A Mentira Sagrada de Luís Miguel Rocha. Porto Editora. Porto, 2011, 406 págs. B.
Será que Jesus foi mesmo crucificado? Terá tudo acontecido como a Bíblia descreve?
Na noite da sua eleição para o Trono de São Pedro, o Papa Bento XVI, como todos os seus antecessores, tem de ler um documento antigo que esconde o segredo mais bem guardado da História – a Mentira Sagrada.
Em Londres, um Evangelho misterioso na posse de um milionário israelita contém informações sobre esse segredo. Se cair nas mãos erradas pode revelar ao mundo uma verdade chocante.
Rafael, um agente do Vaticano, é enviado para investigar o Evangelho… e descobre algo que pode abalar não só a sua fé mas também os pilares da Igreja Católica.
Que segredos guardará o Papa? E que verdade esconde o misterioso Evangelho?
Um Interminável Movimento de Ruy Santos.
Saturno. Santarém, 1963, 57 págs. B.
“Uma expressão de revolta, entenda-se, não compreende, nem poderia certamente compreender, uma subordinação quase total a imposições formais totalmente ultrapassadas e insusceptíveis, portanto, de ganharem uma dimensão compatível com as exigências contemporâneas”
“Inconformista, extremamente sincero, com a bem fecunda solidez de uma posição anti-convencionalista. Ruy Santos é ideològicamente um poeta moderno”
📕 1ª Edição. ✍🏻 Edição autografada pelo autor. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Farça dos Miserandos de Jayme de Balsemão. Imprensa Libanio da Silva. Lisboa, 1930, 219 págs. B.
Jaime de Balsemão (1891-1947). Proprietário de uma perfumaria, em Lisboa, fundada pelo pai. Contista, entre os seus livros contam-se: Algumas Alfacinhas (Farsas Breves) (1925), São Sabino, O Senhor Pakuba e a Boa Matrona (1925), Memórias sem Fim Dum Homem sem Nome (1926), A Farsa dos Miserandos e O Livro Profano (1930). Dele há uma página sobre as Canções de António Botto, incluída na 2ª ed. (1922) desta obra.
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. III, Lisboa, 1994
✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados. 🔢 Edição Numerada: 778/1.000
Fantoches e Outros Contos de Erico Veríssimo.
Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 351 págs. B.
Reconhecido como um dos clássicos brasileiros do século XX, Erico Verissimo estreou na literatura em 1932 com o volume de contos Fantoches. Décadas depois, fez apontamentos manuscritos e ilustrações para a edição comemorativa do quadragésimo aniversário da publicação do livro. Neles, o escritor consagrado observa as narrativas do jovem principiante com olhar exigente, mas também com humor. Na primeira parte desta reedição da Companhia das Letras estão os fac-símiles das páginas de Fantoches anotadas por Erico. Escritos em forma de pequenas peças de teatro, os contos do jovem estreante já revelavam as qualidades que seriam desenvolvidas na maturidade. Quanto aos defeitos do principiante, o próprio Erico se encarrega de apontá-los e comentá-los. Depois de Fantoches, Erico só praticou o conto esporadicamente – e com maior domínio de suas técnicas. As seis narrativas breves incluídas na segunda parte deste livro revelam o engenho do criador de mundos e contador de histórias.
Fanga de Alves Redol.
Publicações Europa-América. Mem Martins, 1969, 342 págs. B.
“Fanga (1943) espécie de primeira síntese na minha obra, nela se investiu e remoçou a experiência iniciada em 1938, que até aí (e ainda hoje) não passara de combate ou diálogo, quantas vezes dramático, entre um homem emotivo, a viver no sangue as evidências mais cruéis do seu tempo, e um escritor insatisfeito que procurava dar àquele a lúcida voz de razões clarificadas num meio danado pelas trevas.
Fanga – sombra da Idade Média projectada nos nossos dias.
