• Cartas Familiares

    Cartas Familiares

    Francisco Manuel de Melo

    10,00 

    Cartas Familiares de Francisco Manuel de Melo.
    Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1981, 625 págs. B.

    Editadas em Roma em 1664,já desde 1649 que D. Francisco Manuel de Melo, com a colaboração do seu amigo, o humanista António Luís de Azevedo o primeiro que se meteu a atentar no valor humano e literário dos textos epistolares do grande escritor seiscentista se ocupava em organizar a vasta colectânea onde reuniu cinco centenas, seleccionadas entre os milhares que escreveu sobretudo durante o período em que se viu confinado às quatro paredes de uma prisão. Homem de acção, cortesão e citadino, a carta tornou-se para D. Francisco Manuel de Melo uma forma de participação, um elo de ligação com o mundo social donde a sua presença física fora banida, mas de que, pela viva Inquietação do seu espírito e pela recusa em aceitar uma situação inexplicável de injustiça, não estava desligado. A carta de parabéns, de pêsames, de congratulação, de negócios particulares substituía a palavra que de viva voz estava impedido de transmitir. Lidas por ordem cronológica e que se estabeleceu para a presente edição as cartas tornam-se uma espécie de diário que acompanha os deveres sociais, as preocupações, as reflexões, os interesses culturais do autor. Por elas nos vamos dando conta dos seus projectos, das realizações literárias, dos insucessos ou dos êxitos editoriais. Mas o que delas sobressai, acima de tudo é a coragem, a força de animo com que sempre lutou «pela justiça de que ninguém é Indigno.

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  • Poesia e Prosa de Eugénio de AndradePoesia e Prosa de Eugénio de Andrade

    Poesia e Prosa

    Eugénio de Andrade

    25,00 

    Poesia e Prosa de Eugénio de Andrade.
    Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1980, 2 vols. E.

    A primeira e a mais pura expressão da Poesia como arquitectura do real, a mais límpida manifestação da entrega sem reservas aos sortilégios do puro poético, parece-nos ser a poesia de Eugénio de Andrade. No momento exacto em que a Poesia Portuguesa se revê com a máxima complacência nos poemas de Pessoa, o poeta de As Mãos e os Frutos volta lenta mas seguramente a consciência poética das ideias e dos problemas para as palavras como duplo mágico e imediato do mundo.

     

    A plenitude deste movimento só mais tarde será visível para todos mas já transparece nos adolescentes extases diante do rio ou da fonte em Pureza. Não significa isso que a consciência do poético seja inexistente em Eugénio de Andrade. Pelo contrário: poucos poetas terá havido entre nós que tanto tenham meditado sobre o material poético, sobre a sua euritmia e sua externa musicalidade. Exactamente por isso pôde conceber o poema como beleza objectal, se assim se pode falar. O poema é, para Eugénio de Andrade, a sua morada de cristal, o lugar em que ele vive a sua plenitude ou a plenitude do seu encontro com os outros e o mundo, o mundo aparecendo sempre nele apenas como elo ou passagem para a glorificação do seu próprio – ser-poeta. Mas o poema é também, ou visa ser, morada de cristal, pura transparência sem sujeito. A exterior perfeição do poema – e Eugénio de Andrade foi o primeiro a concebê-lo como ânfora, como ser análogo da estátua ou rio – restaura o equilíbrio da Vida, a sua ameaça latente, mas no fundo incapaz de anular o êxtase cósmico, vital, espermático, de que o poeta é expressão viva e sempre renovada. – EDUARDO LOURENÇO

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  • Noite de Natal de Raul Brandão

    Noite de Natal

    Raul Brandão

    7,50 

    Noite de Natal de Raul Brandão.
    Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1981, 248 págs. E.

