Fernando Pessoa Vozes de uma Alma Nómada de Zbigniew Kotowicz. Vega. Lisboa, 1998, 95 págs. B.
Filósofo com larga experiência como psicanalista, exegeta de apurada sensibilidade estética, Zbigniew Kotowicz é um profundo conhecedor de Portugal e dos portugueses, da vivência lisboeta de cidade à beira-rio, alguém que conhece também o nosso meio rural: o campo de Alberto Caeiro e a melancolia urbana de Álvaro de Campos e de Bernardo Soares. Visando primacialmente a divulgação de Fernando Pessoa, o Autor fornece-nos várias pistas de leitura sobre a(s) alma(s) do Poeta, num estilo lapidar, incisivo e acessível, reflectindo a vivência subjectiva da sua sensibilidade enquanto leitor e, assim, tomando o seu ensaio sumamente singular, original, único, útil. Fixando-se nas principais máscaras de Pessoa — Caeiro, Reis, Campos e Soares — vai desenrolando o fio que conduz o leitor (mais ou menos versado) no labirinto pessoano, à descoberta das diferentes Vozes de um dos maiores poetas europeus do século XX.
Temas de Literatura Portuguesa de Pierre Hourcade. Moraes Editores. Lisboa, 1978, 219 págs. B.
Temas de Literatura Portuguesa é uma coletânea que reúne os fragmentos esparsos duma atividade intelectual assaz importante, começada em paixão ainda hoje viva. Debruça-se sobre temáticas como: o panorama geral da literatura portuguesa, em estudos sobre o século XX (estudos sobre Eça de Queirós, Guerra Junqueira, etc), Fernando Pessoa e Alberto Caeiro, entre outras temáticas.
Teatro Romântico (1838-1869) de Luiz Francisco Rebello. Instituto de Cultura e Língua Portuguesa. Lisboa, 1980, 146 págs. B.
A trajectória do teatro romântico em Portugal demarca-se essencialmente entre a estreia pública do Auto de Gil Vicente de Almeida Garrett, em 1838, e a representação de A Morgadinha de Valflor de Pinheiro Chagas, em 1869.
Com esse teatro se exprime uma nova sensibilidade, paralela à transformação da sociedade portuguesa que derrubou igualmente a velha aristocracia feudal e a tirania dos padrões clássicos que espartilhavam a criação literária e artística.
“As quatro notas que constituem êste caderno continuam e, até certo ponto, completam os meus ensaios anteriores sôbre Eça de Queirós, publicados nos Estudos Críticos. Estudam, as duas primeiras, o temperamento e a posição estética de Eça; as duas últimas, o mecanismo das influências nesse romancista, documentando-o com dois casos de diferente qualidade e importância (…)” — retirado de Advertência.
Malefícios da Literatura do Amor e da Civilização: Ensaios sobre Camilo Castelo Branco” é uma obra de João Camilo dos Santos que explora a vida e obra de Camilo Castelo Branco, focalizando na influência do amor e da literatura na sociedade e na vida do próprio escritor. O livro, publicado em 1992 pela Fim de Século, é composto por ensaios que analisam a obra de Camilo Castelo Branco, como o romance “Os Malefícios da Literatura, do Amor e da Civilização”, e sua relação com as questões sociais e culturais da época.
José Régio – uma Literatura Viva de Eugénio Lisboa. Instituto de Cultura Portuguesa. Lisboa, 1978, 115 págs. B.
Ao passo de uma lentidão meio imposta, meio apetecida, José Régio ergueu uma obra imponente ainda quando limitada, original no melhor sentido do termo, uma obra sólida e durável, inteira na obstinação das suas ruminações e na progressiva e opulenta simplicidade dos meios formais.
Na poesia, na novelística, no teatro, no ensaio, na crónica, essa obra é uma desinteressada expressão e livre comunicação do humano.
✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Na poesia, na novelística, no teatro, no ensaio, na crónica, essa obra é uma desinteressada expressão e livre comunicação do humano.
Actas do 1º Congresso Internacional de Estudos Pessoanos Brasília Editora. Porto, 1979, 725 págs. B.
Os estudos e artigos presentes nestas atas deram a conhecer a obra e a figura do poeta, as inúmeras facetas da textualidade heteronímica, a partir de uma multiplicidade de perspetivas metodológicas, desde a poética à linguística, desde a psicanálise à antropologia, desde a história literária à filosofia, desde as visões míticas às esotéricas, entre outras tantas. Contaram com a participação/colaboração de autores de enorme relevo tais como: Adélia Silvestre, Alexandre Severino, Alfredo Margarido, Ana Hatherly, frd. Arnaldo Saraiva, E. M. de Melo e Castro, Eduardo Lourenço, Jacinto do Prado Coelho, João Camilo, Joel Serrão, Jorge de Sena, José-Augusto França, José Augusto Seabra, Maria Aliete Galhoz, Maria de Fátima Marinho, Óscar Lopes, Vasco Graça Moura, Y. K. Centeno, entre muitos outros portugueses e estrangeiros.
Teoria Literária de Rene Wellek. Editorial Gredos. Espanha, 1959, 426 págs. E.
La Teoría literaria de René Wellek y Austin Warren es un mágico mirador abierto a un panorama de problemas, a los múltiples, excitantes y enrevesados problemas que plantea la obra literaria; y lo mejor de todo es que una mano maestra ha ido ordenándolos y entrelazándolos de tal suerte que forman una densísima red de relaciones, siempre segura, siempre coherente. Primero se trata de delimitar el objeto de la investigación: qué es eso que llamamos literatura, cuál es su esencia y su finalidad, qué disciplinas acometen su estudio, etc. Pero lo más importante del libro es la parte dedicada a los métodos de la investigación literaria. No hay teoría literaria que falte en estas páginas, donde recibe el comentario o la calificación justa, serena. La doctrina y el saber de los dos autores parecen llegar a todas las partes vivas de la materia literaria, tomando inspiración alentadora en la larguísima tradición del pensamiento crítico occidental. Y su actitud no es nunca autoritaria, ni escéptica, ni aun ecléctica, sino pura y rigurosamente científica, como su vista va puesta siempre en la verdad, por dura y difícil que a veces resulte. Teoría literaria sigue y seguirá sirviendo, como en las últimas décadas, de indispensable repertorio para superar los escollos relativos al enfoque y a la comprensión de los fenómenos literarios, tanto para el estudioso como para el aficionado a la literatura.
José Régio e História do Movimento da Presença de João Gaspar Simões.
Brasília Editora. Porto, 1977, 370 págs. B.
“Aproveitando a data que este ano se celebra – o aparecimento em Coimbra, a 10 de Março de 1927, do primeiro número da revista Presença -, lembrei-me de reunir num volume não só o texto, refundido, do livro que em 1957 dei à estampa sob o título de História do Movimento da «Presença», mas alguns outros textos e documentos em meu poder capitais para o conhecimento da vida e da morte dessa «folha de arte e crítica» que veio ocupar uma situação única na história das letras e das artes no nosso país na primeira metade do nosso século”.
Literatura Portuguesa do Século XX de Fernando J. B. Martinho. Instituto Camões. Lisboa, 2004, 187 págs. B.
A colecção «Cadernos Camões» tem como objectivo reunir os grandes nomes e os grandes temas em torno dos quais a cultura portuguesa pode ser, de forma acessível mas objectiva, apresentada a outras culturas. A linha editorial da colecção abrange uma grande variedade de temas da Literatura à História, das Artes à Antropologia e a outros campos do conhecimento – tendo sempre por finalidade a difusão da cultura portuguesa. De um número para o outro, mudando apenas a cor da capa, não são apenas as temáticas que vão variando: os «Cadernos Camões podem também, em nome desse critério de ampla universalidade, ser constituídos por edições reunindo tanto um conjunto de textos de um só autor, como de diversos autores em torno de um tema.
