Crónicas e Cartas de Manuel de Portugal. Editora Ulisseia. Lisboa, 1976, 283 págs. B.
Crónicas e Cartas de enorme sucesso publicadas no Tempo e neste volume pela primeira vez reunidas, cartas e crónicas que desassombradamente tratam de acontecimentos que marcaram os tempos que imediatamente sucederam à Revolução de 1974, “.
Cada uma das crónicas é “antecedida de textos elucidativos das situações que determinaram o autor a escrevê-las e acrescidas de algumas importantes palavras iniciais e finais”.
Contos de Fialho d’ Almeida. Livraria Clássica Editora. Lisboa, s.d., 326 págs. B.
Contos é o Livro publicado em 1881 por Fialho d’Almeida, quando tinha 24 anos, e nele reuniu o Escritor treze contos, que fez preceder de uma dedicatória a Camilo Castelo Branco. Entre a admiração por Camilo e a humildade de subvalorizar o que iria publicar, o Autor escreveu: «[…] Não sei negar admiração aos homens do seu tamanho […] Peço-lhe que aceite a dedicatória deste livro medíocre […].»
Entre o primeiro e o último dos contos, o leitor sentir-se-á transportado para uma diversidade de temáticas, e confirmará a imaginação e capacidade narrativa de Fialho de Almeida.
Manuel Maria Barbosa du Bocage, nascido em Setúbal em 1765 e falecido em Lisboa em 1805, é amplamente considerado o mais completo poeta português do século XVIII. Filho de um advogado e de uma mãe francesa, alistou-se na Infantaria aos 16 anos e, posteriormente, na Marinha, viajando até Macau e Índia. Em Lisboa, mergulhou numa…
Bagaceira de José Américo de Almeida. Edição Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 203 págs. B.
A Bagaceira é um romance do escritor brasileiro José Américo de Almeida publicado em 1928. Junto com Macunaíma, é considerado o marco inicial do romance regionalista do Modernismo brasileiro. O enredo baseia-se no êxodo da seca no ano de 1898: (…) Uma ressurreição de cemitérios antigos — esqueletos redivivos —, com o aspecto e o fedor das covas podres (…) O tema central gira em torno de um triângulo amoroso entre Soledade, Lúcio e Dagoberto. Soledade, menina sertaneja, uma retirante da seca, chega ao engenho de Dagoberto, pai de Lúcio, acompanhada de vários retirantes: Valentim, seu pai, Pirunga, seu irmão de criação, e outros que fugiam do castigo da seca. Lúcio e Soledade acabam se apaixonando. A relação entre ambos ganha ares dramáticos no momento em que Dagoberto, o dono da fazenda, violenta Soledade e faz dela sua amante.
OLHOS DE ÁGUA DE ALVES REDOL
Centro Bibliográfico. Lisboa, s.d. [1954]. 342 págs. B.
🎨 Ilustrado por Lima de Freitas
Olhos de Água, ilustrado por Lima de Freitas, retrata a vida múltipla de uma pequena vila ribeirinha, entre alegrias quotidianas e tragédias, numa prosa que alia ironia consciente a um lirismo comovente, elevando o retrato local a uma dimensão de universalidade dramática. Obra marcante do neo-realismo português.
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Características do Exemplar
📕 1ª Edição.
✅ Sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
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OBRAS COMPLETAS II – DA FILOSOFIA, DO HOMEM, DE DELFIM SANTOS
Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa, 1982. 555 págs. E.
Segundo volume das Obras Completas de Delfim Santos, reunindo os ensaios «Da Filosofia» e «Do Homem». Filósofo e pedagogo, fundador e director do Centro de Estudos Pedagógicos da Gulbenkian até à sua morte prematura em 1966, Delfim Santos correspondeu-se com pensadores como Mircea Eliade e Hermann Hesse, sendo hoje uma referência incontornável da filosofia portuguesa do século XX. Os dois ensaios aqui reunidos abordam, respectivamente, a natureza e o método da reflexão filosófica e a condição humana enquanto objecto de pensamento filosófico.
────────────────── Características do Exemplar 🟣 Carimbo de biblioteca.
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Da inquietação e da angústia da hora que passa arrancou Maria da Graça Freire o conflito do seu novo romance, em cujas personagens se debatem sentimentos extremos. Abalada a tradicional noção de valores, a derrocada dos velhos conceitos que foram estímulo e esteio de uma sociedade é iminente. Benedita e Rodrigo são, a bem dizer,…
Riso de Deus de António Alçada Baptista. Editorial Presença. Lisboa, 1994, 206 págs. B.
Ao acompanhar a vida de Francisco, o personagem central deste romance, ao longo das suas escolhas, da sua procura, ao acompanhá-lo ao longo das suas deambulações pelo mundo, pela história, ao sabor dos acasos e encontros e, muito especialmente , da intimidade de algumas mulheres cúmplices da mesma procura, o autor instaura uma forma de questionamento radical. Radicalidade que decorre do facto, inédito na sua escrita, de ser toda uma vida que é posta em balanço, tendo por contraponto esse limite que é a morte. Deus? Possivelmente. Mas um deus que ri, joga, um deus apaixonado pela pura alegria de existir.
