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Isabel Ary dos Santos
6,00 €
Escassas Palavras de Isabel Ary dos Santos.
Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1987, 48 págs. B.
Nas células da areia havia um lugar pendurado nos azulejos onde se esperava que as crianças voltassem e o silêncio fosse fundo nos olhos daqueles que traziam perguntas. Ao sétimo dia golpeei as mãos de onde o sangue se soltou verde a ressuscitar o tempo. É difícil saber exactamente a forma da fala mesmo que em palavras redondas me lances os peixes soltos. A morte é sempre ligada à vida e estabelece o ritual da violência e do sossego. Acredita que o rosto encobre outro rosto onde acontece sermos nós. Por isso nas células da areia havia um lugar pendurado para as tuas ancas que repeti a adormecer sem pressa.
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Jorge de Sena
35,00 €
Post Scriptum II de Jorge de Sena.
Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1985, 2 vols. B.
A falta de melhor ponto de partida usámos o ano da publicação de Perseguição (1942) como charneira entre o que poderia chamar juvenilia e se publica aqui sob o título de Post-Scriptum II e a poesia de maturidade, que publicámos com o título de Visão Perpétua. (…) Praticamente todas as linhas poéticas que caracterizam Jorge de Sena estão representadas nos poemas destes primeiros anos: a morte, o cansaço de viver, a renúncia amorosa, as mãos, o erotismo, a problemática religiosa, o sarcasmo, até o panfletarismo e a D. Urraca. Afinal, e excluindo os dois primeiros anos que Jorge de Sena excluia, ao comemorar-se em Quarenta anos de servidão, fixava 1938 como o seu primeiro ano poético, e seriam esses, e para sempre, os seus anos de servidão. Raros poetas haverá que tenham sido tão eles mesmos e tão fiéis a eles mesmos, como este o foi.
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Luiz Fagundes Duarte
10,00 €
A novela sentimental Naceo e Amperidónia ocupa os fólios 201 r a 221 r de um códice quinhentista, datado entre 1543 e 1546. Eugenio Asensio descobriu este códice, que contém 247 fólios, e a Biblioteca Nacional de Lisboa o adquiriu em 1983. Hoje, ele está catalogado com a cota 11.353.
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Graça Almeida Rodrigues
10,00 €
Literatura e Sociedade na Obra de Frei Lucas de Santa Catarina (1660-1740) de Graça Almeida Rodrigues.
Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1983, 283 págs. B.
No estudo da obra de Frei Lucas de Santa Catarina, pela sua diversidade, deparamo-nos não com um, mas com vários autores. Frade dominicano e cronista da sua ordem, sucessor de Frei Luís de Sousa, Frei Lucas de Santa Catarina é – e como tal tem sido conhecido primordialmente – um cronista religioso. Membro fundador da Academia Real da História Portuguesa, Frei Lucas está integrado na elite cultural que viria a renovar a mentalidade da época. (…) Sob diversos pseudónimos como entre eles, cirurgião da experiência, licenciado nada lhe escapa, doutor tudo espreita, taralhão mor de Lisboa, é um autor satírico, burlesco, iconoclasta. É autor ainda de cartas freiráticas.
Este livro procura debruçar-se especialmente sobre as últimas formas de literatura aqui mencionadas. Na verdade, nem toda a literatura barroca foi, como frequentemente se pensa, uma cultura de idealização formal e conceptual. Bem pelo contrário, existiu entre nós – como no resto da Europa – uma literatura realista, caricaturalmente realista que, com métodos próprios, questionou a cultura hegemónica vigente.
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Luiz Fagundes Duarte
12,50 €
David Almeida: Fécit de Luiz Fagundes Duarte.
Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1986, 109 págs. B.
Nascido em 1945, em São Pedro do Sul, David de Almeida frequentou a Escola António Arroio, onde fez o Curso de Gravador Litógrafo e a Gravura – Cooperativa de Gravadores Portugueses, onde estudou sob a orientação de Maria Gabriel.
Como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian estagiou nos Moinhos do Vale de Lagat, em França, e também com Stanley Hayter no Atelier 17, em Paris, começando a expor individualmente em 1976.
Está representado em coleções nacionais (Biblioteca Nacional e Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian) e internacionais: na Bélgica (Museu do Pequeno Formato de Couvin), Brasil (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro), Espanha (Calcografia Nacional de Madrid), Estados Unidos, Macedónia, Marrocos, Iraque e Suécia.
