Jean-François Revel vai directamente à questão-chave do nosso tempo, a saber, o lento deslizar que nos faz consentir no imperialismo soviético. Não são as democracias que vão mal, diz Revel. E já não estão, como nos anos trinta, por exemplo, ameaçadas por uma gangrena interior. Mas tudo se passa como se tivéssemos antecipadamente abdicado perante…
Biologia do Egoismo de G. F. Sacarrão. Publicações Europa-América. Mem Martins, s.d., 158 págs. B.
Biblioteca Universitária, 27
Este livro é o produto de uma reflexão sobre o darwinismo, mais particularmente dos seus prolongamentos ideológicos, das suas relações com a sociedade. Enquadra-se no problema mais geral dos limites entre biologia e ideologia. A oposição clássica egoísmo-altruismo, que só terá sentido real na esfera humana, com o darwinismo sapiente e ideológico passou para o centro do debate. E a sociobiologia, que se propõe continuar hoje a grande revolução darwiniana, pretende ter resolvido o dilema proclamando um egoísmo ainda mais absoluto, que caracterizaria todo o comportamento social dos animais. Egoísmo este que o homem teria recebido como dote fundamental da sua herança biológica, e do qual seria prisioneiro
Do «Cancioneiro da Ajuda» ao «Cancioneiro Geral» de Garcia de Rezende; De Bernardim Ribeiro e Sá de Miranda e Luís de Camões; Do Francisco Rodrigues Lobo e Bocage; Do Romantismo de Garrett ao idealismo contemporâneo.
Biblioteca Cosmos nº 108. 1ª Secção – Ciências e Técnicas – Número 50: Ciências Biologias. Evolução na evolução do homem; Bases da alimentação científica; Factores Sociais; Grfandes Probelmas Alimentares; POlítica da alimentação científica.
“Crónica da Mais Velha Profissão do Mundo”, que foi publicado en França com o título “La Dérobade”, não é apenas um livro sobre a prostituição. Com efeito além da sua espantosa qualidade de documento, vai mais longe na análise de um problema que é mais profundo que a melhoria das condições de trabalho das prostitutas…
Proust selon Sainte-Beuve de Patrícia Cabral. Peter Lang. Berne, 2012, 210 págs. B.
En se plaçant polémiquement au point de vue de Sainte-Beuve, l’auto-dénommé « ami intime » du contemporain capital, l’auteur étudie la méthode de Proust. Il s’agit pour elle d’examiner, depuis le Contre Sainte-Beuve, et à la suite du narrateur, la construction de la malveillance mondaine, ou du potin, qui abaisse les grands en élevant les petits. L’instabilité des valeurs révèle les dessous idolâtres de la Recherche, figurés par des amours défuntes et des avatars rejetés de soi. Les quatre chapitres qui composent cet essai académique ne distinguent pas forcément Sainte-Beuve de son détracteur : ceux-ci constituent plutôt les deux faces d’une même critique. Ils visent à traquer, en particulier dans l’aspect conversationnel, du côté mondain du roman, les entrecroisements médisants et les réseaux dialogiques, dressant les auteurs les uns contre les autres ; et cherchent à revoir, par des indiscrétions rétrospectives, les prémisses jugées sociales et prétendues historiques de Sainte-Beuve.
Contributos para a História da Mentalidade Pedagógica Português de António Alberto Banha de Andrade. Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa, 1982, 665 págs. B.
O presente volume reúne pequenos estudos, publicados através de vários anos de investigação, que têm contribuído, como primeira apanha, para trabalhos de maior dimensão. Nenhum deles, porém, se integrou textualmente nos volumes a que tenha dado origem, mesmo «A Renascença nos Conimbricenses», que, em boa parte, constitui um capítulo do livro Vernei e a Filosofia Portuguesa, há muito esgotado, e agora também em vésperas de segunda edição, no Brasil, por diligência do bom amigo Prof. Doutor Eduardo Soveral.
A Imagem da Cidade de Kevin Lynch. Edições 70. Lisboa, 1999, 205 págs. B.