Senhores vivendo da terra sem nada lhe darem. Servos fecundando a terra sem nada receberem.”
Contigências: Afectos, Revoltas e Ternura (Antologia): Poesia de Jofre Rocha de Akiz Neto.
União dos Escritores Angolanos. 2014, 217 págs. B.
A intertextualidade em CONTINGÊNCIA: Afectos, Revol tas e Ternura de Jofre Rocha insurge-se na perspectiva de se transformar num antídoto dos autóctones para ruir seu temor, porque a forma sábia de construção do genotexto, envolta de todas essas circunstâncias, arquitectavam-se planos de chama-mento do homem subjugado para uma atitude consciente e correcta, obviamente, quanto ao processo das lutas de libertação. O sofrimento entre a fé e a obediência qual se revela da figuração gestual que, se antevê da atitude afónica na solidão, mesmo da sua grandeza reconhecível, encontra nesta poesia a chave da destruição das amarras, das algemas como forma de se repensar as expectativas duma visão clara do sentido estético, que abre caminhos para novas vivências.
Consciência de Ramada Curto. Empresa Nacional de Publicidade. Lisboa, 1939, 221 págs. B.
O titulo desta peça «Consciência é cheio de responsabilidades. Trata-se duma palavra grave – e grave no sentido psicológico, não apenas no gramatical. «Consciências é, além disso, um belo título de cartaz. Os homens têm a vaidade de se supor os únicos seres da Criação possuidores da capacidade de julgar os seus actos próprios e os dos outros, segundo critérios normativos de bem e de mal, de justo e de injusto. Não sei se serão os homens os únicos seres dotados dessa faculdade, porque nunca fui outra coisa cá neste mundo senão homem e não tenho conseguido trocar impressões que valham para resolver o problema senão com seres da minha espécie.
Caetes de Graciliano Ramos.
Portugália Editora. Lisboa, 1965, 248 págs. B. Colecção Contemporânea | 79
A história de Caetés se passa em Palmeira dos Índios, cidade em que Graciliano viveu. Neste romance narrado em primeira pessoa, conhecemos a trajetória de João Valério, um jovem guarda-livros introvertido e sonhador que se envolve com a esposa de seu chefe e amigo Adrião Teixeira. Existe ainda em João, o desejo de se casar com Luísa Teixeira e poder assim, ascender socialmente. Porém, o livro vai muito além do que uma história de amor e seus desdobramentos. O protagonista da obra aspira ser reconhecido como autor, e luta contra o bloqueio criativo que enfrenta em sua tentativa de escrever um romance histórico sobre os índios caetés. Após um acontecimento inesperado e uma reviravolta no curso da história, o jovem ascende à posição de sócio da empresa em que trabalha. Sentindo-se culpado, mas incapaz de resistir ao poder, como em um ciclo, João Valério segue em seus devaneios românticos.
Bandeira Preta de Branquinho da Fonseca.
Portugália Editora. Lisboa, s.d., 211 págs. B.
“Bandeira Preta é a aventura de uma adolescência temperada pela seiva do meio rural, onde nos surgem duas figuras de recorte inesquecível: o ‘capitão D. Pedro’ e o seu ‘piloto Chinca’. (…) Olhar pousado na essência das coisas e das gentes, vizinho da pulsação vital do homem, eis o que Branquinho da Fonseca nos revela nesta colectânea de contos em que alinha, num fruir voluptuoso da própria inspiração, o Sol e as árvores, as sombras e a água, os montes e os outeiros (…)”. — texto retirado da badana.
Ballet Rose: uma novela (a)moral de Francisco Moita Flores de Felícia Cabrita. Editorial Notícias. Lisboa, 1998, 229 págs. B.
