Dispersos I – Poesia Portuguesa de Leonardo Coimbra. Editorial Verbo. Lisboa, 1984, 272 págs. B.
Faltava um vértice filosófico para um triângulo ontoteorético da nossa poesia moderna. Faltava é um modo de dizer, pois ele existia, e existe, no discurso de Leonardo Coimbra sobre a moderna poesia portuguesa; só que, estando esse discurso esparso em jornais e revistas, não se tinha dele uma unitária inteligência, qual a que se terá agora. A poesia e a teoria das artes poéticas ficam numa situação de maior clareamento, por nos ser possível inteligi-las segundo os critérios tríplices de Leonardo Coimbra, de Fernando Pessoa e de José Régio, em cujas teoréticas sobressaem as axiologias filosófica e teológica de toda a poesia, que por tal se afirme.
Desembarque dos Maniqueus na Ilha de Camões de António Telmo. Guimarães Editores. Lisboa.
(…) Empregámos a palavra maniqueismo como um sinal da gnose camoneana, não no sentido de corrente espiritual fundada pelo persa Mani. Poderíamos ter escrito «cátaros» ou «priscilianistas», em vez de «maniqueus». Este último termo é mais popular e é, sobretudo, à volta dele que se cristalizam as opiniões.
Desculpe-se o título do livro com a sua sugestão de uma aventura de piratas, mas se soubermos transpor aquilo que é imediatamente nele dado para o plano das significações, o plano onde as imagens são para além de si, a sugestão infantil tornar-se-á acutilante, logo capaz de se cruzar dolorosamente com os problemas dos homens (…).
Curso de Férias da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra: IV Centenário da Publicação dos Lusíadas de Costa Ramalho [et al.].
Universidade de Coimbra. Coimbra, 1972, 121 págs. B.
A tradição Clássica em “Os Lusíadas” de Costa Ramalho;
O episódio do Adamastor: sem lugar e significação na estrutura de “Os Lusíadas” de Aníbal Pinto de Castro;
“Os Lusíadas”: significado epocal e estrutura do poema de Ofélia Milheiro Caldas;
O significado do episódio da Ilha dos Amores na estrutura de “Os Lusíadas” de Vitor de Aguiar e Silva;
O episódio de Inês de Castro à luz da História de Dias Arnaut.
Cesário Verde de Joel Serrão. Delfos. Lisboa, 1961, 266 págs. B.
A honestidade do processo analítico, a cultura do autor, a calorosa simpatia pelo poeta Cesário Verde dão a esta obra um nobre a alto valor. – in Diário de Notícias de 28 de Fevereiro de 1957
Histoire de la Littérature Française de G. Lanson. Librarie Hachette. Paris, 1952, 1441 págs. E.
Histoire de la littérature française, 1850-1950, de Gustave Lanson, é um estudo crítico e histórico da literatura francesa moderna. A obra analisa a evolução das correntes literárias entre o romantismo e o pós-guerra, destacando autores como Flaubert, Zola, Proust ou Gide, e evidenciando as relações entre literatura, sociedade e pensamento.
Arte Visual Futurista em Fernando Pessoa de Fernando Alvarenga. Editorial Notícias. Lisboa, 1984, 130 págs. B.
O presente ensaio começa por situar Fernando Pessoa num contexto em que as artes visuais vanguardistas coexistem com as literárias, a incrustar-lhes dialogicamente os aspectos que mais peculiarmente as definem. Trata-se, neste caso, do Futurismo e, necessariamente, do Cubismo, expressões que de Paris chegam e se introduzem nas de Pessoa, embora a partir de condições entretanto criadas e desenvolvidas na original «plasticidade» paulica.
Actas do 2º Congresso Internacional de Estudos Pessoanos de Maria da Aparecida Santilli Brasília Editora. Porto, 1985, 687 págs. B.
Os estudos e artigos presentes nestas atas deram a conhecer a obra e a figura do poeta, as inúmeras facetas da textualidade heteronímica, a partir de uma multiplicidade de perspetivas metodológicas, desde a poética à linguística, desde a psicanálise à antropologia, desde a história literária à filosofia, desde as visões míticas às esotéricas, entre outras tantas. Contaram com a participação/colaboração de autores de enorme relevo tais como: Adélia Silvestre, Alexandre Severino, Alfredo Margarido, Ana Hatherly, frd. Arnaldo Saraiva, E. M. de Melo e Castro, Eduardo Lourenço, Jacinto do Prado Coelho, João Camilo, Joel Serrão, Jorge de Sena, José-Augusto França, José Augusto Seabra, Maria Aliete Galhoz, Maria de Fátima Marinho, Óscar Lopes, Vasco Graça Moura, Y. K. Centeno, entre muitos outros portugueses e estrangeiros.