    Embora considerada uma obra menor de Raul Brandão, e também de Júlio Brandão, A Noite de Natal revela-se relevante para compreender o teatro e a literatura dramática portuguesa na transição para o século XX. A análise do texto — até recentemente inédito — permite observar a tensão entre uma produção teatral abundante e uma crise latente, bem como as posições críticas dos seus autores sobre esse contexto. A peça evidencia influências do drama de costumes de inspiração queirosiana, marcas do Decadentismo e do Simbolismo, e constrói um protagonista como artista maldito finissecular, sob o signo da fatalidade. Representada num momento de viragem estética, a obra reflete o cruzamento entre renovação literária, Decadentismo e Simbolismo, após o declínio do Neo-Romantismo lusitanista.

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  • Naufrágios Viagens Fantasias & Batalhas de João Palma Ferreira

    Naufrágios Viagens Fantasias & Batalhas

    João Palma Ferreira

    10,00 

    Naufrágios Viagens Fantasias & Batalhas de João Palma Ferreira.
    Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, s.d., 297 págs. E.

    Já depois de composto e impresso o presente volume, foi publicado em Pisa o nª5 dos Quaderni Portoghesi, inteiramente dedicado ao estudo de diversos aspectos dos relatos dos naufrágios que ficaram assinalados na literatura portuguesa dos séculos XVI e XVII. A edição veio confirmar o extraordinário interesse que, um pouco por toda a parte, aquele “género” literário tem vindo a despertar, sucedendo-se a outros estudos publicados recentemente na Itália e em Portugal.

    Naufrágios, Viagens, Fantasias & Batalhas, reunindo inéditos da literatura marítima tradicional, de fantasias, de viagens e de batalhas que vão desde o século XVIII à navegação e às tragédias marítimas dos inícios do século XX.

    Deliberadamente heterogénea, a colecção apresentada pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda – com prefácio, leitura de texto e notas de João Palma-Ferreira – pretende pôr em evidência o itinerário de um tipo de narrativa de que a literatura culta já se apoderou, sem deixar de sublinhar a constante vinculação à sua origem peculiaríssima e até popular e que jamais perdeu.

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  • Presença do Espírito de Guilherme de Castilho

    Presença do Espírito

    Guilherme de Castilho

    7,50 

    Presença do Espírito de Guilherme de Castilho. Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1989, 220 págs. B.

    O presente volume inclui, além deste ensaio, outros textos, publicados, ao longo da sua carreira literária, em jornais de Lisboa e do Porto ou em revistas – Seara Nova, Mundo Literário, Revista de Portugal, Colóquio, etc. Dividido em duas partes distintas, abrange estudos sobre variados autores dos séculos XI e XX e pintores como Alvarez, Vieira da Silva ou Júlio. E ainda trechos invocando lugares ou factos ligados à vida literária portuguesa.

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  • Justino Alves de Yvette K. Centeno

    Justino Alves

    Yvette K. Centeno

    10,00 

    Justino Alves: o Pintor e a sua Filosofia de Yvette K. Centeno.
    Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1985, 79 págs. B.

    O pintor sabe, por experiência própria, que a realidade é uma constante invenção, que o criador participa nela, ajuda a perfazer o seu acabamento. Mas sabe também que a obra nunca é total, nunca é definitiva, hoje predomina o que amanhã se apaga, num ciclo de renovada abertura. – in Introdução

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  • Correspondência Jorge de Sena - Gullherme de Castilho

    Correspondência Jorge de Sena – Guilherme Castilho

    Jorge de Sena

    8,00 

    Correspondência Jorge de Sena – Gullherme de Castilho.
    Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1981, 131 págs. E.

    Em face deste breve conjunto de cartas, à imagem de üm Jorge de Sena amargo, agressivo e por vezes truculento, uma outra se lhe sobrepõe, Igualmente verdadeira: a do homem sereno e cordial, firme e constante na amizade, ávido de estima e de compreensão humana e literária, mais solicitando conselho do que impondo opiniões.

