Herculano em Vale de Lobos de Cândido Beirante. Junta Distrital. Santarém, 1977, 251 págs. B. Il.
Cândido Beirante consegue provar com excelente critério e dados aduzidos a sua proposição nos três capítulos da primeira parte: que Herculano não foi «nem eremita nem solitário», mas na exploração agrícola um pioneiro», e como escritor e homem moral sempre um <mestre». Assim a lenda do «retiro» se reduz ao sentido meramente simbólico a que pode aspirar. Na segunda parte deste trabalho, particularmente incidente sobre o agricultor exemplar que chegava a tomar parte com os seus homens na azáfama quotidiana, pegando no sacho de rega e na tesoura de podar, é primorosamente focada a «apologia do campo contra a cidade» e analisados os motivos concretos que levaram Herculano a defender acerrimamente a liberdade de emigração», principalmente nos seus magistrais estudos empreendidos nos últimos anos de vida sobre este tema. A proposta de regeneração para Portugal» decorre naturalmente da meditação profunda de toda uma existência consagrada à história e ao trabalho, incluso o dos campos, e recebeu da análise de Cândido Beirante uma luz, senão nova, intensa. – in Prefácio de Vitorino Nemésio
✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados. 📌 Carimbo: Oferta da Assembleia Distrital de Santarém.
Dom Pedro e Dom Miguel do Brasil ao Ribatejo de Virgílio Arruda Junta Distrital de Santarém. Santarém, 1972, 279 págs. B. Il.
Nesta hora de evocação, quando as comemorações luso -brasileiras da independência do Brasil nos falam dos cento e cinquenta anos volvidos sobre a proclamação da maioridade política das terras de Santa Cruz, não podemos deixar de relembrar acontecimentos e figuras que estão na base não dum desentendimento mas daquelas vias que o Destino, em seus imperscrutáveis desígnios, permitiu que servissem de união, união entre aqueles povos que, através das mais surpreendentes vicissitudes, vieram a criar uma comunidade única no Mundo.
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Feira de S. Martinho (Golegã) de SPA. SPA. 1945, 51 págs. B.
A Feira de S. Martinho é uma das mais, senão a mais portuguesa, das nossas feiras. De características bem definidas, tem um público especial, um público «elite» – o nosso melhor público.
A sua data, 11 de Novembro, é aguardada por centenas de famílias que chegam a deslocar-se dos mais opostos pontos do país, que S. Martinho é reunião elegante, obrigatória e tradicional.
Contos do Ribatejo de José Amaro. Ed. Autor. Lisboa, 1972, 225 págs. B.
José Amaro de Almeida, nascido em Lisboa, formou-se em Medicina e desenvolveu carreira no Hospital de Santa Marta. Na década de 1960, começou a lecionar Terapêutica no Instituto de Hidrologia e Climatologia, publicando vários trabalhos na área. Foi também conferencista internacional, gestor de revistas médicas e membro de várias sociedades científicas. Paralelamente, cultivou uma paixão pelo fado, sobre o qual escreveu vários artigos publicados na revista Olisipo. Publicou o livro de poesia Redondilha Maior (sob pseudónimo) e, em coautoria, Variações Sobre o Fado. Reconhecido como médico e homem de cultura, destacou-se ainda pelo apoio gratuito que prestava a fadistas com problemas de saúde.
Elevada entre o Céu e a Terra, Santarém é acaso da natureza mas também, obra do engenho humano: feliz casamento entre a natureza e a cultura que nos é dado a conhecer através dos mitos da sua fundação.
Santarém a Cidade e os Homens de Bertino Coelho Martins [et al.]. Museu Distrital de Santarém. Santarém, 1977, 178 págs. B.
Encerra as seguintes comunicações: «Os Árabes e Santarém» por António Borges Coelho; «As Linhas de Força da História Social de Santarém no Século XIX por Jorge Custódio; «Em Torno de ‘Scaballis’ por José Manuel Garcia; «Sobre a Pintura Maneirista em Santarém — 1553-1633 por Vítor Serrão; «O Peregrino Instruído: Abordagem Urbanística» por Pedro Canavarro; «A Defesa do Património Municipal» pela Comissão Organizadora da Exposição e, por fim, «A Exposição Através dos seus Visitantes». Profusamente ilustrado em folhas à parte.
