De Amor Louco… Todos Sofremos um Pouco de Hélder Travado. Ed. Autor. Lisboa, 1999, 197 págs. E.
E porquê, também, o Amor como tema fulcral deste livrinho despretencioso? Porque acredito muito sinceramente, como o escrevo num poema desta Colectânea, que esse profundo sentir, “essa febre alta” do desejo, em que tantas vezes se envolve a Amizade, esse sim, o mais puro e inestimável sentimento da condição humana, é de facto a força motora que move a humanidade. Amor, esclareça-se, sublimado de muitas maneiras, por bem ou por mal, para o melhor ou para o pior, muitas vezes imperceptíveis, outras profundamente contraditórias. Se em tal não acreditasse, estes versos que aqui vos deixo, não teriam razão para ver a luz do dia. E essas páginas do meu passado ficariam, para sempre, em branco…
Mahalia de Vasco de Lemos Mourisca. Ed. Autor. Lisboa, 1961, 70 págs. B.
Vasco de Lemos Mourisca nasceu em Albergaria-a-velha em 1911. Fez o curso secundário num colégio do Porto e iniciou os estudos universitários na Faculdade de Direito, em Lisboa. Depois de ter deixado a vida das tertúlias e do Parque Mayer de Lisboa e o curso inacabado de Direito, Vasco Mourisca fixa-se em Albergaria, na casa de seus pais. No final dos anos quarenta, continuando a residir em Albergaria, apaixonou-se pela vida académica de Coimbra e deslumbrou-se com os Mestres da Universidade, tornando-se amigo de alguns deles. Concluiu então a licenciatura em Direito e abriu banca de advogado à qual veio a dedicar pouca atenção, porque a sua vocação voltava-se para a literatura.
Intervenção Sonâmbula de José Gomes Ferreira. Diabril. Lisboa, 1977, 165 págs. B.
«Há momentos em que as pátrias têm de provar que merecem a independência e o direito de existir pelo seu génio, coragem e audácia e não por meras razões de artificio ou tratados de equilíbrio internacional».
Assim pensei eu sempre e, ainda com mais convicção, durante a musgosa violência hipócrita do meio século salazarista.
Dai que, depois do 25 de Abril, concluída a descolonização, o ter eu esperado com ardimento a Prova Suprema que não só considerava necessária como inevitável desde que Vasco Gonçalves surgiu à frente de vários governos a que aliás pertenciam ministros dos três maiores partidos, não para conservar o que já existia, com alegria de gravatas novas (a que, por via de regra, se chama governar), mas justamente para contradizer essa norma diante da Europa Escandalizada.
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A Comédia dos Sexos de Sum Marky. Tipografia Greitas Brito. Lisboa, 1960, 217 págs. B.
Sum Marky, nasceu na Ilha de S. Tomé e toda a sua obra sofre a decisiva influência do factor geo gráfico.
Filho de pais europeus, emigrados para aquela Ilba, ali cresceu, no am biente estranho e pito Tesco, colocando entre dois Mundos: o Branco e Negro.
Sum Marky, embora de raça branca, nunca esque cen os braços negros que o acarinharam na primeira infância e guiaram os seus primeiros e indecisos passos
E o pseudónimo literário que adoptou-Sum Marky mais não é do que o seu próprio nome no cantante e sonoro dialecto indigena.
Camilo Castelo Branco: Cardiologista Sentimental de António Costa Gil de Sousa Prates. Tipografia Central. Vila Nova de Famalicão, 2007, 93 págs. B.
De entre todos os órgãos do corpo humano foi certamente o coração aquele que, desde a mais remota antiguidade, maior riqueza de significados simbólicos à linguagem literária ofereceu na expressão dos sentimentos reais ou fictícios do homem. Para não falar dos Egípcios e das culturas hindus, basta recordar que na Bíblia, tanto no Antigo como no Novo Testamento, o coração surge como sede da vida intelectual, afectiva e moral. Para os Gregos, Platão, no século V a.C., nele localiza a inteligência, enquanto, no século seguinte, com Erasístrato, o coração converte-se no órgão do amor.
Julgamento Sumário de Francisco Alves da Costa. Editorial Minerva. Coimbra, 1956, 60 págs. B.
«É noite. Eu vou, sòzinho, olhando o firmamento E prestando atenção às ondas agitadas, Enquanto o vendaval, que sopra nas ramadas, Passa com rapidez e morre num lamento.»
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Os Deuses Voltaram de Joaquim Leitão Ed. Autor. Lisboa, 1943, 308 págs. B.
Joaquim Leitão (1875–1956) foi um escritor, jornalista e historiador português nascido no Porto. Estudou Medicina, mas destacou-se na vida cultural e intelectual, ocupando cargos como secretário-geral da Academia das Ciências de Lisboa. Colaborou em vários jornais e revistas e dirigiu publicações. Autor prolífico, escreveu romances, contos, teatro e ensaios históricos. Recebeu condecorações oficiais pelo seu contributo cultural
D. Francisco Manuel de Rui Chianca Livraria Clássica. Lisboa, 1914, 184 págs. E.
Ainda que muito até hoje se haja escripto – n’estes últimos tempos – sobre a longa cadeia de martyrios que foi a vida de D. Francisco Manuel, não me parece desarrazoado lembra-la n’um rápido esboço para que a saibam como devem todos aquelles portuguezes quea não conheçam e a recordem como merce os que já n’ella encontraram a tranquila tristeza que nos vem da leitura de velhas máguas alheias.
Actualidade das Missões de Adriano Moreira. Bertrand. Lisboa, 1961, 23 págs. B.
Discurso proferido pelo Prof. Adriano Moreira, Subsecretario de Estado da Administração Ultramarina, no dia 22 de Outubro de 1960, na Sessão de Encerramento dos “Dias de Estudos Missionários”
História Castelhanas de Domingos Monteiro. Sociedade de Expansão Cultural. Lisboa, 1955, 179 págs. B.
O dom natural de contar histórias, a noção do ritmo, a sábia preparação do clímax, a possibilidade de criar um espaço imaginário em que o real se apresenta, simultaneamente, mo mais patente e no mais simbólico, são porventura, as características que definem, imediatamente a arte de Domingos Monteiro. António Quadros As Histórias Castelhanas constituem uma obra ímpar na história literária do seu autor e, também, na história da novelística portuguesa
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“Com raizes profundadas, teluricamente, num cerro alcandorado do Alentejo alto, este Fragmentos de Silêncios, quais voos planados de altaneiro gavião, ao sabor de um soão escaldante de inspiração, como que se transformam, por força de algum milagre, em voos descansados de gaivota, ao sabor da travessia da que, na planície penicheira, ensaia bailados de algas…
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