Uma reportagem de Felícia Cabrita publicada o ano passado no Expresso desenterrou o escândalo sexual – conhecido por ballet rose – que, há cerca de trinta anos, fez tremer o Estado Novo, envolveu gente importante e foi pretexto para o degredo de Mário Soares para S. Tomé e Príncipe. Findou com a absolvição dos “senhores” e a condenação de duas prostitutas. Francisco Moita Flores transpôs a história para “um punhado de páginas narrativas”, visando a realização de uma série televisiva. São histórias (reais) de “paixões pedófilas, pederastas e prostituídas”, de mulheres obrigadas a viver ao contrário, de “figurões de ar respeitável mas cheios de vícios” e de crianças ensinadas a ultrapassar as profissionais na “ciência das volúpias”, na escrita fluída de Francisco Moita Flores.
Amor e Guerra de José Carlos Moutinho. Guerra e Paz Editores. Lisboa, 2021, 173 págs. B.
A Angola colonial, a par das desigualdades e conflitos subterrâneos, era também um paraíso. Quem chegava era apanhado por um estranho feitiço para o resto da vida. O rumor longínquo da guerrilha assombrava essa aparente harmonia. A guerrilha funciona – é da sua natureza! – pela surpresa. As gigantescas matas cerradas não permitiam a penetração das tropas chegadas de Portugal e eram perfeitas para a ocultação dos guerrilheiros. Nas cidades, porém, iludia-se a guerra: vivia-se freneticamente o dia-a-dia. Praias, vida nocturna, bares e restaurantes conferiam às cidades, em particular a Luanda, um cosmopolitismo sedutor. Luanda tinha feitiço. A guerra, granadas e minas, era lá longe. A música das G3 e das AK não chegava aos ouvidos da cidade. Amor e Guerra segue um personagem mobilizado para Angola.
Encontrará fatalidades, incertezas e paixões. Eis uma história de vida num paraíso cheio de inóspitas armadilhas. Será que o amor, o incansável amor, vence sempre todas as barreiras?
A Garça e a Serpente de Francisco Costa.
Parceria A. M. Pereira. Lisboa, 1952, 344 págs. B.
Este livro é um romance sobre um bancário melancólico e descrente, Manuel, que vive entre dois amores: Albertina e Ana. Após longa ausência em África, quando regressa ambas estão casadas. A sua vida será envolvida numa série de problemas e questões de honra, emoções e dramas humanos até que Manuel desperta para valores mais altos entregando-se a Deus como humilde servidor.
Viagem a Portugal de José Saramago. Círculo de Leitores. Lisboa, 1995, 269 págs. E. Il.
Um dos mais belos e originais livros até hoje escritos sobre Portugal, livro que não se limita “às já fatigadas impressões sobre os lugares-comuns do turismo. Para isso tentou o autor (…) olhar o seu país como se o estivesse vendo pela primeira vez, sem aquela espécie de neblina que a familiaridade lança sobre a face das pessoas e das coisas.” Edição cuidada, com novo grafismo ilustrada com fotografias de Maurício de Abreu.
Viagem à Aurora do Mundo de Erico Veríssimo.
Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 282 págs. B. Il.
A obra foi mais um êxito do autor que, num estilo incisivo e até emocionante e convicente, nos prende a atenção da primeira à última página, através duma história plena de interesse; no entanto, <<<Viagem à Aurora do Mundo» não é uma obra sensacionalista: é um romance digno de emparceirar com as outras obras de Veríssimo e que mereceu já, de críticos exigentes, palavras justas de encómio e entusiasmo.
✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados. 👨🏻🎨 Ilustrações de Lima de Freitas Ernst Zeuner
A Toca do Lobo de Tomaz de Figueiredo.
Círculo de Leitores. Lisboa, 1987, 224 págs. E.
Só! Só, mas na companhia de fantasmas, a surdirem-lhe cada instante das frinchas da memória, amigos ou apenas pitorescos, anulando o tempo. Parara, o tempo. Parara o tempo.
Fantasmas alguns que também o magoavam, pelo impossível de lhes falar com que o ouvissem, de lhes poder pedir perdão de certas injustiças, de certas leviandades de rapaz.
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