Esta obra, publicada em 1960, é o resultado de vários estudos ao longo dos anos sobre a percepção dos ambientes urbanos e como os habitantes organizam a informação que lhes é transmitida pelo espaço urbano. Nestes estudos, o autor usou como exemplo três cidades norte-americanas – Boston, Jersey City e Los Angeles. Num texto que se dirige ao arquitecto, ao urbanista, e ao habitante da cidade, Kevin Lynch formula um novo critério – imaginabilidade – e demonstra o valor potencial deste conceito como forma de orientação para a edificação e reconstrução das cidades. Do mesmo autor publicou Edições 70 A Boa Forma da Cidade.
Nesta viagem até ao Ano 2019, o nosso guia, Arthur C. Clarke, conduz-nos à descoberta do nosso possível futuro: a nova medicina, a guerra electrónica, a utilização doméstica dos robots, as escolas permanentes, as novas tecnologias de comunicação e de entretenimento, a vida em estações orbitais, as psicoterapias informatizadas, etc. As mudanças sucedem-se a um…
O FUTURO JÁ COMEÇOU) descobre-nos esse Novo Mundo onde técnicos e sábios captam novas forças, ganham no vos espaços, e construem novas máquinas capazes de substituir o homem, obrigando assim a cria ção a rever todos os pro blemas do destino humano.
Em todas as culturas, as questões relativas ao sexo e ao género foram expressas em provérbios, uma das mais curtas formas literárias. Este livro apresenta um estudo surpreendente e divertido sobre as semelhanças (até mais do que diferenças!) entre milhares de provérbios sobre a mulher, a sua condi-ção e as suas vivências, provenientes de centenas de línguas e mais de 150 países.
«Este é um livro de um cidadão profundamente atento e empenhado, que recorreao Direito, à Economia, à História e à Ciência Política, mas também ao cinema, àmúsica, à publicidade e ao discurso mediático, para nos convidar a pensar sobreo mundo em que vivemos.» – Ricardo Paes Mamede
“A autora propõe-se estudar, do ponto de vista antropológico, a relação dos cabo-verdianos com a morte, servindo-se, embora não exclusivamente, do que a esse propósito a literatura cabo-verdiana registou. Completou a informação colhida nestes termos com a que pôde recolher através de entrevistas não estruturadas. Este facto, só por si, denota que a principal preocupação…
Pretenso Manuscrito de História Negativa de João Afonso Côrte-Real. Revista Independência». Sociedade Histórica de Independência de Portugal. Lisboa, 1970, 24 págs. B.
(…) a carta representa uma forma epistolar hipotética, mas com testemunhos de sublinhar, em que o traidor, assassinado no primeiro de Dezembro, Miguel de Vasconcelos, revela a El-Rei Dom João IV quem são, em seu juízo, os servi- dores da Casa Real e outros.
Los Mundos Imaginários de Gonzalo Torrente Ballester. Espasa Calpe. Madrid, 1994, 218 págs. B
Fabulador de mil historias, brinda aquí Gonzalo Torrente Ballester, en un tejido de sus mejores textos, la seductora oportunidad de viajar por LOS MUNDOS IMAGINARIOS.
Siguiendo las voces de la memoria, comienza por avocar el mundo de la infancia, un espacio mítico inclinado ya a la maravilla y el prodigio. Toma muy pronto conciencia de las enormes posibilidades de subversión y juego que la palabra le ofrece. Con ella, a condición de romper con la realidad convencional, podrá crear y destruir personajes insólitos y hacer verdaderas situaciones de suyo desconcertantes. Su capacidad fabuladora llega al apogeo, merced a un incontenible despliegue de imaginación, en páginas cuya riqueza traspasa lo escrito y alcanza espacios insospechados.
Carmen Becerra, autora de esta excelente edición, recoge en ella todos los mundos literarios de Torrente, mundos diversos donde el juego irónico entre lo real y lo maravilloso despierta la magia y la ambigüedad.
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