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  • Virgílio e a Cultura Portuguesa

    Virgílio e a Cultura Portuguesa

    Maria Helena de Teves Costa Ureña Prieto

    10,00 

    Virgílio e a Cultura Portuguesa de Maria Helena de Teves Costa Ureña Prieto.
    Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1985, 298 págs. B.

    Num contexto cultural reconhecidamente marcado pela obra de Virgilio, um dos pais do Ocidente (como significativa mente lhe chamou Theodor Haecker), não seria possível passar em silêncio a ocorrência do bimilenário da sua morte. Mas, ao tomarem a iniciativa de tal comemoração, Centro de Estudos Clássicos da Universidade Clássica de Lisboa e o Departamento de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa tinham consciência de que ela não podia nem devia constituir um acto privado de quem procura desobrigar-se de um rito familiar ou satisfazer um ditame de consciência, mas devia dar azo a uma participação festiva alargada, para a qual convergissem as ressonâncias virgilianas da cultura portuguesa.

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  • Dialéctica da Camuflagem nas Obras do Diabinho da Mão Furada

    Dialéctica da Camuflagem nas Obras do Diabinho da Mão Furada

    Maria Theresa Abelha Alves

    7,50 

    Dialéctica da Camuflagem nas Obras do Diabinho da Mão Furada de Maria Theresa Abelha Alves.
    Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1983, 244 págs. B.

    A leitura que se faz no presente trabalho desvenda o avesso, exibindo que a criação de seres ou mundos imaginados ilumina a misteriosa relação que existe entre o homem e suas circunstâncias. Os três capitulos que compõem o corpo d’A Dialéctica da Camuflagem nas Obras do Diabinho da Mão Furada procuram desenvolver o provérbio que sintetiza a narrativa: o diabo não é tão feio como o pintam.

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  • Linguagem e Filosofia de Fernando Belo

    Linguagem e Filosofia

    Fernando Belo

    7,50 

    Linguagem e Filosofia: Algumas questões para hoje de Fernando Belo
    Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1987, 407 págs. B.

    Imagine-se que se trata de uma língua que desconhecemos completa mente, ou de uma cena atrás de um vidro, ou de um filme mudo. Os gestos e os sons e perceber que entre aqueles dois corpos se passa qualquer coisa que os isola de tudo o resto e os mete em tensão recíproca. Dar atenção a isto um tempo longo e espantar-se. Espantar-se de não haver mais nada senão sons, tudo vem atrás disso, o mexer dos rostos, as emoções, a tensão. Do espanto vem a filosofia, velho Aristóteles, deste espanto dos sons a filosofia da linguagem. Ou de alguém a ler, sozinho, uma carta e mostrar as mesmas reacções. São rabiscos num papel. O segredo está em os sons serem diferentes uns dos outros e se encadearem, tais diferenças dão sentido aos sons.

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  • Com o Coração Cheio de Sopa

    Com o Coração Cheio de Sopa

    Margarida Botelho

    6,00 

    Com o Coração Cheio de Sopa de Margarida Botelho. Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1985, 212 págs. B.

    Com o Coração Cheio de Sopa, título agora inserido na Colecção Plural, é o primeiro romance da autora. Antes desta estreia, Margarida Botelho publicou dois livros de características bem diversas, correspondentes a um trabalho de pesquisa. cujo resultado é uma mão cheia de indicações, recuperadas à memória do tempo, mas bastante úteis e simples para o nosso dia a dia. Primeiro foi Segredos da Minha Avó (1981) e mais recente mente, «Segredos da Minha Mãe» (1983).

    Margarida Botelho há alguns anos que vem desenvolvendo extensa colaboração em páginas de diversas revistas, jornais e na rádio, nomeada mente no suplemento de cultura do Diário de Noticias.

    «Com o Coração Cheio de Sopa», é um livro de magia intimista, de jogos de memórias, texto fértil em imaginários crus e finais desencantados, num universo povoado de estranhas e ambíguas personagens, nascidas da clivagem entre o real e o irreal.

    📕 1ª Edição.
    Capa com falha.

