniências e pôr a nu o que se esconde debaixo dos ordeiros preconceitos. Assim aconteceu no pacato burgo de Agrícola, quando Molly lá resolveu instalar-se. Molly vem atirada dum mundo de miséria e abandono que começou a palmilhar desde a infância. Traz dentro de si uma desgraçada experiência; posta à margem da sociedade, aprendeu a não ter propósitos: é insolente, ri-se à gargalhada, gosta de escandalizar os bons tartufos de ambos os sexos. Mas não o faz por cálculo ou por vingança: é um acidente natural da sua pessoa e da vida para que a obrigaram a resvalar. Um a um, os personagens respeitáveis da cidade têm de descer à cena, queiram ou não queiram, para dançar uma das sátiras mais cruéis e grotescas que até hoje se fez à sociedade americana. A impiedosa ironia de Caldwell estuda-lhe os mínimos gestos, desnuda-lhe os mais recônditos ridículos, sempre com a sobriedade de processos e o estilo vivo e seco que dele fizeram um dos grandes ficcionistas do nosso tempo.
Colinas da Ira de Leon Uris. Portugália Editora. Lisboa, s.d., 285 págs. B.
De Leon Uris, THE ANGRY HILLS tem por pano de fundo a resistência aos ocupantes nazis na Grécia durante a Segunda Guerra Mundial. Mitchum é um soldado americano que, acidentalmente, se torna conhecedor de uma lista secreta de colaboradores dos nazis, pelo que se torna alvo de uma caçada, tanto por parte destes como da Resistência.
Belos e Malditos de F. Scott Fitzgerald. Portugália Editora. Lisboa, 1968, 483 págs. B.
Belos e Malditos foi escrito três anos antes de O Grande Gatsby e segue a vida do casal Anthony Patch e Gloria Gilbert durante aquela que ficou conhecida como «a idade do jazz». Juntos comem e bebem nos restaurantes e hotéis mais sofisticados de Nova Iorque, alugam os apartamentos mais caros e viajam em carros topo de gama. Mas, sob a atmosfera luxuosa e extravagante que os envolve, está um mundo frágil – e o amor e o casamento destes dois jovens «deuses» vai-se deteriorando lentamente até à catástrofe final. Belos e Malditos é uma reflexão sobre o amor, o dinheiro e a decadência e um estudo social dos anos que antecederam a Grande Depressão.
Divulgar informações exactas e dar ao povo português os fundamentos culturais que lhe permitam o exercício esclarecido dos seus direitos numa sociedade democrática eis o objectivo dos CADERNOS PORTUGÁLIA.
Para resolver os problemas do povo é preciso que o povo participe nas soluções discutindo e debatendo, tomando conhecimento da sua força e revigorando a sua unidade.
Um povo esclarecido é um povo forte, livre, unido e atento. CADERNOS PORTUGÁLIA pretendem ser um apoio nesta luta do Portugal de hoje.
O PALHAÇO VERDE DE MATILDE ROSA ARAÚJO Portugália Editora. Lisboa, 1962. 56 págs. B. 👨🏻🎨 Ilustrações de um grupo de alunos da Escola Técnica Elementar Francisco de Arruda, sob a direcção de M. Calvet Magalhães
Clássico da literatura infantil portuguesa de Matilde Rosa Araújo. O Palhaço Verde tem um nariz muito grande e um riso que parece uma escala musical. A narrativa, dirigida a crianças, combina fantasia e leveza com a sensibilidade artística que distingue esta dupla criativa da literatura infantil portuguesa do século XX.
────────────────── Características do Exemplar ✅ Sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Peso: 150g
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Uma Época no Inferno de Jean-Arthur Rimbaud.
Portugália Editora. Lisboa, 1960, 117 págs. B.
Livro bastante invulgar e estimada tradução de Mário Cesariny, mais tarde publicado pelos ‘Estúdios Cor’ em 1972, com o título «Iluminações; Uma Cerveja no Inferno». Volume integrado na colecção «Documentos Humanos».
𓂃🖊 Versão Portuguesa, Prefácio e Notas de Mário Cesarinny de Vasconcelos. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Currito de la Cruz de P. Lugin.
Portugália Editora. Lisboa, s.d., 2 vols. B.
Currito é um jovem órfão que sonha tornar-se toureiro — e consegue. Inspirado pelo lendário Manuel Carmona, acaba por se apaixonar por Rocío, a filha do seu ídolo. Mas o amor não é correspondido: Rocío entrega-se ao charme do seu rival, o famoso toureiro Romerita. Desiludido, Currito vê a sua vida e carreira entrarem em declínio. Tudo muda quando decide ajudar Rocío, agora mãe solteira, abandonada por Romerita. Ao recuperar a coragem e o amor, Currito reencontra o sucesso nas arenas e conquista finalmente o coração da mulher que sempre amou.
Condenação à Morte de Aragon. Portugália Editora. Lisboa, 1966, 492 págs. B.