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António Carreira
6,00 €
Estudos de Economia Caboverdiana de António Carreira.
Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1982, 342 págs. B.
Ainda que fragmentário, é de certo modo impor tante o conjunto de estudos publicados sobre as ilhas de Cabo Verde, visando o conhecimento de aspectos da vida social, económica e cul tural. Mesmo assim. muito há ainda a fazer no sentido de melhorar, corrigir e esclarecer. Para isso os estudiosos têm à sua disposição abun dante (e importante) material preparado por um brilhante pleiade de pesquisadores, a partir. sobretudo, dos meados do século XIX.
De modo geral, esse material abrange o periodo decorrido de 1400 aos meados do século XVII. Basta portanto desmontar esses textos e apro veitá-los no essencial para a elaboração de trabalhos monográficos, ou de síntese, por temas ou assuntos preferidos, consoante as preferên cias individuais. Recorde-se que grande parte dos originais existentes nos Arquivos é redigida em latim e/ou português arcaico; e a sua leitura tornava-se difícil para muitos dos individuos não ou pouco afeitos a tais tipos de escrita, sua pontuação, abreviaturas e outros detalhes que não importa referir. Por isso mesmo o material publicado facilita em extremo a tarefa
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Manuel Rio-Carvalho
10,00 €
Emília Nadal de Manuel Rio-Carvalho.
Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1986, 168 págs. B.
Emília Nadal Baptista da Silva é uma artista plástica multimedia portuguesa que dedica-se à pintura, desenho, gravura, video-performance e objectualismo. Ela é vencedora dos Prémios Anunciação e Prêmio Lupi de Pintura pela Academia Nacional de Belas Artes de Lisboa, e do XVIº Prémio de Desenho Joan Miró.
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Luís de Magalhães
6,00 €
O Brasileiro Soares de Luís de Magalhães.
Imprensa Nacional – Casa da Moeda.. Lisboa, 1981, 176 págs. B.
Romance de Luís de Magalhães que combina o uso dos processos analíticos naturalistas (“a realidade bem observada e a observação bem exprimida”, como refere Eça de Queirós, autor do prefácio) com certas marcas românticas, como sendo a apologia dos valores burgueses da honestidade e do trabalho ou o destino final do protagonista. Como salienta, no prefácio, o autor de Os Maias, a obra reabilita o tipo social do brasileiro (o emigrante que retorna rico do Brasil), ridicularizado nas novelas românticas, na figura do protagonista, Joaquim Soares, um homem honesto, trabalhador e generoso. Regressado à terra natal, depois de uma vida de trabalho no Brasil, Joaquim apaixona-se pela sobrinha Ermelinda, ambiciosa e calculista, que afeta ser uma esposa dedicada, mas o atraiçoa na sua própria casa. Descobertos o adultério e a fuga da mulher, ainda aí Joaquim hesita “entre a vingança e o perdão”, mas, descobrindo de forma cruel a “comédia de hipocrisia e mentira” que é o mundo, suicida-se.
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Guilherme D' Azevedo
7,50 €
A Alma Nova de Guilherme D’ Azevedo.
Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1981, 122 págs. B.
Guilherme de Azevedo (1839-1882), jornalista e poeta de Santarém, destacou-se pela ligação à “geração de 70”, pelo combate polémico nas “Conferências do Casino” e pela colaboração em jornais e no Álbum das Glórias com Bordalo Pinheiro. A sua obra A Alma Nova (1874) marcou uma viragem modernista, aproximando-o de Cesário Verde e conquistando elogios de Antero e Camilo. Teófilo Braga chegou a vê-lo como o verdadeiro representante da poesia moderna.
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Jorge de Oliveira
15,00 €
Jorge de Oliveira (1924–2012) foi um pintor português que iniciou a sua obra no contexto do Neo-Realismo, entre 1945 e 1946, abordando temas como a pobreza, o trabalho e a indústria com uma força expressionista. Entre 1947 e 1952, destacou-se com um raro ciclo de automatismo psíquico na pintura portuguesa. A partir de 1958, e até 1992, desenvolveu as chamadas Sínteses, onde espaço e luz evocam representações do Cosmos, culminando nos Diálogos de Luz. Embora tenha tido visibilidade nas décadas de 1940 e 1950, foi sobretudo pelas vias do surrealismo e do expressionismo abstracto que a sua obra ganhou singularidade. Redescoberto por José Luís Porfírio, foi integrado no discurso da Arte Moderna pelo Museu do Chiado.