  • Cartas Políticas a João de Barros

    Cartas Políticas a João de Barros

    Manuela de Azevedo

    10,00 

    Cartas Políticas a João de Barros de Manuela de Azevedo.
    Imprensa Nacional Casa da Moeda. Lisboa, 1982, 424 págs. B.

    Este livro, que se pretendeu feito à margem das flutuações que influenciaram as perspectivas políticas portuguesas, depois que foi lançado o primeiro volume das Cartas a João de Barros (as literárias), desejaria a responsável pela sua organização que não fosse mais do que o situar João de Barros no seu tempo, não ultrapassando a moldura do quadro em que se recortou o perfil político e literário do autor de Sísifo. Lutando contra as consequências educativas e públicas de uma paralisia de ideais inertes, estáticos e hierárquicos, o Portugal de João de Barros sofria, e espera-se que jamais venha a sofrer, dos erros do poder pessoal e providencialista, sem perspectivas, sem iniciativas individuais, sem horizontes que não fossem continuar Portugal-, quando o Poeta reclamava um Portugal Novo, para o Homem Novo, intensamente preconizado pela República.

    E dentro desse quadro de virtualidade da Pátria, tão obscurantista mente desfiguradas, que o optimismo do cidadão e do Poeta de sentido universalista (Ribeiro Couto dizia-lhe: quanto mais ando pelo mundo, mais verifico a obscuridade em que vivem os nossos poetas) sempre descobre novas fontes de energia, culminando uma obra cadenciada pelo ritmo do seu próprio coração, repartido entre Portugal e Brasil.

    As Cartas Políticas a João de Barros constituem, assim, um documento de presença em muitos actos e factos que ensombraram, nos seus últimos trinta e quatro anos, a vida portuguesa. Mas a actividade política de João de Barros vem de mais longe, vem da juventude, que é lá a forja da tempera democrática.

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  • Raúl Brandão e Vitorino Nemésio de A. M. B. Machado Pires

    Raúl Brandão e Vitorino Nemésio

    A. M. B. Machado Pires

    7,00 

    Raul Brandão e Vitorino Nemésio de A. M. B. Machado Pires.
    Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1988, 75 págs. B.

    Raul Brandão e Vitorino Nemésio são, por circunstâncias de enquadramento de geração, escritores que se situam numa época charneira. Ambos se inserem numa crise fim de século que se recorta e projecta pelo início do novo século. Ora o fim do século XIX está longe de ser o ano de 1900, ou mesmo os anos mais próximos. Toda a crise antinaturalista e espiritualista que marcou a geração de 90 projectou-se pelos anos de 1900, com as suas agónicas perplexidades do espírito e da arte perante um mundo, porém, definitivamente conquistado para a técnica. Brandão- «no limiar de um mundo», disse Vergílio Ferreira ‘, de um mundo a que Nemésio já francamente pertence, em termos etários e de geração.

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  • Painéis de S. Vicente de Fora de Paula FreitasPainéis de S. Vicente de Fora

    Painéis de S. Vicente de Fora

    Paula Freitas

    20,00 

    Painéis de S. Vicente de Fora de Paula Freitas.
    Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1987, 151 págs. B.

    Estamos perante um estudo da historiografia que é, forçosamente, um estudo da mentalidade historiográfica nacional dos últimos 100 anos, análise afinal útil de uma questão a tantos nível inútil, quando não parcialmente ridícula. Este trabalho (…) vai mais além do que muitos outros pelo simples facto de não se pronunciar sobre os «Painéis», evitando assim o pecado maior de tantos escritos que apresenta, e contribuindo (…) para uma renovada limpeza do olhar na nossa relação de público com essa pintura”, segundo palavras de José Luís Porfírio recortadas do seu prefácio. Com uma estampa desdobrável, a cores, reproduzindo as quatro tábuas do polémico e belíssimo políptico, além de outras estampas a negro, também em separado.

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  • Escassas Palavras

    Escassas Palavras

    Isabel Ary dos Santos

    6,00 

    Escassas Palavras de Isabel Ary dos Santos.
    Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1987, 48 págs. B.