«Uma carta de amor de quinhentas páginas? É isso, enfim, Condenação à Morte? A carta à mulher de toda a sua vida de um homem eternamente apaixonado? Uma carta de amor… Um роеtа escrito na mais bela linguagem… Um romance sobre o ciúme… Tudo isto é fantástico, musical, humano, sublime. Romance? Poema? Ensaio? Carta de amor? Que importa, uma vez que é belo!» – André Maurois
OBRA COMPLETA DE CESÁRIO VERDE
Portugália Editora. Lisboa, s.d. [1964]. 230 págs. B.
🗂️ Colecção: Poetas de Hoje
📃 Com organização, prefácio e anotações de Joel Serrão
Edição organizada, prefaciada e anotada por Joel Serrão, que estabeleceu o texto de referência da obra de Cesário Verde para gerações de leitores e investigadores. Inclui um retrato do poeta e a única poesia autógrafa conhecida de Cesário Verde, uma versão primitiva de “A Débil”. Cesário Verde (1855-1886), poeta realista e precursor do Modernismo português, ficou sobretudo conhecido pelo poema “O Sentimento dum Ocidental”, publicado em vida em 1880, sendo a maior parte da sua obra editada postumamente.
────────────────── Características do Exemplar
✅ Sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Peso: 300g
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Morreram pela Pátria de Mikail Cholokov. Portugália Editora. Lisboa, 1965, 243 págs. Mole.
Neste pequeno livro, Mikhail Sholokhov narra a tragédia de um regimento russo quase completamente dizimado pelos alemães na Segunda Guerra Mundial, do qual sobrou uma pequena coluna comandada por um capitão, dado que todos os oficiais superiores tinham morrido.
Felix Cucurull é hoje um dos mais famosos autores da Península, um escritor intrinsecamente europeu que, através de uma problemática eterna e actual, segue aquele caminho que é apanágio de todos os grandes escritores: o caminho da descoberta, da descoberta do homem e do seu estar no mundo. A sua obra, extraordinàriamente profunda e pessoalissima, obriga o leitor a curvar-se sobre si, a virar-se para dentro escutando as ressonâncias dos seus próprios écos, das suas próprias vivências através da maravilhosa e angustiante aventura que é a vida. Cucurull tem, acima de tudo, o mérito de – através de vidas aparentemente vulgares, de acontecimentos aparentemente triviais – apresentar os mais graves problemas do homem de hoje e marcar ao mesmo tempo uma posição filosófica que satisfaz os autores mais exigentes. «Se tens um monstro escreve-o», disse um dia Goete no seu exilio de Weimar. As páginas deste volume são «o monstro» de Cucurull, monstro angustiante que nos seus famosos romances A Miragem e O Silêncio e o Medo assume características de epopeia-a grande epopeia do homem do nosso tempo, prisioneiro de um mundo que ainda não entende.
Canguru de D. H. Lawrence. Portugália Editora. Lisboa, s.d., 326 págs. B.
Kangaroo é o oitavo romance de D. H. Lawrence, na Austrália. Escreveu o primeiro rascunho em apenas 45 dias enquanto vivia a sul de Sydney, em 1922, e reviu-o três meses depois no Novo México. As descrições do país são vívidas e simpáticas e o livro funde-se ligeiramente disfarçado de autobiografia com uma exploração de ideias políticas a um nível imensamente pessoal. Baseado numa colagem do manuscrito, da máquina de escrever e das primeiras edições, este texto de Canguru está mais próximo do que Lawrence esperaria ver na imprensa. Há um aparelho textual completo de variantes, uma introdução abrangente que dá o pano de fundo e a história da composição e publicação e um resumo das opiniões dos revisores contemporâneos. As notas explicativas elucidam as muitas alusões geográficas, políticas e literárias do texto; existem três mapas e um apêndice detalhando as localizações australianas.
Dinheiro Graúdo de John dos Passos. Portugália Editora. Lisboa, 1967, 574 págs. B.
O enredo, peculiar como em todos os romances que compõem a trilogia, é dificilmente resumível, mas impõe-se pela violência dos contrastes em que assenta a sua parte de crítica social, pela pujança dos caracteres, pela precipitação incontrolável dos acontecimentos: dir-se-ia que a América vivia no limiar de medonho apocalipse. A parte inicial funciona intencionalmente como apólogo preparatório à avalanche de ocorrências que simbolizam o desmoronar das estruturas básicas da nação, enquanto que, dispersos pela narrativa, vão surgindo os célebres escorços biográficas de personalidades da época: Henry Ford, Hearst, Rodolfo Valentino, os irmãos Wright, Frank Lloyd Wright, e tantas outras. Mary French, que trabalha num jornal de Pittsburgh, é despedida por ter feito.
1919 de John dos Passos. Portugália Editora. Lisboa, 1967, 457 págs. B.
Segundo volume da trilogia U.S.A. de John Dos Passos, traduzido por Daniel Gonçalves, que dá continuidade ao retrato panorâmico da sociedade norte-americana iniciado em Paralelo 42. Decorre no período em torno da Primeira Guerra Mundial e da Revolução Russa, acompanhando personagens históricas e fictícias através de uma técnica narrativa experimental que combina recortes de notícias, biografias breves de figuras públicas e fragmentos de fluxo de consciência, marca da escrita inovadora do autor.
────────────────── Características do Exemplar ✅ Exemplar limpo de anotações e marcas de posse ──────────────────
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