«[…] Portanto, nesse percurso de espaço e memória, situo este modesto trabalho, que se resume na recolha de elementos durante largos anos, a que dei o nome de SANTARÉM – RAÍZES E MEMÓRIAS – PÁGINAS DA MINHA AGENDA. Ele não é mais, nem tem outras pretensões, que não seja um encontro com o passado em…
Existe, portanto, uma ligação familiar do Poeta com o Ribatejo e no sangue que lhe corria nas veias haveria possivelmente, transmitido pelas gerações, qualquer coisa que o levaria nas horas amarguradas do exilio em Constância, a compor com inteira com preensão aquelas éclogas, elegias e sonetos, onde a região transparece em alusões à terra e…
Portugal de Gilbert Renault. Livraria Bertrand. Lisboa, 1957, 126 págs. B. Il.
Acaba de entrar outro touro, pequeno, robusto, as pontas emboladas por uma bola invisível sob o estojo de couro. Surpreendido pela numerosa companhia que o cerca, ofuscado pelo sol ainda bastante alto para cegar os olhos, não repara no cavaleiro que, em trajo Luís XV, à Marialva, com cabeleira branca e um tricórnio na cabeça, acaba de aparecer montado num magnífico animal de pelo cinzento malhado, cavalo que, segundo me diz o meu vizinho, vale mais de duzentos contos (5)
É uma tradição antiga que a cidade de Santarém sempre foi um cenário votivo para erguer muitas expressões de conteúdo poético. Lembremos apenas os trovadores da meia Idade e também que outros líricos, no decurso dos séculos, a enobreceram com os primores emanados da sua obra literária. A poesia autêntica continua a fazer a sua…
Pintura Maneirista em Portugal por Vitor Serrão. Instituto de Cultura e Língua Portuguesa. Lisboa, 1982, 150 págs. B. Biblioteca Breve | 65
A pintura portuguesa da segunda metade do século XVI soube assumir-se notavelmente em termos de modernidade, alinhando pelos valores do Maneirismo internacional.
Polarizada pela ideologia da Contra-Reforma tridentina e pelo ascenso do capitalismo não deixou de responder com frescura e vigor ao sentido de renovação que a Europa dessa época experimentava e praticava, ainda que mais temperada nos seus típicos aspectos metafísico e sensorial.
Catálogo de uma importante exposição organizada pela Câmara Municipal de Abrantes sob o alto patrocínio do Ministério da Educação Nacional. O Mestre do Sardoal ou Mestres do Sardoal são hoje frequentemente identificados com a oficina, sediada em Coimbra, de Vicente Gil, continuada pelo seu filho Manuel Vicente e pelo neto Bernardo Manuel. Este(s) pintor(es) marca(m)…
Para melhor enquadrarmos o património monumental de Santarém, inventariar as fases da sua destruição e compreender os motivos que estão na base dessa demoli ção é fundamental caracterizar estruturalmente o conjunto urbano de que esse património faz parte integrante. Entende-se aqui por património monumental conjunto dos seus monumentos religiosos e civis, tanto públicos como particulares…
Fazer o levantamento tanto quanto possivel exaustivo da bibliografia dispersa em livros, jornais e revistas existentes na Biblioteca Municipal, era propósito que ha muito nos animava. Todavia, a viabilidade de concretizar esse desejo só agora foi possivel e para isso contribuiu o facto de termos podido aproveitar o material utilizado na “Exposição de Bibliografia de…
Lusíadas de Luís de Camões. Imprensa Nacional de Lisboa. Lisboa, 1931, 375 págs. B.
Foi esta edição de Os Lusíadas feita por iniciativa de Afonso Lopes Vieira e por amor de Portugal e do poema.
O texto reproduz o da edição prínceps de 1572, com a ortografia e a pontuação reformadas, e foi revisto pelo mestre camonista Dr. José Maria Rodrigues também responsável pelas «Notas filológicas, históricas, geográficas, mitológicas e cosmológicas» apresentadas no fim. Ilustrado com um retrato do autor e um mapa intitulado “CARREIRA DA INDIA NO SEO DESCOBRIMENTO POR VASCO DA GAMA.. O prefácio é transcrito com autorização da falecida e eminente professora D. Carolina Michaelis de Vasconcelos.
O retrato foi gravado sobre a iluminura quinhentista oriental, pertencente ao Marquês de Rio Maior.
Apreciada antologia, cuja selecção esteve a cargo de José Régio, Cabral do Nascimento, Jorge de Sena e António Ramos Rosa. No dizer de Sena: “Não há qualquer comparação possível entre estas três séries da ‘Líricas Portuguesas’ a não ser ser a relativa subordinação de três personalidades intectualmente a artìsticamente muito diversas — os antologizadores —…
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