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    A documentação epistolar de quase quatro décadas entre Jorge de Sena e Guilherme de Castilho. sobretudo relativamente às primeiras cartas do autor de Perseguição, mostra bem, embora a maior parte das vezes veladamente, por pudor, (ou por orgulho?) a sua necessidade de ser aceite e amado. Temo sempre intrometer-me, Impor-me; quando, afinal, tanto desejo ser atendido.. Estas palavras de Sena, escritas em 1945, são uma das raras confissões explícitas de um sentimento que, quero crer, determinou em grande parte a sua maneira de ser: se a cordialidade, no campo literário, nem sempre foi o timbre do seu comportamento convivente, a agressividade que por vezes exibiu fol por certo menos ataque que defesa, menos agressão que desforço pela desporporção entre o valor que os outros lhe reconheciam e o que ele próprio, desde sempre, a si se atribuía.

  • Livros da Índia de António Barahona

    Livros da Índia

    António Barahona

    10,00 

    Livros da Índia de António Barahona.
    Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1984, 119 págs. B.

    Rico em formas de vida, animal de sete fôlegos como o felino de quem pelo menos denuncia a voluptuosidade, António Barahona da Fonseca antolha-se-nos um dos raros exemplares de poeta para quem a língua portuguesa continua a ser aquilo que foi na idade de oiro da nossa poesia: um dom divino, um eco telúrico, uma voz profética.  JOÃO GASPAR SIMÕES Diário de Notícias, 11.1.79

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  • Navegaçôes

    Navegaçôes

    Sophia de Mello Breyner Andresen

    25,00 

    Navegações (1983) é um livro, de Sophia de Mello Breyner Andresen, no qual há reflexões acerca de questões e problemas que assolam a história contemporânea de Portugal e a imagem mítica do ser português desbravador.

  • Afecto às Letras de David Mourão-Ferreira

    Afecto às Letras

    David Mourão-Ferreira

    10,00 

    Afecto às Letras de David Mourão-Ferreira [et al.].
    Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1984, 720 págs. B.

    Para festivamente assinalar os quarenta anos de actividade docente do Professor Doutor Jacinto do Prado Coelho na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, bem como a sua fecunda e determinante actuação em diversificados sectores da vida cultural portuguesa, entenderam alguns dos seus antigos alunos — certos de exprimirem a vontade de muitos mais — que seria indispensável pôr em relevo essa efeméride, não só no quadro de uma tradicional homenagem académica, mas também através de modos que melhor correspondessem à sensível, sabedoria e sempre renovada atenção do homenageado a múltiplos domínios do fenómeno literário e que afinal constituíssem, por parte das Letras portuguesas contemporâneas, um inequívoco tributo de admiração e de reconhecimento. (…)” Entre a muito vasta e importante colaboração, salientamos os nomes de Agustina Bessa-Luis, Alberto Pimenta, Alexandre Cabral, Ana Hatherly, Andrée Rocha, A. Machado Pires, A. Ramos Rosa, Casimiro de Brito, Clara Rocha, David Mourão-Ferreira, E. M. de Melo e Castro, Eduardo Lourenço, E. Prado Coelho, Eugénio de Andrade, Eugénio Lisboa, Fernando Guimarães, Fernando Martinho, Fernando Namora, Fiama Hasse Pais Brandão, Gastão Cruz, Helder Macedo, H. Carvalhão Buescu, Isabel Pires de Lima, Ivo Castro, João de Freitas Branco, João Palma-Ferreira, João Rui de Sousa, Joel Serrão, Jorge Listopad, José-Augusto França. José Blanc de Portugal, Lídia jorge, Lindley Cintra, L. Forjaz Trigueiros, Luís Miguel Nava, Manuel Ferreira, Maria Alberta Menéres, Maria Aliete Galhoz, Maria Alzira Seixo, Gabriela Llansol, Maria Helena da Rocha Pereira, M. Leonor Machado de Sousa, Maria Ondina Braga, Maria Velho da Costa, Mário Cláudio, Mário Dionísio, Matilde Rosa Araújo, Natércia Freire, Nuno Júdice, Olga Gonçalves, Óscar Lopes, Paula Morão, Salette Tavares, Sophia de Mello Breyner, Teolinda Gersão, Teresa Rita Lopes, Urbano Tavares Rodrigues, Vasco Graça Moura, Vergílio Ferreira, Y. Centeno, etc. etc.

