Mas sei que as presentes Folhas Caidas representam o estado de alma do poeta nas variadas, incertas e vacilantes oscilações do espirito que, tendendo ao seu fim único, a posse do Ideal, ora pensa tê-lo alcançado, ora estar a ponto de chegar a ele – ora ri amargamente porque reconhece o seu engano ora se…
Itinerários Sentimentais de Virgílio Arruda. Gráfica Almondina. Santarém, 1974, 617 págs. B. Il.
I – Pela Costa Azul
II – Itália Mater
III – Serenata Andaluza
IV – Os Milénios de Toledo
V – Madrid
VI – Nos Algarves d’Além-Mar
VII – Na Terra-Mãe da Saudade
VIII – Nas Astúrias
IX – Nas Baleares
X – Em Paris
XI – Na Escandinávia
XII – O Regresso ao Lar
Antero Vate da Humanidade de Reis Brasil. Tipografia Escolar. Santarém, 1956, 74 págs. B.
O presente trabalho não é mais do que uma Conferência pronunciada na Associação Aca- démica de Santarém. Em face disto enferma dos vícios inerentes a qualquer conferência. A necessidade de sintetizar obriga a muitas lacunas, que brevemente o autor pensa preencher, publicando um livro em que se note a personalidade anteriana nas suas variadas e múltiplas facetas. Para uma melhor compreensão do conteúdo da conferência fazemo-la preceder da célebre carta de tipo autobiográfico com que foi publicada a tradução alemã dos sonetos de Antero de Quental. A carta é dirigida a Guilherme Storck.
A Alma Nova de Guilherme D’ Azevedo. Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1981, 122 págs. B.
Guilherme de Azevedo (1839-1882), jornalista e poeta de Santarém, destacou-se pela ligação à “geração de 70”, pelo combate polémico nas “Conferências do Casino” e pela colaboração em jornais e no Álbum das Glórias com Bordalo Pinheiro. A sua obra A Alma Nova (1874) marcou uma viragem modernista, aproximando-o de Cesário Verde e conquistando elogios de Antero e Camilo. Teófilo Braga chegou a vê-lo como o verdadeiro representante da poesia moderna.
Madame Renan de Caiel. Imprensa Nacional. Lisboa, 1896, 696 págs. B.
Alice Evelina Pestana Coelho foi uma escritora, jornalista, pedagoga, feminista e pacifista de grande cultura, dominando vários idiomas e escrevendo em inglês, francês, espanhol e português. Colaborou em diversas publicações sob pseudónimos como Célia Elevani e Caïel. Em 1888, viajou para a Europa em missão governamental para estudar o ensino secundário feminino, e em 1892 defendeu a educação das mulheres como essencial para uma sociedade democrática. Fundou a Liga Portuguesa da Paz em 1899 e representou-a na Conferência da Paz de Haia. Mudou-se para Madrid em 1901, onde lecionou e colaborou com grandes intelectuais da época.
📕 1ª Edição. 📖 Exemplar por abrir ❗ Caiel é o pseudónimo de Alice Evelina Pestana Coelho.
Viagens na Minha Terra de Almeida Garrett. Editorial Verbo. Lisboa, 1983, 255 págs. E. Il. 📷 Ilustrado Lima de Freitas
Esta é a odisseia que Almeida Garrett fez pelas terras do seu país. Aí visitou as ruas e os cafés, as igrejas e os túmulos, ouvindo pelo caminho uma história de amor em tempos de guerra, vivida por Carlos, que luta pelos liberais, e sua prima, Joaninha, a menina dos rouxinóis. Neste impressionante relato sem igual na história da literatura portuguesa, o autor não deixa dúvida sobre os seus intentos: «protesto que de quanto vir e ouvir, de quanto eu pensar e sentir se há-de fazer crónica». Quanto tempo permeia então uma ida de Lisboa a Santarém? Quanto tempo baste para se percorrer uma e outra vez as Viagens na Minha Terra. Publicado em volume em 1846, com este texto Almeida Garrett desenhou não só uma deambulação entre as duas cidades portuguesas, mas pelo Portugal dos homens e das ideias do século XIX.
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