    Nas células da areia havia um lugar pendurado nos azulejos onde se esperava que as crianças voltassem e o silêncio fosse fundo nos olhos daqueles que traziam perguntas. Ao sétimo dia golpeei as mãos de onde o sangue se soltou verde a ressuscitar o tempo. É difícil saber exactamente a forma da fala mesmo que em palavras redondas me lances os peixes soltos. A morte é sempre ligada à vida e estabelece o ritual da violência e do sossego. Acredita que o rosto encobre outro rosto onde acontece sermos nós. Por isso nas células da areia havia um lugar pendurado para as tuas ancas que repeti a adormecer sem pressa.

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  • Post Scriptum II

    Post Scriptum II

    Jorge de Sena

    35,00 

    POST SCRIPTUM II DE JORGE DE SENA
    Imprensa Nacional-Casa da Moeda. Lisboa, 1985. 2 vols. B.

    Post-Scriptum é, nas palavras do próprio autor, «um livro de peculiar organização»: trata-se de um conjunto de poemas saídos na reunião Poesia-I, que «poderia ter entrado nas três primeiras colectâneas […], além de perto de uma vintena de dispersos e inéditos, escritos em 1936-41». Poderá parecer a alguns um livro compósito no seu dizer e elaboração, mas Jorge de Sena refuta essa ideia sugerindo que, com estes poemas, «esta seria mais correctamente a imagem, se não direi de uma primeira fase da minha poesia, pelo menos da poesia que escrevi antes de ter deixado de viver permanentemente em Portugal […]».

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    Características do Exemplar
    ✅ Sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
    Peso: 925g
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  • Naceo e Amperidónia de Luiz Fagundes Duarte

    Naceo e Amperidónia

    Luiz Fagundes Duarte

    10,00 

    A novela sentimental Naceo e Amperidónia ocupa os fólios 201 r a 221 r de um códice quinhentista, datado entre 1543 e 1546. Eugenio Asensio descobriu este códice, que contém 247 fólios, e a Biblioteca Nacional de Lisboa o adquiriu em 1983. Hoje, ele está catalogado com a cota 11.353.

  • Literatura e Sociedade na Obra de Frei Lucas de Santa Catarina (1660-1740)

    Literatura e Sociedade na Obra de Frei Lucas de Santa Catarina (1660-1740)

    Graça Almeida Rodrigues

    10,00 

    Literatura e Sociedade na Obra de Frei Lucas de Santa Catarina (1660-1740) de Graça Almeida Rodrigues.
    Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1983, 283 págs. B.

    No estudo da obra de Frei Lucas de Santa Catarina, pela sua diversidade, deparamo-nos não com um, mas com vários autores. Frade dominicano e cronista da sua ordem, sucessor de Frei Luís de Sousa, Frei Lucas de Santa Catarina é – e como tal tem sido conhecido primordialmente – um cronista religioso. Membro fundador da Academia Real da História Portuguesa, Frei Lucas está integrado na elite cultural que viria a renovar a mentalidade da época. (…) Sob diversos pseudónimos como entre eles, cirurgião da experiência, licenciado nada lhe escapa, doutor tudo espreita, taralhão mor de Lisboa, é um autor satírico, burlesco, iconoclasta. É autor ainda de cartas freiráticas.

    Este livro procura debruçar-se especialmente sobre as últimas formas de literatura aqui mencionadas. Na verdade, nem toda a literatura barroca foi, como frequentemente se pensa, uma cultura de idealização formal e conceptual. Bem pelo contrário, existiu entre nós – como no resto da Europa – uma literatura realista, caricaturalmente realista que, com métodos próprios, questionou a cultura hegemónica vigente.

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  • David Almeida: Fécit

    David Almeida: Fécit

    Luiz Fagundes Duarte

    12,50 

    David Almeida: Fécit de Luiz Fagundes Duarte.
    Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1986, 109 págs. B.

    Nascido em 1945, em São Pedro do Sul, David de Almeida frequentou a Escola António Arroio, onde fez o Curso de Gravador Litógrafo e a Gravura – Cooperativa de Gravadores Portugueses, onde estudou sob a orientação de Maria Gabriel.

    Como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian estagiou nos Moinhos do Vale de Lagat, em França, e também com Stanley Hayter no Atelier 17, em Paris, começando a expor individualmente em 1976.