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  • Utopias Desmascaradas de Almeida Garrett

    Utopias Desmascaradas de Almeida Garrett

    Kathryn Bishop-Sanchez

    8,00 

    Utopias Desmascaradas: O Mito do Bom Selvagem e a Procura do Homem Natural na Obra de Almeida Garrett de Kathryn Bishop-Sanchez.
    Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 2008, 302 págs. B.

    «Utopias Desmascaradas analisa a imagem do bom selvagem na obra de Almeida Garrett, mostrando como a importância deste mito evidencia uma urgente reavaliação do «moderno» e do «primitivo», num momento em que o Portugal oitocentista encara grandes transformações sócio-políticas a nível nacional. Colocando frente a frente a nostalgia de uma época menos civilizada e a incipiente modernidade, é na obra de Garrett que melhor se observa esta tentativa circunstancial de reconciliar, à sombra de Rousseau, as características do homem primitivo e a emergência do novo cidadão vintista. Levando em conta a formação estético-literária do mito do bom selvagem no imaginário português através de épocas sucessivas, esta investigação centra-se na obra de Almeida Garrett por ser um dos autores mais criativos e representativos do Romantismo português. Pondo em questão essa metáfora do homem selvagem no limiar da exploração industrial e urbana que abalou a Europa no século XIX, a obra de Almeida Garrett parece simultaneamente como uma assimilação do fervor e apelo do Liberalismo e a reacção ao rápido insucesso das esperanças do Vintismo. Kathryn Bishop-Sanchez, PhD da Universidade da Califórnia-Santa Barbara, é professora de Literatura Portuguesa na Universidade de Wisconsin-Madison, USA, desde 2000, onde lecciona cadeiras sobre o romance português (séculos XIX e XX), escritoras portuguesas e brasileiras, o romantismo português e estudos de mulheres.». In Editorial.

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  • Poesia e Alguma Prosa de Mário Saa

    Poesia e Alguma Prosa

    Mário Saa

    10,00 

    Poesia e Alguma Prosa de Mário Saa.
    Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 2006, 389 págs. B.

    «Escritor repartido por múltiplas áreas de interesse, Mário Saa (1893-1971) representa, enquanto poeta modernista, uma voz de marcada pujança e de indiscutível singularidade. Pujança não raro apoiada na associação entre uma quase crueza alusiva e um instinto de bem cadenciada versificação. Singularidade que muitas vezes assenta no cruzamento de certas ousadias de linguagem com modulações formais colhidas na nossa tradição. Tendo convivido de perto com alguns importantes vultos do seu tempo (como Pessoa, Almada, Raul Leal, José Pacheco, Botto, Régio, Carlos Queiroz), o «poeta de Avis» situa-se entre o vanguardismo de Orpheu – em que não colaborou, mas a cujo espírito se sentia bastante ligado – e o movimento da Presença, onde fez inserir numerosos poemas e outros textos, entre os quais «O José Rotativo», um conto de tão surpreendente expressividade, colaborou em algumas das principais publicações do modernismo, como Contemporânea, Athena, Arte Peninsular, Cancioneiro do I Salão dos Independentes, Revista da Solução Editora, Momento e Sudoeste. Esta sua aventura poética não tem sido contemplada com a visibilidade que por certo merecia, em larga parte devido ao facto de o seu autor nunca ter dado público qualquer volume de poemas, o que, ao longo dos anos, foi lamentado por várias personalidades. Com a presente recolha – em que se coligem textos dispersamente publicados (incluindo alguns de ficção e de feição aforística) e alargado conjunto de inéditos – procura-se preencher esta lacuna.». In Editorial.

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  • Poesia (Quase toda e até agora) de José Fernandes Fafe

    Poesia (Quase toda e até agora)

    José Fernandes Fafe

    8,00 

    Poesia (Quase toda e até agora) de José Fernandes Fafe.
    Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1987, 140 págs. B.