Walt Whitman – Vida e Pensamento de Luís Eugénio Ferreira.
Galeria Panorama. Lisboa, s.d., 243 págs. B.
Whitman surge-nos, com efeito, como um complexo de dois pólos opostos, o santo, o messiânico, e o antípoda, o pervertor de consciências, o crápula.
Jamais uma obra poética inflamou de tal forma as paixões terrenas. Sucederam-se os cataclismos, palmas e espinhos foram colocados sucessivamente sobre a fronte expressiva do bardo.
Técnicas de Análise Textual de Carlos Reis. Livraria Almedina. Coimbra, 1981, 482 págs. B.
O problema do exercício da análise literária, pelo que contém de complexo e controverso, não pode ser devidamente dilucidado sem a prévia explanação de certas premissas relacionadas não só com as características específicas do objecto da sua atenção, mas também com o próprio processamento prático que ela implica.
Henry V, War Criminal? & Other Shakespeare Puzzles de John Sutherland & Cedric Watts. Oxford World’s Classics. Oxford, 2000, 220 págs. B.
Loose ends and red herrings are the stuff of detective fiction, and under the scrutiny of master sleuths John Sutherland and Cedric Watts Shakespeare’s plays reveal themselves to be as full of mysteries as any Agatha Christie novel. Is it summer or winter in Elsinore? Do Bottom and Titania make love? Does Lady Macbeth faint, or is she just pretending? How does a man putrefy within minutes of his death? Is Cleopatra a deadbeat Mum? And why doesn’t Juliet ask ‘O Romeo Montague, wherefore art thou Montague?’
As Watts and Sutherland explore these and other puzzles Shakespeare’s genuius becomes ever more apparent. Speculative, critical, good-humoured and provocative, their discussions shed light on apparent anachronisms, performance and stagecraft, linguistics, Star Trek and much else. Shrewd and entertaining, these essays add a new dimension to the pleasure of reading or watching Shakespeare.
António Nobre (1867-1900) de Mário Claúdio. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 2001, E
A fotobiografia que faltava, de um dos maiores poetas portugueses, cujo contributo para a renovação da linguagem poética em Portugal ainda hoje se faz sentir. António Nobre. “O poeta nato, o lua, o santo, a cobra”. A sua curta vida (n. 1867; m. 1900, com apenas 32 anos, de tuberculose) não impediu a criação de uma das obras mais criativas e pungentes da nossa literatura. O seu livro de poemas “Só”, um retrato do país em fins do séc. XIX, em especial do Norte ( Douro e Minho), feito com grande ironia, está entre os maiores da nossa literatura.
Vida e Obra de José Gomes Ferreira de Alexandre Pinheiro Torres. Livraria Bertrand. Amadora, 1975, 406 págs. E.
O drama do Apostolado Poético-Social de 28 de Maio de 1926 ao 25 de Abril de 1974, seguido de uma Antologia Breve de José Gomes Ferreira e de uma Bibliografia organizada por Alexandre Vargas Ferreira». Ilustrado com fotografias a negro.
Para proporcionarmos a melhor experiência possível, utilizamos tecnologias como cookies para armazenar e aceder a informações do dispositivo. O consentimento permite-nos processar dados como o comportamento de navegação ou identificadores únicos neste sítio. Não consentir, ou retirar o consentimento, pode afectar negativamente certas funcionalidades.
Funcional
Sempre ativo
O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para o fim legítimo de permitir a utilização de um serviço expressamente solicitado pelo assinante ou utilizador, ou para o fim exclusivo de efectuar a transmissão de uma comunicação numa rede de comunicações electrónicas.
Preferências
O armazenamento ou acesso técnico é necessário para o propósito legítimo de armazenamento de preferências não solicitadas pelo assinante ou utilizador.
Estatísticas
O armazenamento ou acesso técnico utilizado exclusivamente para fins estatísticos anónimos. Sem uma intimação, sem a colaboração voluntária do seu fornecedor de serviços de Internet, ou sem registos adicionais de terceiros, a informação armazenada ou recuperada apenas para este fim não permite, em geral, identificá-lo.O armazenamento técnico ou acesso que é usado exclusivamente para fins estatísticos anónimos. Sem uma intimação, conformidade voluntária por parte do seu Fornecedor de Serviços de Internet ou registos adicionais de terceiros, as informações armazenadas ou recuperadas apenas para esse fim geralmente não podem ser usadas para identificá-lo.
Marketing
O armazenamento ou acesso técnico necessário para criar perfis de utilizador, enviar publicidade ou rastrear o utilizador num ou em vários sítios para fins de marketing.