    Está representado em coleções nacionais (Biblioteca Nacional e Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian) e internacionais: na Bélgica (Museu do Pequeno Formato de Couvin), Brasil (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro), Espanha (Calcografia Nacional de Madrid), Estados Unidos, Macedónia, Marrocos, Iraque e Suécia.

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  • Estudos de Economia Caboverdiana

    Estudos de Economia Caboverdiana

    António Carreira

    6,00 

    Estudos de Economia Caboverdiana de António Carreira.
    Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1982, 342 págs. B.

    Ainda que fragmentário, é de certo modo impor tante o conjunto de estudos publicados sobre as ilhas de Cabo Verde, visando o conhecimento de aspectos da vida social, económica e cul tural. Mesmo assim. muito há ainda a fazer no sentido de melhorar, corrigir e esclarecer. Para isso os estudiosos têm à sua disposição abun dante (e importante) material preparado por um brilhante pleiade de pesquisadores, a partir. sobretudo, dos meados do século XIX.

    De modo geral, esse material abrange o periodo decorrido de 1400 aos meados do século XVII. Basta portanto desmontar esses textos e apro veitá-los no essencial para a elaboração de trabalhos monográficos, ou de síntese, por temas ou assuntos preferidos, consoante as preferên cias individuais. Recorde-se que grande parte dos originais existentes nos Arquivos é redigida em latim e/ou português arcaico; e a sua leitura tornava-se difícil para muitos dos individuos não ou pouco afeitos a tais tipos de escrita, sua pontuação, abreviaturas e outros detalhes que não importa referir. Por isso mesmo o material publicado facilita em extremo a tarefa

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  • Emília Nadal

    Emília Nadal

    Manuel Rio-Carvalho

    10,00 

    Emília Nadal de Manuel Rio-Carvalho.
    Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1986, 168 págs. B.

    Emília Nadal Baptista da Silva é uma artista plástica multimedia portuguesa que dedica-se à pintura, desenho, gravura, video-performance e objectualismo. Ela é vencedora dos Prémios Anunciação e Prêmio Lupi de Pintura pela Academia Nacional de Belas Artes de Lisboa, e do XVIº Prémio de Desenho Joan Miró.

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  • O Brasileiro Soares de Luís de Magalhães

    Brasileiro Soares, O

    Luís de Magalhães

    6,00 

    O Brasileiro Soares de Luís de Magalhães.
    Imprensa Nacional – Casa da Moeda.. Lisboa, 1981, 176 págs. B.

    Romance de Luís de Magalhães que combina o uso dos processos analíticos naturalistas (“a realidade bem observada e a observação bem exprimida”, como refere Eça de Queirós, autor do prefácio) com certas marcas românticas, como sendo a apologia dos valores burgueses da honestidade e do trabalho ou o destino final do protagonista. Como salienta, no prefácio, o autor de Os Maias, a obra reabilita o tipo social do brasileiro (o emigrante que retorna rico do Brasil), ridicularizado nas novelas românticas, na figura do protagonista, Joaquim Soares, um homem honesto, trabalhador e generoso. Regressado à terra natal, depois de uma vida de trabalho no Brasil, Joaquim apaixona-se pela sobrinha Ermelinda, ambiciosa e calculista, que afeta ser uma esposa dedicada, mas o atraiçoa na sua própria casa. Descobertos o adultério e a fuga da mulher, ainda aí Joaquim hesita “entre a vingança e o perdão”, mas, descobrindo de forma cruel a “comédia de hipocrisia e mentira” que é o mundo, suicida-se.

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  • Alma Nova, A

    Alma Nova, A

    Guilherme D' Azevedo

    7,50 

    A Alma Nova de Guilherme D’ Azevedo.
    Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1981, 122 págs. B.

    Guilherme de Azevedo (1839-1882), jornalista e poeta de Santarém, destacou-se pela ligação à “geração de 70”, pelo combate polémico nas “Conferências do Casino” e pela colaboração em jornais e no Álbum das Glórias com Bordalo Pinheiro. A sua obra A Alma Nova (1874) marcou uma viragem modernista, aproximando-o de Cesário Verde e conquistando elogios de Antero e Camilo. Teófilo Braga chegou a vê-lo como o verdadeiro representante da poesia moderna.

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