    Titulo reservado. Põe duas reservas: «quase toda» e «até agora. Poesia, só, era mais simpático: abria, sem reservas, os braços ao leitor. Mas não era honesto. Porque o livro não inclui Venusi que (1967), por razões técnicas, e não se sabe quantos poemas emboloram por jornais e revistas, de que o autor não se lembra a data e, muitas vezes, sequer o título das publicações. Dado que pode ainda vir a escrever novos poemas, o autor também previne «até agora». Aliás, a aná lise de ideias políticas, as reflexões com vislumbres filosóficos e o memorialismo com que ele vem perdendo o seu tempo estão mesmo a pedir um poema-síntese, onde, hegelianamente, tudo isso apareça afirmado, negado e superado. E se a superação é também já uma tese que repõe em movimento o mecanismo da dialéctica. a questão passa a ser a da imortalidade da alma, como se pretende mostrar no prefácio que segue. J. F. F.

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  • José Régio - Itinerário Fotobiográfico de Isabel Cadete Novais

    José Régio – Itinerário Fotobiográfico

    Isabel Cadete Novais

    25,00 

    Uma extensa fotobiografia daquele que Manuel Antunes considerou o escritor mais completo do século XX português. Poeta, romancista, dramaturgo, ensaísta, Régio foi também um grande coleccionador (não propriamente pelo espírito de colecção mas porque tinha um profundo amor pelas coisas, como o referiu num artigo o seu amigo Manoel de Oliveira), colaborador constante de jornais e revistas e fundador da Presença.
    Este livro, organizado pela investigadora regiana, Isabel Cadete Novais, divide-se em seis parte (“Os antecedentes familiares”, “Vila do Conde – nascimento, infância e adolescência”, “Coimbra – vida académica e o princípio da obra”, Portalegre – a consagração do escritor; o coleccionador de Antiguidades”, “O retorno à terra natal” e “O escritor não morre”. Com numerosos documentos, muitos inéditos, fotografias, cartas, fac-símiles dos originais, desenhos de Régio, etc.. E ainda textos do autor de “Poemas de Deus e do Diabo”, correspondência e testemunhos vários. Com um prefácio de Eugénio Lisboa.

  • Eva de Santos Nazaré

    Eva

    Santos Nazaré

    8,00 

    Eva de Santos Nazaré.
    Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1987, 246 págs. B.

    Este livro não nega nem afirma: duvida. E não digam que prega a dúvida; que grita à mocidade: não creias, sê desconfiada. Conta simplesmente uma história verdadeira, e quer indicar o mal que pode fazer uma mulher, a devastação que pode produzir um desengano nos espíritos moços, delicados e melindrosos, sem força nem estoicismo para lutar.

    Têm as mulheres, à maneira das pedras preciosas, faces diferentes: variam de cores e aspectos, conforme o lado por onde são observadas. Em Eva todas poderão reconhecer-se, conquanto nenhuma seja ela propriamente.

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  • Corpo (Sub)exposto

    Corpo (Sub)exposto

    Isabel Mendes Pereira

    6,00 

    Corpo (Sub)exposto de Isabel Mendes Pereira.
    Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1983, 71 págs. B.

    tive um amigo. os amigos não se perdem. morrem. morrem brusca e de morte física como qualquer ramo de camélias esquecido numa jarra. permanece a memó- ria. este amigo de que vos falo era filósofo. perseguia as palavras e a morte e tudo o que dentro deste frágil equilíbrio ficava por dizer ou descodificar. quando lhe falei deste livro tão sub(exposto) disse-me numa vOZ de água que «teria todo o gosto>> em fazer o prefácio. depois vieram as chuvas e com elas o dilúvio. e quando acordámos a terra toda era uma «cabala» de núvens e palavras negras. ouvi via satélite que o meu amigo tinha morrido. tinha sido encontrado nu e frio num areal onde as serpentes se deitavam ao sol.

     

    neste livro que se expõe aos relâmpagos aos gigantes e à terra de ninguém ficam as intenções de ser um barco de rumo certo. e como se fosse um prefácio, estas palavras são a eterna mágoa «dum beijo dormente de ópio, de cristal e anil na ideia de um país de gaze e abril em duvidosa e tremulante imagem…» (Mário de Sá-Carneiro)

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