O romance histórico no Portugal oitocentista, em que os primeiros românticos puseram tanta fé e tamanha esperança,
não ficou representado por nenhuma grande obra de criação literária, embora tivesse sido cultivado pelas três maiores figuras do romantismo português: Herculano, Garrett e Camilo. Do género ficou apenas o folhetim de tema histórico e de intuitos patrióticos ou meramente políticos, com larga aura de literatura popular.
Júlio Dinis, pseudónimo de Joaquim Guilherme Gomes Coelho, é um dos grandes nomes da literatura portuguesa do século XIX. Médico de formação, destacou-se como observador atento das questões sociais, políticas e religiosas do seu tempo, através de personagens bem construídas e enredos cativantes. Apesar de As Pupilas do Senhor Reitor ter sido considerado o primeiro romance português por Alexandre Herculano, a sua obra nem sempre foi valorizada pelos pares. Faleceu prematuramente, aos 31 anos, em 1871. Este livro segue o percurso do homem e do autor, revelando um escritor lúcido e culto, cuja obra — que abrange teatro, poesia, ensaio e romance — continua entre as mais lidas em Portugal.
António Nobre: Precursor da Poesia Moderna de João Gaspar Simões. Editorial Inquérito. Lisboa, s.d., 87 págs. B.
“Poucos poetas como António Nobre terão exercido uma influência tão poderosa nas recentes tendências da poesia nacional. Poucos poetas como ele terão sido tão naturalmente originais. Poucos terão devido tão pouco à poesia estrangeira. Eis o precursor da poesia moderna portuguesa que mais activa influência continua a exercer”.
Poesia e Drama: Estudos Sobre Bernardim Ribeiro, Gil Vicente e as Cantigas de Amigo de António José Saraiva. Gradiva Publicações. Lisboa, 2018, 191 págs. B.
O presente volume reúne estudos de António José Saraiva sobre Bernardim Ribeiro, Gil Vicente e as cantigas de amigo. Incursões sobre três momentos capitais na história da evolução das for-mas literárias ou, se se quiser, sobre os fundamentos de que partiram os ímpetos formadores de grande parte do imaginário português.
Para proporcionarmos a melhor experiência possível, utilizamos tecnologias como cookies para armazenar e aceder a informações do dispositivo. O consentimento permite-nos processar dados como o comportamento de navegação ou identificadores únicos neste sítio. Não consentir, ou retirar o consentimento, pode afectar negativamente certas funcionalidades.
Funcional
Sempre ativo
O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para o fim legítimo de permitir a utilização de um serviço expressamente solicitado pelo assinante ou utilizador, ou para o fim exclusivo de efectuar a transmissão de uma comunicação numa rede de comunicações electrónicas.
Preferências
O armazenamento ou acesso técnico é necessário para o propósito legítimo de armazenamento de preferências não solicitadas pelo assinante ou utilizador.
Estatísticas
O armazenamento ou acesso técnico utilizado exclusivamente para fins estatísticos anónimos. Sem uma intimação, sem a colaboração voluntária do seu fornecedor de serviços de Internet, ou sem registos adicionais de terceiros, a informação armazenada ou recuperada apenas para este fim não permite, em geral, identificá-lo.O armazenamento técnico ou acesso que é usado exclusivamente para fins estatísticos anónimos. Sem uma intimação, conformidade voluntária por parte do seu Fornecedor de Serviços de Internet ou registos adicionais de terceiros, as informações armazenadas ou recuperadas apenas para esse fim geralmente não podem ser usadas para identificá-lo.
Marketing
O armazenamento ou acesso técnico necessário para criar perfis de utilizador, enviar publicidade ou rastrear o utilizador num ou em vários sítios para fins de marketing.