O romance de estreia de José Lins do Rego apresenta fortes traços autobiográficos. A obra relata a vida no Engenho Santa Rosa, com suas desigualdades e a permanência de traços da escravidão. Com uns quatro anos de idade, Carlinhos vê sua mãe estendida no chão, e “o pai caído em cima dela como um louco”. Órfão de mãe e separado do pai, que será internado num hospício, o menino é conduzido ao engenho do avô. O engenho Santa Rosa, situado na zona canavieira à margem do Paraíba, é uma espécie de mundo novo que contrasta com a cidade. Lá, a vida, as amizades da infância, o contato direto com a natureza, a precoce iniciação sexual, a convivência com personagens que moram e trabalham na casa-grande e na antiga senzala, tudo isso é evocado por um narrador que conheceu profundamente um pedaço de um Brasil arcaico, cuja herança escravocrata ainda é latente. O lirismo é uma das principais características de Menino de Engenho, que abrange a infância e a adolescência de Carlinhos, personagem central do livro.
Navegações (1983) é um livro, de Sophia de Mello Breyner Andresen, no qual há reflexões acerca de questões e problemas que assolam a história contemporânea de Portugal e a imagem mítica do ser português desbravador.
OBRA POÉTICA DE ALFREDO BROCHADO
Lello Editores. Porto, 1998. 171 págs. B.
Reunião da obra poética de Alfredo Brochado, poeta de Amarante próximo de Teixeira de Pascoaes, com introdução crítica de José Carlos Seabra Pereira. A sua poesia situa-se na confluência entre o saudosismo e o neo-romantismo português, herdeira do decadentismo finissecular e, em menor grau, do simbolismo, marcada por um lirismo melancólico que os contemporâneos do poeta, incluindo Vitorino Nemésio, associaram à imagem clássica do poeta triste e discreto.
────────────────── Características do Exemplar
✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Peso: 340g
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PALAVRAS LOUCAS DE ALBERTO DE OLIVEIRA
Livraria Civilização Editora. Porto, 1984. 198 págs. E. 🗂️ Colecção: Clássicos | 2
📜 Introdução de Luís F. A Carlos
Colectânea de ensaios do escritor portuense Alberto de Oliveira (1873-1940), fundador com António Nobre da revista Boémia Nova e principal teorizador do movimento Neogarrettista. Os textos enunciam o programa desse movimento, assente na figura tutelar de Garrett, na defesa do nacionalismo literário, na recuperação da literatura oral e popular, no abandono de modelos estrangeiros e no retorno ao rusticismo e à vernaculidade. Reúne ensaios de crítica teatral e literária, memórias de figuras como Antero de Quental, Renan e António Nobre, crónicas de Coimbra, Paris e Porto, e reflexões sobre a língua portuguesa.
────────────────── Características do Exemplar ✅ Sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Peso: 300g
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Comédia do Campo e Comédia Burguesa de Teixeira de Queirós. Campo das Letras. Porto, 1999, 191 págs. B.
Da série “Comédia do Campo” fazem parte ‘Os Meus Primeiros Contos’ (1876), ‘Amor Divino’ (1877), ‘Antonio Fogueira’ (1882), ‘Novos Contos’ (1887), ‘Amores, Amores…’ (1897), ‘A Nossa Gente’ (1899), ‘A Cantadeira’ (1913) e ‘Ao Sol e à Chuva’ (1916). Esta série centra-se nos usos e costumes das aldeias minhotas, com a apresentação do seu modo de pensar, da vivência religiosa, das superstições e da sua actuação nos eventos característicos da vida do campo.
Na série “Comédia Burguesa”, Teixeira de Queirós localiza a acção em Lisboa, pretendendo realizar “estudos fisiológicos e sociais da classe actualmente dominante”. Desta série fazem parte os romances ‘Os Noivos’ (1879), ‘O Salústio Nogueira’ (1883), ‘D. Agostinho’ (1894), ‘Morte de D. Agostinho’ (1895), ‘O Famoso Galrão’ (1898), ‘A Caridade em Lisboa’ (1901), ‘Cartas de Amor’ (1906), ‘A Grande Quimera’ (1919).
Garrett, Numa Cópia Perdida do Frei Luís de Sousa (31.12.1843) de Vasco Graça Moura. Campo das Letras. Porto, 1999, 32 págs. B.
Livro de poesia publicado no seguimento do prefácio elaborado pelo autor a uma edição do Frei Luís de Sousa. Inclui fotografia a preto e branco de Ana Gaiaz.
Mais do que dramaturgo, por certo, foi António Pedro um homem de teatro, na plena acepção do termo. Ou, mais exactamente, dramaturgo tê-lo-á sido apenas na justa medida em que lhe era necessário para atingir essa plenitude. Vista a questão de outro ângulo: se tivesse limitado à escrita a sua actividade teatral, não ocuparia ele…
«Terminou-se. O leitor que abra o livro e leia um dos maiores esquecidos que a Dor fez desabrochar sob o céu de Portugal e que foi a enterrar numa fria e chuviscosa manhã de Janeiro. Já lá vão dezasseis anos, dezasseis espantosos anos de esquecimento.»
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